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terça-feira, 14 de abril de 2026

O II Milénio no estuário do Guadalquivir - Tese

El segundo milenio A.C. en 
el estuario del Guadalquivir

Ortiz Temprado, R. (2026): El segundo milenio a.C. en el estuario del Guadalquivir: la Edad de Bronce. Tese doutoral apresentada na Universidad de Sevilla. Sevilha. 3 Vols.

Sinopse   
O segundo milênio a.C. na região do Baixo Guadalquivir é um dos períodos menos compreendidos da pré-história recente da Andaluzia Ocidental. Situa-se entre a opulenta Valencina de la Concepción, com seus dólmens e recintos com fossos, e o mítico Tartessos, reino de Gerião e Argantônio, tornando-se uma espécie de período abrangente que engloba tudo o que não pertence a nenhuma das duas eras. 


No segundo milênio A.C., a morfologia do Baixo Guadalquivir era muito diferente de seu estado atual. A foz do Guadalquivir localizava-se no interior, perto de Alcalá del Río; a área entre esta cidade e Coria del Río teria formado um grande paleoestuário; e ao sul de Coria, haveria um amplo golfo aberto para o atual Golfo de Cádiz, formando uma única unidade. Essa configuração criou duas zonas distintas: a margem direita e a margem esquerda. 


Além disso, o período foi influenciado pelo evento climático de 4,2 ka, que levou a uma crise de aridez do final do terceiro milênio A.C. até meados do segundo milênio a.C. Para compreender esse período, elaboramos um procedimento de estudo baseado em dois pilares. O primeiro consiste na avaliação formal do corpus documental. 


O segundo pilar, após a seleção dos registros “confiáveis” do conjunto de dados, teve como objetivo comparar o registro material da área de estudo com o das diferentes áreas culturais adjacentes: o sudeste, a Idade do Bronze do Sudoeste, a cultura das Motillas e o planalto castelhano. Para tanto, selecionamos uma série de sítios “indicadores” de cada área, partindo da premissa de que suas estratigrafias, ou a sobreposição entre elas, nos permitiriam abranger todo o período cronológico proposto. 


O resultado foi a divisão do período na área de estudo em três fases. Na primeira, ou Idade do Bronze Inicial, a área é uma zona de fronteira dinâmica entre a Idade do Bronze do Sudoeste, mais prevalente na margem direita, e a cultura El Argar na margem esquerda, mas sempre dentro de um contexto cultural local, onde os artefatos das áreas adjacentes são claramente distinguíveis no registro. 



A segunda fase, ou Idade do Bronze Média, divide-se em duas partes. Na primeira fase (Idade do Bronze Médio I), a margem direita fica despovoada até o final da Idade do Bronze, e a margem esquerda gira em direção ao eixo do Guadalquivir médio, possivelmente devido à maior demanda por metal de El Argar. Isso levou ao abandono parcial da área de estudo. 



Na segunda fase (Idade do Bronze Médio II), a margem esquerda, inicialmente vazia, foi repovoada, muito provavelmente por pessoas da região do Médio Guadalquivir, e destaca-se uma cultura material caracterizada pelos tipos e decorações de Cogotas I. A terceira fase é a Idade do Bronze Final, e a área aparentemente esvaziou-se novamente, pelo menos até 1000 a.C., e muito provavelmente até o século IX a.C. Um dos primeiros contextos documentados na área é o santuário de El Carambolo, em Camas. 

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sexta-feira, 13 de março de 2026

Oxford Journal of Archaeology Nº 45/1 - 2026

Oxford Journal of Archaeology 

Nº 45/1 - 2026

INDEX

Buried ornaments: Exploring funerary 
behaviours in the Chalcolithic from the
Lower Danube  pp. 2-27
Monica Mărgărit

Evidence of absence: A case study 
of Early Neolithic human remains near
Stonehenge World Heritage Site pp. 28-49
Kat Ward 

First evidence of lost-wax casting in 
the earlier Bronze Age of south-eastern 
Spain: The silver bangle from 
El Argar, Grave 292 pp. 50-67
Linda Boutoille

Gathering the harvest: The collection 
and transportation of agricultural produce
in Roman Cambridgeshire and 
Peterborough pp. 68-92
Rob Wiseman, Rachel Fosberry,  
Martha Craven

Doors to death: The final report of 
the stadium-amphitheatre excavations
at Perge pp. 93-114
Aytaç Dönmez

