"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

O jogo das diferenças #26


THE BEATLES
Help!
[Parlophone, 1965]

THE CHILLS
Brave Words
[Flying Nun, 1987]

domingo, 8 de setembro de 2013

O jogo das diferenças #21


THE BEATLES
Let It Be
[Apple, 1970]

TALKING HEADS
Remain In Light
[Sire, 1980]

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

R.I.P.



TONY SHERIDAN
[1940-2013]

Muitas vezes, a carreira de um artista fica marcada por uma simples ocorrência, um faît divers, que acaba por secundarizar todo o seu restante trabalho. Aconteceu algo do género com Tony Sheridan, o músico inglês que no passado sábado, dia 16, faleceu em Hamburgo, a cidade onde viveu a maior parte da sua vida. Foi nesta localidade alemã, em inícios de sessentas conhecida por um fervilhante circuito de concertos, que Sheridan foi dos primeiros a detectar e a reconhecer os talentos de uma banda que, a curto prazo, se tornaria a mais famosa da história pop/rock - The Beatles, nem mais.

Quando os fab four davam os primeiros passos e se deslocavam a Hamburgo com alguma regularidade, ainda com Pete Best na bateria, Sheridan reparou nas qualidades do quarteto, do qual fez a sua banda-suporte. À data, ele já tinha uma reputação no meio rock'n'roll da cidade, tanto pelas comparações às vozes de Gene Vincent e Elvis Presley, como pelo estado de embriaguez com que muitas vezes se apresentava em palco. O que é certo é que foi o primeiro e único não-Beatle a gravar com a banda, se bem que como The Beat Brothers, por sugestão do próprio Sheridan que achava a palavra beatles demasiado semelhante a um termo do vernáculo alemão. Do estúdio saíram uns quantos temas, de todos o mais reconhecido foi "My Bonnie" que contava com George Harrison como principal guitarrista. Das mesmas sessões saiu "Ain't She Sweet", um tema no qual John Lennon assumia o papel de vocalista. Daí até o manager Brian Epstein reparar nos futuros fab four foi um passo, e o resto é História. Depois da ligação aos Beatles, Tony Sheridan prosseguiu a sua carreira, agora a juntar elementos dos blues e do jazz a matriz rock'n'roll. Sempre com quartel general naquela que acabou por ser a sua cidade adoptiva, aquela onde viveu os factos mais recordados da sua carreira.

My Bonnie by The Beatles with Tony Sheridan on Grooveshark
[Polydor, 1961] 

Ain't She Sweet by The Beatles with Tony Sheridan on Grooveshark
[Polydor, 1961]

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O jogo das diferenças #11



THE BEATLES
With The Beatles
[Parlophone, 1963]



THE RESIDENTS
Meet The Residents
[Ralph, 1974]

sábado, 13 de novembro de 2010

Good cover versions #45













THE FEELIES _ "Everybody's Got Something To Hide Except Me And My Monkey" [Stiff, 1980]
[Original: The Beatles (1968)]

Genuínos geeks letrados e reservados, os Feelies foram os principais responsáveis pela fundação da "estética" indie-pop em solo norte-americano, precisamente na mesma altura em que os Orange Juice criavam algo de equiparável no Reino Unido. Da extensa lista de descendentes desta banda de Nova Jérsia, os R.E.M. e os Yo La Tengo são aqueles que mais insistentemente reclamaram a herança. No presente, e embora não o admitam frontalmente, os Vampire Weekend devem-lhes sobretudo a postura. Pelo contrário, nos seus primeiros tempos, e à semelhança de muitos contemporâneos, os Feelies confessavam sem tabus a devoção pelos grandes clássicos pop. Logo ao primeiro disco - o essencial Crazy Rhythms - atiram-se aos Beatles por intermédio de uma versão de "Everybody's Got Something To Hide Except Me And My Monkey", uma das muitas pérolas encontradas no duplo Álbum Branco. No original um dos raros exemplares dos Fab Four em modo "puro rock", "Everybody's Got Something To Hide..." leva dos Feelies o devido tratamento de guitarras chocalhadas herdadas dos Velvet Underground, paradigmáticas, a partir daqui, de todo o universo indie. Tal como a voz, frágil e deafinada, por acaso, com algumas semelhanças tonais com a do Lennon do original. Pela mesma altura, os Feelies foram também responsáveis por uma versão integralmente instrumental de "Paint It, Black", um dos maiores clássicos dos Rolling Stones.

