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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

A Rota Danubiana da Cultura Yamnaya

Danubian route of Yamnaya Culture 

Jarosz, P., Koledin, J. & Włodarczak, P. (2021): Danubian route of Yamnaya Culture. The barrows of Vojvodina. Archaeolingua. Budapest. ISBN: 978-615-5766-50-3

Sinopse  
Em 2016–2021, um projeto de pesquisa polonês-sérvio focou nos túmulos de Voivodina do 3º milênio a.C. Em seu centro estavam as escavações de dois túmulos da cultura Yamnaya, Šajkaš e Žabalj, conduzidos em 2016–2018 na área de Backa, na borda ocidental da estepe eurasiana. 


O material trazido à luz nesses locais é atualmente o conjunto mais importante de fontes sobre os túmulos de Voivodina, e é essencial também para o território mais amplo da Planície da Panônia. Este livro apresenta os resultados dos trabalhos de campo do projeto e as análises dos especialistas concluídas até agora.

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terça-feira, 9 de janeiro de 2024

O Falar, o Ridiculo e o Jogo - Tese


The role of public speaking, ridicule, & play

Bombjaková, D. (2018): The role of public speaking, ridicule, and play in cultural transmission among Mbendjele Bayaka forest hunter-gatherers. Tese doutoral apresentada no University College London. 
  
   
Sinopse  
Esta tese é baseada em pesquisa etnográfica realizada com caçadores-coletores pigmeus Mbendjele BaYaka da região de Likouala, Congo-Brazzaville, durante dezoito meses, de 2013 a 2015. Os objetivos principais desta tese são: (1) apresentar três contextos-chave para educar as crianças sobre Práticas e valores Mbendjele; (2) analisar observações etnográficas de como estes contextos são utilizados para distinguir os modos de educação que exploram; (3) contrastar os métodos educativos Mbendjele e os impostos por terceiros, e como Mbendjele definem o ensino e a aprendizagem adequados e impróprios.


Os Mbendjele BaYaka valorizam principalmente três instituições culturais pró-igualitárias como o principal meio de educar as crianças. Esta são baseadas em falar em público, ridicularizar e brincar. Examinasse como essas instituições são empregadas na prática discutindo seu conteúdo e contexto. 


Os resultados indicam que os Mbendjele valorizam principalmente a transmissão de valores pró-igualitários, moldando a compreensão do género e dos papéis sexuais nas crianças e ensinando formas de lidar com pessoas de fora não-Mbendjele. 


O castigo corporal é raro entre caçadores-coletores igualitários. Apesar de Mbendjele considerá-lo uma forma inadequada de disciplinar as crianças, é frequentemente utilizado em contextos sedentarizados, em conjunto com o aumento da violência doméstica e do alcoolismo. As instituições indígenas de reprodução cultural são fundamentais para a compreensão de como os caçadores-coletores imaginam o seu próprio futuro. 


Apesar das boas intenções, a aplicação estrangeira da escolaridade institucional pode ter efeitos negativos na resiliência cultural da sociabilidade e dos valores igualitários de Mbendjele. Compreender como os Mbendjele valorizam as instituições de educação estrangeiras e indígenas contribui para uma melhor compreensão da resiliência cultural entre grupos étnicos marginalizados, como os Mbendjele.

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O Ridículo numa Sociedade Igualitária

Deixamos aqui esta palestra proferida dentro do Radical Anthropology Group o 7 de novembro de 2017 pela antropologa Daša Bombjaková. A palestrante conduziu trabalho de campo entre os caçadores-coletores florestais Mbendjele-Bayaka da África Central. 



O seu foco de interesse é o papel das instituições culturais Mbendjele de falar em público, ridicularizar e brincar na manutenção do igualitarismo de género e da reprodução cultural. Esta palestra centrou-se na prática do mòádʒò, uma forma de humor zombeteiro que regula as normas sociais, inibe conflitos e promove a solidariedade na vida Mbendjele-Bayaka.


terça-feira, 26 de dezembro de 2023

A Civilazação dos Barbaros - Livro

Die Zivilisierung der Barbaren

Scherr, J. (2023): Die Zivilisierung der Barbaren: Eine Diskursgeschichte von Cicero bis Cassius. Untersuchungen zur antiken Literatur und Geschichte Vol. 156. Walter De Gruyter.  Berlin. ISBN: 978-3-11-133146-1  DOI: 10.1515/9783111331812
  
Sinopse   
No Império Romano, as pessoas que não eram nem gregas nem romanas eram frequentemente vistas depreciativamente como bárbaras. Em contraste, a cultura dual greco-romana era considerada a “própria civilização”. Mas e se os bárbaros decidissem aprender grego ou latim, comportar-se como gregos ou romanos, para assumir a sua aparência?