Hoard or grave? Interpreting the 
seventh-century jewellery assemblage 
fromDonington-on-Bain, 
Lincolnshire pp. 115-132
Lisa Brundle


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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Trabajos de Prehistoria Nº 82/2 - 2025

Trabajos de Prehistoria 

Nº  82/2 - 2025
  

INDEX

Aproximación a las prácticas sociales calcolíticas 
a partir de la industria macrolítica del recinto 
de fosos de Los Melgarejos (Getafe, Madrid)
Selina Delgado-Raack, Marcello Peres, 
Marina Eguíluz Valentini, Rosa Domínguez, 
Luis Hernández, Roberto Risch, 
Pedro Díaz-del-Río

La tradición metalúrgica calcolítica del 
nordeste ibérico y su influencia posterior: 
nuevos análisis y una síntesis
Julia Montes-Landa, Ignacio Montero Ruiz, 
Marcos Martinón-Torres

En los márgenes del Arte Rupestre Atlántico: 
una aproximación multidisciplinar a El Riscal 
(Sevilla, España)
Miguel Ángel Rogerio Candelera, Alba Fuentes Porto, 
Timoteo Rivera Jiménez, Jordi Ibáñez Insa, 
José Antonio Lozano Rodríguez, A. César González García, 
Raquel Montero Artús, Leonardo García Sanjuán

La Forma 5 argárica: clasificación y cronología
Eva Celdrán Beltrán, Vicente Lull, 
Rafael Micó Pérez, Camila Oliart Caravatti, 
Cristina Rihuete Herrada, Miguel Valério

Vientos del norte: el ámbar báltico y las cuentas 
de plata de la reutilización en la Edad del Hierro
 del tholos de Bela Vista (Sintra, Portugal)
José Ángel Garrido-Cordero, Rita Loureiro, 
José María Martínez-Blanes, Ana C. Sousa, 
María Dolores Zambrana-Vega, Luz Marina Salas Acosta, 
Daniel Sánchez-Gómez, Carlos Odriozola Lloret

La colonización agraria del valle del río 
Guadalimar durante los siglos VII-VI a. n. e
José L. Serrano Peña, Marcos Soto Civantos

‘Cabezas cortadas’ iberas en contextos cosetanos
 e ilergetes. Nuevas aportaciones bioantropológicas
 en El Molí d’Espígol (Tornabous, Lleida) y 
Olèrdola (Olèrdola, Barcelona)
Rubén de la Fuente Seoane, Núria Molist, 
Jordi Principal , Marta Riba-Vidal, 
Nàdia Tarifa-Mateo, M. Eulàlia Subirà
  

Noticiario

Un pasarriendas orientalizante y otros 
elementos de atalaje en la necrópolis tumular de 
Collado y Pinar de Santa Ana (Jumilla, Murcia)
Alberto J. Lorrio Alvarado, Estefanía Gandía Cutillas, 
Raimon Graells i Fabregat, Emiliano Hernández 
Carrión, Mariano Torres Ortiz
  

Recensiones y Crónica científica

John Schofield. Wicked Problems for Archaeologists.
Heritage as Transformative Practice. Oxford 
University Press. Oxford, 2024
David Barreiro

Pedro A. López-García, Denisse L. Argote, 
Manuel A. Torres-García y Michael C. Thrun. 
Knowledge Discovery from Archaeological Materials y 
Denisse L. Argote, Pedro A. López-García, Manuel 
A. Torres-García y Michael C. Thrun. Machine Learning for 
Archaeological Applications, Series Elements in 
Current Archaeological Tools and Techniques. 
Cambridge University Press.
Olga Palacios

Julia Lee-Thorp y M. Anne Katzenberg (Eds.). 
The Oxford  Handbook of the Archaeology of Diet. 
Oxford University Press. Oxford, 2024
Ferrán Antolín

Recensión de / Review of: Sandra López Varela (Ed.). 
Women in Archaeology: Intersectionalities in 
Practice Worldwide. Serie Women in Engineering 
and Science. Springer, Cham, 2023
Carmen Pérez Maestro

Dean Saitta. First Cities: Planning Lessons for 
the 21st Century. Elements in Anthropological 
Archaeology in the 21st Century. Cambridge 
University Press. Cambridge, 2024
Dominic Pollard

Graham Harman y Christopher Witmore. Objetos 
intempestivos: Filosofía y arqueología orientada 
a objetos. Materia Oscura. Segovia, 2024
Rafael Millán-Pascual, Álvaro Falquina-Aparicio

