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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Os Druidas - In Our Time



Achegamo-nos agora ao magnífico espaço da canle da 4 da BBC Radio In Our Time, do que já temos falado alguma vez aqui no Archaeoethnologica, um peculiar formato radiofónico consistente em convidar a vários especialistas académicos para discutir sobre um tema concreto..algo tão ausente das nossas rádios e televisões peninsulares, que quase não se precisa insistir mais no argumento



Nesta ocasião no seu capitulo do passado dia 20 de setembro o espaço conduzido por Melvyn Bragg centrou-se nos Druidas como tema.Como tertulianos 3 reconhecidos especialistas, Barry Cunliffe catedrático emérito de proto-história Europeia da Univ. de Oxford e um dos mais prestigiosos especialistas na Idade do Ferro das últimas décadas (uma entrevista a ele numa postagem previa aqui), Miranda Jane Aldhouse-Green prof. de arqueologia da Universidade de Gales (Cardiff), uma das principais especialistas no estudo da religião celta, e autora de alguns livros e artigos sobre este sacerdócio

Imaginativa reconstrução decimonónica de um druida (1815)

Por ultimo e para engadir a perspetiva historiografica e imaginaria da construçao do Druida como topos na Historia Europeia a Justin Champion Professor de Historia das Ideas Modernas na Universidade de Londres



Descarrega os programas de:  In Our Time

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

As variações da Romanidade


La maison et le monde: La romanisation et ses variations juridiques


La maison et le monde foi o título de um colóquio celebrado o dia 8 de fevereiro de este ano na Maison Française d’Oxford (Univ. de Oxford) no que se deram cita historiadores da antiguidade e do direito para prantear uma serie de questões sobre a pluralidade e diversidade da tradição legal romana no âmbito provincial e imperial. Do total das 6 palestras das que constou o colóquio 4 estão disponíveis em áudio na web da Maison Française d’Oxford


Sinopse
Existe um perigo para as culturas nacionais para se tornar aberto para o resto do mundo? Existe um perigo, no século 21, a preferir a singularidade ao invés de pluralismo? Estamos diante de um nivelamento das culturas e direitos, com uma cidadania universal?
   
A história pode nos fornecer algumas lições sobre estas matérias. O Império Romano pode ser o lugar onde a relação dialética entre um padrão dominante e as suas múltiplas formas foi experimentado com o mais alto grau e por isso poderia ser interessante para questionar a extensão da romanização nas províncias ocidentais do Império. Através arqueologia, é possível identificar a existência de culturas peculiares na Tardo-Antiguidade. Ao invés de discutir em termos de dicotomia (romanidade ou resistência), a busca de acomodamento e da interação em formas complexas e tradições mistas, abre um novo caminho a pesquisa.
    
O objetivo é fazer um balanço, para avaliar as consequências institucionais e legais dos fenómenos de aculturação, e, como elo, tomar um novo olhar sobre o legado romano


Introduction
Soazick Kerneis
   


Teaching law with Isidore (of Seville) in the hand. Toward the construction of a common legal culture in early medieval Europe
Luca Loschiavo
   


What is Roman, what not? in the Formulae of Gaul
Boudewijn Sirks
    
 

Irish and Welsh law in their European contexts
Thomas Charles-Edwards
   
 


Postagem relacionada:  A Roma que "nunca foi"

segunda-feira, 19 de março de 2012

O Bronze entre a Canle e o Mar do Norte


Escoita a Palestra


Aproveitando a anterior postagem, deixamos-vos aqui o áudio de esta palestra  titulada L'Âge du bronze dans l'espace Manche-Mer du Nord. Le regard de l'archéologie que foi dada o 8 de fevereiro deste ano na Maison Européenne des Sciences de L´Homme et de la Société (MESHS) pela arqueóloga da Universidade de Lilhe Anne Lehoërff coordenadora do projeto  BOAT 1550 a.Cna se contextualizam as relações atlânticas das que o barco de Dover é uma mostra


Sinopse
  
A Idade do Bronze refere-se a um longo período entre 2200 e 800 a.C Nas regiões atuais de Norte do Pais de Calais, Flandres, no sul da Inglaterra, entavão a viver numa oralidade, que não nos deixou nenhum texto, mas muitos restos físicos, provas de seus estilos de vida, suas práticas religiosas, seus conhecimentos técnicos. São, pois, os arqueólogos os que escrevem sua história. Muito desconhecida, e relativamente pouco desenvolvida, a arqueologia desses períodos foi caracterizada por um elevado dinamismo sem precedentes nos últimos vinte anos, principalmente graças às descobertas  da arqueológicas feitas no contexto da construção de estradas, áreas industriais, etc. Arqueologia foi muitas vezes alimentada por descobertas modestas que os cientistas hoje são capazes de explorar para descrever o ambiente da vida quotidiana, vegetação, cultura, alimentação, ...

Arqueologia,  às vezes, é feita, também  de algumas descobertas excepcionais. Em 1992, no porto de Dover (Inglaterra) foi trazido à tona uma das mais antigas embarcações marinhas conhecidas. Datado no 1550 a.C, este barco, um pedaço de história marítima, que mostra as ligações regulares entre ambas beiras do Canal da Mancha e Mar do Norte num caminho que ligava Dover e Wissant. Os estudos dos arqueólogos que trabalham em colaboração nessas áreas destacarem um fato surpreendente: o mar que vemos agora como uma barreira na altura era um fórum para intercâmbio e as fronteiras não estavam nas beiras da zona costeira, mas na terra trás delas. A questão traz a reflexão sobre os fundamentos históricos e geográficos e culturais do que hoje chamamos a Euro-região.


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A Europa Atlântica -entrevista


  
Entrevista, emitida no telejornal fim de semana da Voz TV, ao arqueólogo X. Lois Armada Pita com motivo da recente publicação do livro Atlantic Europe in the First Millenium do que já falamos aqui no Archaeoethnologica, que este investigador coeditou, por Oxford University Press. Mas in extenso podeis escutar aqui abaixo outra entrevista ao mesmo autor no diario cultural da Radio Galega (minutos 8:56-17:54)

 

Postagem relacionada:   A Europa Atlântica no Iº Milénio

segunda-feira, 2 de maio de 2011

BOUDICA - uma Raina Céltica na BBC

quase um tópico a distinta sensibilidade que há noutros países europeus para com o património e a divulgação do passado, pois vai uns meses atopei-me novamente cuma mostra dessa “rara” para os parâmetros peninsulares, forma de entender a historia e a sua comunicação, e sobre tudo entender que esta pode realizar-se dum jeito que resulte de interesse para o publico geral, e tudo elo como soe ser normal numa dessas buscas na internete que te levam de vez em quando a agradáveis surpresas como a deste programa da BBC Radio titulado In Our Time no que se debate com especialistas um período ou uma figura histórica concreta em todas as suas dimensões

Certamente para um peninsular resulta um sock atoparse a especialistas de tanto nome como Richard Hingley, autor dum recentre e interessante ensaio sobre o mundo romano ( Globalizing Roman Culture ), Miranda Jane Aldhouse-Green uma das maiores especialistas britânicas em religión céltica, ou à folclorista e etnógrafa Juliette Wood (outra das autoras de cabezeira de que isto escreve), discutindo sobre a realidade e o mito ao longo dos tempos e da historiografia europeia de Boudica, a mítica rainha dos Iceni que se revelou contra Cláudio, e foi logo convertida num símbolo de multiples fazes e contrafazes ao longo da história posterior. Para quando algo assim na RadioGalega?, ... cecais nos meus melhores sonhos.


Escoita aqui o programa:  Boudica