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quinta-feira, 21 de abril de 2016

FMI. Mundo pode estar à beira de uma nova crise financeira

Christine Lagarde, diretora-geral do FMI. Foto: REUTERS/Mariana Bazo

FMI. Mundo pode estar à beira de uma nova crise financeira
O Mundo pode estar à beira de uma nova crise financeira, de grandes proporções e, logo, altamente destrutiva para as economias, avisa o Fundo Monetário Internacional (FMI) num estudo que sublinha o tom sombrio da comunicação da passada terça-feira sobre as tendências macroeconómicas globais.
Se houver nova rutura nos mercados, FMI conclui que 4% da riqueza mundial evapora em cinco anos. 
Dinheiro vivo
Ver aqui

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Em 2014, o economista nobilizado, Nouriel Roubini, previu uma grande crise mundial, a ocorrer em 2016, e que iria afectar os países emergentes e os países do norte da Europa. Parece que, mais uma vez, não se enganou. Os países emergentes (China, Brasil e outros) estão a desacelerar. A Finlândia já está em recessão económica, há quatro anos, e já por lá se discute a saída do euro (a imprensa não fala disto). A Suécia começou também, no ano passado, a ter problemas na sua economia. E os países do sul acabarão, por ricochete, por sofrer impactos negativos. 
Posteriormente, o economista Rogoff, o guru que inspirou as políticas de austeridade, aplicadas aos países periféricos da Europa, veio dizer que esta crise iria ser muito pior do que a de 2008.

domingo, 10 de maio de 2015

FMI quer mais cortes nos salários e pensões em Portugal


"É importante racionalizar mais a despesa pública através de uma reforma abrangente dos salários e das pensões e de reformas fiscais". Previsões do FMI são mais pessimistas do que as do Governo.
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O que o FMI pretendeu dizer é que Portugal ainda não conseguiu alcançar os resultados da Grécia. Mas a senhora Lagarde pode ficar descansada: O PS do Costa e o PSD do Coelho tudo farão para que tal aconteça..

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

FMI: Excessiva desigualdade de rendimentos trava crescimento


A excessiva desigualdade de rendimentos, refletida num dado recente de que 80 pessoas mais ricas do mundo controlam metade da riqueza global, é um obstáculo para o crescimento sustentável, afirmaram hoje economistas e ativistas de prestígio internacional em Davos.
"A excessiva desigualdade não propicia crescimento sustentável", declarou hoje a diretora gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, num debate sobre a concentração da riqueza no Fórum Mundial de Davos (WEF), que decorre em Davos na Suíça.

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Esta mulher está sempre a dar uma no cravo, outra na ferradura. Desta vez, acertou. Deu no cravo. E bem. Na realidade, e ao contrário do que pensam as nossas luminárias indígenas e os mais empedernidos economistas neoliberais, as políticas redistributivas induzem o crescimento económico. E é fácil perceber porquê. Estimulam o consumo, o que se reflete positivamente no aumento do investimento e do emprego, que por sua vez também vão puxar pelo consumo, constituindo-se assim uma triangulação de fatores favoráveis, que, conjugados, vão aumentar a riqueza (PIB).
É evidente que esta equação não tem uma progressão infinita. Tem um limite, o limite imposto pela equidade e pela razoabilidade dos objetivos das políticas económicas, uma coisa a que, em Portugal, já não estamos habituados.

sábado, 10 de janeiro de 2015

FMI diz que afinal teria sido melhor reestruturar a dívida de Portugal


O Fundo Monetário Internacional está a rever a excepção que permitiu emprestar dinheiro a Portugal, Grécia e Irlanda sem uma reestruturação da sua dívida. No início dos resgates houve dúvidas relativamente à sustentabilidade da dívida destes países, mas foi possível evitar a reestruturação. Agora, essa possibilidade pode acabar.