Íñigo García-Martínez de Lagrán, Cristina Tejedor Rodríguez, 
Héctor Arcusa Magallón, José Ignacio Royo Guillén, 
Rafael Garrido Pena y Manuel Rojo Guerra. 
La cerámica neolítica de la cueva de Els Trocs 
(Huesca) en el contexto del Mediterráneo occidental. 
Studia Archaeologica, 105. Universidad de 
Valladolid. Valladolid, 2024
Javier Cámara Manzaneda

Marc Vander Linden. The Bell Beaker Phenomenon 
in Europe. A Harmony of Difference. Cambridge 
Elements. The Archaeology of Europe. 
Cambridge, 2024
Pedro Díaz-del-Río

Johan Ling, Richard J. Chacon y Kristian Kristiansen (Eds.). 
Trade before Civilization. Long-distance 
Exchange and the Rise of Social Complexity. 
Cambridge University Press. Cambridge, 2022
Xosé-Lois Armada

Alonso Rodríguez Díaz, David M. Duque Espino e 
Ignacio Pavón Soldevila (Eds.). La Casa de la 
Ayuela en el tiempo del Tesoro de Aliseda. 
Excavaciones preventivas en La Ayuela (2009) 
y La Estación (2018) en el tramo Cáceres-Mérida 
de la Línea de Alta Velocidad de Extremadura. 
Homenaje a la Prof.ª Dra. M.ª Eugenia Aubet. 
Memorias de Arqueología Extremeña, 14. 
Junta de Extremadura. Mérida, 2024
Antonio Blanco González

Crónica de la 6th International Conference 
Archaeometallurgy in Europe (AiE) 2024. Falun 
(Suecia), 11 al 14 de junio de 2024
Julia Montes-Landa


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terça-feira, 15 de outubro de 2024

Cambridge Archaeological Journal Nº 34/3 - 2024

Cambridge Archaeological Journal 

Nº 34/3 - 2024 

INDEX  
   
Posthuman Archaeology and Rock Art pp. 353-372
José Chessil Dohvehnain Martínez-Moreno

Visible Wealth in Past Societies: A Case Study of 
Domestic Architecture from the Hawaiian Islands 
pp. 373-383
Mark D. McCoy, Joseph L. Panuska

Exploring Complexity in Bronze Age Exchange Networks 
by Revisiting the Bronze Mirrors of Central Asia 
and China pp. 385-402
Rebecca O'Sullivan, Huiqiu Shao

Gold and Silver: Relative Values in the Ancient Past 
pp. 403-420
James Ross, Leigh Bettenay

When the Foreign Becomes Familiar: The Glass Bead 
Assemblage from Madjedbebe, Northern Australia 
pp. 421-438
Mirani Litster, Lynley A. Wallis, 
Gundjeihmi Aboriginal Corporation

Monumental Walls, Sovereign Power and Value(s) 
in Pharaonic Egypt pp. 439-452
Oren Siegel

Bridlington Boulevard Revisited: New Insights into 
Pit and Post-hole Cremations in Neolithic Britain  
pp. 453-476
Jake T. Rowland, Jess E. Thompson

Angara Style Rock Art: The Evolution of a Regional 
Emblematic and Syncretic Style pp. 477-494
Lynda D. McNeil

An Argaric Tomb for a Carpathian ‘Princess’? pp. 495-510
Juan A. López Padilla, Francisco Javier Jover Maestre, 
Ricardo E. Basso Rial, María Pastor Quiles

Wounded Animals and Where to Find Them. 
The Symbolism of Hunting in Palaeolithic Art pp. 511-529
Olivia Rivero, Miguel García-Bustos, Georges Sauvet


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sexta-feira, 12 de abril de 2024

CUPAUAM Nº 49/2 - 2023

 CUPAUAM Nº 49/2 - 2023
   

INDEX

El final del ciclo gráfico de las sociedades cazadoras‑recolectoras: 
arte mueble finipaleolítico de la Cueva de Arenaza (San Pedro 
de Galdames, Bizkaia) pp. 11-28
Álvaro Ibero, Blanca Ochoa, Marcos García‑Díez
 y Paula López‑Calle

¿Época de cambios? La cerámica del Cobre Tardío (2600‑2400 a. C.)
 de Los Castillejos (Montefrío, Granada) pp. 29-50
Alberto López‑López, Jesús Gámiz Caro y 
Juan Antonio Cámara Serrano~

Al servicio de la divinidad. Figuras antropomorfas oculadas calcolíticas del sur de la península ibérica en piedra, marfil y hueso pp.  51-96
Alfredo Mederos Martín y Javier Jiménez Ávila

