"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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terça-feira, 23 de agosto de 2011

R.I.P.

Na foto: Mike Stoller, Elvis Presley e Jerry Leiber - MGM Studios, 1957

JERRY LEIBER
[1933-2011]

Jerry Leiber, letrista e produtor norte-americano, incontornável na história dos primeiros passos da história pop/rock morreu ontem em Los Angeles. Tinha 78 anos.

O seu nome surge indissociado do de Mike Stoller, o compositor com o qual fez dupla na escrita de extenso rol de temas que são hoje autênticos standards da música popular. Da pena de ambos saíram temas como "Jailhouse Rock", "Stand By Me", "Searchin'", ou "Is That All There Is?", todos eles alvo de um infindável número de interpretações mas imortalizados nas versões "definitivas", respectivamente, de Elvis Presley, Ben E. King, The Coasters, e Peggy Lee. Juntos, foram também uma equipa de produtores extremamente inovadores no seu tempo, ao ponto de impressionarem um jovem de nome Phil Spector, a dada altura aprendiz das técnicas da dupla com os resultados que todos conhecem.

Ben E. King _ "Stand By Me" [Atco, 1960]

Peggy Lee _ "Is That All There Is?" [Capitol, 1969]

quinta-feira, 24 de março de 2011

Good cover versions #51












MARINE GIRLS _ "Fever" [Cherry Red, 1983]
[Original: Peggy Lee (1958)]



Na realidade, "Fever" foi interpretada pela primeira vez em 1956, na voz de Little Willie John. No entanto, a versão definitiva seria gravada dois anos mais tarde por Peggy Lee, agora com uma letra alterada/acrescentada pela própria. É um tema arrumado na secção vocal e mais ligeira do jazz, muito em voga à época. De então para cá, "Fever" tornou-se alvo de uma miríade de versões, na sua esmagadora maioria por artistas femininas. Mas é interpretada por Peggy Lee que é mais conhecida, um autêntico standard frequentemente associado ao acto de tirar a roupa perante o olhar alheio.

Trio feminino atípico no período pós-punk, as Marine Girls foram a primeira banda de Tracey Thorn, a cantora que faria fama nos Everything But the Girl. A sua música, marcada por um encantador amadorismo e reduzida aos serviços mínimos, mas profundamente harmoniosa, acabaria por ter um papel pioneiro para a criação de uma linguagem twee-pop. Por inerência, e embora bastante fiel à "original", a sua versão de "Fever" é talvez a mais ingénua de todas e, obviamente, aquela com menor carga sexual associada.