domingo, 13 de setembro de 2009

Good cover versions #25











THE BREEDERS "Happiness Is A Warm Gun" [4AD, 1990]
[Original: The Beatles (1968)]

Dado o estatuto dos fab four, pegar num tema sua autoria e reinterpretá-lo é sempre uma manobra arriscada. A mais, quando o tema em questão é "Happiness Is Warm Gun", uma das canções mais arrojadas e complexas dos Beatles, uma espécie de antepassado de "Paranoid Android" com cinco segmentos distintos nos menos de três minutos de duração.
Destemidas, as Breeders - então um projecto de Kim Deal e Tanya Donelly em paralelo com os Pixies e Throwing Muses, respectivamente - fazem de "Happiness... " um excelente exemplar de indie rock angular. Com o protagonismo de cada instrumento a ser repartido pelas diferentes seccções da canção, ao bom estilo de Steve Albini, responsável pelas "produção", respeitam de certa forma a estrutura do original. A típica voz de gata com cio de Kim Deal realça um certo pendor sexual implícito nas palavras, apenas uma das múltiplas interpretações a que se propicia uma das mais ambíguas letras de John Lennon.

sábado, 25 de julho de 2009

Good cover versions #23













SIOUXSIE & THE BANSHEES "Dear Prudence" [Polydor, 1983]
[Original: The Beatles (1968)]

Aquando do "retiro espiritual" dos fab four na Índia, John Lennon escreveu "Dear Prudence" dirigida a Prudence Farrow (irmã da actriz Mia), na altura a passar um mau momento. O tema viria ser um dos pontos altos do alinhamento do magistral "álbum branco".
Privados de guitarrista, depois do despedimento de John McGeoch, e com concertos agendados, os Banshees requisitaram os serviços temporários do amigo Robert Smith. Na despedida, para se concentrar de novo nos seus The Cure, o próprio Smith sugeriu que gravassem um single que serviria de documento desta breve passagem. Em sinal da devoção dos Banshees pela música dos Beatles, a escolha recaiu precisamente sobre uma versão de "Dear Prudence". Apesar do peso da responsabilidade, os Banshees não se inibiram, e criaram um dos seus momentos de maior tempero pop. Tão bom que se tornaria o maior hit de toda a carreira. Não deixa de ser irónico que, mais de 25 anos volvidos, ainda há muita boa gente presa às tendências "cinzentonas" de oitentas, gente normalmente avessa à música dos quatro de Liverpool (são muito comerciais, dizem), que desconhece a autoria do original.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

O GURU

MAHARISHI MAHESH YOGI
1917-2008

Faleceu ontem na Holanda, onde vivia desde o início da década passada, o fundador da Técnica da Meditação Transcendental. O lugar na história da música popular conquistou-o graças à sua ligação aos Beatles.
Em Fevereiro de 1968, por influência de George Harrison, os quatro de Liverpool deslocaram-se à Índia numa espécie de retiro espiritual destinado ao estudo das técnicas do guru. Todo o percurso posterior dos fab four ficaria marcado por esta experiência.
Do grupo que acompanhou os Beatles na expedição faziam parte vários amigos dos músicos, entre eles Mike Love (Beach Boys), Donovan, e as irmãs actrizes Mia e Prudence Farrow.
Durante a estadia na Índia, e inspirado por esta última, John Lennon escreveu esta canção:

The Beatles "Dear Prudence" (Apple, 1968)