Los tejidos de El Argar: hacia una caracterización técnica y contextual de las evidencias textiles de la Edad del Bronce en el Sudeste de la península ibérica pp. 97-129
Ricardo E. Basso Rial

Nuevas referencias cronométricas para el yacimiento de Buenavista (Teguise, Lanzarote): contrastando la fiabilidad del método de datación 14C a través de análisis de fitolitos, coprolitos y osteológico
pp. 131-172
Pablo Atoche Peña, Mª. Ángeles Ramírez Rodríguez, 
José A. Afonso Vargas, Paloma Cuello del Pozo,
Alberto J. Martín Rodríguez, Antonio Bueno García, 
Fany C. Talavera Dávila y Pedro F. Méndez Guerra

La policromía en la coroplastia romana. A propósito del análisis arqueológico y arqueométrico de una pieza procedente de la Casa 
del Mitreo (Mérida, Badajoz, España) pp. 173-198
Macarena Bustamante Álvarez, Alberto Dorado Alejos, 
Ana M.ª Bejarano Osorio y Ana Isabel Heredia López

Excavaciones arqueológicas en la Cañada Honda de Itálica 
(Santiponce, Sevilla). Primeros resultados pp. 199-223
Rafael Hidalgo Prieto, Maite Velázquez Guerrero, Inmaculada Carrasco Gómez, Felix Teichner, Florian Hermann, Ulrich Kiesow, Yolanda Peña Cervantes, Adriana Roales Macías, Arturo Ufano Fernández, Eva Zarco Martínez, Gonzalo Romero Gustos, Adalberto Ottati, Rocío Durán Molina, Luisa Loza Azuaga, Daniel Becerra Fernández, Esther Ontiveros Ortega, Ana Felipe Colodrero, Jacobo Vázquez Paz y Guillermo Ortiz Román

El mosaico romano de Adamuz (Córdoba) pp. 225-239
Sebastián Vargas-Vázquez, Ángel Ventura Villanueva 
y Alberto Villarejo de Torres

La Marañosa‑Albende (San Martín de la Vega, Madrid): asentamiento encastillado tardoantiguo y ḥiṣn andalusí. Resultados de la aplicación de la tecnología LiDAR a la prospección arqueológica pp. 241-261
Rosario Cebrián Fernández, Ignacio Hortelano Uceda, 
Manuel Retuerce Velasco y Javier Martínez-González

La caja árabe de la Catedral de Ávila: un ejemplo singular 
de metalistería islámica medieval pp. 263-295
Javier Jiménez Gadea y Virgilio Martínez Enamorado

Reseñas pp. 297-322



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quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Trabajos de Prehistoria Nº 80/2 - 2023

Trabajos de Prehistoria 

Nº 80/2 - 2023 
 

INDEX

Fuerzas productivas y relaciones de producción en el 
centro y el este de la península ibérica entre 2200 y 1550 a. n. e.
Marcello Peres, Roberto Risch

¿Relaciones fluidas o conflictividad estructural? 
Las dinámicas sociales del Bronce Antiguo en el centro 
y este peninsular. Comentario a Peres y Risch
Gonzalo Aranda Jiménez

Más allá de “El Argar”: periferia y margen de una 
singularidad prehistórica. Comentario a Peres y Risch
Rafael Garrido Pena

¿Centro y periferia en el Bronce del sureste peninsular? 
Comentario a Peres y Risch
Antonio Gilman

Sobre las sociedades concretas de la periferia septentrional 
argárica: a propósito de la propuesta de Peres y Risch y 
algunos de sus problemas
Francisco Javier Jover Maestre, 
Juan Antonio López Padilla

Dependencia vs. competencia o emulación. 
Sobre la naturaleza de las relaciones del mundo argárico 
y su entorno. Comentario a Peres y Risch
Mercedes Murillo-Barroso, Ignacio Montero-Ruiz

Hacia una arqueología económica y de la explotación social: 
réplica a los comentarios a “Fuerzas productivas y relaciones de producción en el centro y el este de la península ibérica entre 
2200 y 1550 a. n. e.”
Marcello Peres, Roberto Risch

Aproximación a la organización social de los asentamientos polinucleares del Bronce Final y del Hierro Antiguo en el
 sureste de Iberia (ss. IX-VI a. n. e.)
Ignacio Grau, Raquel San Quirico García

Cuentas de vidrio oculadas de la Edad del Hierro del 
sur de Portugal (ss. VII – II a. n. e.)
Francisco B. Gomes

