"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Singles Bar #51








McCARTHY
Should The Bible Be Banned?
[September, 1988]





Antes do casamento e da longa aliança à frente dos Stereolab, Tim Gane e Lætitia Sadier cruzaram-se nos McCarthy. Ela passou pela banda apenas na fase derradeira, ele foi membro permanente. Falar dos McCarthy obriga a recordar a C86, a célebre cassete oferecida pelo New Musical Express determinante para o florescer de um submundo indie-pop para a qual contribuíram (com o tema "Celestial City") e se destacaram ao apresentar algumas ideias concisas, contrastando com a verdura demonstrada pela maioria dos restantes participantes. Logo aí, os McCarthy fizeram questão de frisar as suas duas características determinantes: uma forte orientação pop e um atento comentário político alinhado à esquerda. Dos muitos e recomendáveis singles que editaram a posteriori, seguindo aqueles princípios com pequenas nuances, destaco Should The Bible Be Banned? somente por se tratar do meu preferido. É um tema marcado pelas guitarras afiadas, mas que, em momento algum, perde o norte melódico. A voz adocicada de Malcolm Eden disfarça o incómodo das palavras. Ao contrário do que o título possa sugerir, "Should The Bible..." não é um ataque cego ao catolicismo vindo de esquerdistas ateus. É sim o relato da história de um homem inspirado no episódio de Abel e Caim para o assassinato do irmão, expondo assim ao ridículo as teses que defendem a influência que certas obras de arte (filmes, música, livros) têm nos praticantes dos mais cruéis actos de violência. No lado B podem encontrar "We Are All Bourgeois Now", tema alvo de versão por parte dos Manic Street Preachers, os irredutíveis galeses que têm no baixista e letrista Nicky Wire o notável mais empenhado em resgatar o nome dos McCarthy ao esquecimento. Houvesse mais como ele...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

INDIE TOP 50

No seu número mais recente, em que os Smiths têm honras de capa, a revista Mojo publica uma lista com os 50 discos mais marcantes da cena independente do Reino Unido. Sem se limitar a um formato específico, e dando a primazia a primeiras obras, as cinquenta escolhas da publicação britânica são, como sempre, discutíveis. Por estes lados, foram notadas com alguma surpresa, não só as ausências de Prefab Sprout, A.R. Kane e Talulah Gosh, como as posições modestas ocupadas por Aztec Camera e The Wedding Present. Ainda assim, a lista poderá ser um óptimo guia de pesquisa para iniciados.
Sem querer ser demasiado exaustivo, deixo-vos uma listagem dos vinte primeiros:

1. The Smiths This Charming Man (1983)
2. The Jesus And Mary Chain Psychocandy (1985)
3. Orange Juice You Can't Hide Your Love Forever (1982)
4. The Fall How I Wrote 'Elastic Man' (1980)
5. My Bloody Valentine You Made Me Realise (1988)
6. Joy Division Transmission (1979)
7. Arctic Monkeys I Bet You Look Good On The Dancefloor (2005)
8. The La's There She Goes (1990)
9. The Stone Roses The Stone Roses (1989)
10. Primal Scream Crystal Crescent/Velocity Girl (1986)
11. Felt Forever Breathes The Lonely Word (1986)
12. Subway Sect Ambition (1978)
13. The House Of Love Destroy The Heart (1988)
14. Belle & Sebastian Tigermilk (1996)
15. Echo & The Bunnymen Crocodiles (1980)
16. Wire Outdoor Miner (1979)
17. Teenage Fanclub Everything Flows (1990)
18. Lloyd Cole & The Commotions Rattlesnakes (1984)
19. This Mortal Coil Song To The Siren (1983)
20. Spacemen 3 Revolution (1988)

Para além de uma contextualização sucinta de cada disco, a Mojo oferece ainda aos seus leitores um excelente CD-compilação que capta eficazmente o espírito da coisa. Entre os 15 temas apresentados, podemos encontrar pequenos tesouros como "The Revolutionary Spirit" (The Wild Swans), "Up The Hill And Down The Slope" (The Loft), ou "Penelope Tree" (Felt). Ou ainda este, da banda que serviu de tubo de ensaio aos Stereolab:

McCarthy "Keep An Open Mind, Or Else" (Midnight Music, 1989)