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segunda-feira, 6 de abril de 2026

Lucentum Nº 45 - 2026

LUCENTUM 

Nº 45 - 2026
   

INDEX

Tool or symbol? Exploring the significance 
of textile tools in Iron Age funerary contexts of 
Southern Portugal (7th–3rd/ 2nd centuries BCE) 
pp. 9-30
Francisco B. Gomes

Granarium apoyado sobre postes procedente 
del establecimiento rural tardorrepublicano del 
Collet (Hispania Citerior) pp. 31-42
Marc Bouzas Sabater, Josep Burch Rius, 
Elisabet Moner Coll, Javier Salido Domínguez, 
David Vivó Codina

 Los zócalos y coronas de Tarraco: análisis formal 
y catalogación de los elementos no epigráficos 
del pedestal tripartito honorífico) pp. 43-64
Hugo Feliu Pérez

Pyrenes populi et bellator Hiberus.
 Las poblaciones de la península ibérica 
en Punica de Silio Itálico) pp. 65-82
Jonatan Pérez Mostazo

Demografía de la esclavitud en 
Hispania romana pp. 83-100
Fernando Blanco Robles

La producción y distribución de pez o brea 
en el mundo romano. De actividad secundaria 
de subsistencia a recurso geoestratégico
 regulado pp. 101-116
Pedro Trapero Fernández, 
José Luis Cañizar Palacios

Lixus y la caracterización petrográfica de sus ánforas:
 primeros resultados a partir de las excavaciones 
de 2018 y 2021 en el Sector Sur pp. 117-142
Leandro Fantuzzi, Hicham Hassini, 
Darío Bernal-Casasola, 
Mohamed Kbiri Alaoui, 
José Juan Díaz Rodríguez, 
Miguel Ángel Cau-Ontiveros


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terça-feira, 9 de dezembro de 2025

PNYX Nº 4 - 2025

PNYX Nº 4 - 2025

Journal of Classical Studies

INDEX
   
Editorial
πάντα χωρεῖ καὶ οὐδὲν μένει
Manolis Pagkalos

The Solonian Council of 400 and the 
Anarchies in Post-Solonian Athens
Miriam Valdés Guía

Tragic Theoxena
Livy, Iterative History, and Performance
Bethany Haywood

A Review of Mlambo, Obert Bernard 2022. 
Land Expropriation in Ancient Rome
 and Contemporary Zimbabwe: 
Veterans, Masculinity and War. 
London: Bloomsbury.
Florian Matei-Popescu

An Interview with Obert B. Mlambo 
on the Occasion of the Monograph, Land 
Expropriation in Ancient Rome 
and Contemporary Zimbabwe:
 Veterans, Masculinity and War
 (London: Bloomsbury, 2022)
Manolis Pagkalos; Stefanos Apostolou, 
Obert Bernard Mlambo

A Review of Boehringer, Sandra 2021. Female 
Homosexuality in Ancient Greece and 
Rome. London: Routledge.
Stephanie Budin

An Interview with Sandra Boehringer on the 
Occasion of the Monograph, Female 
Homosexuality in Ancient Greece and 
Rome (London: Routledge, 2021)
Manolis Pagkalos, Sandra Boehringer


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quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Libertos e Escravos na Cidade Romana - Livro

Libertos e escravos na cidade romana

López Barja, P. & Caldelli, M.L. (eds.) (2025): Libertos e escravos na cidade romana: de Óstia a Augusta Emérita. Série Arqueológica Vol. 21. CSIC. Madrid.  ISBN: 978-84-00-11434-3

Sinopse  
Este livro surge da encruzilhada onde convergem novas abordagens à escravidão romana com novas vias de abordagem à antiguidade. Entre as primeiras, o debate sobre a identificação dos libertos na epigrafia é crucial, assim como as discussões recentes em torno da chamada agência dos grupos dominados. 