Investigación sobre la producción vitivinícola en el bajo 
valle del Ebro (ss. VII-I a. C.): un proyecto interdisciplinar 
de arqueología experimental
Samuel Sardà Seuma, Laura Bricio Segura, 
Carmen Portillo Guisado, Pedro Cabanillas Amboades,
Jordi Gombau Roigé, Joan Miquel Canals Bosch, 
Fernando Zamora Marín, Jordi Diloli Fons


Noticiario

Más que un gran arquero. Novedades en el sector 
septentrional del arte rupestre levantino de la península ibérica
Manuel Bea Martínez, José Antonio Benavente, 
Jesús Carlos Villanueva, Jorge Angás

¿Hierro meteórico en el Tesoro de Villena?
Salvador Rovira-Llorens, Martina Renzi, 
Ignacio Montero Ruiz


Recensiones y Crónica científica

Lolita Rousseau. Des dernières sociétés néolithiques aux premières sociétés métallurgiques. Productions lithiques du quart nord-ouest 
de la France (IIIème-IIème millénaires avant notre ère). Mémoires 
de la Société Préhistorique Française 69. Paris, 2022,
Marie-Elise Porqueddu

Kristian Kristiansen. Archaeology and the Genetic Revolution in European Prehistory. Elements in the Archaeology of Europe. 
Cambridge University Press. Cambridge, 2022
Juan Manuel Vicent García

Juan Jesús Padilla Fernández. Identidades y tecnología social en la Edad del Hierro. Las cerámicas de Las Cogotas. Bibliotheca Praehistorica Hispanica, XXXVIII. Consejo Superior de Investigaciones Científicas. Madrid, 2022
M. Pilar Prieto Martínez

David Rodríguez González. La cerámica ibérica gris: 
ensayo de tipología. Archaeopress Archaeology. Oxford, 2023
María Isabel Moreno Padilla

Carmen Rueda Galán, Carmen Rísquez Cuenca y Ana B. Herranz Sánchez (Eds.). El reflejo del poder en la muerte. La cámara sepulcral de Toya. Colección Arqueologías. Serie Ibera, 11. Editorial Universidad de Jaén, Instituto de Estudios Giennenses. Jaén
Rubí Sanz Gamo

T. L. Thurston and M. Fernández-Götz (Eds.). Power from Below in Premodern Societies. The Dynamics of Political Complexity in the Archaeological Record. Cambridge University Press. Cambridge, 2021
Inés Sastre, Brais X. Currás

William Carruthers. Flooded Pasts: UNESCO, Nubia, and the Recolonization of Archaeology. Cornell University Press. Ithaca, 2022
Salomé Zurinaga Fernández-Toribio

Crónica de una exposición. Vivencia de El megalitismo en las tierras de Granada. Museo de Sitio de los Dólmenes de Antequera (Málaga), 
11 de julio 2023-11 de julio 2024
António Carlos Valera

Crónica. Exposición Los últimos días de Tarteso. Museo Arqueológico y Paleontológico de la Comunidad de Madrid (Alcalá de Henares), 
28 de marzo-14 de septiembre 2023
Carmen Aranegui Gascó
  
  

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quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Relações de parentesco no Argar


O período que inclui o calcolítico e o Bronze Antigo na Europeia na Europa envolveu fortes mudanças sociais drásticas que resultaram numa forte centralização política, crescente desigualdade económica e em perturbações demográficas e de povoamento marcadas pelo predomínio de uma carrega genética nas populações genéticas procedente em origem da Estepe do Mar Negro. 




Este conjunto de fundas mudanças sociais e humanas fizeram-se especialmente visíveis em alguma regiões específicas, como Central-Europa, a Bretanha, o sul de Inglaterra ou sudeste da Península Ibérica, onde a distribuição desigual da riqueza, refletida nos bens funerários, se torna evidente especialmente na chamada cultura do Argar do Bronze Antigo. 

O complexo argárico, cobre o período de ca 2.200-1.550 A.C, (cronologia calibrada). O povoamento argárico espalha-se durante este escopo temporal desde as planícies costeiras até as terras do interior chegando a cobrir esta cultura arqueológico no topo uns 35.000 km 2 em seu pico. Seus assentamentos densamente situam-se na parte cimeira de colinas, chegando a alcançar extensões de 5 hectares, e mostram uma clara hierarquização com evidências de grandes edifícios públicos e importantes estruturas funcionais de abastecimentos de aguas OU relacionadas com o processamento a grande escala de cereais, obras de irrigação, e unidades artesanais especializados na produção cerâmica e metalúrgica. 

