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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Principios e Formas de Organização Sociocultural

Principes and Forms of sociocultural organization

Бондаренко, Д.М.  и Александрова, Г.В. (2024): Принципы и формы социокультурной организации: исторические контексты взаимодействия. Издательский Дом ЯСК  Москва / Bondarenko, D.M & Aleksandrov, G.V. (2024):  Principes and forms of sociocultural organization. Historical context of interaction. LRC Publishing House. Moscova. ISBN: 978-5-907498-68-6

Sinopse   
Esta monografia colaborativa explora aspetos importantes da diversidade histórica da organização sociocultural, uma questão fundamental para as ciências sociais e humanas. 


Seu fundamento teórico reside nos conceitos de heterarquia e homoarquia, que vêm sendo ativamente desenvolvidos na academia russa e internacional. Heterarquia e homoarquia são vistas como princípios fundamentais da organização sociocultural que permeiam a história da humanidade, influenciando decisivamente as formas que a organização sociocultural assume em sociedades específicas


Manifestasse, entre outras coisas, na interação de princípios heterárquicos e homoárquicos dentro de sociedades individuais e nas relações entre as sociedades predominantemente heterárquicas e homoárquicas. 


Estas questões teóricas fundamentais são exploradas aqui utilizando uma vasta e diversificada gama de materiais concretos e de diversos contestos temporais e culturais.

INDEX


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domingo, 29 de março de 2026

Arqueologia da Devastação - Livro

Archaeology of Devastation

Lekakis, S. et al. (eds.) (2026): Towards an Archaeology of Devastation: Breaking/Replacing the People-Place Connection in Landscape. HeiBOOKS. Heidelberg.  ISBN: 978-3-911056-43-4 DOI: 10.11588/heibooks.1613

Sinopse  
Este volume explora o conceito de devastação da paisagem através das lentes da arqueologia, da história e da teoria social, com foco na destruição deliberada das relações entre humanos e lugares.



Investiga como as sociedades, passadas e presentes, responderam a rupturas repentinas, muitas vezes violentas, que rompem as conexões entre identidade, memória e espaço. Recorrendo a diversos estudos de caso ao longo do tempo e da geografia, os capítulos examinam as consequências da guerra, do genocídio, do deslocamento forçado e do apagamento cultural, considerando como tais traumas catalisam a mudança social, moldam a resiliência e levam à reformulação -ou obliteração- das identidades da paisagem. 


Quatro focos de pesquisa são centrais para a análise: impactos nas paisagens mentais, empoderamento/desempoderamento através da devastação, estratégias de recuperação e as estruturas sociais que emergem após a ruptura. O livro oferece perspectivas oportunas sobre as reverberações culturais e sociais a longo prazo da perda da paisagem.

INDEX


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sábado, 27 de dezembro de 2025

Deusas Pagãs no Mundo Germânico - Livro

Pagan Goddesses in the 
Early Germanic World

Shaw, P. A. (2011): Pagan Goddesses in the Early Germanic World.  Eostre, Hreda and the Cult of Matrons. Studies in Early Medieval History. Bristol Classical Press. Londres   ISBN: 978-0-7156-3797-5

Sinopse   
Este livro examina as evidências da existência de deusas germânicas na Inglaterra e no continente europeu. 


A obra argumenta, com base em evidências linguísticas e onomásticas, que a pesquisa moderna tem se concentrado excessivamente na noção de funções divinas ou esferas de atividade, como fertilidade ou guerra, em vez de considerar até que ponto as deusas estão enraizadas em localidades e estruturas sociais. 


Sugere-se que tais manifestações religiosas locais são mais importantes para o paganismo germânico do que se costuma supor, e devem nos alertar contra a suposição de crenças tradicionais pan-germânicas. As evidências linguísticas e onomásticas nem sempre são bem integradas às discussões sobre os desenvolvimentos históricos no início da Idade Média


Este livro oferece tanto uma introdução aos modelos e métodos empregados, quanto um modelo para futuras pesquisas sobre as evidências linguísticas das crenças tradicionais entre as comunidades de língua germânica da Europa medieval.

INDEX

Introduction The Footprint 
of Pre-Christian Worship
  
Linguistic Models and Methods
  
The Romano-Germanic Religious 
Landscape and the Early Middle Ages
  
Eostre: Pan-Germanic Goddess
 or Etymological Fancy?
  
