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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Piastas e "Reis Extranhos" de Hoje e Ontem


Não é nada extranho, nem desconhecido, que as linhagens reais sõem ser frequêntemente as menos "autotoctonas" naqueles paises nas que reinam. Em este sentido vai um artigo recente publicado na revista Nature Communicationque vem a aportar , através do analise paleo-genètico, alguma luz sob a origem da dinastia piasta, que protagoniza a época fundacional do reino da Polonia.

Boleslvo Piast, Bolesłavo I de Polònia

O estudo feito sob os restos esqueleticos disponiveis dos membros das distintas ramas de esta linhagem aporta dados que questionam a origem local, e mesmo a eslavicidade da familia piasta:

"Seis indivíduos identificados como Piasts apresentavam haplogrupos R1b. As análises dos dados gerados para os Piasts R1b individuais sugeriram que seu ancestral comum pertencia à linhagem R1b-P312. Atualmente, essa linhagem é observada com maior frequência na Grã-Bretanha... As evidências apresentadas acima indicam que todos os indivíduos classificados como Piastas R1b pertenciam a uma mesma família e compartilhavam a mesma linhagem do haplogrupo Y R1b-BY3549, atualmente rara na Europa. Entre as amostras datadas do período anterior à formação do Estado Piasta, a mesma linhagem foi encontrada em três amostras antigas: CGG_023713 (datada de 770–540 a.C.) da atual França<sup> 42</sup> , CGG_107766 (datada de 20–200 d.C.) dos atuais Países Baixos<sup> 42</sup> e VK177 (datada de 880–1000 d.C.) da atual Inglaterra <sup>43</sup> . Assim, nossos dados revelam que os Piastas pertenciam à linhagem R1b-BY3549, sugerindo que eram migrantes de origem não eslava...
Os resultados obtidos indicam que os Piastas não eram de origem eslava e, portanto, sugerem que forças externas desempenharam um papel fundamental no processo de formação da Polônia."
Igualmente o estudo mostra a forte interconexão via alinças matrimonias entre a dinastia polonesa a as outras casas reias da Europa medieval contemporanea:

"Muitas das filhas de Piast e as mulheres que se casaram com membros da família Piast também representavam dinastias europeias famosas; portanto, os dados genéticos que coletamos para os membros da dinastia Piast nos permitem prever haplogrupos mitocondriais (mt-hgs) para mais de 200 figuras históricas conhecidas. Dentro desse grupo, há 108 Piasts, 32 Rurikids, 12 Giediminids, 23 Árpáds, 15 Přemyslids, 13 Hohenzollerns, 10 Habsburgos, 8 Wettins, 5 Angevinos e 4 Wittelsbachs ..."

Isto ultimo não é nada extranho, nem inesperado, a pouco que se observe a história das linhagens reais europeias caraterizada por um forte endogamica dentro do grupo e a pressença frequente por estes emparentamentos de dinastias de origen foraneo regindo as distntias monarquias europeias. 

o evidènte parecido familiar dos primos Nicolas II da Russia e Jorge V de Inglaterra.

Os reis de Grécia, esoclhidos após a independencia, eram de origem alemão e casaram-se quase na sua maior parte com linhagen de essa mesma origem e algumas escandinavas em menor medida. Os ingleses levam sendo governandos por soberanos não anglo-saxões mesmo desde a morte de Harold Godwineson: franceses da Normandia, e da Aquitânia, galeses (Tudor), escoceses (Estuardo), neerlandeses (Orange), e alemães (desde os Hannover aos actuais Mounbaten-Winsord, em realidade Watterberg-Saxonia Coburgo Gotta (1).

Jean-Baptiste Bernardotte, Carlos Joâo XIV de Suécia

Na Suecia actual os reinam os descendes omonimos de um general transfugade de Napoleão (os Bernadotte), e assim um trás o outro, e isso sem ter em conta a citada endogamia de grupo que faz que quase todos os membros das casas reais europeias actuais sejam primos entre sim em um ou outro grão e as vezes por partida dobre ou tripla.


Tampouco o facto de descender a dinastia fundadora da Polonia de um extrangeiro não resultaria demasiado disonante na época. Sem ir mais longe no ambito polones pode-se pensar no comerciante saxão Kizo que a tribo eslava dos luticios escolhera como chefe durante a revolta do ano 983 contra o dominio do Sacro-Imperio Romano Germânico. 


