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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Santuários das Águas na Gália Oriental - Tese

Les sanctuaires des eaux 
en Gaule de l'est

Vurpillot, D. (2016): Les sanctuaires des eaux en Gaule de l'est: origine, organisation et évolution (Ier siècle av. J.-C.-IVe siècle après J.-C.). Tese doutoral apresentada na UniversitédeFranche-Comté

Sinopse  
Este estudo visa compreender melhor o lugar e a importância dos cultos da água no panorama religioso da Gália Oriental, propondo cenários para a evolução do fenómeno e das suas práticas associadas. Além disso, aborda, de forma mais geral, a questão das transformações que afetaram a geografia sagrada da Gália após a sua integração na Romanitas.






O conceito de cultos da água na Gália é repleto de contradições. Por conseguinte, procurá-se avaliar este conceito ambíguo. Em primeiro lugar através de uma reavaliação de fontes antigas, que leva ao autor a considerar que estes cultos da água devem ser vistos como um conceito religioso flexível. Na Gália, as comunidades parecem ter-se apropriado deste conceito adaptando-o às suas necessidades, mesmo que algumas convenções religiosas pareçam transcender épocas e culturas. Para verificar a validade desta hipótese, testa-se esta com os dados arqueológicos de uma seleção dos sítios localizados na Gália Oriental. 


Isto permitiu-nos identificar duas fases cronológicas principais que marcam a evolução dos cultos da água na Gália. A primeira fase estende-se do século I a.C. até a primeira metade do século I d.C., época em que essa nova faceta do culto florescia. Antes que o discurso religioso atingisse uma forma de maturidade, a segunda fase cronológica teve início no terceiro quartel do século I d.C.

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Sanct. des eaux Vol. 1 PDF
Sanct. des eaux Vol. 2 PDF

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Postagem relacionada: Os exvotos de Chamalières

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Depósitos e biografias dos objetos na Época Viking

Åsted og Vadested

Lund, J. (2008): Shore and ford. Deposits, object biographies and spatial structuring as sources for Viking Age cognitive landscapes / Åsted og vadested. Deponeringer, genstandsbiografier og rumlig strukturering som kilde til vikingetidens kognitive landskaber. Tese doutoral apressentada na Universidade de Oslo. Oslo. 

Sinopse  
Ao longo da pré-história da Escandinávia, os objetos foram depositados no solo, em lagos ou em pântanos. Em muitas destas descobertas, estavam representadas as mais elevadas habilidades de artesanato e produção da época. 


O depósito de Fårdal, da Idade do Bronze, o depósito da Caldeira de Gundestrup, da Idade do Ferro pré-romana, e os grandes depósitos da Idade do Ferro em Illerup Ådal são exemplos bem conhecidos; mas também foram depositados objetos na Era Viking e na Idade Média. Esta é uma tradição extraordinariamente antiga. 




O significado destes depósitos mudou naturalmente ao longo do tempo. Comum a esta complexa estrutura de depósitos ao longo dos tempos pré-históricos e históricos é que envolvem ações em que os objetos foram retirados do seu contexto anterior e colocados no solo húmido ou seco, sem serem posteriormente recolocados. 




Uma característica comum a estes é também que a sua localização na paisagem pode estar relacionada com aspetos espaciais de antigas visões do mundo.

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terça-feira, 2 de setembro de 2025

Depósitos Aquáticos da Idade do Bronze no Reno

Bronzezeitliche Flussfunde vom Rhein

Sperber, L. (2025): Bronzezeitliche Flussfunde vom Rhein zwischen Speyer und Worms: Fundgeschichte, Fundbedingungen, Topografie, Materialvorlage, Chronologie. LEIZA Publications Vol. 5.Propylaeum. Heidelberg  ISBN: 978-3-96929-421-5  DOI: 10.11588/propylaeum.1595

Sinopse  
Durante a extraação de cascalho no circuito do Antigo Reno, perto de Roxheim, foi recuperado um grande complexo de depósitos fluviais entre 1972 e 2008. 


Os achados fornecem uma ampla base de informação sobre a condição dos objetos no momento da sua deposição, as intenções por detrás da sua deposição, as condições em que foram encontrados e, em geral, sobre a filtragem do registo de achados. 




Juntamente com outros achados fluviais do Reno, entre Speyer e Worms, este fornece, pela primeira vez na Europa Central Ocidental, uma amostra representativa do que foi realmente depositado no rio durante a Idade do Bronze Médio e Final, frequentemente em estado destruído. 




Este material, criteriosamente preparado, estabelece as bases para uma pesquisa mais aprofundada sobre os depósitos fluviais da Idade do Bronze na Europa Central Ocidental.

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quinta-feira, 7 de agosto de 2025

O Rei Embriagado, Mitos e Ritos bantus

Le Roi Ivre ou l´Origine 
de l´Etat

De Heusch, L. (1972): Le Roi Ivre ou l´Origine de l´Etat. Mythes et Rites Bantous 1. Collection Les Essais Vol. 173. Gallimard. Paris

Sinopse  
As formas originais de Estado emergiram das estruturas clânicas da África Central nos séculos XVI e XVII, fora de qualquer influência europeia. As tradições orais épicas que ecoam estes acontecimentos baseiam-se nas fontes do pensamento mítico bantu. 



