"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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domingo, 12 de junho de 2011

Ao vivo #65
















Las Robertas @ Clube Ferroviário de Lisboa, 10/06/2011

Afinal, a actual formação de Las Robertas não consiste num grupo de quatro meninas. Presentemente, nem sequer são um quarteto. Pelo menos o line up da passada sexta-feira integra tão somente duas miúdas e um rapaz. Qualquer deles(as) tem uma aparência tão jovem que chegamos a duvidar que tenham permissão para viajar para o estrangeiro sem a companhia de um responsável maior. Tal dose de juventude reflecte-se, obviamente, em muita timidez, quase a roçar o embaraço. Timidez essa que se agrava com a insólita interrupção para dar conta de um carro mal estacionado no exterior do CFL (!!!). Imagine-se a protagonista de tal episódio a interromper a costumeira chamada telefónica de um tal Bono Vox para um tal Barack Obama... Mas imagine-se apenas, pois, quando comparadas com as audiências de tais personagens, Las Robertas são algo de diminuto. Apenas conseguem atrair pouco mais do que duas dezenas de pagantes. Pouco mais do que uma vintena de almas, extremamente jovens na sua maioria, que puderam testemunhar in loco dois punhados de pequenas canções prenhes de ruído e harmonia, imbuídas de um espírito juvenil adequadamente estival. E primorosamente executadas, acrescente-se.

terça-feira, 31 de maio de 2011

La mejor costa
















São quatro carinhas larocas, vêm da improvável Costa Rica, e reúnem-se sob a designação Las Robertas. Apesar de tão exótica origem, não alinham pelos ritmos caribenhos. Apontam antes para os sons que lhes chegam do grande continente mais a norte, em especial da brigada de miúdas apostadas em recuperar as sonoridades indie-noise-pop de inspiração sessentista. Obviamente, não evitam comparações com as Vivian Girls, os Best Coast e, sobretudo, com as harmonias embrulhadas em "baixa-fedelidade" das Dum Dum Girls.

Apesar de juntas há pouco mais de dois anos, encorajadas por um concerto das Vivian Girls, já se estrearam em formato longa-duração. O disco chama-se Cry Out Loud, data já do ano passado, e conheceu inicialmente apenas edição local. Com o burburinho crescente em seu redor, foi posteriormente lançado internacionalmente em edição remasterizado. Nele vão puder detectar as referidas afinidades, mas também aquilo que as distingue das congéneres ianques: um maior apego pelo classicismo soul e pelas sonoridades indie de noventas. Pode chegar relativamente tarde a estas paragens, mas vem mesmo a tempo de servir de banda sonora a boa parte da estação estival que se avizinha.

"V For You" [Art Fag, 2010]