Também poderiamos citar igualmente a figura de outro extrangeiro: Rurik, aquele varego de origem sueca que fundara a Rus de Kiev, dando origem a dinastia dos rurikidas que dera monarca aos distintos principados poskievanitas, incluido o de Moscova até que Ivan IV, O Terrivel assasianra ao seu proprio filho e herdeiro cortando abruptamente a continuidade familiar.

Rurik e seus irmãos Trúvor chegam a Ládoga. Víktor Vasnetsov (1913)

Neste sentido estes "aventureiros" vindos de fora que atuam como fundadores de identidade etnico-políticas, depois convertidas em estados, não estão muito longe de realidades mais exoticas como a dos "reis extranhos/forasteiros" (Strnage Kings) táo tipicos do Sureste Asiático. O imaginario dos stranger king em esta região soe repressentar o poder político como algo essencialmente alheio a comunidade, uma especie de corpo extranho, vindo de fora in illo tempore mas que com a sua chegada estabelece uma nova ordem que subsiste até o momento atual e vem compretar em certa forma a sociedade pré-arrivada do strange king.

gravado no que se amostra o encontro do explorador holandês Joris van Spilbergen 
com o rei Vimaladharmasuriya I de Kandi, 1609

A ideaia dos stranger kings, além do seu contexto actotono, chegaria em esta região converter-se numa forma de interpretar e justifica,r dentro dos esquemas cosmologicos locais a realidade da dominação de potencias extrangeiras durante o posterior periodo colonial. O antropologo Marshall Sahlins amplou o padrão extendo-o a outros contextos geograficos e culturais (desde a Polinesia e Africa, à Grécia Antiga ou o mundo mesoamericano), considerando que este sistema era uma das formas elementais, senão a forma elementar por antonomaisa, de emergência do poder político nas sociedades humanas (Sahlins, 2008).

fotografa do filme Farewell to the King (1989)  inspirado no topos do Strange King

Segundo o antropologo no sistema de Stranger Kings existia uma repartição em duas esferas de atividade (a reprodução e poder) em termos uma dicotomia esencial entre a "autoctonia" e a "aloctonia". O padrão geral dos relatos sobre a chegada do strange king é conhecido, e reconocivel em muitas tradições ao longo do mundo, desde os mitos e lendas aos contos populares: mostra a chegada de um heroe, um extrangeiro alheio a comunidade, inclui o conflito com alguma entidade local, nomalmente descrita como monstroussa, e remata com o matrimonio entre o heroe foraneo e uma princesa autoctona que cria essa união armonica que reconcilia alotono e o autoctono dentro dum todo. 

Recorrentemente este extrangeiro atua como heroi cultural, que introduçe diversas innovações: novas costumes, objetos, ritos, ... marcando assim uma ruptura com a ordem anterior (cambio nas formas de matrimonio, na estrutura social, novas instituições, etc). Além da ominpressencia nas lendas e contos deste topos do heroi exiliado que mata a monstro e casa com a princesa local, há em estas tradiçoes sobre "reis extranhos" e fundacionais algo mais arcaico e esencial sob o proprio conceito de poder político, que em si proprio aparece cataterizado como algo "extranho", no doble sentido da palavra, algo vindo de fora mas que supõe  também uma "anomalia" com respeito a ordem previa que vem a tranformar.


É inevitavel não recordar alias aquelas comunidade de "Sociedades contra o Estado" (que quizas fora mais preciso denominar como "contra o poder"), descritas na Amaçonia por Pierre Clastres, Essas sociedades que consciênte e ativamente anulam, atraves de distntas estrategias, qualquer possivel comportamento que levasse ao estabelecimento de uma autoridade ou prestigio superior de algum individuo sob outros membros da comuidade, no que pudera fundar-se a constituição de qualquer formas de poder ou proto-poder politico de facto.  


