"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Mil imagens #52



The Stone Roses - Waterloo, Londres, 1989
[Foto: Tom Sheehan]

A imagem acima foi a da primeira capa dos Stone Roses na imprensa musical, na circunstância no defunto Melody Maker por alturas da edição do histórico álbum de estreia. O buzz já estava criado e, por uma vez, seria inteiramente justificado. Quanto aos Roses, captados pela lente de Tom Sheehan com cerca de um mês de antecedência da edição do disco - isto no tempo em que os discos eram efectivamente "lançados" numa data precisa -, espelham nos rostos a irreverência da sua juventude. Mas também aquela frontalidade arrogante, marca-registada que os acompanhou desde quando ainda não eram mais que a next big thing. No fundo, era o alto nível de auto-confiança de quem está prestes a revelar um dos mais belos capítulos da pop.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Mil imagens #22


The Stone Roses - Manchester, 1989
[Foto: Kevin Cummins]

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Good cover versions #52











CODEINE VELVET CLUB _ "I Am The Resurrection" [Dangerbird, 2009]
[Original: The Stone Roses (1989)]

Projecto de origem escocesa entretanto extinto, os Codeine Velvet Club reuniram a cantora Lou Hickey, com carreira feita em espectáculos de burlesco, e Jon Lawler, vocalista dos dispensáveis The Fratellis (ainda alguém se lembra?). Deixaram para a posteridade apenas um álbum, mais próximo do universo extravagante dela do que propriamente da atitude foliona dele. Nas gravações do mesmo, fizeram-se rodear de secções de cordas e de sopros e coros gospel, obtendo um disco descomprometido que fica a meio caminho entre as bandas sonoras de outras eras (douradas) e as produções luxuriantes de Phil Spector.

Imbuídos do mesmo espírito relaxado, gravaram também uma versão de "I Am A Resurrection", uma opção arriscada visto tratar-se de um daqueles temas que já adquiriram o estatuto de imaculados. Aproveitando o balanço da batida do original, enveredam por uma via próxima da northern soul que culmina num frenesim de cordas e metais. Ressalta a boa combinação das vozes de tónicas bem diferentes, provocatória a dela, despreocupada a dele. Obviamente, esta recriação perde o crescendo celebratório e a deriva psicadélica que os Stone Roses injectaram no original. Porém, desconfio que tenha recebido a aprovação de Ian Brown, um apreciador confesso deste tipo de sonoridades.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Mil imagens #8

The Stone Roses - Manchester, 1989
[Foto: Steve Double]

Fotógrafo inglês, Steve Double é actualmente requisitado para campanhas publicitárias das mais consagradas marcas comerciais. Tempos houve em que se dedicava exclusivamente a fotografar bandas e artistas musicais, mesmo tratando-se de nomes emergentes, como era o caso destes Stone Roses no tempo em que, com a mais descarada arrogância, se propunham conquistar o mundo. Um erro de planeamento gorou-lhes os sonhos mas, por um período de meses, talvez mais de um par de anos, os quatro mancunianos foram a mais estimulante proposta musical oriunda de terras de Sua Majestade. No sítio oficial do fotógrafo a imagem aparece acompanhada se uma singela legenda: godhead. É o termo que nos ocorre ao observar o puto Ian Brown, em primeiro plano, em postura de imposição e afirmação.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

They are the ressurection and they are the life
















Talvez derivado de um certo desafogo, Ian Brown declinou todas as ofertas chorudas. John Squire nem sequer queria ouvir falar de tal coisa. De um Reni remetido ao silêncio, desconhecia-se a opinião. A derradeira esperança residia na vontade expressa de Mani em reunir as partes desavindas. Os aliciamentos sucediam-se, a parada subia, e nada... Finalmente, o poder diplomático do baixista que personifica a coolness surtiu efeito e os Stone Roses estão de regresso aos palcos, e já com presença confirmada nos principais festivais estivais do Reino Unido, concretizando a mais desejada das reuniões (eu sou da opinião que é melhor que os Smiths fiquem quietinhos). A boa notícia para os devotos destas paragens no extremo ocidental do continente, embora ainda rumor, é que os "outros" fab four de Manchester podem vir a fazer parte do cartaz do próximo Primavera Sound, festival para o qual tenho tratada quase toda a logística. Optimista, porque sei que estes catalães têm quase sempre o que querem, vou já ensaiando uns passos de dança...

"Fools Gold" [Silvertone, 1989]

terça-feira, 24 de março de 2009

This is the one


Neste mês de Março cumprem-se exactamente 20 anos desde a edição do álbum de estreia homónimo dos quatro rufias de Manchester albergados sob a designação The Stone Roses. Sobre a música nele contida - um dos mais perfeitos conjuntos de canções pop -, já quase tudo foi dito e/ou escrito. Por isso, chamo hoje a vossa atenção para a capa do mesmo, já uma imagem icónica da história da música popular. Intitulada Bye Bye Badman, a imagem é uma criação do guitarrista John Squire sob forte influência de Jackson Pollock e com inspiração nos motins estudantis do Maio de '68, facto desde logo evidenciado nas cores da bandeira francesa do lado esquerdo. Já os limões, segundo sei, eram o antídoto utilizado contra os efeitos do gás lacrimogénio lançado pelas forças policiais para dispersar os amotinados.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Singles Bar #27


















THE STONE ROSES

She Bangs The Drums
[Silvertone, 1989]

Costuma dizer-se, com algum exagero, que qualquer um dos onze temas do álbum de estreia homónimo dos Stone Roses daria um óptimo single. Com mais realismo, e por razões óbvias, excluiria dois, talvez três...
Perante esta conjuntura, torna-se difícil aos devotos da banda de Manchester eleger aquele que é O tema preferido. Tanto por ser a minha porta de entrada no universo da banda, como também por ser o tema mais irresistível que conheço quando me encontro nas imediações de uma pista de dança, a minha escolha recai sobre "She Bangs The Drums". É que já lá vão quase vinte anos desde que o ouvi pela primeira vez e o efeito perdura...
De então para cá, foram tantas as vezes que escutei "She Bangs The Drums" (até o título é sublime!), que cheguei até a desenvolver uma teoria sobre um pequeno pormenor. No meu entender, os primeiros segundos da canção funcionam como a apresentação dos quatro Roses, conhecidos pela sua postura algo arrogante (eu prefiro chamar-lhe auto-confiante): primeiro a secção rítmica, com o baixo musculado de Mani e os pratos de choque de Reni; junta-se-lhes a guitarra floreada de John Squire; por fim, a voz aveludada de Ian Brown, o tal que - diziam - não sabia cantar. Depois... bem, depois e até final, os quatro juntos arrastam-nos numa torrente de ritmo sem retorno.
E agora, sem mais divagações, propunha que vissem, e sobretudo que ouvissem, o porquê da existência de adjectivos como intemporal:


quinta-feira, 20 de março de 2008

A TODOS...

... os visitantes deste blogue, desejos de uma Páscoa Feliz.
Eu vou ali empanturrar-me de folar (daquele bom, com carne) e já volto...

The Stone Roses "I Am The Ressurection"
[Live @ Blackpool Empress Ballroom, 12/08/1989]