Sempre tive medo do quilt livre, à máquina.
Pois é... aprendi a fazer, treinei incansavelmente. Todos os dias antes de começar minhas costuras, pegava meu pedaço de lençol velho, colocava em cima de um pedaço de manta acrílica, e começava minha aula prática, por conta própria. Ali eu me esbaldava, fazia curvas intermináveis, ia e vinha, pra lá e pra cá, em alguns momentos de total atrevimento, escrevia meu nome, fazia flores, no começo bem tortinhas, folhas e até corações.
Bom, claro que com a prática, e sem nenhuma modéstia, fui ficando boa nisso... lá no meu lençol velho... porque quando se tratava de fazer o quilt no meu trabalho de patch, em volta do meu gato Romeu, ou na frente daquela bolsa... aí minha amiga... a estória era bem outra.
Eu sentava diante da máquina, tomava todas as providências necessárias, e na hora “H”... a mão suava, o medo de errar era maior que à vontade de fazer... Afinal ali estava meu trabalho quase pronto, meu gato todo lindo, e se eu errasse? Batia a insegurança, eu dizia pra mim mesma... vou treinar mais... e optava pelo quilt a mão. Claro que lá no fundo, batia a frustração, que eu precisava vencer.
E eu, sem desistir, continuava treinando. Li tudo sobre quilt, assisti a vários vídeos na net, de gente quiltando como se estivesse flutuando... ficava encantada, maravilhada... e eu continuava treinando... as camas aqui de casa quase ficaram sem lençóis.
Até que um dia cortei 50 bolsinhas, 100 partes, e quiltei todas elas... uma por uma. Relaxei meus ombros, segurei firme meu trabalho, e fui em frente, quando eu percebi, eu estava lá, literalmente, viajando nas curvas, que iam e vinham, e eu fui ficando cada vez mais feliz com o resultado... quiltei tanto em um só dia!
Claro que a cada dia vou melhorar mais um pouco, mas o medo já não existe mais. Eu consegui.
Você também pode conseguir... tente!
Um grande abraço
Carla Pianchão