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quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Cosmopolíticas Serpentinas - Vídeo

Dexiamos aqui a palestra proferida pelo antropólogo Ivan Tacey (Universidade de Plymouth) dentro do ciclo de palestras organiçado por Radical Anthropology o dia 25 de março, e que teve por titulo Cosmopolítica serpentina: análise transcultural da Serpente Arco-Íris



Da Amazónia à Austrália, cobras-arco-íris enroscam-se no coração das cosmologias dos povos indígenas, personificando forças de criação, destruição e renovação. Conhecidas como nagas, dragões ou serpentes-arco-íris, essas entidades ctónicas estão intimamente ligadas à água, ao sangue, às mulheres e ao poder indomável. 



Entre os caçadores-coletores Batek da Malásia, bem como em outras comunidades indígenas do Sudeste Asiático, acredita-se que a violação de tabus -especialmente aqueles ligados ao sangue- incite a ira desses seres, que supostamente desencadeiam inundações catastróficas capazes de aniquilar assentamentos inteiros. 



Com base em trabalho de campo etnográfico de longo prazo na Malásia, Ivan Tacey examina o papel das serpentes-arco-íris nos mitos de criação, rituais e paisagens cosmológicas Batek, comparando essas tradições com narrativas e práticas semelhantes da Amazónia e da Austrália, oferecendo uma análise cosmopolítica. 


Postagem relacionada: O Dragão e o Arco da Velha

sexta-feira, 25 de abril de 2025

Os Infantes Nómades

Les enfants nomades

Anthropologie et Sociétés
Nº 12/2 - 1988

INDEX
     
Placés, adoptés, déplacés pp. 1–6
Bernard Saladin d'Anglurep

L'ambiguïté structurale du fosterage 
dans une société matri-virilocale 
(Sereer Ndut, Sénégal) pp. 7–24
Marguerite Dupirep. 

Adoption, fosterage et alliance pp. 25–40
Suzanne Lallemand

Engendrer ou adopter: deux visions concurrentes 
de la parenté chez les Malais péninsulaires pp. 41–62
Josiane Massard

Note sur l'adoption chez les Txicáo
 du Brésil central pp. 63–72
Patrick Menget

La circulation des orphelins au Saguenay 
entre 1900 et 1970 pp. 73–95
Brigitte Garneau

Enfants de Dieu, enfants du péché: anthropologie 
des crèches québécoises de 1900 à 1960 pp. 97–123
Chantal Collard

Enfants nomades au pays des Inuit Iglulik 
pp. 125–166
Bernard Saladin d'Anglure

Denise Helly: Les Chinois à Montréal, 1877-1951,
 Institut québécois de recherche sur la culture, 
Québec, 1987, 315 p., tableaux, ill., annexes, 
liste des sources. pp. 167–174
Jean-Jacques Simard

Pierre Crépeau: Parole et sagesse. Valeurs sociales
 dans les proverbes du Rwanda, coll. Annales, Série in-8, 
Sciences humaines, no 118, Musée royal de l'Afrique 
Centrale, Tervuren (Belgique), 1985. pp. 174–176
Pierre Maranda

Maurice Duval: Un totalitarisme sans État. 
Essai d'anthropologie politique à partir d'un 
village burkinabé. Coll. Anthropologie Connaissance 
des hommes, Éditions L'Harmattan, Paris, 1986. 
pp. 176–178
Luce Cloutier

Bernard Cherubini: Cayenne, ville créole et polyethnique, 
présentation d'André Calmont, Karthala et Cenaddom, 
Paris et Talence, 1988. pp. 179–181
Jean-Jacques Chalifoux

Louise Paradis: À la recherche de l'accouchement 
idéal. Les éditions Papyrus, Québec, 1987. pp. 181–182
Manon Boulianne

Richard F. Salisbury: A Homeland for the Cree. 
Regional Development in James Bay, 1971-1981. 
McGill-Queen's University Press, Kingston et 
Montréal, 1986. pp. 183–184
François Trudel

Témoin et traducteur : le regard de l'anthropologie
 face à l'émergence des vaincus pp. 185–186
Marie-Andrée Couillard

À propos des Aborigènes australiens. 
Réponse à Bernard Arcand pp. 187–191
Sylvie Poirier


Ir a revista:  Anthropologie et Sociétés Nº12/2 - 1988

terça-feira, 11 de junho de 2024

TIPITÍ Nº 20/1 - 2024

TIPITÍ Nº 20/1 - 2024

Indigenous peoples in the Guianas: 
contemporary ethnographies


Esse volume é um número especial sobre a Amazónia Guianense, área etnográfica que se consolidou no final da década de 1980. Oito artigos apresentam novas questões e revisitam temas clássicos no debate guianense. Destacamos a integração de dois textos de um antropólogo e um arqueólogo indígenas da região, que acentuam novas perspetivas sobre trajetórias no tempo e na paisagem. 