Hreda
  
Conclussion Roles of 
the Northern Goddess?
  
Notes
  
Bibliography


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quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Snorri Sturluson e A Edda - Livro

Snorri Sturluson 
and the Edda

Wanner, K.J. (2008): Snorri Sturluson and the Edda: The Conversion of Cultural Capital in Medieval Scandinavia. Toronto Old Norse and Icelandic Studies Vol. 4. University of Toronto Press. Toronto.

Sinopse   
Por que Snorri Sturluson (c. 1179-1241), o islandês mais poderoso e voraz de sua geração, dedicou tanto tempo e esforço à produção da Edda, um texto amplamente reconhecido como a fonte medieval mais significativa para a mitologia e a poética nórdica pré-cristã?.


Kevin J. Wanner nos traz um novo relato dos interesses que motivaram a produção deste texto e resolve o mistério da sua génese, demonstrando a intersecção das preocupações e práticas políticas e culturais de Snorri. O autor argumenta que a Edda é melhor compreendida não como um trabalho antiquário de conservação cultural, mas como um esforço centrado no presente para preservar a capacidade da poesia escáldica de se converter em benefícios materiais e simbólicos nas trocas entre a elite islandesa e a corte norueguesa. 


Empregando a teoria económica da prática de Pierre Bourdieu, Wanner mostra como a teoria sociológica moderna pode ser usada para iluminar as práticas culturais da Idade Média europeia. Ao fazê-lo, ele fornece a análise mais detalhada até o momento de como a Edda se relaciona com a biografia de Snorri, ao mesmo tempo que lança luz sobre as areas de interação social e competição que ele negociou.


Um olhar fascinante sobre as interseções de interesse político e produção cultural, Snorri Sturluson e a Edda é um retrato detalhado de um homem importante e da sociedade da sua época.

INDEX
     
1. The Paradox of Snorri Sturluson  p. 3

2. Snorra saga Sturlusonar: A Short 
Biography of Snorri Sturluson p. 16

3. Snorri at Home: Converting Capital 
in Commonwealth Iceland  p. 30

4. Snorri Abroad: Icelandic Exploitation
 of Cultural Capital p. 53

5. A Poet in Search of an Audience:
The Diminishing Prestige-Value
of Skaldic Poetry p. 74

6. Háttatal: Beginning and 
End of the Edda p. 94

7. Skáldskaparmál: Salvaging the 
Market for Skaldic Verse p. 119

8. Gylfaginning and Formáli: Myth, 
History, and Theology  p. 140

Appendix: Kennings and Kenning-Types
 in Háttatal and Explication
in Skáldskaparmál p. 162

Notes p. 175

Works cited p. 227


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quarta-feira, 19 de novembro de 2025

SCANDIA Nº 8 - 2025

SCANDIA Nº 8 - 2025

Journal of Medieval Nordic Studies
 

INDEX

Editorial Note
Johnni Langer

The Monstrous agency: the social life
 of the Icelandic restless dead
Irina-Maria Manea

“Why have you come?” Emotionality and 
Jewish-Christian sameness in an Old
 Icelandic Theophilus fragment (AM 655 XIX)
Colin Fisher

The semantics of being difficult: mapping ódæll 
in the íslendingasögur and íslendingaþættir
Solveig Bollig

Orion: a celestial actor on the stage 
of Norse Mythology
Ryan Eckerson

Vivre de son temps: pratiques fiscales
 au sein du Danemark médiévale
Alex Boutry

Rumo a Miklagarðr: conexões 
escandinavo-bizantinas na Era Viking
Allan Camuri

Entre a História e o Discurso: Uma análise 
da crônica islandesa Íslendingabók
Lucas Pinto Soares

Berserkir e Óðinn: a dupla natureza dos 
guerreiros refletida no deus
Victor Barbosa Coelho, Gerson Leite de Moraes

Diante da face noturna do feminino: 
o pesadelo e a Mara no folclore escandinavo
Victor Hugo Sampaio Alves

De Bifröst ao infinito: Borges e a Islândia
Andréa Gomes

A representação dos pagãos no século XI: 
narrativas normandas sobre escandinavos 
e sarracenos
Matheus Brum Domingues Dettmann

