"Please don't think of us as an 'indie band' as it was never meant to be a genre, and anyway we are far too outward looking for that sad tag." - Stephen Pastel
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Singles Bar #28
















BLACK REBEL MOTORCYCLE CLUB

Whatever Happened To My Rock'n'Roll (Punk Song)
[Virgin, 2001]

I fell in love with the sweet sensation
I gave my heart to a simple chord
I gave my soul to a new religion
Whatever happened to you?
Whatever happened to our rock'n'roll?
Whatever happened to my rock'n'roll?

Ano da graça de 2001. O velho rock'n'roll está moribundo. O "fenómeno" nu-metal domina o airplay radiofónico. Na MTV, hordas de boy bands decoradas com piercings e tatuagens são o prato do dia. Operando a partir de São Francisco, Califórnia, um trio de jovens mostra-se inconformado com este estado de coisas. Reclamam para o rock'n'roll o elemento transgressor entretanto perdido. Desalinhados, respondem pelo nome de Black Rebel Motrorcycle Club (B.R.M.C.), numa alusão ao gangue de motards do jovem Marlon Brando na película The Wild One.
A rebelião dos B.R.M.C. materializa-se sob a forma de "Whatever Happened To My Rock'n'Roll (Punk Song)", misto de raiva incontida e crença no poder do r'n'r . Nas guitarras, trazem o fuzz herdado de uma rigorosa dieta de Jesus and Mary Chain e de Spacemen 3, ambos nomes paradigmáticos da devoção à "causa". No videoclip promocional, revisitam-se imagens da etapa final da década de 1960, período fértil em revoluções movidas à guitarra.
À data, no dealbar de um novo século, juntamente com os Strokes e os White Stripes, os B.R.M.C. reaproximaram o público ( e os jornais e revistas) do rock'n'roll, fazendo crer num futuro radioso. Ainda que não se tenham cumprido as expectativas mais optimistas, para a posteridade fica a recordação de um breve espaço de tempo em que as seis cordas ditaram - novamente - regras.


quinta-feira, 15 de maio de 2008

Going blank again #17

BLACK REBEL MOTORCYCLE CLUB

Origem: San Francisco, Califórnia (US)
Período de actividade: 1998-
Influências: Spacemen 3, The Jesus and Mary Chain, The Velvet Underground, Ride
A ouvir: B.R.M.C. (Virgin, 2001)

MySpace

quinta-feira, 7 de junho de 2007

NÃO SOU O ÚNICO

Pergunta de um leitor da Uncut a Jim Reid dos Jesus and Mary Chain:
How do you guys feel about bands like Black Rebel Motorcycle Club, who are clearly influenced by you?
Resposta do notável cidadão de Glasgow:
I like Black Rebel Motorcycle Club and I feel sorry for them because I don't think they sound that much like the Mary Chain that it really ought to be a talking point. Personally, I think they sound more like Spacemen 3 than the Mary Chain. They've got great songs.
Pelos vistos, já não sou o único a pensar desta forma...

quinta-feira, 17 de maio de 2007

QUEM VÊ CAPAS NÃO VÊ CANÇÕES

De seguida, breves resenhas sobre dois discos de edição recente que, apesar das capas medonhas, vale bem a pena ouvir:

BLONDE REDHEAD
23 (4AD, 2007)


Ao longo dos anos, o afastamento dos Blonde Redhead em relação às coordenadas traçadas pelos Sonic Youth tem-se dado de forma progressiva, dando lugar a uma linguagem muito própria.
Neste seu sétimo álbum (o primeiro em dez anos sem produção de Guy Picciotto), dividem a coisa equitativamente entre um certo rock sónico e a dream pop. A voz de Amadeo Pace aparece em três temas que, por sinal, são dos melhores do disco. Sem ser genial, 23 é um regresso à boa forma depois do ligeiramente enfadonho Misery Is A Butterfly.

BLACK REBEL MOTORCYCLE CLUB
Baby 81 (Island, 2007)


Depois da aventura acústica do excelente Howl, uma nova inflexão na carreira dos BRMC, com o regresso em força das loud guitars. Neste registo que assinala a terceira editora da banda em quatro álbuns, quem está igualmente de regresso é o baterista Nick Jago.
Banda sonora ideal para uma viagem pelo deserto norte-americano, Baby 81 reflecte mais uma vez nas letras a inspiração beat do trio de San Francisco, bem como os habituais recados de cariz político.
Pecando apenas por ser um pouco longo para os parâmetros do rock actual, e não apresentando o efeito novidade da estreia, Baby 81 está ainda assim uns bons furos acima de Take Them On, On Your Own. Seguem no bom caminho, portanto.