Este livro analisa ambos os problemas em detalhe e aborda também o outro lado da relação, a saber, o papel desempenhado pelos libertos. Entre as novas vias de abordagem, destaca-se a análise antropológica dos restos humanos preservados, assim como o uso das humanidades digitais. 





As bases de dados epigráficas tradicionais permitem agora a construção de novas que tomam os indivíduos como ponto de referência, como o corpus Libertarum et Libertarum Ostiensium, cuja ontologia é aqui apresentada e que visa lançar as bases para uma nova prosopografia de maior alcance. A Hispânia, por sua vez, constitui um ponto de comparação interessante, precisamente pela sua variedade. 




Lá, encontramos tanto capitais provinciais com intensa vida social, com epigrafia honorífica significativa (Tarraco, Emérita), quanto centros muito menores, como a civitas Idaeditanorum , com características próprias e únicas. Viajando de Óstia a Augusta Emérita, este livro oferece uma visão geral da diversidade de um fenómeno tão crucial para a história humana quanto a escravidão e dos problemas de integração dos libertos à sociedade que os escravizou.

INDEX


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quarta-feira, 2 de abril de 2025

Escravidão na Atenas Clássica - Livro

Diverse Slaveries

Porter, J. D. (2025): Diverse Slaveries. Slaving Strategies and Experiences of Slavery in Classical Athens. Edinburgh Studies in Ancient Slavery. University of Edinburgh. Edinburgo. ISBN: 978 1 3995 2674 6

Sinopse 
A escravidão ateniense clássica é frequentemente discutida como um fenômeno único e os escravizados de Atenas como um grupo unitário. No entanto, o status legal único que os escravizados compartilhavam frequentemente obscurece as características muito diferentes da escravidão evidentes nas nossas evidências. 


Este livro fornece uma imagem matizada da escravidão ateniense e suas consequências da perspectiva das estratégias de posse de escravos, evidenciando as várias maneiras pelas quais os proprietários de escravos atenienses empregavam seus escravizados e os diferentes métodos de controle social que eles utilizavam para fazê-lo. 


Esta abordagem, extraída do trabalho do historiador Joseph Miller, evita definições estáticas de "a instituição da escravidão", em favor de uma progressão mais dinâmica de fenômenos variados, embora inter-relacionados. A aplicação desta metodologia às evidências atenienses clássicas lança luz sobre a complexidade do sistema escravista da cidade-estado e explicita as amplas variações nas vidas dos escravos atenienses. 


Jason Douglas Porter promove a compreensão acadêmica das complexas relações entre escravidão, sociedade e economia atenienses por meio do reconhecimento das diversas motivações e contextos que impulsionaram essas variadas formas de exploração.
   

INDEX

Introduction p. 1

Part I: Divergent Slaving Strategies

1. The Motivations Behind
 Different Slaving Strategies p. 15

2. The Development of Diverse Slaving Strategies
 in Relation to the Work of Enslaved Persons p. 43

3. The Diversity of Slaving Strategies within Industries p. 69

Part II: The Slaving Strategies of Athenian 
Households: Two Case Studies

4. Xenophon’s Ideal Household: Direct Management 
and IncreasingWealth Through Slavery in 
the Oikonomikos p. 101

5. The Real Household of Demosthenes: 
Rentier Strategies and the
Building of a Political Career p. 129

Part III: Diverse Experiences of Slavery

6. Slaving Strategies and the Lives 
of Athens’ Enslaved p. 159

Conclusion p. 193

Appendix: Athenian Wealth Distribution and 
the Feasibility of Widespread Slave Ownership 
p. 198

Bibliography p. 203

Index p. 227


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sexta-feira, 15 de novembro de 2024

SCANDIA Nº 7 - 2024

SCANDIA Nº 7 - 2024

Journal of Medieval Nordic Studies 
  

INDEX

Editorial Note
Johnni Langer

Sea monsters, navigation and politics at edge of the world: 
An interpretation of a Olaus Magnus’ "Carta Marina" (1539)
Frederik Lynge Vognsen