Interview

Studi nordici in italiano: intervista a 
Maria Adele Cipolla
Lorenzo Sterza, Andrea Maraschi, 
Francesco D'Angelo, Angie Padilla

Forrœða and Guiamars Ljóð: an introduction, 
normalisation, and English translation
Joe Hobson

A Literatura Antiga do Norte - Islândia: 
de William Morris, 1887.
Isabelle Maria Soares

A batalha de Maldon: tradução 
em versos aliterativos
Samuel Renato Siqueira Sant'Ana

Reviews

Winter is here: Nordic Terrors: 
Scandinavian Superstition in British 
Gothic Literature (R. William Rix)
Alexander Meireles da Silva

Warrior Narratives: Germanic and Slavic 
Paganisms, Security Threats and 
Resiliency (K. Aitamurto; R. Downing).
Susan Sanae Tsugami

From fertility to post-mortem rites: 
Rituals in Slavic Pre-Christian 
Religion (J. Álvarez-Pedrosa; E. Marinas)
Victor Hugo Sampaio Alves

Entre deuses e pincéis: Os mitos nórdicos
 no século 19 (J. Langer)
Glezia Alves de Melo

Traduções - A recepção literária 
da Mitologia Nórdica

A recriação alemã dos mitos nórdicos: 
Gedicht eines Skalden (Poema de um escaldo), 
de Heinrich Wilhelm von Gerstenberg, 1766.
Álvaro Alfredo Bragança Júnior, 
Johnni Langer

O fim do guerreiro: The death of Odin 
(A morte de Odin), de Robert Southey, 1795.
Thaïs de Matos Barbosa; Leandro Vilar Oliveira

Dançando no prado ao luar: 
Les Elfes (Os Elfos), de Leconte de Lisle, 1862
Luciana de Campos

O veneno da língua do deus: 
Lokes Smäldelser (Os insultos de Loki), 
de Johan August Strindberg, 1883.
Vitor Bianconi Menini; Glezia Alves de Melo

Uma homenagem à natureza e cultura islandesas: 
Iceland First Seen (Islândia à primeira 
vista), de William Morris, 1891
Isabelle Maria Soares

O mundo nórdico antigo: 
Castalia Bárbara, de Ricardo Jaime Freyre, 1899
Fabricio Licoa, Jocelina Borges Tavares M.

A recepção nórdica na Itália: 
La morte di Parsifal (A morte de Parsifal), 
de Agostino John Sinadinò, 1906
Lorenzo Sterza

El Valhalla en Rusia: Когда на площадях 
и в тишине келейной “Cuando 
en las plazas y en el conventual remanso” 
y Телефон “Teléfono”, de Ósip 
Mandelshtam, 1917-1918
Enrique Santos Marinas

Entre o legendário de Tolkien e as lendas do 
Norte: King Sheave (Rei Sheave), de 
J. R. R. Tolkien, 1936-1937
Rafael Silva Fouto


Ir ao número da revista: Scandia Nº 8 - 2025

A Cristianização da Escandinávia - Livro

The Christianization of Scandinavia 

Grzybowski, L.G. (2021): The Christianization of Scandinavia in the Viking Era: Religious Change in Adam of Bremen's Historical Work. Arc Humanities Press. Leeds. ISBN: 9781641892308

Sinopse  
Este livro discute as percepções e interpretações de Adão de Bremen sobre a cristianização da Escandinávia no início da Idade Média. 


As visões apresentadas pelo cronista na Gesta Hammaburgensis constituem o elemento central desta análise. Ao se distanciar da historiografia, tanto da visão mais antiga da Gesta como confiável, quanto da visão recente da obra como não confiável e tendenciosa.  


Este livro se concentra, em vez disso, na cristianização da Escandinávia como um conceito autoral. O que se segue é uma reavaliação da importância da Gesta tanto para seu público medieval quanto para o historiador moderno

INDEX
  
Introduction. p. IX

Chapter 1. Before Christianization. p. 1

Chapter 2. The Beginning of Christianization. p. 43

Chapter 3. Ongoing Christianization. p. 65

Chapter 4. Christianization, Ethics, 
and Identities. p. 89

Conclusion p. 107


+INFO sobre o livro em: Christianization of Scandinavia

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Morreu Claude Lecouteux

Acabo de saber do falecimento, o passado dia 13 de novembro, de Claude Lecouteux, professor emérito de estudos germânicos na Universidade da Sorbona e reconhecido especialista em folclore e mitologia medieval. Formado como filólogo especializado em línguas germânicas Lecouteux dedicou a sua obra a analisar diversos temas do folclore e a literatura europeia a partir dos textos medievais, desde as sagas islandesas a literatura alemã e francesa amostrando uma profunda erudição e conhecimento dificilmente superáveis. 


