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Armas de Alimentação Maciça

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A nova Lei Europeia das Sementes, actualmente em discussão no Parlamento Europeu e já na 3º versão, propunha inicialmente uma legislação draconiana que fundamentalmente ilegalizava toda a preservação e troca de sementes de variedades não-comerciais, na quais se inclui grande parte do património genético agrícola.

A excepção seriam os casos em que estas variedades fossem adquiridas por empresas comerciais de sementes (que iam reter direitos de autor sobre estas variedades) ou em que a ONG de preservação observassem um conjunto de regras que determina que ou se mantêem para sempre como micro-grupos sem capacidade de "fazer mossa" na agro-indústria ou que crescessem e assumissem um escala e estrutura interna semelhante aos grandes produtores de sementes, acompanhada das taxas correspondentes.
Entretanto, sob uma chuva de protestos, estas condições foram diluídas e enterradas sob jargão legal e regimes excepcionais, não sendo ainda compatível com aquilo que é próprio da civilização.
A UE demite-se assim do papel que poderia ter na preservação de uma das suas maiores riquezas e na defesa do direito universal à alimentação, providenciada por variedades adaptadas regionalmente.

Isto significaria um precedente escandaloso: uma actividade fundamental da Humanidade há milénios como é recolher, preservar e trocar semente (em tempos usada como moeda) e o sustentáculo base da civilização como é a agricultura de subsistência seria alvo de propriedade exclusiva, uma patenteação da vida que a um nível mais absurdo seria como definir a propriedade da chuva em determinada área.
E assim de repente o que era impensável torna-se questionável face à voracidade do elevado potencial de rentabilização do que é essencial, luta que a habitação e energia já perderam há muito e em que a saúde e educação sofrem derrotas constantes.

É por isso que se corre o risco de daqui a alguns anos uma espécie de terrorista ser aquele que produz a própria alimentação; que recolhe a própria água e energia; que constrói a própria habitação sem recorrer a crédito; e finalmente, que recolhe e partilha a própria semente.
Satisfazer as nossas necessidades fundamentais fora da esfera do consumismo torna-se cada vez mais um acto de subversão política quando deveria ser um direito fundamental associado à sobrevivência básica.

Entretanto, sou sócio e futuro guardião desses "perigosos clandestinos" da Colher para Semear, repositório nacional e voluntário de uma riqueza patrimonial comparável ou superior aos Louvres deste mundo - a vida das sementes é a nossa vida. Encomendem e plantem. Resistam.


Apontadores [XVII] : Ver os Gregos

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With Work Scarce in Athens, Greeks Go Back to the Land 
 Emigrar ou suar para conseguir entrar em mercados de exportação muito competitivos. Não acho que existam certezas de redenção rural nem que o desespero seja bom motivador, mas é uma tentativa tão boa como qualquer outra.

Golden Dawn far-right party give out food to Greek nationals only

O que o desespero gera de certeza é o oportunismo que utiliza o acesso a alimentos e a caridade como arma política e ferramenta de divisão da sociedade por motivos que não têm a ver com as causas da fome.

Greek farmers rent patches of land to citydwellers in scheme to combat crisis
A compra directa ao produtor por "acções" emerge num esquema que existe no norte da Europa e EUA há décadas: consumidor financia agricultor com pré-compra de alimentos para dada época, a ser fornecida posteriormente. Ambos poupam bastante tempo e dinheiro e reduzem desperdício.

Greek crisis: social enterprise is one answer to economic strife
Apagar fogos reais para apagar fogos sociais e outras ideias pragmáticas e viáveis no curto prazo para combater a crise, enquanto que em Portugal organizamos o enésimo workshop/conferência/bolsa de ideias para projectos de pesquisa de potenciais acções de economia social/criativa/ambiental.