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A verdade vem sempre ao de cima!... O problema, é que, na maior parte das vezes, vem tarde. Eu, agora, quero ver a cara de todos aqueles que, com arvorada pesporrência, têm andado a dizer por aí que a reestruturação da dívida pública seria uma tragédia...

terça-feira, 4 de novembro de 2014

FMI autocritica-se por ineficácia a responder à crise


A auditoria considera que as soluções para o relançamento da atividade economica se centraram demasiado nas medidas de austeridade e no controlo orçamental dos países mais afetados. Os auditores defendem que as medidas tomadas pelo FMI não foram eficazes no relançamento da economia e contribuiram para a volatibilidade dos fluxos de capital nos mercados emergentes.
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Eu, que não sou economista, antecipei-me três anos às conclusões atuais dos peritos do FMI, já que, neste blogue, tenho andado a defender, e desde 2011, que as políticas baseadas na austeridade e doentiamente fixadas na obsessão do défice orçamental não eram as mais acertadas para resolver o problema da dívida soberana excessiva, uma vez que penso que o problema está na economia e não nas finanças. Os empréstimos da troika, com melhores condições de reembolso, deveriam ter sido aplicados de uma forma controlada e muito rigorosa na reindustrialização do país.
No mínimo, eu devia ser promovido a ministro das Finanças.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Que ninguém decrete a sentença da sua própria condenação

Lendo nas estrelas a carta de intenções para o FMI

Uma carta com boas ou más intenções?
O Partido Socialista e o Governo estão há uma semana a discutir se a carta de intenções que será enviada ao Fundo Monetário Internacional (FMI) deve ou não ser do conhecimento público antes do dia 17 de Maio, que é quando termina o programa de resgate. A carta de intenções é uma espécie de adenda aos relatórios do FMI em que, no final da cada avaliação, o Governo se compromete com as medidas e reformas que entretanto negociou com o fundo. Pela voz da ministra das Finanças e do primeiro-ministro, o Governo já disse que a carta que vai enviar ao FMI não terá novidades. Mas o PS insiste na sua divulgação e parece desconfiar que o Governo estará a esconder alguma intenção menos boa para só revelar a carta a seguir às eleições de 25 de Maio. Se realmente o documento é tão anódino como diz, o próprio Governo teria com certeza bastante a ganhar em o publicar quanto antes. Prolongar um clima de suspeição não beneficia ninguém.
PUBLICO (Editorial)
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Os portugueses têm todos os motivos para desconfiar da palavra do primeiro-ministro e também da da ministra das Finanças, em relação à bondade do conteúdo da carta de intenções a enviar pelo governo ao Fundo Monetário Internacional, e que ambos recusam divulgar antes das eleições de 25 de Maio. Um e outro afirmaram que, nessa carta, não constam mais medidas de austeridade, além daquelas que foram anunciadas no Documento de Estratégia Orçamental para o período 2014-2018. Mas nós também sabemos que cada um deles, anteriormente, já mentiu aos portugueses. Passos Coelho mentiu, quando na campanha eleitoral das últimas eleições legislativas prometeu que não aumentaria os impostos e que não reduziria as pensões e os salários dos funcionários públicos, e Maria Luís Albuquerque, supostamente, também mentiu em relação ao caso dos swaps.
Tudo leva a crer que aquela carta inclui um conjunto de pesadas medidas de austeridade, principalmente relacionadas com os cortes nas pensões e nos vencimentos dos funcionários públicos, que, se fossem agora anunciados, poderiam provocar uma verdadeira hecatombe nos resultados eleitorais dos partidos da maioria e que, por outro lado, iriam desmascarar o quadro cor-de-rosa, com que se tem apresentado a saída da troika, como se a troika já tivesse terminado a sua tarefa. Não tivesse a carta de intenções incluídas as tais gravosas medidas, que se adivinham, e já as trombetas de vitória e de sucesso teriam tocado a música no Palácio de S. Bento.
E é isto o que todos os pensionistas e todos os funcionários públicos devem ponderar, quando, no próximo dia 25 de Maio, colocarem a cruzinha no boletim de voto. 
Que ninguém decrete a sentença da sua própria condenação!...

