MGMT
Oracular Spectacular
(Columbia, 2008)
Por esta altura do campeonato, poucos serão os que ainda não se cruzaram com a melodia de sintetizador facilmente trauteável da faixa de abertura do álbum de estreia desta dupla de Brooklyn. Correndo o risco de em breve vir a provocar o enjoo pela repetição massiva, não fosse "Time To Pretend" e Oracular Spectacular poderia ter passado injustamente despercebido a muito boa gente. Logo aí, um ponto a favor.
A seguir a este soberbo retrato irónico do estilo de vida r0ck'n'roll, os MGMT fazem a primeira de várias inflexões, com "Weekend Wars" a piscar o olho ao Bowie psicadélico da era pré-glam. Mais à frente, o "camaleão" cruza-se com os Violent Femmes para o exercício lo-fi de "Pieces Of What", o grande momento deste disco.
A incursão disco de "Electric Feel" e o synth-pop descartável de "Kids" poderão até fazer as delícias dos muitos foliões em noites dedicadas à dança, mas não deixam de ser os pontos de menor interesse de Oracular....
No restante, sobressai uma certa queda para a grandiloquência cósmica à la Flaming Lips, devidamente fundida com referências várias, tanto actuais como do passado.
Disparando nas mais variadas direcções, Oracular... poderá parecer, em teoria, um apanhado tosco de citações avulsas. Mercê da produção glamorosa do midas Dave Fridmann, há uma certa aura de grandiosidade que perpassa o disco e lhe confere unidade.
Não o parecendo, estamos perante uma obra de estreia. E bastante auspiciosa, diga-se.
A seguir a este soberbo retrato irónico do estilo de vida r0ck'n'roll, os MGMT fazem a primeira de várias inflexões, com "Weekend Wars" a piscar o olho ao Bowie psicadélico da era pré-glam. Mais à frente, o "camaleão" cruza-se com os Violent Femmes para o exercício lo-fi de "Pieces Of What", o grande momento deste disco.
A incursão disco de "Electric Feel" e o synth-pop descartável de "Kids" poderão até fazer as delícias dos muitos foliões em noites dedicadas à dança, mas não deixam de ser os pontos de menor interesse de Oracular....
No restante, sobressai uma certa queda para a grandiloquência cósmica à la Flaming Lips, devidamente fundida com referências várias, tanto actuais como do passado.
Disparando nas mais variadas direcções, Oracular... poderá parecer, em teoria, um apanhado tosco de citações avulsas. Mercê da produção glamorosa do midas Dave Fridmann, há uma certa aura de grandiosidade que perpassa o disco e lhe confere unidade.
Não o parecendo, estamos perante uma obra de estreia. E bastante auspiciosa, diga-se.