Greece's cut-price potato movement shows Greeks chipping in
Para proteger margens mínimas os supermercados cartelizam preços de alimentos essenciais, em resposta pessoas que por causa da "falta de conforto" nunca comprariam fora dos hipers passam a recorrer à compra em quantidade ao produtor na traseira da carrinha. São batatas de protesto político.

Ordinary Greeks are taking matters into their own hands
Como os impostos vão sobretudo para pagar juros e as companhias de bens essenciais estão privatizadas basta um pequeno rastilho para que qualquer cidadão se sinta no direito de roubar água, electricidade e fugir a declarações de renda, muitas vezes com cumplicidade do poder local.

Young Greeks Create Self-reliant Island Society
Tudo o que sei deste tipo de eco-aldeias põe-me bastante céptico quanto à sua viabilidade, mas não se pode ignorar o apelo dos benefícios de partilhar os recursos que encarecem imediatamente em tempos de crise, como habitação, alimentação e transporte. Há muitas formas de o fazer.

TV Rural [XVII] : O Nosso Veneno Quotidiano

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Este documentário recente sobre as diversas formas de contaminação no sistema alimentar e os processos políticos de regulação do mesmo passou na RTP2 na semana passada em horário nobre.
Como gerou muita (merecida) atenção e muitos só o apanharam a meio aqui fica o filme completo.

Horticultura enquanto acto político

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@Boing Boing
A decisão do HDT de habitar de forma espartana uma cabana na floresta  durante dois anos, foi parcialmente política, com o objectivo de transformar o seu estilo de vida num acto de desobediência civil, com a fuga deliberada ao pagamento de impostos que tinham como destino um governo esclavagista, e sendo ao mesmo tempo uma espécie de experiência de redução do quotidiano às suas tarefas mais elementares.

Apesar de actualmente em muitos condados nos mesmos EUA ser ilegal recolher água da chuva; plantar uma horta; ter galinhas; viver numa mini-casa (maior do que os nossos T0) ou mesmo não ter um cartão de crédito, perdendo acesso a entrevistas de emprego ou a contratos de arrendamento, a produção dos próprios alimentos ganha cada vez mais popularidade.

Felizmente em Portugal, onde a horta e o galinheiro de quintal ainda são ubíquos, não existe uma rejeição a este nível, mas subsiste alguma miopia social em relação às hortas de subsistência e outras actividades que permitem viver com muito pouco dinheiro, sem recurso ao endividamento e com baixo consumo de recursos e tempo, muitas vezes confundidas com anacronismos de má memória ou desespero económico, quando não mesmo com vandalismo- parece que a "fuga confortável" ao consumismo através do DIY é um dos poucos actos verdadeiramente subversivos que ainda vingam.


Aproveito então para divulgar um dos tais actos de plantação subversiva, com a criação na baixa do Porto de duas hortas em dois dias (29 e 30 de Setembro), na sequência de sugestões feitas e não concretizadas num concelho onde o único programa de hortas urbanas tem mais de 1000 pessoas em lista de espera.

Album [XI]: Recessão

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Reportagem da Associated Press sobre a crise nos EUA desde 2008.

 " Kate Cramer-Herbst cleans out a vegetable box in Detroit, April 10, 2010. Detroit, which revolutionized manufacturing with its auto assembly lines, could once again be a model for the world as residents transform vacant, often-blighted land into a source of fresh food. No city seems to have as much potential for urban farming as Detroit, where land is cheap, empty lots are plentiful, and residents are desperate for jobs. (AP Photo/Carlos Osorio)"



"In this photo taken Thursday April 22, 2010, Bonnie the cow is milked by Erik Ramfjord, at the Douglas Ranch in Paicines, Calif., Ramfjord is a member of World Wide Opportunities on Organic Farms, a group with 9,000 members commonly known by a variation of their acronym, woofers. It's kind of an Outward Bound for agriculture, the new millennium version of the traveling hobo willing to work for a meal. (AP Photo/Tracie Cone)"

