"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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terça-feira, 27 de março de 2012

A celebração rock
















Desafio o vasto auditório desse lado a apresentar-me o nome de uma banda que, nos últimos 3/4 anos, melhor tenha representado o sentir rock do que os canadianos Japandroids. Ressalve-se que por "espírito rock" deve entender-se aquela coisa que, em inícios de noventas, pareceu querer mudar o rumo das coisas mas rapidamente se desvaneceu às mãos de executivos calculistas. Se bem se lembram, a coisa incluía rebelião juvenil, escapismo, subversão, e energia a rodos. Não estão de acordo? Então vão re-ouvir Post-Nothing (2009) e depois digam-me qualquer coisa.

À parte esse "clássico" instantâneo, a dupla de Vancouver tem-se mostrado relativamente activa na edição de pequenos formatos para deleite de indefectíveis como este que vos escreve. Nomeadamente através de uma série de 7'' com a particularidade de incluírem um original e uma versão (Big Black, X e PJ Harvey já foram contemplados). Interrompida sem justificação, a série é retomada em meados de Maio com a edição de um disquinho que tem por tema principal "The House That Heaven Built". No lado B, os Japandroids atacam agora "Jack The Ripper", original de Nick Cave & The Bad Seeds. Escutado repetidas vezes, o tema principal leva-me a afirmar, sem pruridos, que ainda bem que há coisas que permanecem imutáveis. Quer isto dizer que, dos Japandroids, ainda podemos contar com temas rasgadinhos mas trauteáveis, ruidosos mas imediatos. Está tudo mais ou menos explicado numa linha da letra repetida inúmeras vezes: "and if they try to slow you down, tell them all to go to hell".

As boas notícias não se ficam por aqui, pois, menos de um mês depois, este tema, tal como o também já nosso conhecido "Younger Us", integrará Celebration Rock, o segundo álbum dos Japandroids. No alinhamento é também possível encontrar um tema intitulado "For The Love Of Ivy", que se presume seja uma versão dos The Gun Club, e outro intitulado "The Nights Of Wine And Roses", este demonstrativo da apetência da dupla para os trocadilhos com títulos de canções alheias. Celebre-se, então:


"The House That Heaven Built" [Polyvinyl, 2012]

terça-feira, 22 de junho de 2010

Pós-Post-Nothing
















Foto: Andy Mueller

Ainda há pouco aqui dava conta da edição da colectânea que reúne os primeiros trabalhos dos Japandroids, e os rapazes reincidem com boas novas. Ou, reformulando, talvez não tão novas quanto isso. Desde Abril, a dupla de Vancouver, Canadá, tem em mãos uma série de cinco lançamentos em formato 7" limitada a 2500 exemplares cada, resultantes das gravações ocorridas nos intervalos das tournées de promoção ao fulgurante Post-Nothing (2009). O primeiro, já esgotado, tem por título genérico Art Czars e, para além desta tema, inclui uma estrondosa versão de "Racer X", tema emblemático dos seminais Big Black, no lado B. Chegaram atrasados? Eu também! Resta-nos ouvi-la aqui. Igual estratégia será adoptada nos restantes singles da série, ou seja, original no lado A, versão no lado B. O próximo chega em Julho e dá pelo título de Younger Us. Inclui uma versão de "Sex And Dying In High Society", original dessa instituição do punk norte-americano que dá pelo nome de X, e está já disponível para reserva no sítio oficial da Polyvinyl Records. Depois digam que não foram avisados...

terça-feira, 18 de maio de 2010

Paranoid Androids

















A poucos dias de se cruzarem no meu caminho, por ocasião de mais um Primavera Sound, os Japandroids têm novo disco no mercado. Não um novo álbum, mas sim uma rodela que reúne os dois EPs auto-editados que antecederam o lançamento do incendiário Post- Nothing (2009): All Lies, de 2007, e Lullaby Death Jams, do ano seguinte. Acondicionados sob o título genérico No Singles, os dez temas patenteiam uma maior rugosidade do que aqueles que integraram um dos melhores registos do ano passado. É também evidente uma especial propensão para a berraria desenfreada. Quer isto dizer que, No Singles exibe já os traços identitários da dupla canadiana, empenhada em recuperar as melhores memórias do indie-rock mais inconformado da década de 1990, se bem que sem o refinamento que hoje se lhe reconhecie. O alinhamento não dispensa a inevitável - para bandas imberbes - versão, materilaizada numa interessante reinterpretação de "Too Hell With Good Intentions", original dos intépridos galeses Mclusky. Com esta compilação da infância dos Japandroids, ficámos também a saber que o gosto por trocadilhos com as lendas rock já vinha de trás:


"Darkness At The Edge Of Gastown"
[edição de autor, 2008; Polyvinyl, 2010]

terça-feira, 5 de maio de 2009

Pós-quê?
















Há uma teoria, ainda não comprovada, que diz que as tendências da cultura popular se reciclam a cada duas décadas. A ser verdade, não tarda para que saiam de cena os clones imperfeitos dos Human League, do Gary Numan, do Bernard Sumner (é difícil ser mais imperfeito que o original, mas há quem consiga), ou - sim, também os há! - dos Modern Talking...
No horizonte, vislumbram-se pistas de dança tomadas de assalto pela exuberância ansiosa dos Superchunk, pela sensualidade pop dos Sonic Youth do período intermédio da carreira, ou pelas melodias aparvalhadas dos Pavement. Tudo isto serve apenas de nota introdutória aos Japandroids, um duo garage-rock de Vancouver, Canadá, apostado em ressuscitar o espírito dos nineties. Têm um fulgurante álbum de estreia, ironicamente intitulado Post-Nothing (também têm um tema chamado "The Boys Are Leaving Town"...), acabadinho de lançar pela local Unfamiliar Records, capaz de conjugar elementos citados e soar deveras original. Talvez mais do que os Wavves, os JPNDRDS, como também gostam de ser chamados, podem vir a ser para o corrente ano aquilo que os No Age foram para 2008. ZdB com eles!

http://www.myspace.com/japandroids