E fazil imaginar como poderia ter sido possivel o passo desde tal estado de "anarquia", coidadosamente mantido com tanta constància, à aparição das primeiras chefias e sistemas de poder, e perceve-lo, em certa forma, como um ato carismático e de fonda transgressão.  Relacionando igualmente este ato de quebra primordial com alguns dados etnográficos, como o carater de grande “transgressor”, que alguns povos africanos atribuem a seus chefes, aos que se permite -ou mesmo exige-se?- um comportamento fortemente “antisocial” que rompe as normas quotidianas da sociedade, e deriva frequentemente num desempenho excesivo de uma violência arbitraria, concevida, e justificada, coma um elemento constitutivo e necessario do proprio poder e sacralidade do “monarca” (Simonse, 2017).

chefe "fazedor de chuva" da vila de Cakereda (1972)

Noutro ordem de coisas Sahlins entendia que os sitemas de stranger king aparecem em contextos de forte contato e intercambio intercultural a longas distancias, no que o antropologo norteamericano denomina como "Cosmopoliticas". Não seria muito extranho considerar que em momentos de forte contacto cultural, expostos á troca e a chegada de novas formas, objetos, pessoas e constumes, o vindo de fora termine alterando a propria realidade constitutiva preexistente de uma comunidade.

Neste sentido esse imaginario, que mostra a formação do poder como a chegada de algo anomalo vindo desde fora, e vinculado as qualidades de algum sujeito ou grupo carismáticos, seria especialmente adequado como repressentação mitica dos profundos cambios sociais que se estâo a operar em distintos niveis. Nâo é uma imagem que resulte extranha, precissamente, a um arqueologo. 


De certo, se agora pensamos em epocas da pré- e proto-história europeia nas que se fazem vissiveis grandes cambios culturais: unificações em koines linguisticas ou arqueológicas, a expansão de elementos de cultura material como armas, adornos, etc., a grandes distàncias, junto com tecnologias; e outros saberes denominados, as vezes, como "conhecimento esoterico" investidos ao mesmo tempo do prestigio do inusual e do distante das suas origens (Helms, 1999). não seria extranho imaginar algo similar ao que topamos no caso dos stranger kings


Assim o pensara já defunto Michael Rowlands para o Bronze Final europeu (Ling e Rowlands, 2015), mas poderia-se igualmente projetar-se o mesmo padrão, segundo a nossa opinião, a momentos aina mais afastados da pré-história europeia como o calcolítico, mesmo com a possivilidade de vincular isto a questões tão discutidas e controversas, como o processo de  indo-europeização (2)


Mas  faz-me pensar em outra questão também: se os "reis" da pré- e proto-história foram alguma vez strange kings em que medida não estamiaos a criar uma imagem distorsionada, quando nos debruçamos sob as tumbas, frequentemente de essa elite "regia" precissamente, para analisar a paleo-genetica do conjunto de uma sociedade num momento concreto?. Em que medida repressentaria hoje uma imagem genètica adequada do homem e mulher comuns do seu pais o ADN dum monarca europeu?

Os strange kings, como os seus filhos postumos, desde logo não são um bom exemplo da autoctonia do povo comum, precissamente
   

Artigo: 

Zenczak, M., Handschuh, L., Marcinkowska-Swojak, M. et al. (2026):" Genetic genealogy of the Piast dynasty and related European royal families." Nat Commun Nº 17, 3224  DOI: 10.1038/s41467-026-71457-1

Bibliografia complementar

Classtres, P. (2010): La sociedad contra el estado. Virus editorial. Bilbao
   
Helms, M. (1993): Craft and the Kingly Ideal. Art, trade and power. University of Textas Press. Austin.  aqui
   
Rowlands, M. & Ling, J. (2013): "BoundarIes, flows and Connectivities: mobility and Stasis in the Bronze Age"  Bergerbrant, S. & Sabatini, S. (eds.): Counterpoint: Essays in Archaeology and heritage Studies in Honour of Professor Kristian Kristiansen. BAR International Series 2508. BAR Publishing. Oxford. pp. 497-509
   
Sahlins, M. (2008a): Islas de Historia. La muerte del capitán Cook. Metafora, antropologia e historia. Gedisa. Barcelona.
   
