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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Turismo e restauração criam 25.000 postos de trabalho


O ministro da Economia, António Pires de Lima, disse hoje que o turismo e a restauração criaram 25.000 postos de trabalho no último ano, ajudando à queda do desemprego, que ainda está "em níveis preocupantes".
"O turismo e a restauração criaram, por si só, em termos líquidos, 25.000 postos de trabalho no último ano", disse hoje o ministro, em Lisboa, no lançamento da Nova Estratégia de Comunicação Digital do Turismo em Portugal, e ao relembrar alguns dados recorde que o setor atingiu em 2013.
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O ministro esqueceu-se de dizer que a maioria do emprego criado pelo turismo é sazonal e muito mal pago. Também se esqueceu de dizer que o crescimento significativo deste setor também se deveu, em parte, ao atrofiamento dos mercados no Egito e na África magrebina, mercados estes que, a todo o momento, poderão ressuscitar.
É de saudar o comportamento da nossa indústria turística, que já abandonou as práticas artesanais da sua promoção e melhorou muito a forma da gestão desta atividade, nos seus diversos domínios, tornando-a mais profissional.
Mas a prudência aconselha muitas cautelas nas projeções futuras, pois o turismo é uma das atividades do setor das exportações mais vulnerável aos fatores não controláveis. De um momento para o outro pode morrer a galinha de ovos de ouro das nossas exportações, que, para serem sustentáveis, têm de basear-se em produtos e serviços de um maior valor acrescentado.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Presidente da Federação de ciclismo “siderado” com descida do IVA para o golfe

Artur Lopes, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) afirmou ter ficado “siderado” com a redução da descida do IVA no golfe, de 23 para seis por cento.
PÚBLICO
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Quem opta por ir jogar golf para o Algarve, não será por ter de pagar uma taxa elevada de IVA, que deixará de o fazer. Trata-se normalmente de pessoas com elevados rendimentos, para quem as medidas de austeridade, impostas pelo governo, pouco afecta. O mesmo governo que, evidenciando uma insensibilidade escandalosa, pretendia cortar as despesas de transporte aos doentes que necessitam de tratamentos, o que iria afectar duramente as pessoas idosas, que vivem no mundo rural e longe dos centros urbanos, onde esses tratamentos são disponibilizados, é o mesmo governo que, obscenamente, isenta os praticantes de um desporto de elite, a que só as classes abastadas têm acesso.
O argumento despropositado em defesa dos interesses do turismo não colhe. O governo demonstrou mais uma vez um profundo desprezo por todos aqueles humildes portugueses que vivem abaixo do limiar de pobreza, e cujo número já ultrapassa um milhão.
http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1485408

quarta-feira, 5 de agosto de 2009