O seus estudos recolheram uma ampla variedade de temas que abarcaram boa parte do Imaginario europeu durante o periodo medieval, como as crenças sobre os mortos, seres míticos como as fadas (entre elas Melusina), os génios territoriais, os espíritos domésticos, a caça selvagem, etc, etc... era em resume um de esses autores de referência para os que nos temos dedicado a estas temáticas folkoricas e etno-históricas, e sobre tudo desde uma perspetiva diacrónica e de longa duração

Pessoalmente descobri a obra de Lecouteux por puro acaso, quando  sendo ainda estudante topei um dos seus livros "Anões e Elfos na Idade Media" em um livraria (Índice) agora já fechada. No entanto folheava o livro topar surpressivamente a referência à obra de Dumézil (outro autor fundamental naqueles anos formativos), no meio do estudo de estes seres míticos, e que definisse a própria obra como uma contribuição a mitologia menor da 3 Função, já me indicou que este autor não era um especialista mais em literatura medieval, senão que a sua visão ia muito além do convencional. Aquele foi um livro que devorei e a primeira de muitas leituras que me abriram um muito extenso campo de estudo e novas possibilidades. 

Parte da extensa obra de Lecouteux, foto P. Lajoye

Alguns aportes seus como o seu artigo sob a estrutura das lendas melusínicas e sobre tudo o seu "Demos y Génios comarcais na Idade Media" (livro que tenho muito desgastado pelo uso e consulta repetidos) tem sido influências importante, mesmo diria que fundamentais, na minha própria pesquisa, como por exemplo nos meus estudos sob os ritos jurídicos de toma de pose do território. Foi tenho que dizer o autor que. junto a minha estância de estudos na Alemanha, me abriu de facto os olhos ao mundo do Folklore Jurídico e a Rechtsrchäologie. Mesmo chegara faz alguns a anos a enviar-lhe um dos meus artigos sobre este tema, que ele recebera com grande amabilidade e interesse.

Em resume, vai-se um grande pesquisador que deixa após si um importante legado, formado por mais de 100 artigos e 31 livros (seu curriculum aqui), que oferecem contribuitos fundamentais e são uma autêntica mina de informação. 

Uma grande perda para o mundo académico e especialmente para esta pequena sub-tribo que somos os mitólogos, sic tibi terrae levis


Homenagem a Claude Lecouteux - Livro

Formes et difformités médiévales

Florence Bayard, F. & Astrid Guillaume, A. (eds.) (2010): Formes et difformités médiévales. Hommage à Claude Lecouteux. Traditions et croyances. Universite de la Sorbonne. Paris. ISBN: 978-2-84050-701-7

Sinopse  
Formas regulares e simétricas, equilíbrio e proporção eram conotados positivamente na Idade Média e geralmente valorizados como intervenção divina ou o resultado lógico de boas ações realizadas pela linhagem de alguém. 


Era perigoso e prejudicial destacar-se ou desviar-se da norma. Além disso, acreditava-se que qualquer perda de integridade física ou marca incomum era compensada por um poder especial, e aqueles que portavam tais (in)sinais pertenciam a uma ordem diferente e perigosa. A assimetria, e portanto a deformidade, era assim percebida como punição divina, marca do diabo, um dom suspeito, uma maldição transmitida através das gerações, prova de traição familiar passada, de atos ou pensamentos não reconhecidos e indizíveis, uma marca distintiva ou uma anormalidade. 


Crenças populares e religiosas, lendas, mitos, literatura, expressões artísticas, bem como alguns estudiosos formados pela Bíblia, supriram as deficiências médicas e científicas da época e ofereceram explicações pseudocientíficas, ilustrações e representações geralmente assustadoras ou lendas que deram origem a outras crenças e outras criaturas, ainda mais deformadas e aterrorizantes.