Aren´t they all lying sagas? Unreliable narrators 
in the Íslendinga sögur
Jamie Cochrane

Thor and Ullr in the viking Hebrides? Placenames, 
landscape and archaeology
Joseph Thomas Ryder

Secularity and spirit sitting side by side:
 the pew-ends of St Óláv’s church
Caitríona Spratt

The Sword in The Stone: The border between
 fantasy and reality
Vladimir Vasilev

The seven deadly sins and the religious 
simbolism of the medieval bestiary
Pedro Carlos Louzada Fonseca

Par-delà les pierres précieuses: à propos d’une 
innovation de la version scandinave de 
Partonopeu de Blois
Mahdî Brecq

La strega e il furto del latte: una analisi di 
pitture del secolo XV presenti nella 
chiesa di Ösmo in Svezia
Lorenzo Sterza

Os vikings nos jogos de mesa modernos: 
uma leitura de Jórvík (2016), de Stefan Feld
Isabelle Maria Soares

Conhecendo pelas pedras: mito, religião 
e guerra nas estelas de Gotland
Monicy Araujo

O estudo da Escandinávia Medieval e o problema 
de uma tradução indireta: Análise de um caso prático 
através da “Ynglinga saga, a história dos deuses
 e reis nórdicos”
Pedro de Araujo Buzzo Costa Botelho, 
João Ricardo Malchiaffava Terceiro Correa

A moeda, a cruz e a espada: as cidades de Birka e
Sigtuna e o processo de Unificação da Suécia Medieval
Vitor Biaconi Menini

Interview

Estudios Nórdicos en lengua española: 
entrevista a Enrique Bernárdez Sanchís
Enrique Bernárdez Sanchís

Reviews

The return of viking symbols: Vom Zauber der Zeichen: 
Die historischen Hintergründe von graphischen Zeichen, 
Symbolen und Ornamenten in der modernen Wikinger- 
und Mittelalterszene (A. Pesch)
Johnni Langer, Victor Hugo Sampaio Alves

Em busca das origens de Beowulf: 
The Nordic Beowulf (B. Gräslund)
Leandro Vilar Oliveira

Rompendo as algemas da escravidão escandinava: 
Thraldom, a History of the Slavery in 
the Viking Age (S. Brink)
Caio de Amorim Féo

Sagas, mitos, poemas e histórias: Cultural 
Legacies of Old Norse Literature (C. Crocker)
Lucas Pinto Soares

A escrita rúnica e sua História: 
As runas desvendadas (H. Pires)
Andréa Gomes

A linguagem das sagas e Eddas: 
Lendo em Nórdico (T. Moosburger)
Luciana de Campos

Fragmentos da Literatura Islandesa: 
Três sagas islandesas (T. Moosburger)
Pablo Gomes de Miranda

A Dinamarca nos tempos antigos: 
Odin, uma história arqueológica 
da Dinamarca viking (J. Langer)
Leandro Vilar Oliveira

Conference Report

Women of the Viking World, University 
of Liverpool (27–28 August, 2024)
Kim Bergqvist


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sexta-feira, 14 de junho de 2024

Mulheres na República Romana - Livro

CIVES ROMANAE

Rosillo-López, C. & Lacorte, S. (eds.) (2024): Cives Romanae. Roman Women as Citizens during the Republic. Libera Res Publica. Universidad de Zaragoza. Saragoça. ISBN: 978-84-1340-804-0

Sinopse  
Este livro vai além de considerações simplistas, ainda ocasionalmente encontradas em livros populares e académicos, que apenas afirmam que, em Roma, os homens eram cidadãos e as mulheres não eram ou, na melhor das hipóteses, eram cidadãs de segunda classe. 