Edificio de reunião do jazigo de La Almoloya

Todo isto delineia a imagem do mundo argárico como uma sociedade de profunda complexidade social e económica com evidentes signos de hierarquia social que se fazem visíveis na riquezas dos enterramentos elitares das necrópoles argárica. Em este sentido os enterramentos argáricos apresentam um marco perfeito para o estudo de caso das relações de parentesco nas sociedades pré-históricas. 




Até agora esta questão fora unicamente abordada desde a metodologia arqueologicamente convencional, através o estudo de enterramentos duplos típicos de esta cultura que envolvem uma parelha adulta, ou uma criança e um indivíduo adulto; mas o desenrolo da paleo-genetica tem aberto a possibilidade de estudar as relações de parentesco entre a elite argárica com uma maior precisão previamente impossivel



O modelo tradicional interpretava estas sepulturas duplas como evidência de casais heterossexuais e monogâmicos (' casamentos') base de famílias nucleares. No obstante um recente estudo desde o ponto de vista da genética do jazigo argárico de La Almoloya aporta uma perspetiva muito distintas apontando a existência  de uma maior complexidade nas práticas que organizam as relações de parentesco na sociedade argárica.  



Em base a uma ampla amostra reconstrui-se a estrutura genealógica da necrópole da La Almoloya conseguindo isolar 7 grupos familiares diferenciados sincrónica e diacrónicamente as relações de parentesco de 1º e 2 grau e além (até o 6º e 7º grau) entre os adscritos a cada conjunto genealógico chegando a uma amplitude de cinco gerações.
As evidências, segundo os autores do estudo, apontam a um predomínio entre a aristocracia argárica da exogamia feminina e a patrilinearidade, envolvendo com muita probabilidade praticas de intercâmbio de mulheres entre linhagens de distintos assentamentos como os são conhecidos pela casuística antropológica

“A visão combinada dos resultados inclina-se para a prática da exogamia feminina e da patrilocalidade, em que as jovens mudam-se para uma residência diferente para construir novos relacionamentos. As fêmeas adultas enterradas em sepulturas duplas dão suporte a essas práticas, pois não têm pais enterrados no local e, além dos descendentes, também não têm outros parentes adultos, o que sugere que vieram de fora da comunidade e foram integradas através da união com machos locais, podendo assim ser considerados companheiros de machos de linhagem. É importante ressaltar que o fato de não encontrarmos relações de 1º ou 2º grau entre mulheres adultas em La Almoloya sugere que esta prática era recíproca e que as jovens de La Almoloya também se mudaram para outros locais. A patrilocalidade não implica necessariamente a ausência de mobilidade dos homens adultos. Na verdade, os nossos resultados também apoiam uma mobilidade substancial para ambos os sexos, como demonstrado pela presença de menos parentes de 2º grau do que de 1º grau no local. No entanto, a capacidade de rastrear linhagens masculinas através de gerações pela presença de descendentes masculinos adultos, mas não de descendentes adultos femininos apoia a patrilocalidade apesar da mobilidade masculina e feminina.”
Com tudo junto a este padrão predominante, o estudo observa uma curiosa desproporção entre o número de mulheres e de homens dentro dos grupos definidos, o que lhes permite inferir que junto como este padrão patrilocal e patrilinear vinculado a exogamia feminina e intercâmbio (tal vez reciproco) de mulheres funcionaria em paralelo um sistema de exogamia masculina, pelo que parte dos homens das linhagens que ficariam fora da herança casavam fora do seu assentamento original integrando-se matrilocalmente na comunidade da sua esposa. 

“Alternativamente, a proporção desequilibrada entre os sexos entre os adultos nos cemitérios argáricos pode ser responsável por um “excesso” de mulheres e não por uma falta de homens. Este cenário envolve não apenas um número substancial de mulheres que chegam, mas também práticas matrimoniais consistentes com ele, ou seja, sob a forma de poliginia ou de monogamia em série. No entanto, a exogamia feminina por si só não explica todas as formas de mobilidade que poderiam ser inferidas a partir dos dados de La Almoloya. Enre os homens, a falta de evidências de irmãos e meio-irmãos adultos sugere que a patrilocalidade pode ter sido restrita a certos homens, enquanto outros deixaram o local. Os homens podem ter saído do seu local de nascimento como parte de práticas de exogamia masculina, atribuição a outros assentamentos, ou processos de migração/colonização ligados à expansão territorial argárica. Estudos futuros sobre o ADNA de pessoas enterradas em locais diferentes de La Almoloya contribuirão ainda mais para testar estas possibilidades.”