Sahlins, M (2008b): "The Strnager-King or elementary forms of the politics of life" Indonesia & the Malay World Nº 36, pp. 177–199  DOI: 10.1080/13639810802267918
     
Simonse, S. (2017):  Kings of Disaster: Dualism, Centralism and the Scapegoat King in Southeastern Sudan.  Fountain Publishers. Kampala
   
Ling, J. & Rowlands, M. (2015): "The ‘Stranger King’  (bull) and rock art" Skoglund, P., Ling, J. & Bertilsson, U.: Picturing the Bronze Age..Swedish Rock Art Series Vol. 3. Oxbow Books. Oxford. pp. 89-184  PDF

Notas:
1) A substituição do apelido Saxonia-Coburgo-Gotta por Winsord foi resultado da molesta sonoridade alemã de este durante o a I Guerra Mundial. Igual questão motivou a anglização como Mountbatten do apelido Wattenberg.
2) Consideramos que boa parte da mitologia Indo-europeia, como o tema do "combate dos deuses", pode ser frutiferamente reinterpretada em termos da oposição "autotono" "alotono" pressente na estruturas dos sestemas de Strange King, o qual coincidira curiossamente já com a inicial intuição comparatista de Sahlins quando reconheceu a obra de Dumézil como uma das inspirações principais do seu modelo (Sahlins, 2008a)
    

Postatem relacionada: Uma olhada a migração na Pré-história

segunda-feira, 9 de março de 2026

Archeologické Rozhledy Nº 77/4 - 2025

Archeologické Rozhledy 

Nº 77/4 - 2025  

INDEX

Diverse deathscapes, Insights from two
 Late Eneolithic Złota culture burials 
in Southern Poland pp. 339–366
Marek Florek, Agata Hałuszko

A female burial in a Roman bronze
 bucket from Nezabylice in
 Northwestern Bohemia  pp.367–400
Agnieszka Půlpánová-Reszczyńska,
 Joanna Witan, Helena Březinová,
 Radka Černochová, 
Kamila Kováčová Zítová, 
Lenka Ondráčková, 
Libor Petr, Marek Půlpán

Stone grooved hammers from the Šumperk 
region in North Moravia and their possible
 association with metallurgical 
activity in the Late Bronze Age
 pp. 401–418
Michael Kamarád

An early medieval sword with a Carolingian 
K-type pommel from Varín in Northwestern
 Slovakia. A status symbol rather
 than a weapon  pp. 419–437
Zbigniew Robak
  

Book Review

Petr Pokorný – Petr Šída (eds.): Hinterland. 
Archeologie severočeských pískovcových 
krajin. Kodudek, Praha 2025. pp. 438–443
Jan Turek

Rebecca Bennett – David Cowley (eds.): Guid
elines for the Use of Airborne Laser Scanning 
(LiDAR) in Archaeology. EAC Guidelines 
10. European Archaeological Council, 
Brussels 2025.  pp. 444–446
Tomáš Kroupa


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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Archeologické Rozhledy Nº 77/3 - 2025

Archeologické Rozhledy 

Nº 77/3 - 2025

INDEX

Editorial pp. 219–220
Václav Vondrovský

Exploitation of radiolarites at the Milovice I 
Gravettian site pp. 221–240
Martin Moník, Martin Kováček, 
Petr Hamrozi, Zdeňka Nerudová

Fragment of an Early Eneolithic copper 
hammer-axe from Krhov in Moravia
 as a representative of the Hrádok
 material group pp. 241–268
Jaroslav Peška, Zuzana Jarůšková,
 Filip Ondrkál, Michael Kamarád
   

Topical Review

State of research on early medieval 
strongholds in Western 
Greater Poland pp. 269–290
Jagoda Mizerka-Urbaniak

From foreign prototype to local production 
Finds of post-medieval ceramic vessels 
from Poland as evidence of the continuity
 of influence networks pp. 291–334
Magdalena Bis


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sábado, 3 de janeiro de 2026

Archeologia Polski Nº 70 - 2025

Archeologia Polski 

Nº 70 - 2025

INDEX

The Jubilee of Professor 
Maria Dekówna pp. 9–15
Marian Rębkowski    

Studies

Metal casting moulds in Bronze Age and 
Early Iron Age Poland. Current 
state of research pp. 17-54
Kamil Nowak 
   
Early medieval soda glass found in Poland:
 issues and research proposals 
pp. 55-77
Sylwia Wajda    

Raw materials used for early medieval 
whiteware from selected centres on
 the Polish-Rus’ borderland pp. 79-115
Michał Auch    