domingo, 17 de fevereiro de 2013

FMI: dívida da Grécia “não é viável” sem mais ajuda da União Europeia - PÚBLICO


A Grécia vai precisar de mais ajuda dos seus parceiros europeus para conseguir controlar o enorme peso da sua dívida em 2016, disse nesta sexta-feira o responsável do Fundo Monetário Internacional (FMI), Poul Thomsen.
Poul Thomsen, que lidera a missão do FMI na Grécia, afirmou que existe um buraco nas projecções preliminares para 2015-2016 que pode chegar aos 9500 milhões de euros.
A dívida grega “não é viável” sem transferências directas por parte da União Europeia, que se comprometeu nesse sentido, em Dezembro, frisou Thomsen.
PÚBLICO
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Foi necessário sujeitar o povo grego à humilhante "escravidão" da mais infame austeridade, para se chegar à triste conclusão de que não é através do empobrecimento forçado, que se consegue o desenvolvimento. E os economistas do FMI e os políticos europeus sabiam disso. Só que era urgente salvar os bancos dos países ricos, os mesmos que forçaram o endividamento dos países da periferia, com dinheiro virtual, oriundo da especulação bolsista, e que agora pretendem equilibrar os seus balanços, com o dinheiro da economia real, oriundo dos rendimentos do trabalho. E este é o lado injusto da dívida, que os governos fantoches de Portugal, da Grécia, da Itália e da Grécia não querem admitir.
http://www.publico.pt/economia/noticia/fmi-divida-da-grecia-nao-e-viavel-sem-mais-ajuda-da-uniao-europeia-1581231

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Notas do meu rodapé: FMI é a guarda avançada do capitalismo

Imagem do blogue "desenvolturasedesacatos"
O relatório do FMI foi encomendado e não é um relatório técnico. É um programa político, cujo objetivo único é conseguir uma diminuição da despesa do Estado em quatro mil milhões de euros, sem tomar em linha de conta as consequências desastrosas ao nível da coesão social. Aplicado, tal como está prescrito, levaria à indigência extrema de mais de metade da população portuguesa. Estamos perante uma tentativa de assassinato político do país. O governo da traição está apostado, para poder satisfazer as prepotentes exigências do capitalismo financeiro, em destruir o mercado interno e em asfixiar os pilares socais do Estado, mostrando, ao mesmo tempo, uma grande insensibilidade social perante a descomunal taxa de desemprego, que as medidas recessivas iriam provocar.
O governo pretende construir um outro país, tomando por modelo a Botswana ou a Somália.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O saque da Argentina


Amabilidade do Diamantino Silva
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Texto que acompanhava o vídeo:
Muito interessante e, ao mesmo tempo, preocupante.Depois do descalabro descrito, a Argentina está agora a tentar sair do enorme buraco em que a meteram, com as dificuldades próprias de quem parte de um país destroçado.O problema é que os crimes se vão repetindo por diversos países e a globalização, neste caso, não ajuda à recuperação.Aqui temos a antevisão do que já está a acontecer em Portugal e o que acontecerá de certeza se não mudarmos de políticas.
João Sequeira
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Esclarecedor! O imperialismo está a implementar à escala global um colonialismo de novo tipo, que não necessita da ocupação territorial: o colonialismo financeiro. E nós, portugueses, a viver a nossa década mafiosa, iremos passar para a condição de povo colonizado.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

FMI em Lisboa para apoio à "revisão da despesa pública"


A equipa do Fundo Monetário Internacional que se encontra em Lisboa tem como missão dar apoio técnico à "revisão da despesa pública pelo governo", disse à Lusa fonte do FMI.
Na quarta-feira, o antigo presidente do PSD Luís Marques Mendes anunciou no programa Política Mesmo, na TVI 24, que as reuniões aconteceram nos ministérios da Administração Interna e na Defesa.
De acordo com o antigo líder social-democrata e atual conselheiro de Estado, as alterações podem passar por mais concessões a privados, nomeadamente nos centros de saúde e nos transportes públicos, pelo aprofundamento da mobilidade especial na função pública e por um aumento dos copagamentos dos cidadãos na Saúde e na Educação.
Diário de Notícias
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A primeira missão, a da Troika, veio para extorquir dinheiro aos contribuintes, através de um aumento brutal dos impoostos, e para reduzir à indigência os desempregados. A segunda missão, a do FMI, acolitada pelo Banco Mundial e por um representante da UE (uma troika renovada), e que chegou a Lisboa pelas portas das traseiras, vem para aprofundar o previsto, e o há muito tempo desejado, desmantelamento do Estado Social (Saúde, Educação e Segurança Social), uma autêntica aberração para o ortodoxo pensamento único neoliberal.
Depois de o país ficar exangue, a pão e água, virá a comissão liquidatária da massa falida, uma nova e pomposa missão para privatizar tudo o que ainda possa dar lucro elevado ao capital internacional.
Será o momento em que Portugal passará a ser uma colónia da UE, passando a exportar a única riqueza que lhe sobra: uma mão de obra barata e desqualificada.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Turbulência pode voltar", diz líder do FMI