É exatamente isso que este estudo pergunta. Tenta-se, portanto, examinar, da forma mais ampla possível, como tais processos de mudança foram comunicados e avaliados nas fontes escritas para o período entre o final da República Romana e a era dos Imperadores Severos. Desta forma, este livro contribui em particular para o debate que vem fervendo há décadas sobre até que ponto houve pressão social para a adaptação cultural no Império Romano, ou mesmo algo como uma política cultural correspondente.



O livro dirige-se não apenas a um público especializado em história antiga, mas também a historiadores de outras épocas, antiquários de outras disciplinas, bem como a estudiosos culturais e literários. Devido ao tema altamente actual – o debate sobre adaptação ou integração cultural – também pode ser de interesse para um público mais vasto.

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terça-feira, 12 de dezembro de 2023

Factores Sociais na Latinização de Ocidente

Social Factors in the Latinization of the 
Roman West

Mullen, A. (2023): Social Factors in the Latinization of the Roman West. Oxford University Press. Oxford.  ISBN: 978–0–19–888729–4  DOI: 10.1093/oso/9780198887294.001.0001
  

Sinopse  
A latinização é um tema estranhamente esquecido. Os historiadores notaram que foi "considerado um dado adquirido" e visto como um subproduto normal da "romanização", apesar da sua importância central para a compreensão do mundo provincial romano, da sua vida e das suas línguas. Este volume visa preencher a lacuna em nossos estudos. 


Colaboradores especialistas foram selecionados para criar um volume multidisciplinar com uma abordagem temática do vasto assunto, abordando administração, exército, economia, direito, mobilidade, religião (religiões locais e imperiais e cristianismo), status social e urbanismo. Eles situam os fenómenos da latinização, da alfabetização e do bi e multilinguismo dentro dos desenvolvimentos sociais locais e mais amplos e reúnem materiais e argumentos que não foram antes coordenados num único volume. 


O resultado é um guia completo sobre o tema, que oferece trabalhos originais e mais experimentais. As contribuições sociolinguísticas, históricas e arqueológicas reforçam, expandem e, por vezes, desafiam a nossa visão de latinização e estabelecem as bases para futuras explorações.




Este volume será acompanhado por mais dois volumes do projeto LatinNow financiado pelo Conselho Europeu de Pesquisa: Latinização, Línguas Locais e Alfabetização no Ocidente Romano , e Línguas e Comunidades nas Províncias Ocidentais do Império

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1. Social Dimensions of Latinization
Alex Mullen

2. Latinization, Citizenship, and the Epigraphic Habit
Francisco Beltrán Lloris

3. Cities, Epigraphies, and Latinization: 
A Sociolinguistic View on the Hispaniae
Pieter Houten

4. Latin, Literacy, and the Roman Economy
Andrew Wilson

5. The Role of the Non-elite in Spreading 
Latin in Roman Britain
Alison E. Cooley

6. Mobility, Roads, and Milestones: Aspects of 
the Use of Latin in the Roman Empire
Anne Kolb

7. Learning Latin in the Roman Army
 Michael A. Spiedel

8. The Role of Education in the Latinization of the Roman West
 Catherine Wolff

9. Law and Latinization in Rome's Western Provinces
 Elizabeth Meyer

10. Religion, Language Maintenance, and Language Shift: 
Dedications, Cult Places, and Latinization in Roman Gaul
Olivier De Cazenove & María José Estarán Tolosa

11. Christianization and Latinization
 Robert Wiśniewski

12. The Attitude of the Roman Emperors 
towards Language Practices
Bruno Rochette

13. Social Factors in Latinization: 
Perspectives and Future Challenges
Marietta Horster



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quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Poder e Comunidade entre os Shuar - Tese

The Attraction of Unity

Buitron, Natalia (2016) The attraction of unity: power, knowledge, and community among the Shuar of Ecuadorian Amazonia. Tese doutoral, London School of Economics and Political Science. Londres

  
Sinopse  
Esta tese trata sobre como os Shuar, um grupo de étnico que vive no sudeste do Equador, e como criaram instituições políticas centralizadas. Ao longo do último século, os Shuar experimentaram uma rápida transição de um estilo de vida altamente móvel, baseado em grupos familiares pequenos, fluidos e politicamente autónomos, para uma vida sedentária em comunidades grandes e nucleadas. 


