"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Turn back

 

Há coisa de dois anos, com o baixista Mickey Quinn a recuperar das graves mazelas de um insólito acidente (uma queda de uma janela de quarto de hotel em estado sonâmbulo), e com disco novo nas mãos, o vocalista/guitarrista Gaz Coombes e o baterista Danny Goofey decidiram saltar para os palcos travestidos de The Diamond Hoo Ha Men. Do repertório, rezavam as crónicas, faziam parte originais dos próprios Supergrass e um número considerável de versões de temas de outrém. A experiência foi de tal forma gratificante que a dupla decidiu prolongá-la, desta feita intitulando-se The HotRats e dedicando-se em exclusivo a tocar versões. Entretanto, a brincadeira assumiu contornos de seriedade e chegou agora aos discos com Turn Ons, uma dúzia de temas pertencentes à galeria dos clássicos registados em estúdio pelo consagrado Nigel Godrich. O conceito é em tudo idêntico ao de Pin Ups, disco de Bowie em 1973. Para além do alinhamento abaixo indicado, as sessões de gravação renderam ainda versões de "Drive My Car" (The Beatles), "West End Girls" (Pet Shop Boys) e "Mirror In The Bathroom" (The Beat).

  1. "I Can't Stand It" [Lou Reed / The Velvet Underground]
  2. "Big Sky" [The Kinks]
  3. "The Crystal Ship" [The Doors]
  4. "(You Gotta Fight) For Your Right (To Party!) [The Beastie Boys]
  5. "Damaged Goods" [Gang of Four]
  6. "Love Is The Drug" [Roxy Music]
  7. "Bike" [Pink Floyd]
  8. "Pump It Up" [Elvis Costello]
  9. "The Lovecats" [The Cure]
  10. "Queen Bitch" [David Bowie]
  11. "E.M.I." [Sex Pistols]
  12. "Up The Junction" [Squeeze]

"Damaged Goods" [G&D, 2010]

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Erva & Cogumelos Alucinogénios




















A avidez pela novidade que grassa pela blogosfera (e aqui faço mea culpa) terá feito com que o novo álbum dos Supergrass tenha passado despercebido a muita boa gente.
Sem ser genial - como também não o eram os anteriores -, Diamond Hoo Ha é um disco de rock meio tolo, descomplexado e bem esgalhado, capaz de de motivar alguns pulos no meio da sala de casa. Estamos pois, perante uma prova cabal de que o pretensiosismo, a dar para o sorumbático, não é característica comum a todos os nativos de Oxford.
Sem me desviar muito da temática inicial, e assinalando a habitual romaria do imenso rebanho de fervorosos ao centro do País a fim de prestar homenagem à gentil senhora que, em parceria com o Dr. Portas, nos livrou da maré negra, proponho-vos uma viagem ao passado:

"Mary" [Parlophone, 1999]

domingo, 3 de fevereiro de 2008

ERVA DA BOA














A melancolia reinante no último fôlego poderia fazer prever o pior: dos
Supergrass foliões incorrigíveis restava apenas a memória, e a banda parecia prestes a entregar a alma ao Criador. Ainda assim, Road To Rouen era um belíssimo disco, embora diferente, dos mais louváveis sobreviventes da britpop.
Três anos volvidos, o novo álbum que se anuncia para Março vem baralhar todas as previsões anteriores, com a boa disposição de volta ao horizonte dos Supergrass. Pelo menos a julgar pelo single de avanço, que dá também nome ao álbum - um piscar de olho aos White Stripes da colheita de 2001, sem perder de vista a eterna figura tutelar de Marc Bolan.

Supergrass "Diamond Hoo Ha Man" (Parlophone, 2008)