
No meio musical, facção mercenária, a semana que passou fica marcada pelo regresso aos discos dos quatro irlandeses agraciados pelo nosso ex-Presidente com a Ordem da Liberdade. O "acontecimento" teve honras de telejornais e motivou o prolongamento do horário nocturno das lojas para receber as habituais romarias de batalhões de nerds, algo que já não era visto desde o lançamento do último livro de J. K. Rowling.
Sobre o disco propriamente dito pouco posso dizer, pois não o ouvi nem tenciono ouvi-lo. No entanto, não consegui evitar ser bombardeado com o novo single, mais um que irá fazer as delícias das RFMs deste mundo. O dito, que vem embrulhado num videoclipe de dispendiosa pirotecnia, suscita-me a seguinte questão: para que o mundo precisa de uns Queens of the Stone Age sintéticos se os naturais já cá estão a mais?
A fazer fé no que tenho lido e ouvido da generalidade dos especialistas, No Line On The Horizon é o melhor disco dos U2 desde Pop. Ou até, na opinião de alguns, o melhor desde Zooropa. Lembro no entanto que, neste contexto, "o melhor" significa "o menos mau". Lembro também que algo de semelhante já tinha sido dito sobre o anterior. E, em jeito de premonição, posso garantir que há-de ser dito sobre o seguinte... Vai uma aposta?