A ambição desta obra é também resgatar certas verdades sobre as crenças medievais e apresentar, da forma mais simples possível, o que se entende por formas e deformidades na Idade Média, mas também na Antiguidade e em outros períodos.
  

INDEX

Avant-propos
Astrid Guillaume & Florence Bayard

Préfaces

Hommage
Régis Boyer

Le merveilleux géographique
Jacques Le Goff

Claude Lecouteux. Itinéraire d'un chercheur.
Anne-Elène Delavigne

Claude Lecouteux: Érudition et 
Humanisme (Publications)

Formes et difformités médiévales, Introduction
Astrid Guillaume & Florence Bayard

Partie I

Claude Lecouteux, 
le passeur de mémoire

Schattenseiten, ou le côté nocturne du clerc
Karin Ueltschi

Petite mythologie: qu'est-ce à dire?
Régis Boyer

Lire la «méthode Lecouteux» 
à l'épreuve de Mélusine
Catherine Velay-Vallantin

Partie II

Monstres, Merveilles et 
autres «Phénomènes»

Le blanc genou de la fée. 
Une allégorie de la Justice?
Florence Bayard

La cloche muette: de Thomas d'Aquin 
à Albert Dürer
Claude Thomasset

Enquête sur un mystérieux oiseau-vampire
Sandra Hanse

Une anguille nommée Gargantua: 
contribution au légendaire de la Bretagne
Jacques Merceron

Le dragon sous-marin et la boule magique
Chiwaki Shinoda

Les rapaces nocturnes: un malentendu
Olivier Duplâtre

La passion et la mort du prophète 
Merlin dans la Suite-Huth du Roman de Merlin
Anne Martineau

L'église, le cimetière et la tombe: 
passages de l'ici-bas à l'au-delà 
dans quelques contes de Grimm 
et d'Afanassiev
Natacha Rimasson

Mytho-géographie: franchissement 
de rivière et au-delà symbolique
Raymond Delavigne

Un aller-retour pour l'autre monde, S-V-P. 
Le passage dans l'Autre Monde, dans 
l'oeuvre de Jérôme Bosch et 
Peter Bruegel l'Ancien
Dominique Pauvert

Dieu, le diable et… les loups/garous. 
Sémiotique des représentations médiévales
Astrid Guillaume

Galant le forgeron dans la 
Suite du Roman de Merlin
Philippe Walter

Trébuchet, Wieland et Reginn. 
Notes sur le mythe du forgeron 
dans la tradition indo-européenne
Koji Watanabe

Laurin, roi des nains. Croyances 
et arrière-plan mythique dans le 
poème épique Laurin ou le 
Petit Jardin des Roses
Béatrice Le Méec

Partie III

Dits, écrits et pratiques

La main apotropaïque et la 
nébuleuse des signes
Jean-Loïc Le Quellec

Les incantations roumaines contre 
la matrice. Formules répétitives 
et associations symboliques
Emanuela Timotin

Maître Melchita, magicien de 
Tolède. Un exemplum inédit du 
dominicain Étienne de Bourbon
Jacques Berlioz

Un spectacle diabolique: conjuration 
et nécromancie dans l'Historia du Docteur Faust
Emilie Lantuéjoul-Lasson

«La maison des sorcières» de Bergheim 
ou les répercussions de la croyance 
au diable sur la population locale
Martine Clauss

Temporalité et mythe dans les 
charmes du Moyen Âge
Nicolas Nelson

Les tombes de chevaux des peuples 
germaniques: pratique sociale 
ou rite religieux?
Marc-André Wagner

« Réchauffer et baigner les ancêtres... » :
 une coutume du village russe
Francis Conte

Celle qui aimait un mort. L'amour 
et la mort dans une romance espagnole
Ion Talos

Loki et les Hurons
Bernard Sergent

The fallen north divinities. 
Christian legends at a time of transition
Ronald Grambo

La Normandie et la mythologie germanique
Patrice Lajoye

Dieux, rois géants, héros: 
invincibles, exemplaires et abjects?
Olivier Gouchet

Cousine sous le chêne - Sigune sur le tilleul. 
Réflexions sur la réécriture médiévale
Michaël Stolz

Les échos de Tacite dans la poésie 
vieil-anglaise du xe siècle: tradition 
héroïque et style panégyrique
Leo Carruthers