The location of churches in early medieval 
urban space: the case of Barczewko 
(Alt-Wartenburg) in Warmia pp. 117-141
Felix Biermann, Christofer Herrmann, 
Arkadiusz Koperkiewicz    

Industrial archaeology in Poland: 
state of research and current trends. 
Key issues pp. 143-159
Paulina Romanowicz    

Archaeological heritage values in social 
research: attitudes, knowledge, and 
engagement among Poles pp. 161-185
Michał Pawleta, Aleksandra Chabiera, 
Agnieszka Oniszczuk    

Discussions and polemics

Reflections on the "Swiderian industry" concept 
from the perpective of Paleolithic flint 
inventories from Ludwik Sawicki's collection 
from the Świdry Wielkie I site pp. 187–210
Katarzyna Kerneder-Gubała, Tomasz Boroń    

Kalisz-Stare Miasto – the oldest known 
early medieval glassworks in Poland? ´
pp. 211-226
Dariusz Wyczółkowski, 
Adam Kędzierski    

Glass bottles from the 17th–19th centuries: 
potential of sources based on finds from 
the castle in Tykocin pp. 227-256
Magdalena Bis, Beata Marciniak-Maliszewska    

Reviews

Aleksandra Rzeszotarska-Nowakiewicz, 
Nidajno style. Sources, inspirations, and 
examples of a Romano-Barbarian aesthetic 
convention from Late Antiquity, 
Warsaw 2024  pp. 257-261
Judyta Rodzińska-Nowak    

Tadeusz Baranowski, Sauro Gelichi (eds), 
Ammuriana – the island of Murano in the 
light of excavations, Warsaw 2024 pp. 262-268
Guido Vannini    

Marzena Woźny, Archaeology in Kraków 
between 1815 and 1918, Kraków 2025 
pp. 269-277
Magdalena Malak    

Chronicle

Professor Zenon Woźniak 
(1931–2025) pp. 279-283
Halina Dobrzańska    


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domingo, 18 de maio de 2025

Archeologické Rozhledy Nº 77/1 - 2025

Archeologické Rozhledy 

Nº 77/1 - 2025

INDEX  

Editorial pp. 3–4
Václav Vondrovský
 
Research Article

The beginnings of S-shaped temple rings in Bohemia 
from the perspective of archaeological analysis 
and radiocarbon dating pp. 5–42
Nikola Koštová, Kateřina Tomková, 
Naďa Profantová, Petr Limburský

A child, twelve goats, three sheep, a cow, 
and a horse. An unusual grave from the Late Eneolithic
 in Brno-Slatina (South Moravia, Czech Republic) pp. 43–62
František Trampota, Jarmila Bíšková, 
Jiří Kala, Petr Kos, Miriam Nývltová Fišáková, 
David Parma

Social networks around the Orońsko flint mining area 
(Central-Southern Poland) during the Late Palaeolithic. 
The first results of the SEM-EDS analysis of flints 
and pigments pp. 63–87
Katarzyna Kerneder-Gubała, Julia Kościuk-Załupka, 
Dominik Gurba, Mateusz Słoniewski

Typological and production-technological study of 
selected finds decorated with the mosaic enamel
 technique in the 2nd–3rd century AD pp. 88–116
Viktoria Čisťakova, Zdeněk Beneš, 
Zuzana Zlámalová Cílová, Pavel Horník, 
Šárka Msallamová, Šárka Matoušková, 
Ladislav Lapčák, Tomáš Kmječ,
Josef Souček


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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Wiadomości Archeologiczne Nº 74 - 2023

Wiadomości Archeologiczne 

Nº  74 - 2023
  

INDEX

Wiadomości Archeologiczne – a Panorama of One 
Hundred and Fifty Years of Polish Prehistoric 
Archaeology pp. 3-17
Wojciech Nowakowski

Papers

One-Piece Belt-Hooks of Kostrzewski Types Ib 
and IIb. Varieties – Chronology – Inspirations 
pp. 19-59
Anna Strobin

Miscellanea

About the Siwianka Anklets from Eastern 
Mazovia and More... pp. 61-84
Grażyna Orlińska

An Intriguing Female Burial From a Bi-ritual 
Cemetery at Kazimierza Wielka, Kazimierza 
Wielka County  pp. 85-106
Joanna Zagórska-Telega, Marcin Przybyła, 
Anita Szczepanek

