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quarta-feira, 8 de abril de 2026

Fragmentação, Sanctuarios e Depósitos - Livro

Fragmentation in Greek Sanctuaries and Bronze Age Hoard

Scarci, A. & Baitinger, H. (eds.) (2026): Fragmentation in Greek Sanctuaries and Bronze Age Hoards: An Interdisciplinary Approach. LEIZA Publications, Vol. 11. Propylaeum Heidelberg. ISBN: 978-3-88467-381-2 DOI: 10.11588/propylaeum.1736

Sinopse  
Um grande número de artefatos intencionalmente fragmentados, provenientes de tesouros e contextos rituais, são conhecidos em toda a Europa e no Mediterrâneo. 


Com base nas pesquisas mais recentes, este volume examina as motivações culturais, rituais e práticas por trás do fenômeno da fragmentação, desde a Idade do Cobre na Europa Ocidental, 






Central e Sudeste até o período Arcaico na Grécia. O volume reúne contribuições de renomados estudiosos internacionais nas áreas de arqueologia, arqueometalurgia e conservação, e é baseado em uma conferência internacional realizada em novembro de 2023 no Centro Leibniz de Arqueologia em Maguncia

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Descarregar o livro em: Fragmentation in Greek Sanctuaries

sábado, 4 de novembro de 2023

Fragmentação em Arqueologia, Novas perspetivas

Broken Bodies, Places and Objects  
   

Sörman, A., Noterman, A.A. & Fjellström, M. (2023): Broken Bodies, Places and Objects. New Perspectives on Fragmentation in Archaeology. Routledge. Londres. ISBN: 9781003350026  DOI: 10.4324/9781003350026


Sinopse   
Um selo quebrado e partilhado por duas partes comerciais, mandíbulas de cão que acompanham os mortos em sepulturas mesolíticas, fragmentos de antigos navios de guerra comercializados como lembranças, partes de um antigo trono dinástico dividido entre diferentes coleções coloniais… Os  pedaços do passado estão por todos os lados ao nosso arredor. 


Os fragmentos têm um potencial especial precisamente devido ao seu formato incompleto – como uma nova matéria que pode fazer referência ao seu todo original, mas também pode continuar a viver com significados novos e não relacionados. 


A quebra deliberada de corpos, lugares e objetos para utilização de fragmentos foi atestada em todos os períodos do passado. Já se passaram mais de 20 anos desde a importante publicação de John Chapman que introduziu estudos de fragmentação, e o tema está mais presente do que nunca na arqueologia. Este volume oferece a primeira revisão a nível europeu do conceito de fragmentação, recolhendo estudos de caso desde o Neolítico até à Modernidade e alargando as ideias da teoria da fragmentação em novas direções.


O livro demonstra a amplitude do conceito de fragmentação e do uso de fragmentos na pré-história e na história e fornece uma visão atualizada do pensamento arqueológico atual em torno do tema. Foi escrito para estudiosos e estudantes de arqueologia, mas também é relevante para áreas vizinhas com interesse na cultura material, como antropologia, história, estudos de património cultural, museologia, arte e arquitetura.
  

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terça-feira, 15 de agosto de 2023

Fragmentação e Deposição na Pré- e Proto-história

Fragmentation & Depositions


Valera, A.C. (2019): Fragmentation and Depositions in Pre and Proto-Historic Portugal. ERA Arqueologia. Lisboa  ISBN: 978-989-98082-3-2


Sinopse 
Nas últimas décadas tem vindo a crescer na Arqueologia Portuguesa o interesse pela sujeito da fragmentação e pelas múltiplas práticas sociais de deposição intencional em Pré-história e Proto-História, linhas desenvolvidas já na pesquisa internacional. No entanto, reuniões para debater especificamente tais questões e os quadros teóricos que têm sido utilizados para abordá-los são pouco habituais no contexto nacional e mesmo à escala ibérica


Considerando que estas práticas sociais estavam profundamente enraizadas nas sociedades pré-históricas e são centrais na interpretação dos seus vestígios arqueológicos, e pretendendo estimular o debate destas questões no país, o Núcleo de Investigação (NIA) da Era Arqueologia, em parceria com o Centro Interdisciplinar Centro de Arqueologia e Evolução do Comportamento Humano da Universidade do Algarve, organizou workshop intitulado “Fragmentação e Deposições no Portugal Pré e Proto-Histórico”, no Museu do Carmo em Lisboa


Vários investigadores portugueses que, de uma forma ou de outra, têm lidado com estas sujeitos foram convidados a participar e apresentar palestras abordando problemas teóricos, contextos e materiais relacionados ao assunto. Este livro reúne sete dos dez trabalhos apresentados.

