"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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terça-feira, 15 de abril de 2014

First exposure #65
















VIET CONG

Os Women foram um colectivo art-rock canadiano de vida demasiado breve que terminou pelos piores motivos: a morte de um dos seus integrantes. Deixaram saudades, mas é de saudar o mergulho assumido de metade dos seus membros numa angularidade post-punk com um travo de psicadelia.

Formação: Matt Flegel (bx, voz); Monty Munro (gtr, tcls); Danny Christiansen (gtr); Mike Wallace (btr)
Origem: Calgary, Alberta [CA]
Género(s): Indie-Rock, Post-Punk, Art-Rock
Influências / Referências: Talking Heads, Gang of Four, Television Personalities, David Bowie, XTC, Wire

http://vietcong.bandcamp.com/

[Mexican Summer, 2014]

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Postais primaveris - Parte IV: Barulhinho bom











WAVVES

Nathan Williams, um puto californiano, combate o tédio com gravações caseiras onde funde as melodias surf rock com mero ruído estático. Surge um primeiro lote de temas, reunidos numa cassete de escassa tiragem, e o consequente buzz na blogosfera. Já no decorrer deste ano, surge o primeiro lançamento convencional de título genérico Wavvves. Testemunho de francos progressos, sem renegar os ensinamentos da cartilha D.I.Y. dos Guided by Voices, o disco revela uma estranha atracção por demónios e góticos....

"So Bored"
[Fat Possum, 2009]











CRYSTAL ANTLERS
Na pouco ortodoxa formação dos Crystal Antlers cabem dois percussionistas e dois organistas. As texturas saturadas criadas por estes dois últimos, juntamente com a vocalizações berradas de Jonny Bell, são o garante de uma sonoridade muito própria, na qual convivem pacificamente o garage, o psicadelismo tribal, o prog, e até a soul e os blues. Ainda que o longa-duração de estreia fique alguns furos abaixo do fulgurante EP do ano passado, não tenho a menor dúvida de que o palco seja o seu habitat natural.

"A Thousand Eyes"
[Touch and Go, 2008]











WOMEN
Nem tudo o que vem do Canadá padece de uma teatralidade exacerbada para o gosto deste escriba. Quarteto de Calgary, os Women são a prova de que a escuridão dos Velvet Underground é conciliável com a luminosidade dos Beach Boys. Num primeiro álbum homónimo oferecem um lote temas dissonantes intercalados com outros sobejamente catchy. Neste último grupo, podem encontrar uma das melhores coisinhas que me chegaram aos ouvidos nos últimos meses:

"Black Rice"
[Jagjaguwar, 2008]

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Gajas boas















Foto: Lindsey Baker

Chamam-se Women e vêm de Calgary, na província canadiana de Alberta. O nome algo infeliz e o alto patrocínio da Pitchfork fez-me desconfiar das credenciais do quarteto, ao ponto de não lhes passar cartão até há coisa de duas semanas. Porém, um destes dias, tropecei acidentalmente no mísero par de temas disponíveis para audição na página do MySpace. Foi o suficiente para desencadear a procura incessante pelo álbum de estreia homónimo.
Com menos de meia hora de duração, Women pode causar alguma estranheza ao primeiro contacto, tanto pela produção retrógrada de Chad VanGaalen, como pelas duas facetas distintas da banda. Se por um lado evoca algumas das sonoridades mais arrojadas do período post-punk, possivelmente catalogáveis como noise rock, por outro, o disco tem meia dúzia de temas escorreitos que concretizam o casamento feliz das harmonias luminosas dos Beach Boys com o negrume estridente dos Velvet Underground. Ultrapassado o choque inicial, Women pode tornar-se positivamente viciante.