A integração de arquivos de áudio ao texto, na narração de um mito e no acesso sensorial à música wai wai, contribui à abertura de perspetivas analíticas. Como bem sublinham as organizadoras, a diversidade de tradições antropológicas é exemplar nesse volume, o que nos deixa gratas e espelha a pluralidade que temos buscado imprimir à nossa política editorial
   

INDEX

Indigenous Peoples in the Guianas: 
Contemporary Ethnographies
Luísa G. Girardi, Leonor Valentino, 
& Virgínia Amaral

Povos indígenas nas Guianas: 
etnografias contemporâneas
Luísa G. Girardi, Leonor Valentino, 
& Virgínia Amaral

Articles

Arqueologia e história indígena na perspectiva 
dos Wai Wai: um povo Caribe das Guianas
Jaime Xamen Wai Wai &
 Ruben Caixeta de Queiroz

Women’s routes: gender, mobility, and knowledge 
among the Makushi of southern Guyana
Lisa Katharina Grund

Replication and growth in cassava cultivation 
and uxorilocal women’s relations among the Waiwai: 
a mother's reckoning with death and social change
Laura H. Mentore

Don’t come crying to my funeral
Charlotte Hoskins

Propagating conviviality: Waiwai cultural 
transformation of moral depravity
George F. Mentore

A experiência e a moral de um mito
Ruben Caixeta de Queiroz

Kita vai à Kwamalasamutu
Fabio Ribeiro

A música na tradição indígena wai wai
Roque Yaxikma Wai Wai & 
Ruben Caixeta de Queiroz
  
  

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terça-feira, 21 de maio de 2024

Os Donos da Selva - Palestra

Los dueños de la selva

El oso en la tradición de Finlandia y el jaguar 
en los mitos y ritos en el Amazonas

Quando: 23 de Maio
Onde: Madrid
  
 
No dia 23 de maio às 18 horas, o pesquisador da Universidade de Helsinque, Vesa Matteo Piludu, faz uma apresentação na galeria do Instituto Ibericano de Finlândia em Madrid, sobre os mitos e ritos da caça ao urso na Finlândia e sobre os ritos dos povos indígenas da região amazônica do Brasil e da Colômbia. A apresentação revela como a natureza está profundamente ligada à espiritualidade, à música e às artes, às línguas, às organizações sociais e políticas e ao quotidiano dos povos finlandês e amazónico.




Vesa Matteo Piludu é um pesquisadora finlandes e italiano especializado em religiões e histórias orais. Piludu é pesquisador visitante do Instituto Ibero-Americano da Finlândia da Faculdade de Filologia da Universidade Complutense de Madrid.


Piludu está atualmente realizando um estágio de pesquisa na Universidade Complutense de Madrid, com o apoio do Instituto. Parte da residência em pesquisa é esta conferência em que você apresenta sua pesquisa a um público interessado no assunto. Após a apresentação, que será em espanhol, haverá tempo livre para debate com o público.  Entrada gratuita até atingir a capacidade do local.


sábado, 23 de dezembro de 2023

Possuir e Criar - Propriedade na Amazónia

Ownership and Nurture

Brightman, M., Fausto, C. & Grotti, V. (eds.) (2016): Ownership and Nurture: Studies in Native Amazonian Property Relations. Berghahn Books. ISBN: 978-1-78533-083-4  
   
  
Sinopse  
O primeiro livro a abordar o tema antropológico clássico da propriedade através da etnografia da Amazônia, A obra estabelece termos novos e desafiadores para os debates antropológicos sobre esta região americana e sobre o tema propriedade em geral. 



A propriedade e a possessão têm um significado especial e carregam significados específicos na Amazônia, que tem sido retratada como uma antítese da civilização ocidental baseada na propriedade. 



