"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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quinta-feira, 8 de novembro de 2007

AO VIVO # 8

Interpol + Blonde Redhead @ Coliseu dos Recreios, 07/11/2007

Num país onde um circuito de concertos é inexistente, exceptuando um ou outro festival de Verão, raras são as oportunidades de assistir a concertos de bandas estrangeiras no seu período de maior fulgor, i.e., na generalidade dos casos, os primeiros anos das respectivas carreiras. Assim, as escassas promotoras que detêm o monopólio dos concertos em Portugal, optam por não correr riscos e trazem cá as bandas depois de consolidadas junto das massas, e em versão technicolor (não esquecer que este é o país em que o Bonio foi condecorado pelo Presidente e onde metade da população já viu os Stones ao vivo... nos últimos cinco anos!). Foi assim com The Strokes no ano passado, e foi assim com os INTERPOL ontem à noite.
Podem-se acusar os Interpol de serem monocórdicos e pouco expressivos, mas não de estúpidos. Cientes de que Turn On The Bright Lights continua a ser o único contributo válido para a história recente da música popular, apresentam os temas desse disco nos momentos chave do concerto: no início (a entrada a matar) e no encore (a saída apoteótica). A julgar pela ausência das palminhas (o que o pessoal gosta mesmo é de concertos em Alavalade) durante temas como "Stella..." ou "PDA", a maioria do público não pensará da mesma forma. A entremear esses momentos altos, os Interpol desfilaram os hits indistintos dos dois últimos discos. A destoar (elogio) houve aquele exercício Spacemen 3 sem drogas (penso que se chama "The Lighthouse") que não caiu nas graças da maioria.

Antes dos Interpol, passou pelo palco o principal motivo da minha deslocação ao Coliseu. Num corcerto típico de uma primeira parte, curto e sem grande aparato cénico e sonoro, os BLONDE REDHEAD entraram em palco com o excelente "In Particular", já do ano de 2000. No pouco tempo restante, apresentaram meia dúzia de temas dos dois últimos discos que, apesar de um maior pendor soporífero, resultam em palco bem mais encorpados. Muito bonito e a saber a pouco.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

QUEM VÊ CAPAS NÃO VÊ CANÇÕES

De seguida, breves resenhas sobre dois discos de edição recente que, apesar das capas medonhas, vale bem a pena ouvir:

BLONDE REDHEAD
23 (4AD, 2007)


Ao longo dos anos, o afastamento dos Blonde Redhead em relação às coordenadas traçadas pelos Sonic Youth tem-se dado de forma progressiva, dando lugar a uma linguagem muito própria.
Neste seu sétimo álbum (o primeiro em dez anos sem produção de Guy Picciotto), dividem a coisa equitativamente entre um certo rock sónico e a dream pop. A voz de Amadeo Pace aparece em três temas que, por sinal, são dos melhores do disco. Sem ser genial, 23 é um regresso à boa forma depois do ligeiramente enfadonho Misery Is A Butterfly.

BLACK REBEL MOTORCYCLE CLUB
Baby 81 (Island, 2007)


Depois da aventura acústica do excelente Howl, uma nova inflexão na carreira dos BRMC, com o regresso em força das loud guitars. Neste registo que assinala a terceira editora da banda em quatro álbuns, quem está igualmente de regresso é o baterista Nick Jago.
Banda sonora ideal para uma viagem pelo deserto norte-americano, Baby 81 reflecte mais uma vez nas letras a inspiração beat do trio de San Francisco, bem como os habituais recados de cariz político.
Pecando apenas por ser um pouco longo para os parâmetros do rock actual, e não apresentando o efeito novidade da estreia, Baby 81 está ainda assim uns bons furos acima de Take Them On, On Your Own. Seguem no bom caminho, portanto.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

BLONDE REDHEAD NA PRIMAVERA

23 é o nome do álbum que o trio nova-iorquino Blonde Redhead se prepara para lançar, estando a data de edição europeia marcada para 23 de Abril, via 4AD. Nos Estados Unidos, o disco sai duas semanas antes, através da Touch and Go (editora "oficial" da banda).
Depois de há dois anos atrás terem sido para mim uma semi-desilusão com Misery Is A Butterfly, e a ajuizar pelo tema-título já disponível no MySpace, a coisa promete.
Se quiserem degustar este pequeno rebuçado, podem fazê-lo aqui.