"Shelves are stocked at the Chittenden Emergency Food Shelf in Burlington, Vt., Wednesday, Nov. 25, 2009. Around Vermont, demand is up at food shelves as Vermonters lose jobs, try to make ends meet on unemployment and struggle with heating, food and fuel costs. Many charities say they have been able to meet the demand with donations from food drives at businesses, church groups and schools, but wonder if they'll raise enough during the upcoming holiday season. (AP Photo/Toby Talbot)"


"In this Jan. 28, 2009, file photo after an overnight snowfall, Neil Floyd starts a fire to keep warm outside his tent in the small tent city, where he lives with other homeless people in Camden, N.J. More than 37 million Americans live in poverty, and the vast majority of them are in line for extra help under the giant economic stimulus package coming out of Congress. (AP Photo/Mel Evans, file)"

via

TV Rural [XV] : "Jardins pela Vitória"

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Na sequência deste post aqui fica o anúncio original dos Victory Gardens dos anos 40-50 nos EUA, uma campanha pela produção doméstica de carne, ovos, fruta e hortícolas para subsistência com o objectivo de ajudar o esforço militar e combater a pobreza e escassez de bens essenciais na sociedade civil (surgiu na sequência da Grande Depressão).




Hoje precisamos de uma versão deste modelo a ser encorajada da mesma forma, uma vez que a continuidade de uma recessão é clara no médio prazo e os bens alimentares encarecem continuamente, sendo importante reduzir algumas importações de forma significativa, uma vez que se espera fortalecer a economia pela via do equilíbrio da balança comercial. Deveria existir também uma "guerra" em curso contra a obesidade, sedentarismo e doenças cardio-vasculares.

Hortas Comunitárias em Portugal [XI] : Horta Solidária da Trofa

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Génese:
Resultado de uma colaboração entre a Santa da Misericórdia da Trofa, Câmara Municipal da Trofa, Junta de Freguesia de S. Martinho do Bougado, Adapta e Biotrofa, em 2010, em terrenos anexos ao Lar que está ao cuidado da Misericórdia.

Área / Nº de participantes:
Desconhecido

Objectivos:
 
Complementar o orçamento de famílias desfavorecidas com produção própria de hortícolas. 

Ligações:
Notícia 1, Notícia 2

Notas:

Trata-se de um projecto que tem o objectivo quase exclusivo de aproveitar algum espaço anexo a uma instituição de solidariedade para apoio alimentar de famílias carenciadas com a situação mais grave, com cedência de alguns materiais, para além do espaço. Um dos objectivos parte do pressuposto de que é possível algum tipo de auto-suficiência para um grupo extenso, uma expectativa dificilmente realizável.

Hortas Comunitárias em Portugal [VIII] : Hortas Sociais de Santarém

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@oribatejo

Génese:
Reaproveitamento de jardim da Escola Prática de Cavalaria, no âmbito de um projecto social para desempregados e apoiado por instituições locais, como a Escola Agrícola, Escola Superior de Educação e empresas de jardinagem.

Área / Nº de participantes:
 5 talhões de 50m2 (?), distribuídos por 5 famílias, mais um pequeno pomar comum. Outro terreno em preparação (?).

Objectivos:
Proporcionar a aquisição de novas competências profissionais, no âmbito da agricultura tradicional e promover a auto-subsistência, através de produtos hortícolas.


Ligações:
Anúncio Oficial, Reportagem Vídeo


Notas:
Um projecto de dimensões diminutas mas entendido como acção-piloto. Iniciativa da Acção Social e não do pelouro do ambiente e por isso um pouco mais marginal na capacidade de promoção de novos espaços públicos e do lazer e educação.
Ideia interessante de complemento alimentar a famílias carenciadas mas área disponível manifestamente insuficiente para participação muito significativa no orçamento familiar (apenas 50m2 de hortícolas).