Através de uma serie de estudos sobre a propriedade da terra, a escravidão, o xamanismo, o domínio espiritual, a estética e a propriedade intelectual, este volume demonstra que as relações de propriedade são de importância central na Amazônia e que a propriedade de pessoas desempenha um papel especialmente significativo na cosmologia nativa.

INDEX


+INFO sobre o livro em: Ownership & Nurture

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

O Igualitarismo é Hierarquia - Palestra

Egalitarianism is Hierarchy, 
Autonomy is Mutuality
   
Quando: 7 de Novembro 
Onde: Londres e on-line

A próxima segunda-feira dia 7 de Novembro decorrera a próxima palestra dentro do ciclo de outono de Radical Anthropology que tera por titulo "Igualitarismo é Hierarquia, Autonomia é Mutualidade" e tera por palestrantes à  Natalia Buitron (Cambridge) e Hans Steinmuller (LSE) 


Sinopse
O igualitarismo e a hierarquia geralmente andam juntos, pois ambos se baseiam na comensuração e na escala. Como tal, contrastam com a autonomia e a mutualidade, que exigem um nível de incomensurabilidade. Nesta apresentação exploram-se as diferenças entre igualitarismo e autonomia, incluindo as aspirações políticas, as contradições e os pesadelos de cada um. 


Faz-se com base no próprio trabalho etnográfico e histórico dos autores entre os Shuar da Amazónia Equatoriana e os Wa do Sudeste Asiático, bem como num projeto colaborativo em curso sobre o “igualitarismo do pesadelo”.

A palestra pode ser seguida presencialmente ou bem on-line por Zoom para o que é necessário o registo aqui
     

Poder e Comunidade entre os Shuar - Tese

The Attraction of Unity

Buitron, Natalia (2016) The attraction of unity: power, knowledge, and community among the Shuar of Ecuadorian Amazonia. Tese doutoral, London School of Economics and Political Science. Londres

  
Sinopse  
Esta tese trata sobre como os Shuar, um grupo de étnico que vive no sudeste do Equador, e como criaram instituições políticas centralizadas. Ao longo do último século, os Shuar experimentaram uma rápida transição de um estilo de vida altamente móvel, baseado em grupos familiares pequenos, fluidos e politicamente autónomos, para uma vida sedentária em comunidades grandes e nucleadas. 


Devido ao declínio do envolvimento missionário, à perda gradual de poder das federações étnicas e às mudanças drásticas na base de subsistência, os Shuar também se tornaram cada vez mais dependentes de recursos derivados do Estado, garantidos pela sua participação na política eleitoral. 




Com base em trabalho de campo de longo prazo dentro de uma rede de comunidades sedentárias florestais, a tese explora como os Shuar procuram se organizar para viverem juntos pacificamente e se beneficiarem dos recursos públicos, mantendo o Estado sob controle. Mostra como os Shuar agiram de forma criativa para instituir novas formas de associação política centralizada que lhes permitem suprimir relações antagónicas de longa data, ao mesmo tempo que priorizam a autonomia pessoal e doméstica. 


Através da gestão de comunidades sedentárias e da apropriação de instituições externas, como escolas e repartições públicas, os Shuar regeneram eficazmente o bem-estar doméstico e formas valorizadas de individualidade. Ao mesmo tempo, criam novas categorias políticas e identidades individuais. 


A interação entre a sociabilidade quotidiana e a coletividade política criada conscientemente revela a importância de dois processos contrastantes mas interligados: a mudança flexível entre arranjos sociais centralizados e descentralizados; e a emergência de formas cada vez mais formalizadas de organização da vida colectiva, juntamente com formas inflexíveis de desigualdade que escapam ao controlo interno. 


Ao mostrar como os processos de institucionalização podem resultar no aumento da formalização e estratificação, mas também na fluidez social e na improvisação política, a tese contribui para uma compreensão antropológica mais ampla da formação do Estado e da imaginação política.