Almost a dozen already. The next princely grave 
at the necropolis at Czarnówko in Pomerania 
pp.  107-148
Jan Schuster

Cosmetic spoons from the Barbaricum 
pp. 149-163
Andrzej Kokowski, Marek Florek

Sixteenth-century Tiles with the StarykoŃ Coat of Arms
from the Royal Castles of Wawel and Ojców in the
 Light of the Results of Comparative Analysis 
and Physical and Chemical Studies pp. 165-182
Bartłomiej Makowiecki, Lucyna Samek, 
Dariusz Węgrzynek, Zdzisław Stęgowski, 
Aleksandra Wandzilak, Paweł Wróbel, 
Michał Wojenka

In Search of Lost Archaeological Artefacts 
pp. 183-190
Andrzej Kokowski, 
Wieńczysław Niemirowsk

Discoveries 

"Manslaughter" on the Warsaw-Annopol 
in the Early Iron Age pp. 191-201
Bartłomiej Kaczyński, Łukasz Maurycy Stanaszek

Archival cemetery at Zalec (former Salza, Kr. Lötzen) 
in the Mrągowo Lakeland –rediscovered. Analysis 
of artefacts from contemporary field surveys pp. 202-216
Agata Grzędzielska

A Cast from Čarnaŭčycy and Brooches of Almgren
 type 41 from Belarus pp. 217-226
Vadzim Beliavets

Antler container from the Navasiolki barrow 
cemetery (Miadziel district, Minsk region, 
Republic of Belarus) in the collection of 
the State Archaeological Museum 
in Warsaw pp. 227-237
Mikalai Plavinski

A dugout from Lake Lubikowskie 
(Lubuskie Voivodeship) pp. 238-242
Szymon Mosakowski, Marta Piotrowska, 
Mateusz Popek, Konrad Lewek


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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Paisagens e Sociedades no Neolítico do Norte

Landscapes, Histories & Societies in the Northern European Neolithic

Furholt, M., Hinz, M., Mischka, D., Noble, G. & Olausson, D. (2014): Landscapes, Histories and Societies in the Northern European Neolithic. Frühe Monumentalität u. soziale Differenzierung Vol. 4. Verlag Rudolf Habelt. Bonn.  ISBN: 978-3-7749-3882-3

Sinopse  
Paisagem, Histórias e Sociedades no Neolítico do Norte da Europa apresenta os contributos apresentados em duas sessões da conferência da Associação Europeia de Arqueólogos realizada em 2011 em Olso. Os artigos deste volume descrevem novas pesquisas sobre as relações entre paisagem, história e sociedade no Neolítico do norte da Europa. 


Eles se concentram no complexo do Vaso de Funil e contextos neolíticos relacionados, com estudos de caso que se estendem da Polónia e República Tcheca até a Noruega e Escócia. Vários estudos de caso examinam a importância dos cercados - desde os primeiros cercados de calçada no norte associados aos primórdios do Neolítico até a importância dos cercados de paliçada construídos no final do Neolítico na Escócia e Suécia. 


O volume também inclui novos estudos sobre a origem, importância e interpretação do enterro neolítico e da arquitetura megalítica encontrados numa variedade de paisagens no norte da Europa. Importante, o volume também descreve o significado de outros tipos de lugares que não foram monumentalizados da mesma forma, como pântanos, a costa e o ambiente mais amplo, na construção da visão de mundo neolítica. 



Finalmente, ele conclui com uma série de artigos que consideram o significado de formas particulares de cultura material – machados, pedras de amolar, cerâmica e comida – na reprodução social no Neolítico do norte da Europa. No geral, o volume apresenta um importante corpo de novos dados e perspetivas internacionais sobre sociedades, histórias e paisagens neolíticas no norte da Europa.