Estes resultados amostram uma maior complexidade dos enterramentos duplos argáricos, nos se combinam predominantemente tanto mulheres forâneas junto a homens locais como o caso contrario, o qual encaixa com um tipo de comportamento frequente entre grupos aristocráticos com padrões matrimoniais complexos nos que uma certa ambilinearidade das relações de parentesco dentro de uma linha dominante já seja matrilinear ou patrilinear como resulta ser o caso argárico, serve de instrumento flexível para estabelecer alianças políticas e familiares entre linhagens aristocráticos dentro de um território amplio. 



Outra aportação novidosa do estudo é a possibilidade não contemplada agora, mas que se mostra como fatível na diversidade de relacionamentos entre os descendentes de um único varão, mas com distintas madres, é a possível presença de casos de poliginia ou do matrimónio sucessivo na cultura do Argar. 




Em resume, o artigo é um bom exemplo das possibilidades que as técnicas de análise paleo-genética abrem a uma questão tâo crucial para entender a organização social das culturas do passado como é a organização do parentesco; possivelmente a aportação maior e mais crucial que, na atualidade e num futuro próximo, a genetica pode oferecer a Arqueologia. 
   

Artigo:

Villalba-Mouco, V., Oliart, C., Rihuete-Herrada, C. et al. (2022):  "Kinship practices in the early state El Argar society from Bronze Age Iberia" Nature Sci Rep 12, 22415  DOI: 10.1038/s41598-022-25975-9

Bibliografia complementaria:
  
Ensor, B.E. (2013): The Archaeology of Kinship: Advancing Interpretation and Contributions to Theory. University of Arizona Press pdf

Fox, R. (1980): Sistemas de parentesco y matrimonio. Alianza. Madrid. pdf

Levi-Strauss, Cl (1982): As estruturas elementares do parentesco. Editora Vozes. Petrópolis pdf


Postagem relacionada: A Princessa Argárica da Almoloya

Género e parentesco no Argar - Vìdeo

Deixamos aqui a palestra que foi proferida o passado mes de abril no Museu Arqueologico Nacional (MAN) de Madrid pelos arqueologos Vicente Lull, Rafael Micó e Cristina Rihuete Herrada (Grupo de Pesquisa em Arqueoecologia Social do Mediterrâneo -ASOME-UAB-, Departamento de Pré-História, Universidade Autônoma de Barcelona) 

Reconstruir as relações de parentesco em sociedades pré-históricas é um objetivo tão desejável quanto difícil de alcançar. A pesquisa sobre El Argar considerou isso desde o início, principalmente graças às informações e pistas fornecidas por sepulturas duplas, que adquiriram um significado ritual consolidado nessa sociedade. 

Nos últimos anos, o desenvolvimento da arqueogenética abriu novas possibilidades para identificar relações de consanguinidade, um dos componentes básicos para a compreensão das relações de parentesco. 


domingo, 6 de agosto de 2023

Guerra e Violência na Pré-história - Livro


Prehistoric Warfare and Violence
  
Andrea Dolfini, Rachel J. Crellin, Christian Horn, Marion Uckelmann (2018): Prehistoric Warfare and Violence. Quantitative and Qualitative
Approaches. Quantitative Methods in the Humanities & Social Sciences. Springer. ISSN: 2199-0956


Sinopse
O estudo da guerra e da violência em sociedades pré-históricas e pré-alfabetizadas tem estado na vanguarda do debate arqueológico desde a publicação da provocativa monografia de Keeley, War Before Civilization. O problema foi abordado de vários pontos de vista, incluindo estudos antropológicos e comportamentais de violência interpessoal, exames osteológicos de lesões cortantes e traumas contundentes, análise de desgaste de armas antigas e experimentos de campo com réplicas de armas e armaduras. 


Esta pesquisa, no entanto, é muitas vezes confinada dentro dos limites das várias disciplinas e áreas especializadas. Em particular, muitas vezes pode ser detetada uma lacuna entre as abordagens de pesquisa fundamentadas nas ciências humanas e sociais e aquelas baseadas nas ciências arqueológicas. A consequência é que, até hoje, o assunto é dominado por uma série de suposições não demonstradas sobre a natureza da guerra, do combate e da violência em sociedades não-alfabetizadas. 