Les Yidishe Folksmayses: 
relation entre juifs et non-juifs
Frédéric Garnier

Le roman de Mélusine dans 
les anciens Pays-Bas
Baukje Finet

Une singulière Danse Macabre
Marie-Dominique Leclerc

Darab, darumb und darüber als Träger 
kausaler Relationen bei O. Nachtgall
Maxi Krause

Bibliographie


+INFO sobre o livro em: Hommage à Cl. Lecouteux

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Sombras de Violência na Índia Antiga

Shades of Violence

Cielas Leão, H. & Tiziana Pontillo, T. (eds.) (2024): Shades of Violence: Aggression and Domination in Indian Culture. Part I. Vedic. Studies. Cracow Indological Studies Nº 26/1. Jagiellonian University Institute of Oriental Studies. Cracovia. ISSN: 1732-0917

Pierdominici Leão, D. & Dębicka-Borek, E.(2024): Shades of Violence: Aggression and Domination in Indian Culture. Part II. From Inscriptions to Indian Art. Cracow Indological Studies Nº 26/2. Jagiellonian University Institute of Oriental Studies. Cracovia. ISSN: 1732-0917

Sinopse  
Por muitas razões, definir violência não é uma tarefa fácil- Existem diferentes tipos de violência e diferentes graus de violência dirigidos contra diferentes membros da sociedade, bem como contra a natureza que nos rodeia. A violência é também uma questão cultural. Além disso, aquilo a que alguns chamam violência, outros descrevem como uma autodefesa necessária.




Quando se fala da civilização indiana, muitas vezes o notável princípio ético -a ideia de não-violência ou ahimsa- é tomado como a marca desta cultura. No entanto, isto não significa que nos devamos abster de discutir os padrões de violência também presentes nesta cultura e bem documentados na sua literatura e arte. Violência e o princípio da não-violência são, na verdade, duas faces da mesma moeda.



Todos os artigos reunidos nestes volumes de Cracow Indological Studies abordam a complexa questão da violência na cultura indiana a partir de uma variedade de perspetivas adotadas pelos respetivos autores. A agressividade, ou a violência em geral, é uma característica inevitavelmente ligada ao exercício do poder real e à instituição da realeza no seu sentido mais amplo.




Há também aqui referir a prática da caça e o seu envolvimento na esfera dos rituais, incluindo os religiosos. No que diz respeito aos rituais religiosos, os seus aspetos violentos foram  obscurecidos com o tempo, o que acabou por levar à realização de sacrifícios sem recurso à violência, através da procura de substitutos para as vítimas sacrificiais.



Não há dúvida de que a arte indiana também registou cenas de violência presentes na esfera ritual e na vida comunitária. A violência sempre foi eficaz na preservação de determinadas ordem, como as divisões sociais existentes e o status quo desejado por quem está no poder.

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Shades of Violence Vol. 1 PDF

Shades of Violence Vol. 2 PDF

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quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Vida e Morte no Fiorde de Vinje - Livro

From Life to Death in Iron Age and Medieval Vinjefjord

Sauvage, R. (2024): From Life to Death in Iron Age and Medieval Vinjefjord. Unveiling Burial Practices, Settlement and Landscape History. Cappelen Damm Forskning. Oslo. ISBN: 978-82-02-85215-3  DOI: 10.23865/noasp.218

Sinopse  
Escavações arqueológicas realizadas em 2019 e 2020 no Fiorde de Vinje, na Noruega Central, revelaram extensas evidências de assentamentos e sepulturas de sociedades que prosperaram nesta região durante a Idade do Ferro, a Era Viking e o período medieval. 


Tendo como pano de fundo o fiorde, a área revelou um rico desenvolvimento histórico-cultural, incluindo mudanças nos padrões de assentamento, práticas funerárias e rituais, aumento da influência por meio do comércio e da comunicação, e impactos variados na paisagem natural e cultural.


Nesta antologia, investigam-se os vestígios físicos do passado de Vinjefjord, incluindo restos de assentamentos, construções, bens comercializados e saqueados, evidências botânicas, bem como cemitérios com sepulturas, bens funerários, tecidos e sinais de interações com os falecidos. 


Os resultados dos estudos refletem os fios entrelaçados da vida e da morte em sociedades passadas, enfatizando a estreita relação entre os vivos e os mortos. O livro visa envolver académicos e entusiastas, além de atrair o público curioso.

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