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domingo, 18 de março de 2012

Artesanato Karajás

Karajás

O artesanato índigeno da tribo Karajás, expõem, forte personalização das atividades cotidiana, funcionando como instrumento para socialização das crianças índigenas da tribo. Embora a arte ceramista seja uma atividade exclusiva das mulheres da tribo, vários instrumentos usados no dia-a-dia pelos homens da tribo é retratado em seus trabalhos cerâmicos e artesanais, como arco e flecha, canoas, etc.

India karaja Os índios karajás, habitam uma extensa faixa do vale do rio Araguaia, inclusive a maior ilha fluvial do mundo, a do Bananal, suas aldeias, se encontram preferencialmente próximas aos lagos e afluentes do rio Araguaia e do rio Javaés. Karajá 1

Modos do Fazer das

Bonecas Karajá

Karajá 4

Karajá 2

“Ofício dos Modos do Fazer das Bonecas Karajá, agora é Patrimônio Cultural do Brasil”. 

A proposta foi apresentada ao Iphan pelas lideranças indígenas das aldeias Buridina e Bdè-Burè, localizadas em Aruanã, Goiás–GO, e das aldeias Santa Isabel do Morro, Watau e Werebia, localizadas na Ilha do Bananal, Tocantins–TO, com consentimento de membros das aldeias Buridina, Bdé-Burè e Santa Isabel do Morro.

Ritxoko.-Aldeia-Santa-Isabel-do-Morro

Foto-Telma-Camargo-da-Silva

O registro “ Ofício e dos Modos de Fazer as Bonecas Karajá” “representa uma dimensão de reconhecimento como patrimônio a cultura de comunidades indígenas, como o povo Karajá, ainda pouco conhecida, mas que é fundamental dentro do processo de formação do nós somos do povo brasileiro”.

Karajá 3

Toda essa complexidade cultural pode ser identificada nas cenas esculpidas em barro e ornadas com precisos traços em preto e vermelho das bonecas.

Boneca Karaja-CA396 - Cópia

Boneca Karaja1-CA396 - CópiaTribo Karajá, ilha do Bananal
Argila, cera de abelha e fios de algodão
Dimensões: Alt.: 12 cm.

Boneca Karaja-CA398 - Cópia

Boneca Karaja1-CA398 - Cópia Argila. Dimensões: Alt.: 12 cm.

Boneca Karaja1-CA393 - Cópia      Boneca Karaja-CA393 - Cópia

Boneca Karaja-CA395 - CópiaBoneca Karaja1-CA395Argila, palha e fios de algodão
Dimensões: Alt.: 13 cm.

Boneca Karaja-CA397 - Cópia

Boneca Karaja1-CA397“Ofício e os Modos de Fazer as Bonecas Karajá são uma referência cultural significativa para o povo Karajá e representam, muitas vezes, a única ou a mais importante fonte de renda das famílias”.

karaja-art - Cópia

Karajá 5

karaja animal onca 6       A confecção das figuras de cerâmicas – chamadas na língua nativa de ritxòkò (na fala feminina) e ritxòò (na fala masculina) – envolve técnicas tradicionais transmitidas de geração a geração. A atividade exclusiva das mulheres é desenvolvida com o uso de três matérias-primas básicas: a argila ou o barro – suù; a cinza, que funciona como antiplástico; e a água, que umedece a mistura do barro com a cinza.

Karajá 7

Em regra geral, o modo de fazer ritxòkò segue cinco etapas: extração e preparação do barro, modelagem das figuras, queima e pintura, tudo isso envolvendo um repertório de saberes que se inicia na seleção e coleta do barro até a pintura e decoração das cerâmicas, que estão associadas à pintura corporal dos Karajá e a peças de vestuário e adorno tradicionais.

Boneca Karaja-CA394 - Cópia

Boneca Karaja1-CA394 - Cópia

Cestaria Karajás     Cestaria Karajá

Cestaria Karajas

Departamento de Patrimônio Imaterial – DPI/Iphan      Superintendência do Iphan em Goiás                                           arteemter@gmail.com

sábado, 10 de dezembro de 2011

Tabajara, Potiguara e Kanindé

Tabajara

Em busca de diferentes

materiais

Quase na divisa do Piauí com o Ceará, no município de Poranga, na Aldeia Umburana, mora a Tabajara Maria de Lourdes de Jesus, a Maria Bezerra, A afinidade com o artesanato começou por causa de um sonho, teria de criar as roupas das filhas para participarem da coroação de Nossa Senhora. “Cacei umas embiras e fiz o pendão com as palhas de milho. Criei um traje de anjo e outro de índia”. Desde então, aproveita tudo o que a natureza oferece, desenvolvendo arranjos, bonecas e acessórios. “Quando ando no mato, tudo o que vejo de diferente, como folhas, frutas ou sementes, já imagino como vou fazer”, “a busca de matéria-prima no mato é grande” explica.