As mulheres romanas eram  cidadãs e os seus papéis cívicos e presença pública são essenciais para uma melhor compreensão da República Romana. Esta monografia oferece dezanove estudos sobre as mulheres cidadãs romanas durante este período, os seus papéis na esfera pública e o seu lugar na comunidade e na res publica a que pertenciam. 



Inclui uma variedade de perspetivas, discursos e nuances sobre a questão de como as mulheres agiram como cidadãs, a fim de trabalhar em direção a um discurso histórico que coloque homens e mulheres em pé de igualdade, considerando estes últimos como atores históricos tão relevantes quanto os primeiros, e que incorpora questões de género na narrativa.
  

INDEX


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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Mobilidade, Escravatura e Sacrifício no Neolítico


Recentemente foi publicado um artigo na revista Plos One no que se fazia revisão de um velho achado do neolítico escandinavo, o Homem de Vittrup. Os restos deste homem pré-histórico foram topadas em 1915 como resultado dos lavores de extração de turfa num pântano do Noroeste da Dinamarca. Junto aos fragmentos do crânio e alguns ossos do corpo apareceram também resto de bovídeos, um vaso cerâmico e uma clava de madeira. 



O analise do restos revela que o indivíduo era um varão de entre 30 e 40 que morreu pelo efeito de 8 golpes dados com um objeto contundente, muito possivelmente a clava topada próxima a ele, o qual junto com os restos animais permitem suster a hipótese de que sua morte teria sido resultado de um ritual de sacrifício, comparável ao dos conhecidos homens do pântano da pre- e proto-historia escandinava; em vez de causado por um ato de violência ocasional. Assim mesmo a datação radio carbónica, calibrada tendo em conta o efeito reservorio marinho próprio de populações com dieta íctica, situa ao homem de Vittrup entre o 3.900 e o 2.800  A.C, período adscrito a cultura neolítica do Vaso de Funil. 


O aspeto de mais interesse de este estudo recente está no re-estudo dos restos de este homem pré-histórico mediante as técnicas de análise isotópicas e paleogenómicas. Estas permitiram situar o lugar de origem do indivíduo muito longe de onde apareceu, numa região que poderia situar-se ou bem no norte da Noruega, ou sul da Suécia, zonas habitadas na altura por populações de caçadores-coletores alheias as populações de colonizadores agrícolas com origens genéticos na Anatólia, como a cultura do Vaso de Funil. O perfil genético concorda com isto mostrando a ausência de conexões genéticas com as populações do Vaso de Funil e sim com as populações mesolíticas escandinavas. 

Embora as análises isotópicas amostram um câmbio de localização que teria decorrido depois na infância ou pré-adolescência, entre os 9 ou 12 anos, do individuo de Vittrup, e uma mudança posterior a uma região menos fria, possivelmente a própria Dinamarca.  Assim mesmo se percebem divergências na dieta com respeito a esta etapa caçadora-recoletora, amostrando que a idade na que se produziu a morte a dieta do Homem de Vittrup era a mesma que a das populações neolíticas do Vaso de Funil. 



Para explicar os câmbios de habitat e forma de vida do indivíduo de Vittrup se prateiam dois cenários. No primeiro o Homem de Vittrup teria chegado a Dinamarca, tal vez, por uma assimilação cultural de populações caçadoras ao novo tipo de economia agrícola, e zonas mais nortenhas de Escandinávia. O qual concordaria com o cenário cultural do sul da Suecia nessa epoca.

"Na época do Homem de Vittrup, pessoas com ascendência da Anatólia habitavam toda a Dinamarca, bem como (pelo menos) as partes sul e sudoeste da Suécia ( Fig. 2 , pontos cinzentos). Nos séculos anteriores – durante o Neolítico Inferior local – esta população também esteve permanentemente presente mais a norte, na ilha de Gotland e nas zonas baixas da Península Escandinava, muito além de Estocolmo e do Fiorde de Oslo. Isso é evidenciado por achados de cultura material, como monumentos funerários megalíticos, assentamentos e depósitos de áreas húmidas com cerâmica em forma de funil ...

