"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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terça-feira, 7 de abril de 2009

You got no fear of the underdog, that's why you will not survive


Nós gostamos que nos subestimem... Costuma dar sorte!
E o puto-maravilha? Alguém o viu?


[Merge, 2007]

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

AO VIVO #12

Spoon @ Aula Magna, 23/02/2008

Há algum tempo atrás, poder ver os Spoon em concerto por duas vezes no espaço de meio ano seria algo de inimaginável. Mais improvável seria ainda a possibilidade de, em duas noites consecutivas, poder partilhar não só os mesmos espaços de diversão nocturna, como também algumas impressões com Britt Daniel e o gentleman Jim Eno, os dois estrategas da banda texana vai para 15 anos.
Comparativamente ao concerto de Agosto passado em Paredes de Coura, já de si excelente, a prestação de sábado à noite triunfa a toda a linha: um concerto mais longo, dirigido a um público apreciador, e mais representativo do percurso muito peculiar desta banda.
Sem perder tempo com conversas de circunstância, os quatro músicos em palco despejam quase duas dezenas de temas que não deixam ninguém indiferente, desde o público mais conhecedor até alguns recém-convertidos. Após a destruição das cordas de uma guitarra no culminar de belíssimo "Black Like Me", não poderia faltar o regresso ao palco para o encore da consagração.
Perante o groove de uma pianada como já não se usa, e os espasmos guitarrísticos de Britt Daniel, o mais difícil era mesmo permanecer colado à cadeira.
Ou muito me engano, ou aquela ovação final poderá ser o prenúncio de uma daquelas paixões em que o povo lusitano é pródigo.

Antes dos Spoon, passaram pelo palco os Mazgani, banda que leva o nome do seu mentor, um iraniano radicado em Portugal há mais de duas décadas. Com uma música de um dramatismo exacerbado, tanto recuperam glórias do passado (Echo & The Bunnymen, The House of Love), como encontram paralelos no presente (DeVotchKa). Sem serem particularmente originais, o que mais impressiona nos Mazgani é uma competência para por as ideias em prática pouco usual por cá. O público, em claro sinal de reconhecimento, aplaude.


segunda-feira, 30 de julho de 2007

EM ESCUTA #17

SPOON
Ga Ga Ga Ga Ga (Merge, 2007)

Por vezes, o trajecto de algumas bandas consegue contrariar a lógica vigente da indústria discográfica. É este o caso dos texanos Spoon que, desde o derivado de Pixies da estreia com Telephono (1996) até este sexto registo agora editado, trilharam um caminho de crescente experimentalismo na sua obra, acompanhado por um culto e uma devoção por parte do público igualmente crescentes.
Uma audição desatenta de Ga Ga Ga Ga Ga poderá deixar o ouvinte com a impressão de estar na presença de uma versão contida da exuberância funk do anterior Gimme Fiction (2005). Porém, a insistência com uma atenção mais clínica revela-nos, não só o mais conseguido e completo disco dos Spoon, como também o mais desencantado e complexo.
Partindo dos referidos territórios funk, estendem agora o som a outras músicas negras, seja a soul patente em "You Got Yr. Cherry Bomb" e "Don't You Evah", seja o cheirinho dub de "Finer Feelings" e do devaneio "The Ghost Of You Lingers" (é do piano em staccato deste tema do outro mundo que, segundo Britt Daniel, provém o bizzaro título do disco). Há ainda lugar a sopros opulentos em "The Underdog" (produzido por John Brion), guitarra flamenco ("My Little Japanese Cigarette Case"), e a quase-balada "Black Like Me" a encerrar.
O mais incrível de tudo isto é que, levantado o manto da estranheza inicial, os Spoon continuam a soar rock. E do melhor que a América actual produz.
Um dos mais sérios candidatos aos lugares cimeiros das listas de 2007 e a consagração de Britt Daniel (compositor) e Jim Eno (baterista, aqui também produtor) como dois dos mais cativantes perfeccionistas da actualidade.

sexta-feira, 30 de março de 2007

CINCO VEZES GA

Ga Ga Ga Ga Ga é o insólito título escolhido pelos texanos Spoon para o seu sexto álbum de originais a editar a 10 de Julho.
Longe vão os tempos em que as canções dos Spoon soavam invariavelmente a Pixies e/ou Nirvana. Em Gimme Fiction, o álbum de 2005, Britt Daniel punha a descoberto o Prince que tem dentro de si e o mundo ficava mais perto de reconhecer o seu pequeno génio.
Pelos alinhamento já avançado, tudo leva a crer que os Spoon vão reincidir no elemento funky que tão bons resultados obteve no antecessor. E eu estou ansioso por saber ao que se refere o loiríssimo Britt Daniel num tema intitulado "Black Like Me"...