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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

A mentira das estatísticas oficiais sobre o mercado de trabalho...


Os números oficiais sobre o mercado de trabalho não correspondem à realidade, porque ignoram o desemprego oculto, o desemprego disfarçado e o desemprego dos inactivos. E isto, para não falar no aumento da carga horária dos trabalhadores empregados, em alguns sectores da economia - o que limita o recurso a novas contratações - bem como da emigração dos jovens, fenómenos estes que, não tendo efeitos directos nas estatísticas do mercado de trabalho, vão ter, contudo, no futuro, elevados custos, ao nível da sustentabilidade social, da demografia e da economia. Portugal irá ser um país envelhecido e empobrecido. Mas os sobas, esses, não se extinguirão...

sábado, 18 de abril de 2015

A fotografia do sucesso deste governo...


Como é que pode construir-se um país, onde os jovens não têm lugar? 
A tragédia demográfica, que irá ocorrer daqui por vinte anos, é a consequência mais grave desta política suicida. E todos nós somos culpados, por omissão, por desinteresse, por ignorância ou por egoísmo.
Ainda são poucos os que, lucidamente, se encontram empenhados na luta libertadora. Faltas tu!...

sexta-feira, 9 de maio de 2014

INE: Desemprego no 1º trimestre baixa 2,4 pontos percentuais


A taxa de desemprego baixou 2,4 pontos percentuais no primeiro trimestre de 2014, comparativamente ao mesmo período de 2013, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). A taxa estimada é de 15,1%.
A taxa de desemprego estimada para o primeiro trimestre de 2014 foi de 15,1%, sendo inferior em 2,4 pontos percentuais comparativamente ao período homólogo de 2013 e em 0,2 pontos percentuais ao estimado para o trimestre anterior, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Notícias ao Minuto

***«»***
A Estatística é uma ciência exata, porque se apoia na Matemática. Mas poderá ser uma volúvel técnica especulativa e manipuladora, conforme a escolha que se faça na abordagem ao objeto em estudo. No caso da avaliação da evolução da taxa de desemprego, e considerando as particularidades da atual situação social do país, ela será sempre insuficiente, e até supostamente parcial e tendenciosa, se a respetiva abordagem não considerar a emigração dos jovens em idade ativa, que, como se sabe empiricamente, é muito elevada. 
O INE, ao apresentar, desta forma simplista e primária, a evolução da taxa de desemprego, está objetivamente a dar ao governo um argumento de peso, que irá ser utilizado como arma de arremesso propagandístico e apresentado como confirmação do sucesso das suas políticas de austeridade. E isto não é verdade, pois o desnível acentuado entre um maior número de empregos destruídos em relação ao número dos empregos criados demonstra precisamente o contrário.
À Estatística não lhe basta ser exata. Tem de ser também séria.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Vai ser mais rápido e mais fácil despedir

O Conselho de Ministros reuniu para reflectir sobre as
reformas que se seguem. Decorreu em pose
descontraída e traje informal. Nem uma gravata
se via no grupo de 11 ministros e dois
secretários de Estado (Correio da Manhã)
Reforma da lei laboral considerada essencial facilita despedimentos.
Correio da Manhã
***
Sem gravata, estes homens são um perigo, pois perdem a capacidade de saber pensar. Até aquela ministra, perfeitamente horrorizada, deitou as mãos à cabeça, o que não admira, pois teve o azar de ter de posar ao lado de Passos Coelho e de Paulo Portas, ficando entalada entre ambos, sensação que não deve ser nada agradável.
Diz-se para aí que nesta reunião do Conselho de Ministros se decidiu finalmente desertificar o país, para melhorar as estatísticas. Exportam-se os professores desempregados para a África e acelera-se a morte dos reformados por asfixia financeira e por falta de cuidados de saúde. É a única maneira de aumentar o PIB per capita e de reduzir o défice orçamental e a taxa de desemprego. Sempre são, a menos, uns dois milhões de bocas a comer.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Notas do meu rodapé: Agora a culpa é da metodologia! Amanhã será da meteorologia!...