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Presentation p. 7

1. Segmentation and depositional practices in Prehistoric 
South Portugal: between ontological stability and fluidity  
p. 9
A.C. Valera

2. Depositions, assemblages and relationships in Portuguese 
Late Prehistory. The case of the walled enclosure 
of Castanheiro do Vento  p. 31
A. Vale

3. Segmenting and depositing: the manipulation of the human 
body in ditched enclosures seen from Perdigões  p. 47
 L.S. Evangelista, A.C. Valera

4. Till death us do part? Human segmentation in funerary 
practices in the Middle Neolithic cemetery cave of Bom 
Santo (Montejunto Mountain range, Portugal)  p. 71
A.F. Carvalho, D. Gonçalves, F. Alves-Cardoso, R. Granja

5. Fragmentation and Architecture. Contributions to the debate 
on the "fill” of negative structures in Baixo Alentejo’s 
Late Prehistory p. 85
L. Baptista, S.A. Gomes

6. An end that perpetuates: a cairn from the end of the 
3rd millennium BC at Perdigões p. 105
A.C. Basílio, N. Cabaço 

7. Breaking metals and handling ideas about Bronze Age 
hoards  from Western Iberia. Material patterns, invisible 
behaviors and possible interpretations p. 125
R. Vilaça, C. Bottaini



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terça-feira, 24 de abril de 2012

Fragmentarica 2


Ao recuncar na internet olhando anacos de cerâmica e objetos rotos destes dias recordou-me certa postagem ( Fragmentarica ) de faz um tempo e as sensações que me  produzira certa imagem de milheiros de anacos de vidro desfeitos: pratos, lâmpadas elétricas, fontes cuncas, copos ... e dizer objetos perfeitamente comuns e correntes aos que nunca daríamos maior importância


Mas daquela colocados naquela vitrina iluminada e no sacrossanto local de um museu, da que pensar, certamente o contexto faz as coisas. Igualmente depois de estar sacando terra e coisas tão diversas como ossos de polo, conchas de mexilhão, junto coas magnificas áticas de barniz negro, mas tudo elo por igual clasificado cientificamente em bolsas herméticas e numeradas, não deixa vir-se a cabeça de qualquer o evidente paradoxo que há em recolher algo que noutro intre votaríamos ipso facto ao cubo do lixo sem mais problema


Grande parte dos objetos que povoam hoje os museus alem do cordel de terciopelo infranqueavel ou das alarmas -"não tocar"-, ou as iras  de funcionários fotografo-fóbicos -"fotos não"- for perfeitamente vulgares, correntes, acessiveis na mesa nas cozinhas, e acabarão de cote nos vassoureiros da época, mesmo um significativo e luxuoso kylix podia terminar, já perdido seu uso, roto e trocado em coisa inútil nas lamas de uma cloaca.


A fronteira entre o relíquia significante,  inalienavel e invaluavel e o refugalho desachavel e insignificante é difusa e suporta-se no câmbio de perspetiva, o que é corrente volve-se noutro lugar e noutro tempo valioso, se se quer, simbólico, social ... histórico. Ou dito de outro jeito acaso não é isto também ... "Ceramica grega"?



Postagem relacionada:   Fragmentarica 1

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Fragmentarica


No museu de Arles trás da visita  quase ritual visita a Cesar, Vanessa Rodrigues e mais eu perdemo-nos pela parte de arriba seguindo o letreiro que anunciava seica a instalação dum artista sobre o o conceito de" O Arqueológico".

Reciviu-nos um armazém que com enrijado metálico e chamativos carteis insistentemente advertia "não passar", mais lá numa vitrina de madeira de aquele art-decó um pelicano misturava a suas ás estendidas com fôsseis conchas de nautilus e as brancas mãos das estátuas gregas, sorrindo-nos com certa cumplicidade dizemos consecutivamente: "cabinet de curiosités".


Mas o mais chocante nós esperava na última sala quando nos topamos numa vitrina longamente expostos milheiros de anacos de vidros, tarros, garrafas, e mesmo alguma lâmpada elétrica.  Daquela recordando as horas fragmentos de ânforas, copos, mortaria, skiphos e kylix estrados pela mesa do laboratório, bem devemos pensar ...  "a arqueologia do futuro!"