TV Rural [XII] : Estado da Arte

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A última Grande Reportagem da SIC conseguiu um ponto de situação bastante completo, para uma síntese de 35 minutos. É um retrato muito simples e muito acessível dos vários tipos de desafios que nos enfrentam.

TV Rural [VI] : Ensuring the future of food

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Ainda a propósito deste tema o Ministério da Agricultura japonês fez uma campanha pela soberania alimentar do país, baseada no pressuposto de pedir ao seus cidadãos que optem mais por uma dieta tradicional com produtos nacionais, dada a extrema dependência do Japão em várias vertentes.
Tanto a mensagem como o design estão muito bem conseguidos (faz lembrar o vídeo do Remind Me).

Beans are Bullets, Potatoes are Powder

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O slogan do título foi usado numa das agressivas campanhas em prol da auto-produção por parte dos países anglófonos durante a 2º Guerra Mundial, que se estendeu por outros meios, como os cartazes que agora aparecem cada vez mais sempre que se fala de locavorismo ou de alimentação sustentável (e que tiveram aqui uma actualização).
Este é um dos melhores e mais convincentes exemplos de design de intervenção, sem grandes devaneios pictóricos e bastante denso em informação (adoro o "Please Post Conspicuously") e as variedades escolhidas obedecem criteriosamente ao máximo de valor alimentício na menor quantidade de espaço de cultivo.

Um embargo a importações alimentares causado por uma guerra é uma situação agora bastante invulgar por estas bandas e algo que associamos a tempos mais bárbaros em que era verosímil um conflito em grande escala à nossa porta, mas foi o único verdadeiro desafio que alguma vez se colocou ao modelo de agricultura industrial da "revolução verde".
No fundo foi um duplo desafio: as economias de escala que apoiam este tipo de agricultura revelaram-se dependentes de um mercado global, baseado na livre troca e transporte de bens, e a intrínseca complexidade laboral e enorme dimensão estrutural deste modelo mostraram-se incapazes de se adaptar a uma realidade de escassez de recursos (desviados para a máquina de guerra) e de descentralização da produção.

Basicamente, como em vários aspectos de outras indústrias, foi preciso fazer muito com pouco e em pouco tempo ideias totalmente estranhas à época (e que ainda hoje fazem franzir muitos sobrolhos), foram recuperadas ou inventadas de raiz.
Nasceu assim a primeira campanha de partilha de boleias, a primeira campanha de recuperar vestuário, a primeira campanha de material de escritório (!) e, obviamente, a primeira campanha de produção própria de alimentos nos quintais e jardins (acompanhados da conservação).

O título dramatiza o que era o verdadeiro "segundo teatro de guerra" do conflito, travado nas cozinhas e quintais, exprimindo a constante pressão logística para abastecimento da população e exército.
Quando falhou o modelo vigente de produção agrícola, cujas vulnerabilidades mencionadas acima aumentaram exponencialmente nestes 60 anos que passaram, os feijões foram balas e as batatas, pólvora.

Apontadores [V]: Portugal, dependência agrícola e soberania

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Sector Agrícola Português perdeu meio milhão de hectares em 10 anos

"A agricultura portuguesa conheceu, nos últimos dez anos, um claro processo de ajustamento estrutural, com a área média das explorações a aumentar 2,5 hectares, o que potencialmente as torna mais competitivas. Mas, no mesmo período de tempo, o território dedicado à prática agrícola recuou em quase meio milhão de hectares, o que não deixa de ser preocupante, dada a forte dependência externa de Portugal em produtos alimentares."

Verdes alertam para "grave dependência" nacional a nível alimentar

"A deputada ecologista alertou hoje para a “grave dependência” nacional a nível alimentar, que implica um custo anual de quatro mil milhões de euros, defendendo a obrigatoriedade de as grandes superfícies comerciais venderem produtos nacionais. Mas o Parlamento, com os votos contra do PS, chumbou a proposta."