india Tabajara     Maria Bezerra, Tabajara de Poranga, extrai matéria prima da mata para produzir o artesanato, Como cocar de croá e penas, e bonecas de palha de milho e de capa do coqueiro

indios Tabajaras

indiosBusca a matéria-prima no mato, e cria bonecas de palha

Oca da Memória

Uma das atrações para quem deseja conhecer a história das etnias Tabajara e Kalabaça, em Poranga é a Oca da Memória, um museu instalado anexo à Escola Diferenciada Jardim das Oliveiras, com 604 alunos. No local, encontra-se um pouco da trajetória dos índios cearenses, contada por meio de objetos, fotos, mapas e documentos. Foi criada, pelos povos indígenas, com assessoria dos educadores do Projeto Historiando. A responsável pela Oca da Memória é Maria Alves da Silva, a Leuda, por seis anos, ela coordenou o Conselho dos Povos Indígenas de Poranga e Outros (Cipo), do qual faz parte até hoje. Da população do Município, estimada em 12 mil habitantes, segundo Leuda, cerca de 1.500 pessoas (299 famílias) são da etnia Tabajara e Kalabaça. Lá, o processo de organização étnica surgiu e teve avanço significativo com a formação do Conselho Indígena

Potiguara

Liberdade para viver

indios 10 - Cópia        Tendo como cenário o pé de fava preta, Maria Germano se ornamentou com vários colares e cocar.

Maria Germano da Silva. Potiguara, assim ela se apresenta quando recebe em sua casa, na aldeia Terra Livre, periferia de Crateús. No quintal, onde cultiva os pés de fava preta para criar bijuterias, gosta da natureza e da liberdade para viver em paz, sobrevive do artesanato. A Potiguara também faz colares, brincos, pulseiras, anéis cocares. Utiliza elementos da natureza como tucum, sementes e penas de aves. É uma diversão. As peças são vendidas, principalmente, em encontros indígenas.

indios 16

indios 17

                                                                                                     

As Sementes são a principal matéria prima do trabalho da Potiguara, residente em Crateús “Além de ser uma fonte de renda, o artesanato representa as minhas origens, meus antepassados

Em Crateús, Ceará, no Sertão dos Inhamuns, encontram-se o Potiguara, Tabajara, Kariri, Kalabaça e Tupinambá. Segundo Helena Gomes, uma das principias lideranças Potiguara e diretora da Escola Diferencial Raízes Indígenas, essas etnias reúnem uma população com mais de 2.400 pessoas cadastradas, sendo mais de 50% Potiguara. O movimento indígena na cidade tem suas raízes em experiências da Igreja Católica voltadas para a libertação dos grupos mais pobres. Hoje, várias entidades lutam pelos seus direitos. As nove aldeias urbanas se localizam em áreas periféricas. Além delas, há, na zona rural, a Nazário (Tabajara) e a Mambira (Potiguara). Entre as conquistas dos indígenas de Crateús, está o prédio da escola diferenciada. Com Ensino Fundamental, o estabelecimento abriga 500 alunos.

Kanindé

Preservação da cultura

indios 10. (2)   De traços indígenas marcantes, aparentemente tímida, Tereza da Silva Santos, recepciona visitantes no Museu dos Kanindé explicando as conquistas e as peças que contam a história da aldeia na zona rural de Aratuba. Uma das maiores preocupações de Tereza é com a preservação da cultura indígena. Por isso, sente orgulho em fazer o artesanato com fibras e sementes, a exemplo de pau-brasil e mulungu-vermelha. O cocar, sua especialidade, é de tecido, coberto com trançado de fibra de bananeira e decorado com penas de aves são peças artesanais, como colares, brincos e caixas revestidas com a fibra da bananeira.

indios 20

História em museu

Na Aldeia, em Aratuba, moram148 famílias (cerca de 700 pessoas). A localização é privilegiada, com altura média de 900 metros acima do nível do mar. Segundo o cacique Sotero, há apenas 15 anos ganharam o reconhecimento de comunidade indígena. Vizinho à casa, ele montou o Museu dos Kanindé, reunindo cerca de 300 peças que retratam a história do seu povo. Muitas delas relacionadas à caça. O espaço ainda demonstra preocupação ecológica. “Aqui, ninguém prende mais pássaros em gaiola. É essa proteção da natureza que a gente passa também para os nossos visitantes”.