INDEX


Descarregar o livro em: Landscapes, Histories & Societies

sábado, 1 de fevereiro de 2025

Materials & Reports Nº 44 - 2023

Materials and Reports of the
 Rzeszów Archaeological Center 
   
Materiały i Sprawozdania Rzeszowskiego Ośrodka Archeologicznego 

Nº 44 - 2023

INDEX 

Studies and Materials

The Mysterious Copper Battle Ax from 
the Castle Museum in Sandomierz
Wojciech Rajpold

Materials of the Trzciniec cultural circle 
from the settlement Rovantsi-Hnidavska
Hirka in Volyn
Andriy Б. Bardetski

Settlement of the Trzciniec cultural circle 
in Lutoryż, site 9 on the middle Wisłok
Joanna Adamik-Proksa, Mirosław Mazurek, 
Aleksandra Sznajdrowska-Pondel

Gildet women – remarks on appliqués made 
of precious metals in the Vekerzug culture
Anita Kozubova 

Iron acinaces from the collection of the 
National Museum of the Przemyśl Region
Magdalena Krzemińska, Marcin Burghardt

Early medieval barrow cemetery in Międzygórze, 
Opatów district, Świętokrzyskie voivodeship 
(Międzygorz, site 44). Results of excavations
 in the years 2006–2009
Marek Florek

New finds of medieval ice axes and axes 
from the areas of Sandomierz and Opatów, 
Świętokrzyskie Voivodeship
Marek Florek

Announements

Results of geophysical research and verification 
excavations at site no. 53 in Sadowie, Opatowski district
Wojciech Pasterkiewicz, Tomasz Tokarczyk

Settlement of the Tarnobrzeg Lusatian culture 
in Wietlina Pierwszy, site 1, Laszki commune
Maciej Dębiec

Results of archaeological research at the 
multicultural site 22 in Trepcza, Sanok district
Jan Bulas, Piotr Kotowicz

Varia

Elżbieta Małgorzata Kłosińska , About a little-known
 method of popularizing archaeological monuments
 in the times of the Polish People's Republic
Elżbieta Małgorzata Kłosińska

European Days of Archaeology at the Regional 
Repository of Archaeological Monuments in Zgłobeń
Joanna Ligoda

Reviews

Ziemowit Cieślik, Iwona Gredka-Ligarska, 
Paulina Gwoździewicz-Matan, Irena Lipowicz, 
Andrzej Matan, Kamil Zeidler, The Museum Act. 
Commentary, Wolters Kluwer, Warsaw 2021
Halina Taras, Wojciech Taras

Nechrology

Jan Eugeniusz Machnik (20 September 
1930 – 7 October 2023)
Tomasz Bochnak


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domingo, 26 de janeiro de 2025

Archeologia Polski Nº 69 - 2024

ARCHEOLOGIA POLSKI

Nº 69 - 2024 
 

INDEX

From the Editors pp. 7-9
Magdalena Bis

Studies

Organic or mineral? The soft hammer technique 
in the Late Palaeolithic at selected sites 
in Western Pomerania pp. 11-41
Michał Adamczyk, 
Marta Chmiel-Chrzanowska

Prehistoric quarrying in the Jizerské 
hory mountains pp. 43–68
Pavel Burgert, Petr Šída, 
František Trampota, Václav Kachlík, 
Antonín Přichystal

Main strategies of the food economy of communities 
of the so-called Lusatian culture 
in the Odra and Vistula river basins
 summary of the current state 
of knowledge pp. 69–124
Joanna Urban

Antoninianus of Trebonianus Gallus from the 
cemetery of the society of the Wielbark culture 
in Weklice in the context of other monetary 
findings from Barbaricum pp. 125-150
Vital Sidarovich, Marek Baczewski, 
Magdalena Natuniewicz-Sekuła

Climate fluctuation in the 3rd century BC – 5th century AD 
and their impact on human-environment relations: 
selected examples from southern Poland pp. 151-176
Halina Dobrzańska, Tomasz Kalicki

Hoard of early medieval silver ingots (grivnas) 
from Bużyska, near Drohiczyn pp. 177-203
Mieczysław Bienia, Grzegorz Śnieżko

Józef Łepkowski (1826–1894) and the beginnings 
of Polish university archaeology pp. 205–238
Marzena Woźny

The German Margarete defensive line from World War II 
in southwestern Slovakia. Archaeological 
evidence and historical facts pp. 239–262
Pavol Šteiner, Jozef Kónya

Reviews

Kalina Skóra, Suicide in early Germanic 
communities, Łódź 2022 pp. 263-271
Leszek P. Słupecki

Magdalena Natuniewicz-Sekuła, Marek Baczewski, 
Weklice. A cemetery of the Wielbark culture 
on the eastern margin of the Vistula Delta 
(excavations 2005–2018), Warsaw 2023 
pp. 272–277
Barbara Niezabitowska-Wiśniewska