Devido ao declínio do envolvimento missionário, à perda gradual de poder das federações étnicas e às mudanças drásticas na base de subsistência, os Shuar também se tornaram cada vez mais dependentes de recursos derivados do Estado, garantidos pela sua participação na política eleitoral. 




Com base em trabalho de campo de longo prazo dentro de uma rede de comunidades sedentárias florestais, a tese explora como os Shuar procuram se organizar para viverem juntos pacificamente e se beneficiarem dos recursos públicos, mantendo o Estado sob controle. Mostra como os Shuar agiram de forma criativa para instituir novas formas de associação política centralizada que lhes permitem suprimir relações antagónicas de longa data, ao mesmo tempo que priorizam a autonomia pessoal e doméstica. 


Através da gestão de comunidades sedentárias e da apropriação de instituições externas, como escolas e repartições públicas, os Shuar regeneram eficazmente o bem-estar doméstico e formas valorizadas de individualidade. Ao mesmo tempo, criam novas categorias políticas e identidades individuais. 


A interação entre a sociabilidade quotidiana e a coletividade política criada conscientemente revela a importância de dois processos contrastantes mas interligados: a mudança flexível entre arranjos sociais centralizados e descentralizados; e a emergência de formas cada vez mais formalizadas de organização da vida colectiva, juntamente com formas inflexíveis de desigualdade que escapam ao controlo interno. 


Ao mostrar como os processos de institucionalização podem resultar no aumento da formalização e estratificação, mas também na fluidez social e na improvisação política, a tese contribui para uma compreensão antropológica mais ampla da formação do Estado e da imaginação política.

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segunda-feira, 24 de abril de 2023

A Neolitização do Mediterrâneo Ocidental - Livro

TIMES OF NEOLITHIC TRANSITION

   

García-Puchol, O, Salazar-García, D. C. (2017): Times of Neolithic Transition along the Western Mediterranean. Springer. ISBN:  978-3-319-52937-0  DOI: 10.1007/978-3-319-52939-4


Sinopse: 
O estudo da transição neolítica constitui um tema importante na pesquisa pré-histórica. O processo de mudança econômica, do forrageamento à agricultura, envolveu uma das principais transformações nos padrões de comportamento humano. 


Este volume centra-se na investigação do processo de neolitização na periferia de uma das principais vias de expansão do Neolítico na Europa: a região do Mediterrâneo Ocidental. Avanços recentes em datação por radiocarbono, modelos matemáticos e computacionais, análise arqueométrica e técnicas biomoleculares, juntamente com novas descobertas arqueológicas, fornecem novas perspetivas sobre esta questão.


A obra está organizado em cinco seções: 1) novas descobertas e novas ideias sobre o Neolítico Mediterrâneo 2) reconstrução temporal e modelo dos processos de cambio; 3) interação coa paisagem: agricultura e pastoreio; 4) meios de subsistência e dieta das primeiras comunidades agrícolas; 5) mecanismos de dispersão humana e transmissão cultural

O volume também fornecerá novos dados empíricos para ajudar os leitores a avaliar diferentes estruturas teóricas e narrativas que fundamentam os modelos propostos para explicar a expansão da agricultura do Oriente Médio para a Europa.


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sábado, 15 de abril de 2023

A Estepe Euroasiática até os Xiongnu

METAL ROAD TO EASTERN EURASIAN STEPPE

      

Yang, J., Huiqiu Shao, H., & Ling Pan, L. (2020): The Metal Road of the Eastern Eurasian Steppe. The Formation of the Xiongnu Confederation and the Silk Road. Springer. Singapure. ISBN: 978-981-32-9154-6


Sinopse: 
O livro oferece a primeira exploração sistemática das interações culturais entre a zona Norte da China e a Estepe da Eurásia, lançando uma nova luz sobre o processo de formação da Confederação Xiongnu e da Rota da Seda. 

a poetisa Cai Wenji cavalgando entre os xiongnu, período Song

Fornece evidências críticas de que os grupos étnicos Rong, Di e Hu desempenharam um papel histórico importante na formação da relação entre a cultura das Planícies Centrais e a cultura nômade do norte da Ásia. 

uma estatua de um dos "cavalos celestiais" procedentes da Fergana durante a dinastia Han, Museu de Gansu

A obra oferece um grande panorama de dois mil anos de interações culturais entre a Zona Norte da China e a Estepe da Eurásia, com mais de trezentas figuras e fotografias coloridas.