indios 19Colares criados pelos Kanindé  

A produção é destinada, principalmente, à Loja de Artes Indígenas Toré-Torém, na Ceart, em Fortaleza. Também são usadas pela comunidade nas apresentações culturais. Tereza destina uma parte das peças para esses rituais, como o Torém. “Antes de representar uma fonte de renda, o mais importante no meu trabalho artesanal é a preservação da nossa cultura.

indios 21Detalhe de caixas feitas com fibra de bananeira por artesãs da aldeia de Aratuba

Eva DN/ Germana Cabral/Cristina Pioner/Fotos:Patrícia Araujo/Marília Camelo                                                             arteemter@gmail.com

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Artesanato indígena de etnias do Ceará.

Pitaguary

Para as mulheres

indígenas, o artesanato

representa a preservação de

suas origens.

indios pitaguary 1O artesanato produzido no Ceará, a exemplo do barro e trançado, tem origem na cultura dos primeiros habitantes do nosso Estado. Nas sete etnias, no litoral, serra e sertão, encontra-se algo dominante: mulheres produzindo colares, brincos, pulseiras, anéis e vestimentas, representando um retorno às suas raízes. Na matéria-prima, sementes e fibras naturais prevalecem. Outras encontraram no artesanato fonte de prazer, renda e, principalmente, o resgate das identidades culturais. Enfim, são cheias de saberes. Não á toa, merecem ser chamamos de “Guerreiras”.

Mestiça perfeita

indios pitaguary

 

 

Simone nascida na aldeia Monguba, município de Pacatuba, “Eu sou uma verdadeira mestiça: tenho olhos de branco, rosto de índio e boca de negro”. Simone Menezes da Silva, da aldeia Santo Antônio do Pitaguary, em Maracanaú, Região Metropolitana de Fortaleza. “Quando vendo um colar, estou vendendo a minha cultura”

indios pitaguary 2

As Pitaguary mostram parte de seu trabalho artesanal, a maioria colares feitos com sementes ainda verdes para facilitar o manuseio. Suas criações são feitas de sementes e fibras naturais. Para a Pitaguary, entrar no mato, colher as sementes e, depois, transformar em artesanato não é trabalho, mas um momento de descanso, prazer e terapia.

 

 

 

 

 

Povo Pitaguary

Logo na entrada da aldeia dos Pitaguary, em Maracanaú, um pórtico dá as boas-vindas. O acesso só é permitido com identificação. Outro atrativo do local é a Capela de Santo Antônio do Pitaguary, a mais antiga de Maracanaú. Onde são realizadas as trezenas em homenagem ao santo e onde acontecem os rituais indígenas no entorno da mangueira sagrada, com direito à dança do Toré, tradição preservada na aldeia.

indios pitaguary 4Trançados

Ensinar a arte dos antepassados para crianças e adolescentes na Escola Municipal Indígena de Educação Básica do Povo Pitaguary é um dos maiores prazeres na vida da artesã Maria Ivanda Targino Vicente, Lá, repassa seus conhecimentos em trançados, macramê, telhas decorativas e bijuterias.

indios pitaguary 5Trançado Artesanato Pitaguary

A produção artesanal de colares, brincos, pulseiras e anéis na aldeia de Santo Antônio do Pitaguary, em Maracanaú, começou há uma década, por influência do cacique Daniel. Elas vendem as peças por valor irrisório. Há atravessador que compra um colar por apenas R$0,50. “É o jeito, tem muita gente fazendo. “Gostaria que fossem valorizados”, diz Fátima Souza

indios pitaguary

indios pitaguary                          Brinco criado por Cilene com penas de aves e filtro dos sonhos, feito de palha de buriti

indios 10.

Mazé elabora os colares bem devagar para ficarem perfeitos. Até hoje, preserva as tradições indígenas. Para dançar o Toré, ela se arruma com cocar, vestes de tucum e colares de sementes.

Nascida e criada na aldeia de Santo Antônio do Pitaguary, em Maracanaú, Maria José Vicente começou a produzir colares com sementes. As peças de Mazé são geralmente confeccionadas de tiririca, sem design sofisticado. O importante é o resgate das raízes indígenas por meio da técnica artesanal. “Minha raça todinha é Pitaguary.

