"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Um pedido















Aos senhores programadores de concertos neste país, peço-lhes que façam uma visita ao sítio oficial dos Buzzcocks, mais concretamente à página com as datas da presente digressão pelo Velho Continente, a qual visa promover as reedições dos três primeiros álbuns da banda. Tal como eu, deverão ter constatado que os veteranos de Manchester têm marcados, para a primeira metade de Março, cinco espectáculos para a vizinha Espanha, aos quais se seguem três dias de interregno antes de rumarem a Itália. Havendo vontade da vossa parte, afigura-se esta como uma oportunidade única de trazer Shelley, Diggle & C.ª a este rectângulo na periferia da Europa para duas ou três mão-cheias de clássicos pop punk. Na esperança de ver o meu pedido deferido, deixo-vos uma demonstração das capacidades destes rapazes num passado recente:


[Live @ Late Late Show w/ Craig Ferguson, 24/07/2006]

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O pacote peeliano

















JOHN PEEL Margrave Of The Marshes - His Autobiography [Corgi Books, 2006]
VÁRIOS ARTISTAS John Peel: Right Time, Wrong Speed 1977-1987 [WMTV, 2006]

Possivelmente refugo natalício, por entre os últimos gadgets tecnológicos, e pela módica quantia de € 12,95, encontra-se disponível numa cadeia de lojas com origem em terras gaulesas o pacote que acima se ilustra.
Apesar de ainda não ter ultrapassado a centena de páginas de leitura, diria que o livro por si só justifica o investimento. Inacabado aquando da morte do nosso radialista preferido de todos os tempos, em Outubro de 2004, Margrave... foi concluído por quem melhor o conhecia: a esposa Sheila Ravenscroft. Na parte já "devorada", pontuda pelo humor seco que era marca de água de John Peel, relatam-se as desventuras de um jovem de meados do século XX enquanto "vítima" do sistema de ensino britânico.
Já a compilação em formato de CD duplo, é apenas uma das muitas que se seguiram ao desaparecimento de John Peel. Vale sobretudo como documento, pois os 38 temas alinhados (Joy Division, The Cure, The Wedding Present, Laurie Anderson, The Jesus and Mary Chain, Scritti Politti, The Jam, The Fall, Associates, Half Man Half Biscuit, The Smiths, The Wild Swans, Gang of Four, The Slits, etc.) não acrescentam muitas novidades à minha "colecção" de discos. Esta é uma das poucas:


Buzzcocks "What Do I Get?" [United Artists, 1978]

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

(A)VERSÕES

Confesso que tenho um ódio de estimação pelo projecto francês Nouvelle Vague. Não sendo eu daqueles que acham que há canções intocáveis, há vários motivos que me levam a rejeitar o muzak destes franceses:
- Uma versão de uma canção em regime bossa nova light até pode ter a sua piada. Dezenas de versões na mesma toada, além de pouco original, é fastidioso;
- Os Nouvelle Vague devem ser tipos semelhantes às pessoas que lhes compram os discos: aqueles nossos amigos que ouvem as mesmas canções há vinte anos e continuam a achar que têm muito bom gosto (agora já podem ouvir essas mesmas canções mais adaptadas à sua realidade, ou seja, aborrecidas);
- Apesar das canções originais serem, na sua maioria, de fino recorte, perdem toda a sua carga com este tipo de sonoridade;
- Por último, mas não menos importante, não sou lá grande apreciador de bossa nova e outras latinidades.
Embora achando todas as versões dos Nouvelle Vague sofríveis, há uma que me irrita solenemente: "Ever Fallen In Love (With Someone You Shouldn't've)" dos Buzzcocks. Não só porque é uma das minhas canções preferidas de sempre, como também por ser um clássico negligenciado, e por isso o público deveria conhecer melhor o original. Curiosamente, já há mais de vinte anos os Fine Young Cannibals fizeram uma versão (com grande sucesso comercial) deste mesmo tema, a qual, dentro do género, até não está má de todo.
Sendo na sua génese uma punk song, "Ever Fallen In Love" tem aquele apelo pop que só os Buzzcocks sabiam imprimir. Daí terem ganho o epíteto de "Punk Beatles".
Aberração semelhante, só conheço mesmo aquela versão de "There She Goes" dos La's por aqueles Six Pence qualquer coisa.