Assim, na época de Vittrup Man, o sul da Escandinávia era habitado por pelo menos três populações com diferentes economias e ancestrais genéticos: ao sul, grupos FBC com ascendência de agricultores europeus; ao norte, caçadores-coletores com ascendência mesolítica puramente local; e no meio, grupos de PWC caracterizados por ascendência mista de caçadores-coletores escandinavos e agricultores europeus. A composição genética desta última população revela que estiveram envolvidos contactos físicos estreitos entre grupos de caçadores-coletores e agricultores."

O próprio deslocamento desde a sua região natal por parte do Homem de Vittrup implicaria uma distância considerável, 75 kilómetros no caso da localização sueca, uns 100 se a local estivera na Noruega, e por tanto implicaria uma viagem marítima a grande escala, e contactos marítimos entre o neolítico danes e o resto das regiões nórdicas. Nestas relações poderiam tomar parte fatores de mobilidade como pudera ser o intercâmbio de matérias-primas líticas e outros produtos


Mas outro cenário possível e também compatível com o anterior seria atribuir deslocamento do homem de Vittrup durante a sua infância a circunstancias menos pacificas e amáveis. Em esta interpretação em troca de ser membro de uma comunidade mercantil de intermediários na troca de sílex assentada no Norte da Dinamarca, o home de Vittrup teria chegado a território danes ele mesmo como mercadoria, mão de obra escrava, já fora capturado, por populações do vaso de funil, entre grupos caçadores ou resultado de razias guerreiras entre as próprias populações caçadoras que detrairiam parte dos cativos para o intercâmbio com os seus sócios comerciais neolíticos. 


Esta hipótese é especialmente interessante tendo em conta que a idade de 9-12 anos em que o Homem de Vittrup se deslocou cara o sul. Os exemplos etnográficos de populações pouco complexas de agricultores a pequena escala ou caçadores que praticam a escravidão mostram um padrão coerente, com uma clara divisão de sexo e idade nos capturados: mulheres em idade fértil e meninos de ambos sexos que possam servir de mão de obra, ou futuras esposas e/ou concubinas. Assim o sujeito de Vittrup teria chegado como resultado de um ato violênto. 



O facto de esta morte vincular-se a um sacrifício pudera ser indicativo da "marginalidade" social dentro do grupo neolítico no que hipoteticamente seria integrado com um status servil, na linha do que Orlando Patterson sina-la ao definir a escravidão como uma forma "morte social" e do escravo como "socialmente morto" e, por tanto, permanentemente alheio a comunidade humana na que se ve inscrito forçadamente. 



A condição do escravo nas sociedades pouco complexas como as americanas estudadas por Santos Granero (aqui) varia profundamente desde sociedades nas que a integração do escravo é progressiva, e mesmo é favorecida através da adoção ou matrimonio, ou tem uma dimensão geracional, terminando os descendentes dos escravos sendo reconhecidos como outro mais da comunidade, a outros casos nos que se marca de jeito indelével a "alteridade" radical entre o escravo e o livre, mesmo com a interdição de qualquer contacto matrimonial ou sexual entre eles.


Nestes casos de "segregação" permanente nos de facto o escravo permanece invariavelmente, por tanto, no seu estado de "morte social", isto o faz especialmente adequado para o sacrifício como sucede no caso do Homem de Vittrup. 


Ambas as duas explicações podem ser argumentadas com os dados disponíveis: ou bem o sujeito sacrificado em Vittrup seria parte de um comunidade mercantil do Norte de Jutlândia e capturado como prisioneiro e morto recentemente, ou bem teria chegado como mão de obra escrava no comércio a longa distância nórdica, e já na idade adulta, cumprido o seu ciclo produtivo pleno, escolhido sem mais como vítima para o sacrifício que teve lugar no pântano de Vittrup.
  