Christine Lagarde afirma que apesar da tensão nos mercados ter diminuido com o resgate à Grécia "as turbulências podem voltar facilmente" 
A directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, advertiu ontem, segunda-feira, os países da zona euro que, apesar da tensão nos mercados ter diminuído com o novo resgate à Grécia, "as turbulências podem voltar facilmente".
Lagarde, que falava numa conferência em Nova Iorque, afirmou que o acordo alcançado na semana passada, em Bruxelas, "demonstra que os líderes europeus acreditam na zona euro e farão o que for necessário para assegurar o seu futuro".
O acordo, acrescentou, "foi bem-vindo para os mercados, como se pode ver no fortalecimento do euro e na descida do risco dos países periféricos".
No entanto, a ex-ministra francesa disse que os problemas orçamentais nos países europeus periféricos "revelaram riscos decorrentes de uma união económica e monetária incompleta", pelo que exortou os líderes da zona euro a "concretizarem com celeridade" os acordos alcançados na cimeira extraordinária da semana passada.
Os líderes europeus acordaram na quinta-feira, em Bruxelas, um novo pacote de ajuda financeira à Grécia, que inclui 109 mil milhões de euros da zona euro e do Fundo Monetário Internacional (FMI) e mais 50 mil milhões que serão suportados pelos bancos e pelas instituições financeiras detentoras de dívida pública grega.
Diário de Notícias
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O carro da UE está descomandado na descida e ameaça despenhar-se no desfiladeiro. Mais uma vez, os dirigentes da UE demoraram a encontrar uma solução (mesmo que precária) para o problema da dívida grega e, também, mais uma vez, encalharam na resolução de fundo desse problema, a necessária, avançando com meias medidas, que mais não significam do que o seu adiamento.
A Alemanha, que já está a ganhar com a situação (os bancos credores, em pouco anos, e devido à aplicação de taxas de juro especulativas, começam a recuperar grande parte dos seus créditos, ao mesmo tempo que as suas grandes empresas, algumas com participação do Estado, se posicionam em condições de preferência para abocanhar a parte mais apetecível do bolo das privatizações, que o governo grego já pôs em marcha) procura Não perder a liderança do processo a fazer prevalecer os seus pontos de vista. A manobra da senhora Merkel em exigir a participação voluntária dos bancos credores no novo pacote de assistência à Grécia, não passa disso mesmo. Uma manobra eleitoralista, a fim de passar para a opinião pública a ideia de que não são apenas os contribuintes alemães a pagar a factura. Não existem garantias que os bancos alemães embarquem na ideia, já que o seu envolvimento é voluntário e não terá de ser imediato. Se a situação na Grécia começar a deteriorar-se, o que é o mais provável, os bancos acabarão por não avançar.
O que está a acontecer na Grécia é uma antecipação do que irá ocorrer em Portugal nos próximos dois anos, se, entretanto, os dirigentes europeus não mudarem a sua obstinada estratégia em relação aos países do sul da Europa, optando por apoios para o seu desenvolvimento económico, em alternativa à imposição de prazos curtos para a correcção dos défices orçamentais, que se transformaram numa obsessão doentia, que só agrada aos credores (bancos, companhias de seguros e fundos de investimento). A proclamação patriótica de que Portugal não é a Grécia não passa de uma falácia. Cada vez mais a semelhança é mais evidente. Ao contrário do que  vem afirmando o actual ministro das Finanças, não é certo que a partir de 2013, ano em que se prevê a consolidação do défice orçamental (se não houver surpresas pelo caminho), o crescimento da economia venha a ter ganhos substanciais, que  criem os excedentes necessários para pagar a dívida. Uma vez chegados aí, ou mesmo antes, e tal como está a acontecer na Grécia, novas e brutais medidas de austeridade vão ser impostas, mas que já não irão ser recebidas pacificamente por uma população castigada por uma política suicida, que penaliza exclusivamente os rendimentos provenientes do trabalho e das pensões e poupa os rendimentos de capital, situação esta que o ministro da Finanças, com uma grande e descarada desfaçatez, classifica de universal e equitativa.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Lagarde: "Portugal vai não apenas sobreviver mas crescer" com pacote de austeridade


