"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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quarta-feira, 7 de julho de 2010

O chamamento das vozes do além

















Aqui há uns anos, li algures uma piada que envolvia a moda das reuniões e os Guided by Voices. O chiste anunciava para 2010 o regresso dos GvB e questionava-se quanto à formação envolvida. É preciso lembrar que os músicos que já passaram pela banda de Dayton, Ohio, somados aos que passaram pelos The Fall, perfazem em número metade da população do Luxemburgo. E não é que profecia marota se cumpriu? Ainda que por um dia, os GvB estarão de regresso aos palcos, mais precisamente em inícios de Outubro por ocasião do festival comemorativo do 21.º aniversário da Matador Records. O evento, a ter lugar em Las Vegas, conta ainda com a participação de muitos outros nomes relevantes no passado e no presente da editora nova-iorquina, tais como Pavement, Sonic Youth, Belle & Sebastian, Yo La Tengo, Girls, Superchunk, Cat Power, Chavez, ou The Jon Spencer Blues Explosion. Para o acontecimento, os GvB reuniram a formação que esteve mais intimamente ligada à concepção de Bee Thousand (1994) e Alien Lanes (1995), os dois discos fundamentais do seu extenso catálogo. A saber: o inevitável e intratável Robert Pollard (voz, guitarra), o co-compositor Tobin Sprout (guitarra, voz), o principal guitarrista Mitch Mitchell, o baixista Greg Demos, e o baterista Kevin Fennell. Ou seja, o quinteto responsável por este dois-em-um:

"Auditorium" / "Motor Away" [Matador, 1995]

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Vaga fria vs. Vaca fria















Algumas apostas recentes da Matador Records já me faziam temer pelo rumo a seguir por aquela que foi, nos últimos quinze anos, a mais relevante das editoras independentes. Quem não consumiu avidamente as compilações do selo nova-iorquino que incluíam bandas tão entusiasmantes como Pavement, Yo La Tengo, Guided by Voices, The New Pornographers, Helium, Come, ou Bailter Space? O último sinal de derrocada é dado agora, com a rendição da Matador à recente tendência para a recuperação dos sons sintetizados que há quase trinta anos eram considerados futuristas, mais concretamente à facção humanóide da coisa. Fala-vos da recente edição de Love Comes Close, álbum de um colectivo intitulado Cold Cave, que vem rotulado de experimentalista mas que se limita à prática de sonoridades electrónicas primitivas. As vozes são duas: a dele grave e com ar de caso, a dela com a aparente lascívia que garante um lugar cativo nas pistas de dança dadas a modas passageiras.
Fonte privilegiada garanta-me que uma das próximas contratações da Matador dá pelo nome de Euryth..., perdão, Editors...

http://www.myspace.com/coldcave

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Juventude eterna















Foto: Andrew Kesin

Já não será novidade para ninguém o fim do vínculo contratual dos Sonic Youth (SY) com a Geffen e o consequente regresso ao meio independente com a presente ligação à Matador Records. O primeiro lançamento da mítica banda pela não menos mítica editora nova-iorquina será o álbum The Eternal, com lançamento previsto para 9 de Junho próximo (supõe-se que na Europa ocorra com um dia de antecedência). À semelhança do último Rather Ripped (2006), este novo disco conta com a produção conjunta da própria banda e John Agnello (que já trabalhou com The Hold Steady, Oxford Collapse, Dinosaur Jr., e The Ponys, entre outros). Para além da editora, The Eternal traz também a novidade da estreia do ex-Pavement Mark Ibold em estúdio, na qualidade de membro em full-time (até aqui fazia parte da formação de palco), e das vocalizações conjuntas de Kim Gordon, Thurston Moore e Lee Ranaldo em, pelo menos, um tema. A capa, que se reproduz mais abaixo juntamente com o alinhamento, reproduz uma pintura da autoria do lendário guitarrista John Fahey.

Entretanto, e até 26 de Abril, está já patente em Dusseldorf, na Alemanha, a exposição Sonic Youth Etc.: Sensational Fix, uma espécie de retrospectiva das actividades multi-displinares desenvolvidas pelos SY desde a sua formação, em 1981. A partir de finais de Maio, e até Setembro, a exposição ruma a Malmö, na Suécia, estando ainda aberta a possibilidade de passagem por outras cidades europeias (à atenção dos programadores do Museu de Serralves, digo eu). Sensational Fix é também o nome do livro alusivo à exposição, o qual se faz acompanhar de dois discos de 7" com quatro inéditos compostos em separado por cada um dos membros dos SY (Ibold excluído, obviamente). A edição está prevista para inícios do próximo mês.


01. Sacred Trickster
02. Anti-Orgasm
03. Leaky Lifeboat (for Gregory Corso)
04. Antenna
05. What We Know
06. Calming The Snake
07. Poison Arrow
08. Malibu Gas Station
09. Thunderclap For Bobby Pyn
10. No Way
11. Walkin Blue
12.Massage The History