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domingo, 1 de dezembro de 2013

2014: ANO REGIDO POR XANGÔ E IANSÃ



O ano de 2014 será regido por Júpiter, o planeta da prosperidade e da fartura. O ano novo que se avizinha predispõe ao trabalho comunitário, um maior engajamento pessoal na busca e compreensão da religiosidade e favorece a mobilização das consciências contra movimentos de intolerância religiosa. Sendo na esfera astrológica o ano regido por Júpiter, na particularidade dos orixás a regência será de Xangô e Iansã, e carmicamente permanece a ação de Obaluaê que foi o regente de 2013. Há que se considerar que independente do orixá regente, todos os orixás atuam sempre e, especialmente EXU, que é o eterno movimento no Cosmo. Júpiter é um planeta de diplomacia e boa vontade. A promessa de que um ano regido por Júpiter seja um ano de abundância e expansão é fantasiosa se for interpretado pelo lado material. Xangô propicia um melhor perceber-se e perceber o outro, melhorando o diálogo inter e intrarreligioso. É o ano de 2014 de muita mobilização na esfera de busca dos direitos e igualdade, notadamente contra a intolerância religiosa. Como Xangô estará com sua irradiação magnética bastante acentuada em 2014, todos os que buscam o mundo espiritual e sagrado devem ter consciência da Lei de Causa e Efeito, pois podemos mudar as causas e não termos o efeito esperado, notadamente se não respeitamos o livre arbítrio do outro, interferindo em seu campo energético. Ou seja, o efeito de retorno estará mais intenso e o uso da magia requererá muita responsabilidade de quem busca e de quem aplica os cerimoniais religiosos de invocação, rezas, encantamentos e imprecações mágicas. Quanto a Umbanda, o ano favorece a mobilização das comunidades entre si, os seminários e congressos, bem como a elaboração consensual de diretrizes básicas do que seja a Umbanda, respeitando-se a diversidade, mantendo-se a liberdade rito litúrgica de cada centro, sem codificação. Ou seja, esta busca de diretrizes básicas -- uma "carta magna" de Umbanda -- parte de dentro, das comunidades de terreiro e lideranças religiosas, que sob os auspícios vibratórios de Xangô, encontrarão receptividade da maioria do povo de Umbanda, exaurido pela persistente intolerância religiosa contra os terreiros, legitimando iniciativas de união que objetivem dar maior seriedade e melhor visibilidade a religião, fortalecendo a Umbanda frente a sociedade laica e minimizando a intolerância religiosa de outros cultos que demonizam nossa religião.
Muita paz, saúde, força e união.
Muito axé.
Norberto Peixoto.

Mais em:
http://www.triangulodafraternidade.com/2013/11/orixas-regentes-de-2014-o-que-esperar.html#more

Sobre Júpiter


Sobre Xangô: Lendas de Xangô e







Sobre Iansã:
Orixá Iansã e
Lendas de Iansã



sábado, 29 de junho de 2013

XANGÔ - O SENHOR DO FOGO OCULTO


Na natureza, qualquer energia só pode ser transformada se houver um motivo justo para isso. É necessário que uma força chamada justiça atue para que seja dado o arranque na força de transformação. É  a força da justiça que coordena toda a lei cármica que afere o nosso estado espiritual. É a força do fogo, dito simbolicamente, pois ela é o fogo etéreo. É ainda chamada de força dirigente da alma e o movimento da vibração de energia oculta.
Xangô é o fogo latente na pedra e, ao mesmo tempo, a própria pedra na qual se buscam os seus atributos que são: rigidez, implacabilidade e estabilidade. Ele é a fulguração da luz divina no plano mental de nossa escuridão material.
Considerado como simbolismo da lei de causa e efeito, na figuração do fundamento, ressalta o sentido de luta e esforço do homem para elevar-se das sombras e aclarar o seu interior buscando o aperfeiçoamento.
Sua cor é o marrom e é possuidora de grande força como expressão física, conjugando matéria e poder, unificando amor e justiça no plano espiritual, indicando, assim, devoção e resignação pelo modo vigoroso que revela na constância da vibração.
Exerce seus domínios sobre os raios e trovões, porém, exerce domínio mais acentuado na pedreira. O significado magico de seu nome está na formação da palavra:
xa - senhor, dirigente;
angô - fogo oculto ( ag e misturados, ocultos ) e 
- raio, alma.
Portanto, Xangô equivale ao Senhor da Alma, Senhor do Fogo Oculto, Senhor do Raio, senhor o dirigente da centelha da alma (a centelha que inicia o fogo). Isso significa que Xangô é força que dá partida ao movimento de vibração da energia oculta.
É sobre esta linha de força espiritual que se agrupam todos os espíritos que coordenam a lei de causa e efeito, decorrente da lei cármica como sustentáculo ou alicerce do mundo, e que se manifestam na forma de caboclos, mesmo que suas origens sejam orientais, pois, como caboclos, estão mais próximos da natureza e do estado primitivo, tal como a pedra.


Fonte: Textos de autoria de Adilvar Brasão de Freitas para a Revista Planeta - Especial Cultos Afro-brasileiros - Edição de 1996

sexta-feira, 29 de junho de 2012

SARAVÁ XANGÔ!


fonte da imagem: templodeumbanda
Xangô, move o céu e move a terra.
Vem Miguel trazer mensagem de justiça e proteção.
Pisou na pedra todo mal tremeu.
Ôôôô Xangô,
Ôôôô kaô.

Salve Xangô!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

KAÔ CABECILÊ! SALVE XANGÔ!

No alto daquela pedreira 
tem um lírio que Xangô plantou
Xangô, Kaô
Kaô Cabecilê!

Quando ele grita lá do alto da pedreira
As aves voam em seu louvor em revoada.
Os rios correm por mares e cachoeiras.
Os negros cantam em seu louvor
e tudo isso em homenagem a Xangô!
Xangô Kaô,
 Atotô, Yemanjá e Oxum.
Ôôôôôôôôôô Xangô 
Ôôôôôôôôôô Kaô 

Nzaze e, nzaze a,
Nzaze e, maiongolê, maiongolá!
Nzaze kilambô, ae ae
Kumbela nzaze.
Nzaze kilambo, ae ae
Bela nzaze!(*)



(clique na imagem)