"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Peel slowly and... listen

















Faz hoje sete anos que John Peel sucumbiu a um ataque cardíaco, no momento em que se encontrava de férias no Peru. Embora não se trate de uma efeméride "redonda" merece ser assinalada, quanto mais não seja porque está associada ao radialista que, como nenhum outro, divulgou a música "independente". E também porque, neste sexto Peel Day, foram disponibilizados para audição on-line a totalidade dos temas constantes de todas as Festive Fifty's, as listas de fim de ano elaboradas segundo o gosto dos ouvintes, aqui e ali com o dedo do próprio Peel, desde 1976. Para vosso deleite, aqui. Caso arrisquem, vão deparar-se com um gosto ecléctico que se mantinha aquando da sua morte, aos 65 anos. Desde o psych-folk dos anos formativos, ao indie-pop do qual haveria de se tornar uma espécie de patrono, passando pela electrónica mais obtusa ou o metal mais extremo, Peel privilegiava, essencialmente, a diferença e a novidade, transgredindo o gosto formatado. A título ilustrativo, deixo-vos aquela que ficou, para sempre, lembrada como a sua pet song entre os milhares que terá escutado:

The Undertones _ "Teenage Kicks" [Good Vibrations, 1978]

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O pacote peeliano

















JOHN PEEL Margrave Of The Marshes - His Autobiography [Corgi Books, 2006]
VÁRIOS ARTISTAS John Peel: Right Time, Wrong Speed 1977-1987 [WMTV, 2006]

Possivelmente refugo natalício, por entre os últimos gadgets tecnológicos, e pela módica quantia de € 12,95, encontra-se disponível numa cadeia de lojas com origem em terras gaulesas o pacote que acima se ilustra.
Apesar de ainda não ter ultrapassado a centena de páginas de leitura, diria que o livro por si só justifica o investimento. Inacabado aquando da morte do nosso radialista preferido de todos os tempos, em Outubro de 2004, Margrave... foi concluído por quem melhor o conhecia: a esposa Sheila Ravenscroft. Na parte já "devorada", pontuda pelo humor seco que era marca de água de John Peel, relatam-se as desventuras de um jovem de meados do século XX enquanto "vítima" do sistema de ensino britânico.
Já a compilação em formato de CD duplo, é apenas uma das muitas que se seguiram ao desaparecimento de John Peel. Vale sobretudo como documento, pois os 38 temas alinhados (Joy Division, The Cure, The Wedding Present, Laurie Anderson, The Jesus and Mary Chain, Scritti Politti, The Jam, The Fall, Associates, Half Man Half Biscuit, The Smiths, The Wild Swans, Gang of Four, The Slits, etc.) não acrescentam muitas novidades à minha "colecção" de discos. Esta é uma das poucas:


Buzzcocks "What Do I Get?" [United Artists, 1978]