Artigo: 

Fischer A, Sjögren K-G, Jensen TZT, Jørkov ML, Lysdahl P, Vimala T, et al. (2024): "Vittrup Man–The life-history of a genetic foreigner in Neolithic Denmark" PLoS ONE Nº 19/2: e0297032. DOI: 10.1371/journal.pone.0297032

Bibliografia complementar:

Patterson, O. (1982): Slavery and social death: a comparative study. Harvard University Press. Cambridge, Massachusets.

Santos-Granero, F. (2009): Vital Enemies: Slavery, Predation, and the Amerindian Political Economy of Life. University of Texas Press.  Austin.


Cativos

CAPTIVES

Cameron, C. M. (2016): Captives: How Stolen People Changed the World. Borderlands and Transcultural Studies. University of Nebraska Press. Nebrasca.  ISBN: 978-1-4962-2220-6

Sinopse  
A autora fornece um estudo comparativo revelador do profundo impacto que os cativos de guerra e as razzias tiveram nas sociedades de pequena escala ao longo do tempo. Cameron fornece um novo ponto de orientação para arqueólogos, antropólogos, historiadores e outros estudiosos, iluminando o impacto que o cativeiro e a escravização tiveram na mudança cultural, com implicações importantes para a compreensão do passado. 


Concentrando-se principalmente nas sociedades indígenas das Américas, ao mesmo tempo que alarga o alcance comparativo para incluir a Europa, a África e as ilhas do Sudeste Asiático, Cameron baseia-se em dados etnográficos, etno-históricos, históricos e arqueológicos para examinar os papéis que os cativos desempenharam nas sociedades de pequena escala. Nessas sociedades, os cativos representavam uma categoria social quase universal constituída predominantemente por mulheres e crianças, constituindo 10 a 50 por cento da população em algumas sociedades. 



Cameron demonstra como os cativos trouxeram consigo novas tecnologias, estilos de desenho, práticas alimentares, religiosas e muito mais, que mudaram a cultura dos captores. Este livro fornece uma estrutura que permitirá aos arqueólogos compreender a escala e a natureza da transmissão cultural por cativos e também interessará a antropólogos, historiadores e outros estudiosos que estudam a captura de cativos e a escravidão. 


A exploração de Cameron da amnésia peculiar que rodeia as memórias de captura e escravização em todo o mundo também estabelece uma ligação com uma relevância contemporânea inconfundível.

INDEX

1. The Captive in Space, Time, and Mind

2. Captive Taking in Global Perspective

3. The Captive as Social Person

4. Captives and the Creation of Power

5. Captives, Social Boundaries, and Ethnogenesis

6. Captives and Cultural Transmission

7. Captives in Prehistory

Notes

References


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domingo, 24 de dezembro de 2023

Que é uma Sociedad Escravista?

What is a Slave Society?

Lenski, N. & Cameron, C.M. (2018): What is a Slave Society? The Practice of Slavery in Global Perspective. Cambridge University Press. Cambridge. ISBN: 978-1-107-14489-7  DOI: 10.1017/9781316534908


Sinopse  
A prática da escravidão tem sido comum em diversas culturas ao redor do mundo e ao longo da história. Apesar da multiplicidade de manifestações da escravatura, muitos estudiosos usaram um binário simples para categorizar os grupos escravistas como “sociedades escravistas genuínas” ou “sociedades com escravos”. 


Esta dicotomia, tal como proposta originalmente pelo historiador antigo Moses Finley, assume que existiram apenas cinco “sociedades escravistas genuínas” em toda a história humana: Grécia e Roma antigas, e as Caraíbas coloniais, o Brasil e o Sul da América. Este livro interroga esta base dos estudos comparativos sobre escravos e testa seu valor. 