Eva DN/ Germana Cabral/Cristina Pioner/Fotos:Patrícia Araujo/Marília Camelo                                                             arteemter@gmail.com

quinta-feira, 10 de março de 2011

Cestarias

Trançados, fios

cheios de

fibras.

Muitas comunidades se caracterizam pelo tipo de trançado utilizado nas cestarias, seja pela origem e influências ou pela matéria prima disponível na região. Segundo a definição, esta importante técnica de manufatura, utilizando a mão desarmada ou os dedos em atividade prensil, remonta de 11 mil a.C., e  só não é mais antiga que a confecção de cordas, malhas ou filé.f1cestarias_indigenas

ARUMÃ E BURITI                                                                  Da esquerda para a direita:                                                       Cesto cargueiro de arumã dos Waimiri Atroari                     Abanador e cesto de arumã dos Apalai                                      Cesto Kunho e cesto cargueiro de buriti dos Mehinako

O buriti e o arumã são as fibras mais utilizadas entre os índios brasileiros. O trançado, grafismo e formatos são característicos de cada etnia.

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CIPÓ TITICA E ARUMà                                        Da esquerda e inferior:

Cesto xotó, pintados com urucum e naturais, de trançado de cipó titica, que é muito resistente e de longa durabilidade caraterístico da etnia Yanomami                                                                    Acima, ao centro, cesto de fibra de arumã da etnia Tikuna

f3cestarias-de-arumc3a3[1]  ARUMÃ E TUCUM

f3cestaria_aruma_tucum

Da esquerda para a direita:

Caixinhas com tampa, de arumã da etnia Baré

Cesto com tampa e alça de tucum Parakanã

f4cestarias_uru_carnaubaCARNAÚBA                                                   Trançados de Ilha Grande de Santa Isabel -                          Delta do Rio Parnaíba - Piauí

Os trançados da Associação dos Artesão da ilha Grande de Santa Isabel, hoje são a principal fonte de renda de 25 famílias da região. Aos homens cabe a tarefa da colheita da palha verde de carnaúba que é exposta ao sol para secar, e às mulheres os trançados e pintura final das cestarias.

Cestos uru, de tradição indígena, em vários tamanhos 

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CARNAÚBA                                                             Da mesma fibra de carnaúba e com um toque de design dado pelo SEBRAE e o Artesanato Solidário a Associação dos Artesão da Ilha Grande de Santa Isabel surpreende pela variedade de trançados e cores.

São mandalas, sousplats, centros de mesa, fruteiras, cestos de pão e até cúpulas para luminárias.

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CIPÓ de LEITE, BAMBU, BABAÇU e BURITI        Da esquerda para a direita:

Cesta de pic-nic, de cipó de leite, da Associação Trançados de Parnaíba, no Piauí

Caixinha de buriti de Urucuia, Minas Gerais.   Vários modelos e tamanhos, porta CDs, caixas de chá, ideal para embalagens de vários produtos

Caixinha de fibra de babaçu, feita para acondicionar o sabonete de babaçu da Associação das Mulheres Trabalhadoras Rurais do Maranhão.

Samburás e balaios de bambu da Trançados de Januária, Minas Gerais

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CAPIM DOURADO                                                          Associação de Mateiros do Jalapão,Tocantins

O Capim Dourado foi redescoberto nos anos 2000. Inicialmente utilizado para o consumo local na região do Jalapão, Tocantins, ganhou estilo e design com os programas de capacitação do SEBRAE.

Caixinhas de tamanhos variados, P, M, G, sousplats, cestos de pães, fruteiras, bolsas e acessórios

cestaria_itaobim   TABOA de ITAOBIM

A Associação Itaobim que fica no município de mesmo nome, em Minas Gerais no Vale do Jequitinhonha trabalha com a fibra da taboa produzindo esteiras e caixas de vários tamanhos, ideais para embalagens e organização de armários.

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TABOA de POTIM

O grupo Potim Artesanato, do povoado de Potim, na região do Vale do Paraíba, em São José dos Campos, produz com a fibra da taboa cestas, caminhos de mesa, lugares americanos, porta-guardanapos, porta-copos, porta-pirex, porta-trecos, bolsas, revisteiros e cachepôs.

O nome do povoada de Potim deriva do ribeirão, afluente do Rio Paraíba do Sul. Potim em tupi significa  camarão de água doce e é comum até hoje nas águas do ribeirão.

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TUCUM

Tucum fibra natural. Este cabo é muito forte e é um 100% natural feito com folhas de palmeira. O produto é artesanal na Amazônia.

pontosolidario / arteemter@gmail.com