Sector dos cereais com quebra de 40% no valor da produção em Portugal


"A campanha cerealífera de 2009 é para esquecer. O volume de produção caiu cerca de 23 por cento face ao ano anterior, mas o valor final do produto colhido apresenta um recuo ainda mais significativo - a rondar os 40 por cento - fruto de uma quebra de 21,4 por cento no preço."

"Reserva Alimentar deve ser prioridade política"


"Portugal deve dar prioridade política à constituição de uma reserva alimentar, defendeu hoje o presidente da AICEP, Basílio Horta, alertando para o aumento dos preços a nível internacional e para a elevada dependência face ao exterior."

Portugal cada vez mais dependente do exterior para comer


"Andámos anos a fio a desincentivar o investimento na agricultura em geral e nos cereais em particular, porque dominava a ideia de que podíamos comprar tudo ao exterior. É verdade, assim como também o é o desequilíbrio na balança comercial dos produtos agrícolas, que ronda os €3000 milhões anuais", sublinha António Serrano, ministro da Agricultura."

Portugal é muito vulnerável à oscilação de preços dos alimentos


"A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) revelou na quarta-feira que o índice de preços dos alimentos aumentou, pela sexta vez consecutiva, em Dezembro. “Se somos muito dependentes, somos muito vulneráveis a qualquer aumento de preços que haja ao nível do mercado internacional”.

Portugal vai ter de pagar mais para garantir alimentação 

"Temos de importar mais de 60 por cento da carne que consumimos, deixámos de ter produção de açúcar e só há pouco tempo começámos a plantar olival. E temos de importar praticamente tudo o que consumimos em matéria de cereais, até mesmo para alimentar o gado nacional. Nos últimos dez anos, o défice da nossa balança comercial alimentar disparou 23,7 por cento."

O que mais exportamos? 

"Tomate, batata, cenoura e couves são os produtos hortícolas mais exportados por Portugal, mas o país continua a ser "altamente deficitário no sector horto-frutícola". O caminho para combater o desequilíbrio entre exportação e importação é o Estado português "aumentar a produção em áreas agrícolas abandonadas" e "criar produtos com valor acrescentado".

Léxico [II]: Transição

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As Cidades em Transição são uma iniciativa que começou no Reino Unido em torno de tentativas de adaptação da Permacultura a meios urbanos. Existem bastantes aspectos que me deixam intrigado em relação a aquilo que se propõe alcançar, nomeadamente a tentativa de abranger comunidades urbanas com um equilíbrio do consumo de recursos e estilo de vida "lento" com os confortos e benefícios da contemporaneidade. Em Portugal surgiram no último ano algumas iniciativas, sendo Paredes a primeira e estando a emergir uma aqui perto, na Universidade do Minho. O fórum unificador tem sido o Permacultura e Transição Portugal.

A tangência com o movimento muito mais difuso e individualista do ambientalismo aplicado às cidades fica por aí, uma vez que a maior parte da retórica da Transição está em torno da ideia de "resiliência", ou seja, focando a capacidade de dada comunidade de tolerar o stress económico, energético e ambiental, que é dado como adquirido no futuro a curto prazo. Para mim esta motivação é relativamente secundária- se a ideia é convergir para estilos de vida com menor impacto, tirando partido do potencial de comunidades, então isso é algo que vale por si, sem aditivos em relação a ameaças. Mesmo se estes não existissem, faria sentido "transitar" de qualquer modo.


Album [IV]

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Depois de apresentar estas versões contemporâneas da propaganda de guerra em torno da agricultura de subsistência, aqui ficam alguns dos originais dos anos 30-40.

Album [III]

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Muito boas estas versões contemporâneas da propaganda pelas "hortas de guerra" e pela economia de recursos na Segunda Grande Guerra, dirigidas à "frente doméstica" nos Estados Unidos e Reino Unido.
Posters estão à venda na loja Etsy Victory Gardens of Tomorrow.