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segunda-feira, 22 de abril de 2019
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Interior perde sete mil serviços e quase 200 mil pessoas
Desde 2000 que cerca de sete mil serviços
públicos foram encerrados no interior do país. Ou seja, há um grande fosso
entre o interior e o litoral que acaba por afastar os jovens, conta o Jornal de
Notícias.
Cerca de sete mil serviços públicos encerrados
no interior do país desde 2000, Desde escolas, unidades de saúde, postos da GNR
ou Correios, junta-se também os tribunais e as repartições das Finanças.
“Quando o Estado retira escolas, tribunais ou as
Finanças, é a própria legitimidade do Estado que também desaparece”, explica
Giovanni Allegretti, especialista em Planeamento Territorial, acrescentando que
“ninguém fica onde não existe nada”.
De 1974 a 2013, o interior já perder 197 mil
habitantes.
***«»***
Fechar uma escola, um posto médico ou um
tribunal no interior do país não é lutar contra a crise. É prolongá-la
irreversivelmente para o futuro. O Estado, que tem a responsabilidade de
promover a coesão social e garantir a coesão territorial, está a abandonar à
sua sorte milhares de pessoas do interior do país, provocando assim a
progressiva desertificação de vastas regiões, que, desta forma, deixarão de
contribuir para a riqueza nacional. Daqui por uma dezna de anos, aquelas zonas
serão terras de ninguém.
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