Reunindo contribuições de especialistas de topo, demonstra que o catálogo de cinco deve ser expandido e que o modelo poderá ter de ser substituído por um sistema mais flexível que enfatize a noção de intensificação. A questão é abordada como uma pergunta, permitindo o debate entre os dezassete contribuidores sobre a melhor forma de conceituar o estudo comparativo da escravidão humana.

INDEX


+INFO sobre o livro em: What is a Slave Society?

sábado, 23 de dezembro de 2023

Possuir e Criar - Propriedade na Amazónia

Ownership and Nurture

Brightman, M., Fausto, C. & Grotti, V. (eds.) (2016): Ownership and Nurture: Studies in Native Amazonian Property Relations. Berghahn Books. ISBN: 978-1-78533-083-4  
   
  
Sinopse  
O primeiro livro a abordar o tema antropológico clássico da propriedade através da etnografia da Amazônia, A obra estabelece termos novos e desafiadores para os debates antropológicos sobre esta região americana e sobre o tema propriedade em geral. 



A propriedade e a possessão têm um significado especial e carregam significados específicos na Amazônia, que tem sido retratada como uma antítese da civilização ocidental baseada na propriedade. 



Através de uma serie de estudos sobre a propriedade da terra, a escravidão, o xamanismo, o domínio espiritual, a estética e a propriedade intelectual, este volume demonstra que as relações de propriedade são de importância central na Amazônia e que a propriedade de pessoas desempenha um papel especialmente significativo na cosmologia nativa.

INDEX


+INFO sobre o livro em: Ownership & Nurture

Enemigos Vitais - Escravidão e Predação

Vital Enemies

Santos-Granero, F. (2009): Vital Enemies: Slavery, Predation, and the Amerindian Political Economy of Life. University of Texas Press.   Austin. ISBN: 978-0-292-71888-3


Sinopse  
Analisando a escravatura e outras formas de servidão em seis sociedades indígenas não estatais da América tropical na altura do contacto europeu, "Inimigos Vitais" oferece uma abordagem nova e fascinante ao estudo da escravatura baseada na noção de "economia política da vida" Fernando Santos-Granero baseia-se nas primeiras fontes históricas disponíveis para fornecer novas informações sobre os regimes ameríndios de servidão, sociologias de submissão e ideologias de captura. 



Estimando que os escravos cativos representavam até 20 por cento da população total e até 40 por cento quando combinados com outras formas de servidão o autor argumenta que as formas nativas de servidão cumprem a compreensão moderna da escravidão, embora os contextos ameríndios forneçam distinções cruciais com a escravidão tal e como se desenvolveu no Sul dos Estados Unidos em epoca contemporânea. 



A compreensão ameríndia das forças vitais como finitas, escassas, distribuídas desigualmente e em constante circulação produz um conceito de que todos os seres vivos competem pela energia vital. A captura de seres humanos é uma manifestação extrema desta compreensão, mas marca um elemento importante na forma como a “escravidão em cativeiro” ameríndia foi mal interpretada pelos conquistadores europeus. 



Iluminando esta faceta cultural que tem sido amplamente negligenciada ou mal interpretada durante séculos, "Inimigos Vitais" torna possíveis novos diálogos sobre o tema das hierarquias no campo dos estudos nativos, bem como um provocativo reenquadramento da América pré e pós-contacto.

INDEX

​Introduction 1

Part 1. Histories of Domination

chapter 1. Capturing Societies  p. 17

Part 2. Regimes of Servitude

chapter 2. Captive Slaves p. 47

chapter 3. Servant Groups p. 65

chapter 4. Tributary Populations  p. 83

Part 3. Sociologies of Submision

chapter 5. Markers of Servitude  p. 105

chapter 6. Servile Obligations  p. 126

chapter 7. Dependent Status  p. 147

Part 4. Ideologies of Capture

chapter 8. Civilizing the Other  p. 173

chapter 9. Warring Against the Other  p. 196

Conclusions p. 218

Appendix. Assessment of Main Sources  p. 229

Bibliography  p. 240

Index  p. 271


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