"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Travões a fundo












O impulso da diversão, um dos princípios fundadores do rock'n'roll, representa papel de destaque na música dos Brakes. Criado por iniciativa de Eamon Hamilton, em tempos membro honorário dos British Sea Power, esta espécie de super-grupo da paródia conta também com o contributo dos manos White, núcleo duro dos Electric Soft Parade, outra das bandas da interessante "cena" de Brighton. Quem os ouviu no debutante Give Blood (2005) tem na memória uma sátira contundente a algumas das convenções rock. Já o sucessor The Beatific Visions (2007) pecava por se querer levar demasiado a sério, mal do qual não enferma o novíssimo Touchdown, primeiro registo pela Fat Cat depois do desquite com a Rough Trade. Com a habitual voz nasalada e tom irónico, Eamon tece alguns considerandos bem-humorados sobre assuntos tão sérios como a adopção, as agruras do amor, ou o sentimento patriótico (ou a falta dele). As sonoridades variam entre as descargas punky, as guitarras nervosas à la Pixies, as baladas country-pop dos Byrds, e até um número de hard rock musculado. É ver para crer:

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Good cover versions #12

BRAKES
"Sometimes Always" (Rough Trade, 2005)
[Original: The Jesus and Mary Chain (1994)]

Os Brakes são uma espécie de super-grupo indie da cidade Brighton que integra, além do líder e ex-teclista dos British Sea Power, Eamon Hamilton, elementos das bandas The Electric Soft Parade e The Tenderfoot.
O primeiro disco do colectivo (Give Blood, de 2005) é um divertido conjunto de canções curtas, com um sentido de humor a roçar o sarcasmo, e no qual coabitam o punk, o country-rock, o punk-funk, e o indie-pop.
A cereja no topo do bolo é esta simpática versão do tema que assinalou a colaboração única de Hope Sandoval com a banda dos irmãos Reid.
Se no original "Sometimes Always" tem alguma da sensualidade dos duetos de Lee Hazlewood com Nancy Sinatra, na versão dos Brakes aspira apenas a ser um vitaminado número power-pop, com ligeiro travo punk. A fazer as vezes de Sandoval estão Becky e Julia Rose, duas da Pipettes. Na letra, as deixas da(s) voz(es) feminina(s) foram convenientemente alteradas para a primeira pessoa do plural. Desta feita, são duas as senhoras que imploram ao vocalista Eamon que as receba de novo nos seus braços...