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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

A realidade na Venezuela é esta: garantir, por parte dos EUA - e tal como aconteceu no Iraque e na Líbia - o controlo das maiores reserva de petróleo do mundo



Para se perceberem melhor as hipócritas intenções dos EUA e dos países ocidentais, seus fiéis aliados, é necessário rever o que se passou no Iraque e na Líbia, em que as respectivas invasões militares, que destruíram aqueles dois países, foram justificadas pela cruzada da democracia, e precedida pela diabolização de Saddam Hussein e de Kadafi, que foram barbaramente assassinados, por mercenários dos países invasores. E o denominador comum entre aqueles dois martirizados países e a Venezuela, é que todos eles têm petróleo, no seu subsolo. Se a Venezuela de Maduro sucumbir aos lacaios treinados pela CIA, os EUA ficam a dominar as principais reservas de petróleo do mundo, o que constituirá uma enorme vantagem estratégica em relação à Rússia e à China.  E andam por aí uns tolos a reduzirem tudo isto à democracia, aos Direitos Humanos e à Liberdade, quando tudo não passa de uma grosseira cabala para justificar o saque.

Alexandre de Castro
2019 01 30

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

A guerra surda do petróleo entre os EUA e a Arábia Saudita...


A guerra surda do petróleo entre os EUA e a Arábia Saudita

A história contada neste vídeo, sobre as causas que estão a pressionar a queda de preços do petróleo, está mal contada. Às justificações apresentadas falta acrescentar uma outra, que é inédita, mas que se perfila, neste momento, como a mais importante, e que vem a ser a guerra surda que se estabeleceu entre os EUA e a Arábia Saudita (velhos aliados), à volta do petróleo.
Os EUA sempre foram o principal cliente da Arábia Saudita, nas compras do petróleo, mas, nos últimos tempos, as encomendas dos americanos têm diminuído na mesma proporção do aumento da sua própria produção de petróleo, proveniente do gás de xisto (um processo altamente poluente). A Arábia Saudita não gostou desta mudança, como é natural, e tudo está fazer para complicar, neste aspecto, a auto suficiência dos EUA, que já produzem todo o petróleo de que necessitam.
Sabendo que a rentabilidade da produção de petróleo, a partir do gás de xisto, só é possível com o preço do barril acima dos cinquenta dólares, aumentaram em força a sua produção para a além da procura, provocando assim uma queda abrupta do preços, que passaram dos cerca de cem euros o barril para os actuais quarenta e cinco euros. E o preço poderá cair muito mais, por vontade da Arábia Saudita, cujo limite mínimo da sua produção, para garantir rentabilidade, poderá ir até aos dez euros o barril, uma vez que os seus poços têm têm pouca profundida, diminuindo assim os custos de produção.
Pressionados pelos EUA, os membros da OPEP pretendiam diminuir a produção, para que os preços subissem, mas a Arábia Saudita vetou esta proposta, que regimentalmente teria de ser aprovada por unanimidade, para que fosse aplicada.
É certo que os outros argumentos, tal como a quebra de produção na China e nos países emergentes (atenção à crise que aí vem) também tem de ser considerada nesta equação, mas a principal é esta, que possivelmente poderá trazer graves problemas futuros. As alianças e as promessas de eterna amizade não são eternas, e não me custa nada a crer que, se o regime sírio cair (os países ocidentais estã a fazer tudo para isso, os EUA transformarão rapidamente o rei da Arábia Saudita num ainda mais perigos Sadam Hussein, do Iraque.