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sábado, 28 de dezembro de 2024

Sprawozdania Archeologiczne Nº 76/2 - 2024

Sprawozdania Archeologiczne 

Nº  76/2 - 2024
  
INDEX

Editorial

Sarunas Milisauskas (1936 – 2024) 
pp. 7 - 12
Janusz Kruk

Articles

The Early Holocene flora of the southern part 
of the Western Desert of Egypt pp. 13 - 35
Maria Lityńska-Zając, Przemysław Bobrowski, 
Grzegorz Skrzyński

Technology and raw material analysis of Linear 
Pottery culture ceramics from the Eastern 
Carpathians, Romania pp. 37 - 66
Anna Rauba-Bukowska, Vasile Diaconu, 
Krzysztof Bukowski

14C-based absolute chronology of the Malice 
culture reassessed pp. 67 - 100
Tomasz J. Chmielewski, Iga Fabiszak, 
Marcin M. Przybyła

Violence against memory: communicative strategies 
of Scythian barrow reuse pp. 101 - 122
Alisa Demina

Methods for studying the raw material of pottery of 
antiquity (on the example of material from Olbia) 
pp. 123 - 142
Viktoriia Kotenko, Anatolii Kushnir

Field Survey and Materials

A New Early Holocene site in Ujście. A preliminary 
report on the Mesolithic settlement of the 
Middle Noteć Valley pp. 143 - 1`64
Jakub Mugaj, Jacek Kabaciński

The “Talysh” type daggers in Ukraine 
pp. 165 - 173
Danylo Klochko

Archaeological mapping of the Verteba cave 
pp. 175 - 195
Mykhailo Sokhatskyi

Funnel Beaker Culture settlement in Jasienica 
Sufczyńska Site 5 as an example of the eneolithic 
colonisation of the Przemyśl Foothills (Western 
Carpathians, SE Poland) pp. 197 - 226
Dariusz Król, Iwona Sobkowiak-Tabaka, 
Dmytro Verteletskyi, Michał Głowacz

Eneolithic grave with vessels of the so-called milk 
jug type from Zakrzowiec, site 7, Wieliczka 
district, Lesser Poland pp. 227 - 251
Agnieszka Brzeska-Zastawna, Beata Grabowska, 
Tomasz Rodak, Albert Zastawny

Vynnyky—Lysivka, district Lviv. Comparison 
of the results of archaeological and geomagnetic researc
pp. 253 - 276
Andrii Hawinskyi, Marcin M. Przybyła, 
Małgorzata Rybicka

An axe Head from a Przeworsk Culture Settlement 
in Janowiec or Pictures from the Life of European 
Barbaricum Warriors pp. 277 - 291
Bartosz Kontny, Grzegorz Kuś

A barrow of the Wielbark culture at Leśnictwo Wilczy 
Jar Site 2 in the Białowieża Forest – new data on 
Roman Period settlement in the Upper Narew
 and Middle Bug interfluve pp. 293 - 340
Dariusz Krasnodębski, Hanna Olczak, 
Jagoda Mizerka, Kamil Niedziółka

New deposit of the early medieval Axe-Like Iron 
Bars from settlement at Brzesko, site 16-17, Lesser 
Poland Voievodship pp. 341 - 367
Bartłomiej Sz. Szmoniewski, Anna Lasota-Kuś, 
Andrzej Lach, Mateusz Okoński

Wind from the South? Mace head from Surowica 
in the light of formal and metallurgical analysis 
pp. 369 - 381
Arkadiusz Michalak, Piotr Kotowicz, 
Aldona Garbacz-Klempka, Piotr Jurecki

New medieval sun compasses? The problem of the
 function of stone disks from southern Rus’pp. 383 - 398
Olena Veremeychyk, Olga Antowska-Gorączniak

Fortified strongpoint of the Russian Army from 
the 1914 offensive on Kraków at Raciborowice- Prawda,
 Site 3, Kraków District (S. Poland) pp. 399 - 453
Jakub M. Niebylski

Reviews and short review notes

"Ekshumacje polityczne: teoria i praktyka” edited 
by Alexandra Staniewska and Ewa Domańska
 – a review pp. 455 - 459
Paulina Żelazko


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