Esta obra aventura-se a descobri-las, abrangendo todas as asperezas de histórias admiráveis. Aqui, a epopeia nacional Luba entrega-se a um devaneio singular sobre o uso ritual do fogo, a família e a morte, o tempo e o espaço, o arco-íris e o relâmpago. Aí, na mitologia Kuba, um Noé africano entrega-se primeiro à embriaguez, depois ao incesto, mergulhando o universo no caos primordial. 


Noutros lugares, entre os iniciados da sociedade religiosa Mungonge, os homens com olhos de luz opõem-se aos animais com olhos de escuridão. Mas todas estas histórias formam, em última análise, apenas um mito, que desdobra soberbamente as suas estruturas autónomas sob os turbilhões de uma aventura histórica que é sempre diferente. Mais do que revelar a história particular de cada reino, estas crónicas lendárias do Zaire, da Zâmbia e de Angola


Revelam ao historiador que as poderosas organizações políticas que os bantues construíram a sul da grande floresta não são prisioneiras de si próprias: administram em comum um património intelectual, que escapa à função ideológica que os reis, embriagados de vinho de palma ou de ambição militar, se esforçam por fazer desempenhar em benefício exclusivo da sua glória: os mitos e os ritos obedecem aos seus próprios códigos, e não conhecem outro mestre senão aquele a que se dão no seu próprio reino: o imaginário.

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Introduction p. 9

Chapitre 1 Les manières du roi p. 15

Chapitre 2 L´arc-en-ciel et la foudre p. 47

Chapitre 3. La père outragé p. 97

Chapitre 4. Les gens du soleil  p. 137

Chapitre 5. Le vin de palme, le sang des
 femmes et le sang des bêtes p. 178

Chapitre 6. Les animaux aux 
yeux de ténèbres p. 230

Cartes p. 301

Liste de mythes p. 303

Index général p. 307

Index des mythes p. 323

Bibliographie p. 325


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terça-feira, 7 de janeiro de 2025

GLOTTA Nº 100/2 - 2024

GLOTTA 

Nº 100/2 - 2024 
  

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Bouba/Kiki in Homer? Looking for iconicity in 
the language of the epics pp 158–194
Arjan A. Nijk

On Ancient Greek φράσσω : Proto-Germanic *burg-ja-
(PIE *bʰr̥gʰ-i ̯ó/é- ‘enclose’), AGk φόρξ*: PGmc *burg- 
(PIE *bʰr̥gʰ-s ‘enclosing’), and the Greek 
sea-god Φόρκῡς/Φόρκος pp 195–219
Riccardo Ginevra

Latin follis and vellō as evidence for a sound 
change *-lǵh- > *lɣ > ll with an excursus on 
Greek λάχνη, ἀμφιλαχαίνω and cognates 
pp 220–245
Lucien van Beek

Zum Ursprung des sog. ā-Konjunktivs des 
Latino-Faliskischen, Sabellischen 
und Venetischen pp 246–287
Svenja Bonmann

Translation as a mechanism for the creation of 
collocations (I): the alternation ἐργάζομαι/ποιέω
 in the Bible pp 288–326
José Miguel Baños, 
Mª Dolores Jiménez López

The etymology of Latin rīdeō and 
a new PIE root pp 327–331
Ranko Matasović


+INFO sobre a revista em: Glotta Nº 100/2 - 2024

domingo, 8 de dezembro de 2024

Depósitos Aquáticos na Idade do Ferro - Livro

 Iron Age Wetland Deposition

Treadway, T. (2023): Iron Age Wetland Deposition. Case studies from Wales and Scotland. BAR British Nº 682. Archaeology of Prehistoric Britain & Ireland Vol. 1. BAR Publishing. Oxford. ISBN: 9781407314952

Sinopse  
A prática de deposição de zonas húmidas em períodos pré-históricos é vital para a compreensão das tradições socioculturais, comportamentos localizados e crenças. A deposição terrestre dominou grande parte da teoria da deposição, com a importância da deposição em zonas húmidas reconhecida apenas episodicamente. 


Este estudo visa demonstrar a importância e as funções dinâmicas da deposição de zonas húmidas durante a Idade do Ferro britânica, comparando estudos de caso no País de Gales e na Escócia. Com isto, mostra-se que as práticas de deposição nestas regiões reafirmaram a identidade social e cultural, a tradição e a memória coletiva através do estabelecimento e evolução de mnemónicas, ao mesmo tempo que atuavam numa capacidade funcional e tradicional. 


Embora as zonas húmidas tenham sido historicamente consideradas ambientes que denotam separação e isolamento, as evidências arqueológicas são contraditórias. As zonas húmidas e os ambientes húmidos são, em vez disso, centros de práticas socioculturais e de sustentabilidade, especialmente durante as épocas de agitação civil e a instabilidade económica.

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+INFO sobre o livro em: Iron Age Wetland Deposition