"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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domingo, 7 de março de 2010

R.I.P.

 
MARK LINKOUS
[1962 - 2010] 

Através de comunicado, a família de Mark Linkous, líder de sempre dos Sparklehorse, ou os próprios Sparklehorse, faz saber o seguinte:

It is with great sadness that we share the news that our dear friend and family member, Mark Linkous, took his own life today [ontem]. We are thankful for his time with us and will hold him forever in our hearts. May his journey be peaceful, happy and free. There's a heaven and there’s a star for you.

Tal como no caso recente do amigo e colaborador Vic Chesnutt, a decisão de Linkous pôr termo à vida não constituirá surpresa. Até porque existem relatos de algumas tentativas nesse sentido. Mas, quando se encontra estabelecida uma relação de quase intimidade com a obra de um músico, torna-se sempre triste a sua despedida.

Sparklehorse "Sick Of Goodbyes" [Parlophone, 1998]

domingo, 14 de junho de 2009

Of mice and horses
















Improvável, no mínimo, este trabalho conjunto de Brian Burton e Mark Linkous, que é como quem diz Danger Mouse e Sparklehorse. Depois de uma colaboração pontual no mais recente álbum deste último, a dupla descobriu afinidades que conduziram à concepção do disco Dark Night Of The Soul, ainda sem data de edição oficial avançada. No projecto está também envolvido o cineasta David Lynch, responsável pelas fotos do booklet de 100 páginas. Segundo algumas previews, Dark Night é uma espécie de narrativa não-linear sobre solidão, amores desfeitos, e sonhos perturbadores. Musicalmente, a dupla conjuga estilhaços de electro-pop, jingles publicitários, country e heavy metal. Nas vozes convidadas surge uma verdadeira galeria de notáveis: The Flaming Lips, James Mercer, Julian Casablancas, Gruff Rhys, Jason Lytle, Suzanne Vega, Nina Persson, Frank Black, Iggy Pop, Vic Chestnut, e o próprio David Lynch.
Curiosos? Eu estou!

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Duetos #5

Ainda sob o efeito das "comemorações" de há dois dias, Mark Linkous reincide no April Skies. Desta vez vem acompanhado por uma senhora com fama de solícita...

Sparklehorse & Polly Jean Harvey "Piano Fire" [Capitol, 2001]

segunda-feira, 21 de julho de 2008

10 anos é muito tempo #7

















SPARKLEHORSE
Good Morning Spider
[Parlophone/Capitol, 1998]

As atmosferas criadas neste segundo álbum dos Sparklehorse estão intimamente ligadas à experiência vivida pelo seu mentor antes da sua gravação: em 1996, durante uma tournée de suporte aos Radiohead, Mark Linkous foi vítima de uma overdose de substâncias tóxicas, um cocktail de anti-depressivos, álcool e heroína. Este episódio, quase fatal, provocou um período de inconsciência de várias horas, durante o qual, os membros inferiores suportaram o peso do corpo. As lesões provocadas implicariam uma lenta recuperação preso a uma cadeira de rodas.
Criação de um homem renascido para a vida, Good Morning Spider (GMS) situa-se naquela área nebulosa entre o sono e o despertar, o sonho e a realidade, a vida e a morte. Musicalmente, GMS reflecte também um caleidoscópio de diferentes orientações estéticas. Combinando alta e baixa fidelidade, instrumentos orgânicos e interferências electrónicas, Linkous constrói um conjunto de canções que percorrem a fúria ruidosa, a melancolia profunda, a doçura de autênticas canções de embalar, e a pop escorreita com laivos de americana. O resultado tem tanto de belo como de comovente, não deixando de ser corpo estranho no catálogo de uma multinacional.
Para ilustrar a obrar maior dos Sparklehorse, revelação de um compositor de excepção por estes dias algo menosprezado, deixo-vos um dos temas de eleição para encerramento das minhas raras incursões pela área do deejaying:

"Sick Of Goodbyes"