Sócrates diz que taxa é resultado da metodologia do INE
O secretário-geral do PS considerou hoje que o indicador de uma taxa de desemprego de 12,4 por cento em Portugal é resultado da nova metodologia do Instituto Nacional de Estatística (INE) e da crise internacional.
Diário de Notícias
***
Este homem até a matemática é capaz de enganar. É verdade que a alteração da metodologia no processamento do inquérito ao emprego mudou, deixando de ser presencial e passando a entrevista telefónica. Mas isso não altera a dura realidade que o país está a viver em relação ao desemprego, pois, mesmo considerando o modelo de processamento antigo, verifica-se que ele está a aumentar tendencialmente. Por outro lado, se o INE optou por ou novo modelo, é porque o anterior não era muito fiável. Caso contrário, não teria havido motivos que justificassem a alteração efectuada. Por isso, a taxa de desemprego calculada para o 1º Trimestre deste ano, 12,4%, é aquela que mais se aproxima da realidadede. E se à crise financeira e económica de 2008, pode ser imputada alguma responsabilidade, não podemos deixar de considerar a culpa deste governo, por inércia e desleixo, na evolução deste indicador sócio-económico.
Quando se chegou a 2005, ano em que o governo socialista conquistou a maioria absoluta, já se sabia que, desde o início da década, as exportações portuguesas não estavam a crescer o suficiente para manter a convergência da economia com a evolução das economias dos países da UE. Os tímidos crescimentos do PIB, inferiores à média da economia da UE, deviam-se ao maior peso do consumo público e privado. Nos seus dois primeiroa anos de governação, José Sócrates ocupou mais tempo a organizar as campanhas publicitárias para se defender das acusações de que era alvo, do que propriamente governar para resolver os assuntos do país. As grandes decisões, quase sempre envoltas em grandes polémicas, eram avulsas, e muitas delas eram incoerentes, pois obedeciam mais aos interesses privados instalados do que ao interesse público. O novo aeroporto, o TGV, o terminal de Alcântara e as parcerias público-privadas foram situações paradigmáticas desse conluio enttre o Estado e as grandes empresas. Quando a crise internacional chegou, estava tudo por fazer. As medidas assumidas para reanimar o sector exportador chegaram muito tarde, ao mesmo tempo que o consumo começou a sua fase de inversão, devido às medidas dos sucessivos PEC. A partir daqui, o desemprego começou a disparar. E vai, no futuro, continuar a crescer, devido à aplicação das medidas impostas pela trioka, que ainda irá agravar mais a situação.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Redução de inscritos pode indiciar “inversão de tendências”, diz o Governo

O secretário de Estado do Emprego, Valter Lemos, considerou hoje que a redução de desempregados inscritos em Janeiro nos centros de emprego “poderá ser o indício de uma inversão de tendências”, mas aconselhou moderação na análise dos números. O secretário de Estado comentava os números hoje divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), segundo os quais o número de desempregados inscritos nos Centros de Emprego caiu 0,5 por cento em Janeiro, face ao período homólogo de 2010, abrangendo 557.244 pessoas.
PÚBLICO
***
No meio do gigantesco drama do desemprego, um secretário de Estado agarra-se desesperadamente a umas insignificantes cinco décimas, respeitantes a uma descida do número de desempregados inscritos nos Centros de Emprego e Formação Social no mês de Janeiro, para, a partir daí, tirar conclusões precipitadas sobre inversões de tendências, em que nem ele próprio acredita. Receio bem que Valter Lemos, um autêntico Einstein das ciências de Educação, que ficou célebre por inventar a fórmula matemática* do índice de dificuldade e de discriminação de cada item de uma grelha de avaliação do aluno, proposta por si, num livro que publicou, e que provocou uma gargalhada geral no meio académico, ainda venha a inventar uma fórmula mágica para calcular a taxa de desemprego e que já exclua o número de desempregados que se calcula que venham a morrer nos próximos cinco anos, e que, por isso mesmo, já não devem contar para o totobola.
Valter Lemos, no seu pensamento tortuoso, procura iludir uma realidade que é conhecida, e que consiste na manobra burocrática de tentar subtilmente influenciar os desempregados, que acabam o período do subsídio de desemprego, a deixarem cair a sua inscrição. Basta o facto do desempregado se esquecer de devolver o impresso, que o centro de emprego diligentemente lhe envia pelo correio, a perguntar se pretende manter-se inscrito como desempregado, para que o seu nome seja abatido na lista dos desempregados.
Por outro lado, o item número de desempregados inscritos nos centros de emprego não é fiável, a tal ponto que é ignorado, nas suas estatísticas sobre o desemprego, pelo INE e pelo Banco de Portugal.
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* No seu livro "O Critério do Sucesso: Técnicas de Avaliação da Aprendizagem", Valter Lemos propõe, para calcular o "índice de dificuldade e o de discriminação", a fórmula Df= (M+P):N, em que Df significa grau de dificuldade, N o número total de alunos de ambos os grupos, M o número de alunos do grupo melhor que responderam erradamente e P o número de alunos do grupo pior que responderam erradamente. Se também nos detivermos no pensamento, expresso em epígrafe, naquele livro, em que Valter Lemos escreve "Quem mais conhece melhor ama.", teremos de concluir que Portugal vai ter mais um Nobel.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Valter Lemos diz que valores estão "elevados" mas mostram desaceleração

O secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional, Valter Lemos, admitiu hoje que Portugal está com "valores bastante elevados" de desemprego, mas em desaceleração face a 2009, não prevendo um grande agravamento para 2011.
Diário de Notícias
***
Quando Valter Lemos, um obscuro professor de uma escola politécnica, que, por via partidária, e beneficiando da amizade de José Sócrates, ascende ao honroso cargo de secretário de Estado da Educação, no anterior governo, João pereira Coutinho, com um certo cinismo, diga-se, escreve sobre ele o seguinte, no Expresso:
"Nem sempre concordei com Valter Lemos. Mas é justo reconhecer o esforço do cavalheiro na luta perpétua contra o insucesso escolar. Na passada semana, o "Expresso" noticiou o caso de Luís, 15 anos, que passou para o 7.º com oito negativas e uma positiva (a Educação Física). Razão tinha o outro: quem não sabe fazer nada, estuda; quem não sabe estudar, estuda Educação Física. Mas o Secretário de Estado não se atemoriza com este cenário: diz Valter Lemos que, perante a desgraça dos nossos números internacionais, reprovar o Luís seria enxotá-lo para fora do sistema e entregá-lo a uma vida de marginalidade. Enquanto o Luís andar na escola, ele pode não saber ler, escrever, contar, falar ou pensar. Mas, pelo menos, não anda por aí a envergonhar o governo nas estatísticas internacionais. Nem a roubar. Nem a matar".
Provavelmente, nos dias de hoje, o Luís já não anda na escola, e tudo leva a crer que ainda não saiba ler, escrever, contar, falar ou pensar. Mas não tenho dúvida nenhuma que ele já anda a envergonhar as estatísticas internacionais. Só espero que não comece a roubar e a matar.
Pois é este homem, promovido neste governo a secretário de Estado do Trabalho, devido ao seu elevado mérito, demonstrado na cruzada contra o insucesso escolar (julgo que a concepção do programa Novas Oportunidades saiu da sua brilhante cabeça), que nos vem dizer agora que os níveis de desemprego não são assim tão maus como dizem, agarrando-se ao conceito da desaceleração, quando as estatísticas apontam precisamente no sentido contrário. E isto para não falar da da recessão, que ele, a pés juntos, jurava não vir a ocorrer, o que foi logo amargamente desmentido, no dia seguinte, pelo governador do Banco de Portugal.
Recorde-se que no ano anterior, Valter Lemos, comentando os números do desemprego do terceiro trimestre, veio com o mesmo argumento da desaceleração, o que começa a ser suspeito. Quando este governante de aviário chegar à conclusão que já ninguém o ouve, ainda irei aturá-lo a declarar que vale mais um bom desempregado do que um bom empregado. Há homens que são capazes de tudo para dar nas vistas.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Adenda ao artigo "Estatísticas do emprego deixam de ser directamente comparáveis com os dados existentes"