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quarta-feira, 15 de março de 2023

De Assiria a Iberia - Livro

ASSIRIA TO IBERIA


Aruz, J. & Seymour, M. (eds.) (2016):  Assyria to Iberia: Art and Culture in the Iron Age. Metropolitan Museum of Art. New York. ISBN: 978-1-58839-606-8


Sinopse: 
A exposição "Assyria to Iberia at the Dawn of the Classical Age" ( Metropolitan Museum of Art, Nova York, 2014) ofereceu uma visão abrangente da arte e do intercâmbio cultural em uma era de vasta expansão imperial e mercantil. Os vinte e sete ensaios deste volume são baseados no simpósio e palestras que ocorreram em conjunto com a exposição. 


Escrito por um grupo internacional de estudiosos de uma ampla variedade de disciplinas, eles incluem relatos de novas descobertas arqueológicas, interpretações esclarecedoras da cultura material e investigações inovadoras de aspctos literários, históricos e políticos das interações que moldaram a arte e a cultura no século XX. início do primeiro milênio a.C. Juntos, esses ensaios exploram os encontros culturais de diversas populações interagindo por meio do comércio, viagens e migração, bem como guerra e deslocamento, no mundo antigo. 


Da Assíria à Península Ibérica: Arte e Cultura na Idade do Ferro contribui significativamente para nossa compreensão das trocas que marcaram época que abrangeram o Oriente Próximo e o Mediterrâneo e exerceram imensa influência nos séculos que se seguiram.


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domingo, 9 de outubro de 2022

Gregos e Indígenas entre a Catalunha e o Ponto

 GRECS ET INDIGÈNES DE LA   CATALOGNE À LA MER NOIRE

Tréziny, H. (2020): Grecs et Indigenes de la Catalogne à la Mer Noire. Centre Camille Jullian & Éditions Errance. Aix-en-Provence.    ISBN: 9782957155729


O Centre Camille Jullian acava de disponibiliçar através da plataforma OpenEdition Books o livro Grecs et Indigenes de la Catalogne à la Mer Noire publicado em edição física no 2010.


Sinopse: 

O projeto que deu origem a este livro faz parte da rede europeia de excelência Ramses 2, iniciada pela Casa Mediterrânica das Ciências Humanas. Meia dúzia de mesas redondas reunidas entre 2006 e 2008, de um extremo ao outro do Mediterrâneo (em Ampurias, Aix-en-Provence, Palermo, Nápoles, Atenas), cerca de setenta pesquisadores principalmente franceses, italianos e espanhóis, mas também ingleses, gregos, búlgaros, romenos, canadenses e russos. O objetivo foi estudar as relações de aculturação entre os colonos gregos e as populações indígenas, tendo em conta as diferenças geográficas e cronológicas, mas também a historiografia e os hábitos de pesquisa das várias instituições.

Os multíplex contributos que formaram parte das seis mesas redondas ficam aqui refletidos, na maioria das vezes, precedidos de textos introdutórios. As contribuições, dedicada maiormente às abordagens regionais, ilustrando o estado da pesquisa em algumas regiões concretas (ao redor de Ampurias, Himera, Marselha, Vélia, na Trácia e no Mar Negro). A segunda parte, de tipo temática, aborda vários questões pesquisadas nas regiões anteriores, mas também noutras regiões do âmbito da colonização grega.

Neste livro é primeiro parte-se do ponto de vista da cultura material sendo a abordagem essencialmente arqueológica. Perguntasse, por exemplo, quais são os indícios arqueológicos que permitem dizer se um sítio é habitado por gregos, por nativos ou por uma população “misturada” e como esses indícios foram avaliados em cada épocas e região.

Muitas comunicações apresentam sínteses regionais ou temática, mas também dai amplo espaço a sítios inéditos, dos quais se fornecer abundante documentação (plantas, material de escavação). É de facto através de esta renovação da documentação arqueológica que se pode esperar avançar na compreensão das relações de aculturação entre os colonos gregos e as populações locais.

        

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Acessar a ediçao digita em: OpenEdition

sábado, 26 de março de 2022

Um grolo entre dois mundos


Em 1982, um detetorista de metais descobriu um deposito de vasos de beber de Idade do Ferro e época romana que haviam sido deliberadamente escondidos perto de um assentamento romano-britano em Crownthorpe no centro de Norfolk.

Este importante grupo de objetos estava composto por sete copos de bronze, representando uma baixela simposiaca ao jeito romano. Alguns dos vasos tiveram sua origem na Itália, mas dois copos apresentavam um estilo único. Era-o Romano na forma, mas suas alças são decoradas com uns parrulos nadando de estilo céltico, sem paralelos fora deste tesouro. Estes copos, por tanto, exibiam uma fusão de dois tradições artísticas diversas.

