Há uns anos atrás costumava dizer a amigos meus que havia três bandas da chamada 1.ª divisão que gostaria de ver ao vivo: New Order, Depeche Mode e Nine Inch Nails.
Consegui ver os New Order em 2005 no Festival SBSR para o qual alguém teve a gentileza de me arranjar um passe para os três dias. De outra forma não iria. E o que teria perdido? Uns New Order em piloto automático, com Peter Hook no papel de exibicionista de serviço (deve ser sempre assim), e alguma euforia nas hostes sempre que vinha do palco um clássico dos Joy Division. Tendo em conta que nesse festival os Hives deram um concerto memorável, até valeu a pena dar um salto ao Parque Tejo.
No ano seguinte, e com bilhete comprado com quase meio ano de antecedência, lá fui eu ver os Depeche Mode ao Atlântico esgotado. Tendo em conta que no dia do concerto as expectativas eram diminutas, a desilusão por ter assistido a um dos 5 piores concertos da minha vida não foi nenhuma.
Agora que se aproxima a data dos NIN, um misto de ansiedade e de dúvida apodera-se de mim. Tendo a música destes um outro tipo de intensidade e actualidade em relação às outras bandas citadas, e sendo certo que os NIN são quase exclusivamente a pessoa de Trent Reznor, estará afastado o risco de ver um grupo de tipos de meia idade que apenas se juntam esporadicamente para dar mais alguns concertos (chego a duvidar que o façam para gravar os discos...).
Mas, à cautela, prefiro não colocar a fasquia muito alta...
(Cartaz: Chris Honeywell, 2005)