"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

TPM



















Foto: keeks' camera

Quem aqui vem com alguma regularidade, e ainda se dá ao trabalho de ler estas linhas toscas, sabe da minha devoção pelos Male Bonding, seguramente uma das mais estimulantes bandas da "cena" britânica actual. Já que volto a falar neles, aproveito para recomendar o novíssimo Endless Now, excelente álbum menos dado aos impulsos punky de outrora e mais reminiscente do melhor indie-rock de noventas. Quem procura esse lado mais incisivo do trio londrino, ou de parte dele, pode localizar Kevin Hendrick e John Arthur Webb, respectivamente guitarrista e baixista, ambos vocalistas, como integrantes dos PRE, banda prévia em que ainda militam. Na mesma formação pontifica Akiko Matsuura, a japonesa emigrada que conhecemos como líder dos incendiários Comanechi e como baterista de palco dos sobre-valorizados The Big Pink.

Ultimamente menos activos devido às actividades extra dos seus membros, os PRE contam já com dois álbuns e um bom punhado de singles no currículo. A receita é uma música acelerada, com temas curtos e incisivos, situada numa nebulosa onde se intersectam punk, noise e atitude riot grrrl. Normalmente, o ritmo fustigador é movido por um baixo monstruoso, ao qual se juntam as guitarras afiadas como lâminas e os guinchos possessos. Porém, rezam as crónicas que a verdadeira essência dos PRE se liberta em palco. É neste habitat que a pequena nipónica, também conhecida pelo sugestivo cognome Exceedingly Good Keex, se assume como uma das mais endiabradas mulheres do rock actual. Consta que, no meio da berraria, as performances da dita incluem muito suor e doses massivas de stage diving e crowd surfing com poucos ou nenhuns adereços (leia-se roupa). Depois desta descrição, já vos imagino a sentir saudades dos primeiros tempos de uma tal Karen O... Não?! Então vejam o imaginativo vídeo, tendo presente que a música propriamente dita só começa lá para os 2'40'':

"Teenage Lakes" [Skin Graft, 2009]

sábado, 17 de outubro de 2009

Será que a Nadia aprova?















Foto: Holy Lucas

Já aqui fiz várias referências às interessantes actividades levadas a cabo no underground musical britânico, contrastantes com o marasmo que se vive na produção mais mediática. Hoje, para acrescentar ao rol de bandas anteriormente apresentadas, gostava de vos falar do Comanechi, um duo anglo-nipónico com quartel-general em Londres e que, em certa medida, é solução para as saudades dos Yeah Yeah Yeahs dos primórdios. Com efeito, a dupla usa como armas uma atitude punk desempoeirada e uma série de riffs contunentes que os Black Sabbath não desdenhariam. Refira-se ainda que, a menina Akiko Matsuura, normalmente vista em palco com os mui celebrados The Big Pink, tem uma verborreia capaz de ombrear com uma Karen O mais cachopa. Por enquanto, as edições resumem-se a alguns discos de pequeno formato e escassa tiragem que têm merecido o alto patrocínio das lojas Rough Trade. Lá mais para o fim o do ano prestam-se à prova de fogo com Crime Of Love, álbum com selo da Merok Records, propriedade de um dos elementos dos referidos Big Pink.

http://www.myspace.com/comanechi