Além disso, questões metodológicas importantes permanecem sem resposta: podemos distinguir com segurança entre trauma relacionado à violência e trauma acidental em restos de esqueletos? Até que ponto a análise de desgaste pode lançar luz sobre estilos de luta há muito esquecidos? Podemos projetar testes de combate significativos baseados em artes marciais históricas?


 Pode o estudo da arte rupestre desvendar as realidades sociais da guerra pré-histórica? Ao quebrar o molde das fronteiras de assuntos arraigados, este volume editado promove o debate interdisciplinar no estudo da guerra pré-histórica e da violência, apresentando uma série de abordagens inovadoras que integram métodos qualitativos e quantitativos de pesquisa e análise.


Este é o primeiro livro a explorar a guerra e a violência pré-históricas, integrando métodos de pesquisa qualitativa com técnicas científicas quantitativas de análise, como paleopatologia, morfometria, análise de desgaste e arqueologia experimental. Ele investiga o início da guerra e da violência do ponto de vista de quatro grandes temas interdisciplinares: marcadores esqueléticos de violência e treinamento com armas; conflito na arte rupestre pré-histórica; a cultura material do conflito; e violência intergrupal no discurso arqueológico. 


O livro tem um amplo escopo cronológico e geográfico, desde o início do Neolítico até o final da Idade do Ferro e da Europa Ocidental ao Leste Asiático. Inclui locais de renome mundial e coleções de artefatos, como o campo de batalha da Idade do Bronze do Vale Tollense (Alemanha), o Patrimônio Mundial da UNESCO em Tanum (Suécia) e a coleção de armas de bronze do Museu Britânico do final do período Shang (China). Estudos de caso originais são apresentados em cada secção por uma autoria internacional diversificada.


INDEX

Interdisciplinary Approaches to Prehistoric Warfare and 
Violence: Past, Present, and Future  pp. 1-18
Andrea Dolfini, Rachel J. Crellin, Christian Horn, 
Marion Uckelmann

Patterns of Collective Violence in the Early Neolithic 
of Central Europe pp. 21-38 
Christian Meyer, Olaf Kürbis, Veit Dresely, Kurt W. Alt

Perimortem Lesions on Human Bones from the Bronze Age 
Battlefield in the Tollense Valley: An Interdisciplinary Approach 
pp. 39-60
Ute Brinker, Hella Harten-Buga, Andreas Staude, 
Detlef Jantzen, Jörg Orschiedt

Martial Practices and Warrior Burials: Humeral Asymmetry 
and Grave Goods in Iron Age Male Inhumations from Central Italy 
pp. 61-83
Valerio Gentile, Vitale Stefano Sparacello, 
Vincenzo D’Ercole, Alfredo Coppa

War and Peace in Iberian Prehistory: The Chronology and 
Interpretation of the Depictions of Violence in Levantine Rock Art  
pp. 87-107
Esther López-Montalvo

Fast Like a War Canoe: Pragmamorphism in Scandinavian Rock Art
 pp.109-127
Christian Horn

“In the Beginning There Was the Spear”: Digital Documentation 
Sheds New Light on Early Bronze Age Spear Carvings 
from Sweden pp. 129-148
Ulf Bertilsson

Rock Art, Secret Societies, Long-Distance Exchange, 
and Warfare in Bronze Age Scandinavia pp. 149-174
Johan Ling, Richard Chacon, Yamilette Chacon


Body Armour in the European Bronze Age pp. 177-198 
Marianne Mödlinger

Conflict at Europe’s Crossroads: Analysing the Social Life 
of Metal Weaponry in the Bronze Age Balkans  pp. 199-224
Barry Molloy 

Ritual or Lethal? Bronze Weapons in Late Shang China 
pp. 225-245
Qin Cao 

Standardised Manufacture of Iron Age Weaponry from 
Southern Scandinavia: Constructing and Provenancing 
the Havor Lance pp. 247-276 
Thomas Birch


An Experimental Approach to Prehistoric Violence 
and  Warfare? pp. 279-305
Rachel J. Crellin, Andrea Dolfini, Marion Uckelmann, 
Raphael Hermann

Value, Craftsmanship and Use in Late Bronze Age Cuirasses 
pp. 307-326 
Anne Lehoërff

Untangling Bronze Age Warfare: The Case of Argaric Society 
pp. 327-343
Gonzalo Aranda Jiménez

Conclusion: The Science of Conflict pp. 345-358
Rick J. Schulting



+INFO sobre o livro: Prehistoric Warfare & Violence