Portugal "vai não apenas sobreviver mas até crescer" com o pacote de austeridade, afirmou hoje em Lisboa a ministra da Economia francesa, Christine Lagarde.
Jornal de Negócios
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Claro que vai crescer, então não vai! Só que ainda não se sabe quando e como!.
Eu julgo que esta mulher ainda não sabe o que é levar no pacote!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

domingo, 15 de maio de 2011

Um comentário de luxo!...


Má notícia para Portugal
Agora, o FMI terá de subir juros do empréstimo a Portugal para cobrir despesas judiciais e extra-judiciais da defesa de DSK. Portugal também é a empregada de quarto de hotel da Europa que entrou no quarto da Troika e de lá saiu agredida. Mas não apresentou queixa, porque já leva 800 anos de subserviência e descrédito.
Manuel Ciborro 15.05.2011 09.02 (Via Facebook)
PÚBLICO
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Não resisti em partilhar com o leitor a excelência deste comentário, que faz do humor e da ironia uma arma poderosa da inteligência e da crítica social.

A bronca do ano: Director do FMI detido e acusado de agressão sexual

Dominique Strauss-Kahn, presidente do FMI
O líder do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, foi esta noite detido no aeroporto John F. Kennedy, em Nova Iorque, acusado de atacar sexualmente uma empregada de um hotel, avança o jornal "New York Times".
Diário de Notícias
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Dominique Strauss-Kahan devia saber que só em Portugal "é permitido" aos altos dirigentes políticos e às celebridades públicas infringirem a lei sem consequências judiciais. Se este episódio tivesse ocorrido em Lisboa, seria a vítima a ser presa pelo crime da difamação. Nos EUA, a lei aplica-se igualmente a todos, e não existe a possibilidade de bloquear a acção da Justiça com manobras dilatórias ou com os ocultos proteccionismos e clandestinas influências dos vários poderes instituídos.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Strauss-Kahn (FMI) presente na reunião do eurogrupo que vai debater ajuda a Portugal

Fotografia do Público

O director do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, vai participar na reunião dos ministros das Finanças da zona euro na próxima semana em Bruxelas, revelou hoje o porta-voz da instituição, William Murray.
Na reunião do Ecofin, os responsáveis pelas pastas das Finanças poderão aprovar o programa de assistência financeira a Portugal – na qual o FMI participa com 26 mil milhões dos 78 mil milhões de euros da ajuda total –, se nessa altura a Finlândia já tiver dado aval à ajuda europeia na Grande Comissão do Parlamento, com a alçada das questões europeias.
PÚBLICO
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Consta que, naquela reunião, vai ser festejada a capitulação de Portugal, assinada pelos partidos do arco da traição (PS-PSD-CDS).