INDEX


Descarregar a tese em: Attraction of Unity

sábado, 23 de setembro de 2023

Perspetivas Indígenas e Ocidentais - Video


Deixa-mos aqui o video da palestra do antropologo Chris Knight dentro do ciclo de conferèncias de outono de outono decorreu a passada terça-feira dia 19 de setembro, sob o titulo de "As perspectivas indígenas e ocidentais podem concordar? O valor de ver com os dois olhos "

Em toda a Amazônia, os mitos sustentam que, nos primeiros tempos, foram as onças, os papagaios, as antas e outros animais os primeiros a inventar arcos e flechas, fogueiras para cozinhar, edifícios cerimoniais, cerimônias religiosas e outras realizações culturais complexas. Depois, os humanos roubaram estas coisas aos animais, elevando-se acima de todas as outras criaturas – mas ao custo de perder a sua antiga capacidade de manter uma conversa fácil com o mundo animal. 

Esta visão mítica das nossas origens é o inverso da narrativa darwiniana que a nossa própria cultura defende como ciência. Nesta palestra, Chris Knight apresentará uma tendência recente na antropologia social – conhecida como “perspectivismo” – e discutirá se é possível fazer convergir formas tão radicalmente diferentes de perceber as nossas origens e o nosso lugar na natureza.


sábado, 2 de setembro de 2023

Perspectivas Indígenas e Ocidentais - Palestra

Can Indigenous and Western Perspectives see Eye to Eye? 

The value of two-eyed seeing  

  

Quando: 19 Setembro
Onde: Londres & on-line


Começa o ciclo de conferencias de Radical Anthropology com uma palestra do Professor Chris Knight (University College London) intitulada "As perspectivas indígenas e ocidentais podem concordar? O valor de ver com os dois olhos " que decorre o dia 19 de Setembro as 18:00 (hora inglesa).




Em toda a Amazônia, os mitos sustentam que, nos primeiros tempos, foram as onças, os papagaios, as antas e outros animais os primeiros a inventar os arcos e flechas, o fogo para cozinhar, os edifícios cerimoniais, as cerimônias religiosas e outras realizações culturais complexas. Depois, os humanos roubaram estas coisas aos animais, elevando-se acima de todas as outras criaturas, mas ao custo de perder a sua antiga capacidade de manter uma conversa fácil com o mundo animal. 


Esta visão mítica das nossas origens é o inverso da narrativa darwiniana que a nossa própria cultura defende como ciência. Nesta palestra, Chris Knight apresentará uma tendência recente na antropologia social –conhecida como “perspectivismo”– e discutirá se é possível fazer convergir com formas tão radicalmente diferentes de perceber as nossas origens e o nosso lugar na natureza.

A palestra pode ser seguida presencialmente ou bem on-line por Zoom para o que é necessario o registro aqui


Economias Predatorias na Amazónia

Predatory  Economies

Penfield, A. (2023): Predatory Economies: The Sanema and the Socialist State in Contemporary AmazoniaUniversity of Texas Press.    ISBN: 978-1-4773-2708-1


Sinopse 
A predação é central para a cosmologia e os modos de vida do povo indígena de língua Sanema da Amazónia venezuelana, mas também marca a sua experiência de modernidade sob o regime socialista “bolivariano” e a sua imensa riqueza petrolífera. 


No entanto, a predação não é simplesmente violência e pilhagem. Para o povo Sanema significa muito mais: sedução, sedução, persuasão. Sugere uma ameaça iminente, mas também uma oportunidade e até um santuário.


Amy Penfield passou dois anos e meio no terreno, convivendo e aprendendo com as comunidades Sanema. Ela descobriu que, embora a predação seja o que pensamos que é  –inimigos invasores, incursões de garimpeiros e intervenções estatais inescrupulosas– os Sanema não são apenas presas. A predação, ou apropriação sem reciprocidade, é essencial para as suas próprias atividades. 


Eles utilizam técnicas predatórias trapaçeiras nas atividades de caça e xamanismo, ao mesmo tempo em que empregam táticas de manipulação subtil para obter recursos dos vizinhos e do Estado. Uma etnografia ricamente detalhada, Economias Predatórias olha além dos já conhecidos tropos de ativismo e resistência para contar uma nova história de agência a partir de uma perspectiva indígena.

INDEX

Introduction: Locating Predators and Prey

Chapter 1. Predation, Then and Now

Chapter 2. Extracting Good Things

Chapter 3. Horizons of the Unknown

Chapter 4. Subterranean Forces

Chapter 5. Invoking the State

Chapter 6. Forest Papers

Epilogue: Predatory Economies in Amazonia and Beyond

Acknowledgments

Notes
References

Index


+INFO sobre o livro em: Predatory Economies