O tesouro foi escondido no terreno em meados do século 1, quando a dos tribo Iceni sob o mando Boudica se rebelaram contra os romanos. Ele pode ter sido propriedade de uma pessoa abastada local, que tinha a esperança de melhorar o seu status através da adoção de modos estrangeiros de comportamento. Como resultado, ele teria caído em falta do exército Boudica e forçado a fugir, deixando seus bens para após dele.

*Este texto foi estraido e traducido desde A History of the World BBC

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Teonimia Céltica, Culto e Interpretação - Livro

Théonymie Celtique, Cultes, Interpretatio
Keltische Theonymie, Kulte, Interpretatio

Hofeneder, A. & De Bernardo Stempel, P., Théonymie Celtique, Cultes, Interpretatio / Keltische Theonymie, Kulte, Interpretatio. Mitteilungen der Prähistorische Kommission der ÖAW, Vol. 79, Viena   ISBN: 978-3-7001-7369-4


Sinopse
 Este livro recolhe as atas do X Worshop do F.E.R.C.A.N, este décimo volume editado e sustentado como os anteriores pela Academia Austriaca de Ciencias (ÖAW) está ascrito o projeto de investigação interdisciplinar Fontes epigraphici religionum Celticarum antiquarum


(F.E.R.C.A.N) contribui a aumentar a compreensão dos diversos aspectos das tradições religiosas das populações de língua celtica extendidas ao longo toda a Celtica e parte da Germania, desde a Grã-Bretanha, Península Ibérica, ou a Itália antiga ate a Dacia.


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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Quando as Estátuas também Morrem



No ano 1953 os diretores de cine Alain Resnai e Chris Marker realizavam esta pequena joia do cinema documental intitulada as Estatuas também morrem (les Statues meurent aussi), o filme promovido pela revista Presence Africaine foi resultado da colaboração de importante museus europeus como o British Museum, a Maison de L´Homme de Paris, ou o Museu do Congo Belga.


No filme faz-se uma interessante reflexão sobre o conceito de arte, e criticam-se as antinomias do colonialismo europeu sobre a África, centrado na arte o documentário põe em questionamento o etnocentrismo da distinção estabelecida entre a arte e a estética Ocidental e a dos povos africanos, através dela a própria classificação das formas icónicas africanas como Arte mostra-se em boa medida arbitraria, sem um sentido real no contexto que gerou essas mostras culturais, respondendo em resumem mais aos valores culturais europeus que a outra coisa


A través disto percebe-se como a própria categoria de artístico serve para alienar não só as coisas do seu contexto senão as pessoas, formando parte mais dum processo de "violência" cultural. Num mundo entre dois séculos condicionados pela expansão colonial das potencias europeias, a apropriação dos objetos indígenas e a sua inclusão em museus e coleções particulares, o impacto da estética africana na arte das Vanguardas, europeias não exento de uma atração pelo "primitivismo" em relação cós movimentos irracionalistas da época, da lugar a uma demanda da arte africana.


Mas paradoxalmente esta demanda da arte africana converte-se num espada de dobre fio, que "valoriza" em ocidente o alheio a costa de contribuir a sua decadência no lugar de origem donde as formas estéticas indígenas se tornam uma forma de artesoaria dirigida e orientada aos gostos do novo mercado do colecionismo ocidental



O colecionismo, e poderíamos dizer igualmente o mesmo de tantas coleções arqueológicas a través das que nos temos apropriado de passados alheios, ccumpre assim uma função ao mesmo tempo "depredadora" e "necrológica" que vem enunciada já nas primeiras frases "Quando os homens estão mortos, entram na historia. Quando as estatuas estão mortas, entram na arte. Esta botânica da morte, é o que nós chamamos A Cultura."



 Isto serve Igualmente de reflexão sobre a própria Conceição de Historia "Universal" como discurso unilinear e que deixa fora de sim aquelas outras histórias que não falam -ou ao menos fizemos que falassem de nos mesmos: esses chamados "Povos sem Historia", noção claramente etnocêntrica a que Eric Wolf dedicara o seu livro homónimo Europa e as Gentes sem Historia.


Neste sentido a própria genealogia da noção de "Africanismo" inacessível a ser integrada no discurso genealógico da Civilaçao europeia ao contrario da de "Orientalismo" que estudara Said, pressente-se como uma lógica que tem muito que ver ao menos a um nível subconsciente com aquela que guiara a aparição dos Gabinetes de Curiosidades que armazenam de jeito caótico -descontextualizado o extravagante, exótico, monstruoso ...


 Em resumem tudo aquilo que não e integrável na normalidade da nossa identidade pero sim submetivel segundo os casos a uma tipologia ou uma estética do alheio