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18 janeiro 2011

Jogo de cintura p'ra cá, jogo de cintura p'ra lá


Este é o milésimo post do Portugal e Outras Touradas. E nada de mais apropriado do que transcrever aqui um comentário que acabei de deixar, a propósito desta notícia, na caixa de comentários de um outro post, de David Levy.

«David Levy:

O sr. Valter Lemos não é inenarrável. Poderíamos facilmente narrá-lo, uma vez que a qualidade da imaginação que pôs ao serviço da sua própria vida é paupérrima (não vai além da política com passagem por escritos de moda pardagógica, perdão!, pedagógica - e está tudo dito). O problema reside, antes, nos termos em que teríamos de o fazer, semelhantes a injúrias e facilmente interpretáveis como tal. Assim, para evitarmos dissabores que não merecemos que ele nos traga, limitemo-nos a dizer que o sr. Valter Lemos é inqualificável pela hibridez de carácter.

Está bom assim?»

19 janeiro 2009

Elementar, meu caro Valter!

Os sindicatos afirmam que a percentagem dos professores em greve é, tal como na anterior greve, de mais de 90%. O ministério, através do sr. dr. Valter Lemos, diz que essa percentagem, de facto, não se alterou em relação à greve de 3 de Dezembro, mas que é de 67%.
Ora, segundo a matemática mais elementar, com a qual certamente a veneranda equipa ministerial estará habilitada, a percentagem de 67% corresponde a dois terços dos professores. Se estes números correspondessem a uma vitória eleitoral (do PS), considerá-los-iam, com razão, como confirmadores de uma "vitória esmagadora". Neste contexto, significam que são "apenas" 67% e não os mais de 90% dos sindicatos.
Não será tudo isto, afinal, apenas decorrente do cariz esmagador de um poder que não demonstra as mais elementares honestidade e competência políticas?

04 dezembro 2008

Significativo


Mário Nogueira contabilizou em cerca de 134.000 professores, aqueles que ontem fizeram greve. O governo falou, se fizermos as contas em pouco mais de 60% do total de docentes, ou seja, mais de 84.000.
Será legítimo supor que, se 120.000 estiveram na rua, os grevistas terão sido em número, pelo menos, aproximado. O que fará tender a balança para o lado dos sindicalistas, tornando a equipa ministerial em putativa mentirosa.
Porém, mesmo que esta tivesse razão, 84.000 em greve de uma vez só não seria um pouco mais do que "significativo", segundo as palavras do Secretário de Estado, Valter Lemos?
E, já agora, sr. Secretário de Estado, "significativo" de quê?