UNKLE ft. IAN BROWN
Be There [Mo' Wax, 1999]
You don't wanna go there
Let me lead you by the hand
You don't wanna be there
Over the sea and down to land
As I look into your eyes
I pay no mind
I found the way
To get inside you
I'd give you peace of mind
Am I see you falling?
Am I see you falling?
I might see you falling beautiful
The same
Em 1998, a euforia inicial criada em torno da música produzida na cidade de Bristol começava a esvaziar-se. Psyence Fiction, o primeiro álbum dos UNKLE, surgia como uma espécie de balão de oxigénio para o género que convencionou designar-se por trip hop. Nesta altura, os cabecilhas do projecto eram James Lavelle (patrão da Mo' Wax) e Josh Davis (mais conhecido por DJ Shadow), dois figurões nas tendências da música electrónica de então. Não menos ilustres eram os convidados que davam voz às peças de corte-e-colagem da dupla: Thom Yorke, Richard Ashcroft, Mike D dos Beastie Boys, Damon Gough (o eminente Badly Drawn Boy), entre outros. De então para cá, já sem a colaboração de DJ Shadow, Lavelle tem retomado o projecto com alguma frequência, mas sempre sem o brilho da estreia, um caso sério de sucesso crítico e comercial.
Não obstante a relevância de Psyence..., os UNKLE merecem um lugar na posteridade, sobretudo, por uma canção, que por acaso nem consta do alinhamento do álbum. "Be There" é o retomar de "Unreal", um faixa instrumental incluída em Psyence..., a que Ian Brown - o ex-vocalista dos Stone Roses - adicionou letra e voz. Esta colaboração acaba por resultar como o casamento perfeito: no meio das trevas sugeridas pela parte instrumental - elaborada a partir de um engenhoso trabalho de sampling -, a voz e as palavras de Brown, naquele estilo inconfundível, surgem como as de um profeta salvador. No fundo, "Be There" encerra em si os temores e as esperanças da espécie humana num período não muito distante da História - o abeirar do ano 2000.
Não obstante a relevância de Psyence..., os UNKLE merecem um lugar na posteridade, sobretudo, por uma canção, que por acaso nem consta do alinhamento do álbum. "Be There" é o retomar de "Unreal", um faixa instrumental incluída em Psyence..., a que Ian Brown - o ex-vocalista dos Stone Roses - adicionou letra e voz. Esta colaboração acaba por resultar como o casamento perfeito: no meio das trevas sugeridas pela parte instrumental - elaborada a partir de um engenhoso trabalho de sampling -, a voz e as palavras de Brown, naquele estilo inconfundível, surgem como as de um profeta salvador. No fundo, "Be There" encerra em si os temores e as esperanças da espécie humana num período não muito distante da História - o abeirar do ano 2000.