"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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segunda-feira, 14 de abril de 2008

EM ESCUTA #28


















MGMT
Oracular Spectacular

(Columbia, 2008)

Por esta altura do campeonato, poucos serão os que ainda não se cruzaram com a melodia de sintetizador facilmente trauteável da faixa de abertura do álbum de estreia desta dupla de Brooklyn. Correndo o risco de em breve vir a provocar o enjoo pela repetição massiva, não fosse "Time To Pretend" e Oracular Spectacular poderia ter passado injustamente despercebido a muito boa gente. Logo aí, um ponto a favor.
A seguir a este soberbo retrato irónico do estilo de vida r0ck'n'roll, os MGMT fazem a primeira de várias inflexões, com "Weekend Wars" a piscar o olho ao Bowie psicadélico da era pré-glam. Mais à frente, o "camaleão" cruza-se com os Violent Femmes para o exercício lo-fi de "Pieces Of What", o grande momento deste disco.
A incursão disco de "Electric Feel" e o synth-pop descartável de "Kids" poderão até fazer as delícias dos muitos foliões em noites dedicadas à dança, mas não deixam de ser os pontos de menor interesse de Oracular....
No restante, sobressai uma certa queda para a grandiloquência cósmica à la Flaming Lips, devidamente fundida com referências várias, tanto actuais como do passado.
Disparando nas mais variadas direcções, Oracular... poderá parecer, em teoria, um apanhado tosco de citações avulsas. Mercê da produção glamorosa do midas Dave Fridmann, há uma certa aura de grandiosidade que perpassa o disco e lhe confere unidade.
Não o parecendo, estamos perante uma obra de estreia. E bastante auspiciosa, diga-se.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

THE GEEKS SHALL INHERIT THE EARTH














No mais recente número da
Uncut é possível ler um interessante artigo dedicado ao momento presente da efervescente cena de Brooklyn, facção esquizóide. Para além de alguns nomes com alguma reputação (Gang Gang Dance, Grizzly Bear), a revista britânica destaca também uma série de neófitos a ter em conta (Dirty Projectors, MGMT, Yeasayer, Vampire Weekend, High Places).
Deste último lote, destacaria os MGMT (leia-se Management) como nome a reter. Partindo dos ensinamentos dos mestres Bowie e Eno, aos quais injectam a dose certa de inventividade, este duo, que em concerto se expande para um quinteto, produz algo que poderemos caracterizar de novo e refrescante. O resultado desta receita será em breve audível em Oracular Spectacular, o disco produzido pelo consagrado Dave Fridmann a merecer edição da multinacional Columbia.

MGMT no Myspace