"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Mil imagens #11


Ride - Oxford, 1990
[Foto: Joe Dilworth]

Um dia, Alan McGee, o ideólogo da Creation Records, disse que, enquanto os My Bloody Valentine e os Primal Scream levaram anos para se firmarem, os Ride foram a única banda que lhe passou pelas mãos a atingir a genialidade à primeira tentativa. Tal proeza ganha outras proporções se tivermos em conta que, aquando do genial Nowhere (1990), todos os elementos da banda tinham acabado de entrar na idade adulta. A pureza juvenil ganha outro realce quando combinada com um ambiente bucólico, em contraste com a neurose urbana normalmente sugerida pela música dos Ride. O responsável pela captação de tão feliz instante foi Joe Dilworth, fotógrafo britânico que tem seguido as franjas da música produzida no Reino Unido nas últimas duas décadas. Além disso, assumiu as funções de baterista nos agora ressuscitados e mui recomendáveis Th' Faith Healers.

domingo, 1 de novembro de 2009

O último uivo do Lobo

ANTÓNIO SÉRGIO
1950-2009

"O histórico radialista António Sérgio, o homem que foi a voz do "Lobo", morreu hoje de madrugada, aos 59 anos. A notícia foi confirmada ao PÚBLICO por Luís Montez, dono da rádio para a qual trabalhava actualmente, a Radar FM. Segundo Montez, António Sérgio terá morrido na sequência de um ataque cardíaco." - in Público

Ouvi pela primeira vez este tema no mítico Som da Frente. É simplesmente uma das músicas da minha vida e, segundo sei, também da do António.


Ride
"Dreams Burn Down" [Creation, 1990]

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Discos pe(r)didos #21

















RIDE

Today Forever EP

[Creation, 1991]

Numa demonstração inequívoca de produtividade, no espaço de dois anos (1990-92), os Ride lançaram dois álbuns e quatro EPs, todos eles de alto nível qualitativo. Lançado entre os dois longa-duração (Nowhere de '90, e Going Blank Again de '92), Today Forever será, porventura, o conjunto de temas mais perfeito do quarteto de Oxford, nesse período justamente apontado como a grande esperança do rock britânico.
Sem abdicar dos muros de distorção característicos de todo o contingente shoegaze, Today Forever apresentam-nos uns Ride cada vez mais apostados na criação de canções bem estruturadas, algo que os distinguiu dos seus pares. Logo em "Unfamiliar", o tema inaugural, esses progressos são bem evidentes: uma combinação hábil de feedback, baixo musculado, guitarra circular reminiscente do lado psicadélico de uns The Cure, e a voz harmoniosa de Mark Gardener. Já em "Sennen", que daria nome de banda, é Andy Bell a assumir maioritariamente as funções de vocalista. Desta feita, a calma inicial é progressivamente sabotada pelas intromissões pirotécnicas das guitarras. Cantado a duas vozes, "Beneath" é pura adrenalina de miúdos acabados de entrar na casa dos vintes, mas já conhecedores de todos os truques dos grandes temas rock. Para o fecho em lume brando, "Today" é, simultaneamente, melancolia e inocência juvenis. Um encerramento com chave de ouro, capaz de nos levar a estados de transe nos seus (quase) seis minutos e meio.


"Today"

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

GOOD COVER VERSIONS #3

RIDE
"How Does It Feel To Feel?"
(Creation, 1994)
[Original: The Creation (1967)]

Algures entre o psicadelismo dos Beatles e o mod dos Kinks, a carreira dos THE CREATION durou apenas dois anos, entre 1966 e 1968. Não terá sido o tempo suficiente para granjear grande fama, mas terá sido o bastante para constituir uma sólida legião de fiéis. De todos, o mais conhecido será um escocês que dá pelo nome de Alan McGee que, em 1983, não só dava o nome da sua banda preferida à editora por si criada, como baptizava a banda que liderava com o nome de uma das suas canções (Biff Bang Pow!).
Quis o destino que uma certa banda do catálogo da Creation Records, talvez por influência do "mestre", viesse a revisitar este hino do chamado período da british invasion.
Em 1994, os RIDE procuravam fugir ao estigma do shoegazing, género então em perda de visibilidade. Esse desejo de mudança seria materializado no rock musculado do álbum Carnival Of Light, na altura não muito bem visto, tanto aos olhos da crítica como do público.
Por entre momentos menos inspirados, Carnival Of Light tem ainda diversos pontos de interesse. Como é o caso desta versão que, mesmo sendo claramente inferior ao original, é a homenagem sincera merecida a um dos grandes tesouros perdidos da pop britânica.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

SINGLES BAR #18







RIDE
Leave Them All Behind

(Creation, 1992)


Wheels turning around
Into alien grounds

Pass through different times
Leave them all behind
Just to see

We've got so far to go
Until we get there
Just let it flow
Colours shining clear

Fading into night
Our grasp is broken
There's nothing we can do
I don't care about the colours
I don't care about the light

I don't care about the truth

Após um álbum de estreia brilhante, e uns quantos EPs de igual calibre, era grande a expectativa para Going Blank Again, o segundo longa-duração dos RIDE, quatro rapazes de Oxford que, apesar da tenra idade, tinham já dado provas de uma grande maturidade.
Logo nos instantes iniciais de "Leave Them All Behind", que surge neste formato reduzido a pouco mais de metade da duração da versão incluída no álbum, notamos os primeiros sinais de mudança, com a entrada ostensiva dos teclados. Após este intro, sobre a muralha de guitarras distorcidas, a harmonia das vozes de Mark Gardener e Andy Bell (hoje baixista dos Oasis) produzem um verdadeiro efeito hipnótico. Este tema retrata toda a essência dos Ride no seu período áureo: ruído, melodia e juventude.
Não são igualmente de desprezar os dois temas escolhidos para lado B: "Chrome Waves" é uma das mais belas canções de Going Blank... e surge aqui na sua versão primitiva, enquanto "Grasshopper" é um instrumental de dez minutos de puro psicadelismo.
A reacção popular a este single não se fez esperar, tornando-o o primeiro top ten da história da Creation. Isto, numa altura em que os Oasis ainda não tinham entrado em cena...

domingo, 13 de maio de 2007

A REUNIÃO QUE FALTAVA

Os Ride, possuidores do título de semi-deuses por estas bandas e que há quinze anos atrás foram o nome da cena shoegazing mais bem sucedido comercialmente, são a mais recente banda atingida pelo síndroma da ressurreição.
Liderados por Mark Gardener e Andy Bell, os Ride dissolveram-se em 1996 após quatro álbuns e um punhado de EPs. Depois do fim, Gardener iniciou uma carreira a solo com pouca visibilidade, enquanto Bell, actualmente baixista dos Oasis, fundou os Hurricaine #1 de curta duração e de má memória. Refira-se ainda que o baterista Laurence Colbert integra actualmente os também ressuscitados Jesus and Mary Chain.
Para já, apenas se avançam duas datas a acontecer no Canadá no próximo mês de Junho, mas eu tenho um feeling que os shoegazers deste pequeno país da Europa ocidental ainda vão ter uma alegria lá para Agosto... Será pedir muito?