terça-feira, 3 de maio de 2011

FMI quer mais tempo para reduzir o défice público do que a UE


O FMI pretende que a redução do défice público português seja feita num prazo superior ao defendido pelas instituições europeias, o que gerou um desacordo entre ambos.
A data pretendida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para que o défice anual do Estado fique abaixo de três por cento é 2015, o que a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu (BCE) consideram excessivo, defendendo 2013 ou, no máximo, 2014, segundo a edição de hoje do Jornal de Negócios.
O mesmo jornal cita fontes não identificadas segundo as quais a intransigência do BCE e da Comissão estará a deixar “furiosos” vários membros do FMI, que consideram que os programas grego e irlandês se revelaram demasiado violentos, tendo sido adoptados contra o conselho da instituição com sede em Washington.
PÚBLICO
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Na troika, que está a elaborar o programa da ignomínia e que vai estabelecer as regras da assistência financeira a Portugal, o papel do maior vilão, ao contrário do que seria expectável, é assumido pelas instituições europeias representadas (UE e BCE), que assim fazem tábua rasa da, outrora, tão apregoada solidariedade, e não pelo FMI, cujas propostas revelam uma maior sensibilidade para a crucial recuperação económica do país.
Temos aqui referido, por diversas vezes, que, para facilitar a recuperação mais rápida da economia portuguesa, e de uma forma menos dolorosa para os portugueses, seria necessário prorrogar o prazo para a correcção do défice orçamental, promover a renegociação da dívida e optar pela saída do euro. O FMI preconiza a implementação da primeira destas sugestões, o que já não é mau, levando em linha de conta que, normalmente, a sua postura se pauta pela assumpção de um radicalismo ultra-liberal, fundamentado na cartilha da ortodoxia financeira.
Os representantes da Comissão Europeia e do BCE argumentam que o prolongamento do prazo para o governo português corrigir o enorme défice das suas contas públicas iria proporcionar uma vantagem em relação à Grécia e à Irlanda, a quem sempre foi negada esta pretensão, o que é verdade. Mas esse desequilíbrio deveria ser solucionado, em nome da racionalidade económica, através da concessão do mesmo tratamento àqueles dois países, situação que a UE rejeita, já que o seu papel neste sórdido jogo, apenas se reduz à defesa dos interesses dos seus bancos, aqueles que são os maiores credores do países em dificuldades. A UE, nesta crise, apenas está interessada em proteger o capital financeiro e a estabilidade da moeda única, à custa dos enormes e insuportáveis sacrifícios impostos às populações destes três países, e secundarizando a questão da sua recuperação económica, sem a qual será impossível, no futuro, gerar a riqueza suficiente para pagar os juros e a amortização da dívida e, ao mesmo tempo, garantir a continuidade da sua coesão e sustentabilidade.
Portugueses, gregos e irlandeses bem podem dizer que, com amigos destes, é preferível ter inimigos.
http://economia.publico.pt/Noticia/fmi-quer-mais-tempo-para-reduzir-o-defice-publico-do-que-a-ue_1492228

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Estela Barbot: Portugal está a ser “visto como país do Terceiro Mundo”

Estela Barbot, conselheira do FMI
A economista Estela Barbot, que é conselheira do Fundo Monetário Internacional (FMI), está preocupada com a imagem externa do país, que diz estar a ser associado ao “terceiro mundo”.
“O ponto a que chegámos está a afectar a imagem do país, das empresas e a credibilidade do país cá fora. Portugal está a ser visto como um país de terceiro mundo. Como portuguesa, estou preocupada”, diz Estela Barbot, citada pelo site da Agência Financeira.
Estela Barbot, a única portuguesa conselheira do FMI, responsabiliza José Sócrates pela situação do país, pois “gastámos o que não tínhamos e vamos pagar esse preço”. Considera também que o pedido de resgate era a única “solução”, o que terá como consequência que o país ficará estagnado ou em recessão por “muito tempo”.
PÚBLICO
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Estou com uma grande curiosidade em saber como é que José Sócrates vai responder a esta acusação, vinda de uma portuguesa, que é conselheira do FMI. Eu sei que se deve tratar de uma economista imbuída do pensamento neoliberal dominante, mas, no plano da análise à situação económica do país, não deixa de ter razão. José Sócrates, nos seus seis anos de governo, precipitou o país numa grave crise económica, financeira, política e social. Os portugueses vão sofrer na pele as consequências dos erros políticos cometidos, da corrupção instalada, do compadrio institucional, e da inépcia e do desleixo do governo, que foi incapaz de conceber um plano estratégico de desenvolvimento, coerente e eficaz. Em 2011, Portugal será a única economia do mundo a entrar em recessão. A vergonha não podia ser maior!