Quando comentei esta alteração de metodologia no cálculo da taxa de desemprego, dei como adquirido que o Instituto Nacional de Estatística (INE), paralelamente à realização dos inquéritos em 2010, teria testado o novo processo, através de entrevistas pelo telefone, numa amostra populacional mais pequena, mas com significado estatístico, a fim de sinalizar o respectivo desvio, que poderia servir, embora com alguma margem de erro, para comparar a evolução daquele prâmetro estatístico com os anos anteriores, evitando-se assim a sua quebra sequencial. Esse trabalho parece que foi feito, mas a presidente do INE, que ainda não sabe que as instituições do Estado não são uma coutada privada dos ministros e dos seus funcionários superiores, recusou-se a revelar os resultados, o que levantou justificadas suspeitas entre os especialistas da área económica.
Tudo leva a crer que as disparidades dos resultados estatísticos entre os dois processos tenham sido escandalosamente muito pronunciadas, ao ponto de os dirigentes as quererem esconder da opinião pública. As consequências deste comportamento são nefastas para a credibilidade do INE entre os agentes económicos (agências de rating incluídas). Os valores relativos ao emprego e ao desemprego são fundamentais para avaliar o estado da economia, pelo que, em nome do interesse nacional, se exige que a presidente do INE esclareça cabalmente a situação.
Nota: Com comportamentos destes, não admira que os mercados não acreditem no nosso país.

Estatísticas do emprego deixam de ser directamente comparáveis com os dados existentes


O INE está a introduzir alterações no método de recolha de informação para as estatísticas do emprego, que passará a ser feita por telefone, inviabilizando comparações directas com as estatísticas anteriores, num momento em que o desemprego regista um pico histórico no país e em que se perspectiva que continue a aumentar.
PÚBLICO
***
Não vai haver telefones que cheguem!...
Já estou a ver o puto, lá de casa: Oh, mãe!... É o homem do desemprego...
Isto para não falar dos desempregados, que foram pôr o telemóvel no prego!...
Não se questiona a vantagem do novo método, que agiliza, sem dúvida, a recolha da informação. Questiona-se, sim, a oportunidade, no momento em que a taxa de desemprego está em alta. Isto vai facilitar a demagogia dos governantes, que poderão sempre dizer, a partir do próximo ano, e tomando como referencial os dados estatísticos de 2011, que o desemprego subiu pouco.
http://economia.publico.pt/Noticia/estatisticas-do-emprego-deixam-de-ser-directamente-comparaveis-com-dados-existentes_1473504

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Notas do meu rodapé: Portugal aposta nas receitas do capitalismo primitivo


Bruxelas explica por que razão Portugal ainda cresce: empregados estão a trabalhar mais para compensar subida do desemprego.
A crise foi mais branda em Portugal comparativamente
a muitos outros países europeus porque o esforço dos
trabalhadores foi maior, permitindo às empresas
aumentar a facturação e, assim, contribuir mais para
o crescimento da economia, conclui um estudo da
Comissão Europeia. Nos próximos anos, este
fenómeno de aumento da produtividade sem criação
de emprego deverá intensificar-se.
Diário de Notícias
***
Existem duas maneiras de aumentar a competitividade das empresas, através do factor trabalho: ou dimimuindo os salários reais, objectivo que este governo persegue em termos de médio e longo prazo, e/ou aumentando o ritmo de trabalho da população empregada, depois de eliminar postos de trabalho, para se obterem efeitos a curto prazo.
Como não podia deixar de ser, o governo socialista de José Sócrates está a aplicar os dois mecanismos.
A perversidade não podia ser maior. Criando um exército de desempregados, cria-se automaticamente no mercado de trabalho uma pressão negativa sobre os salários. Aumentando a precariedade, favorece-se o prolongamento da carga horária do trabalho, sem qualquer remuneração extraordinária.
O recente estudo da União Europeia, embora de uma forma benevolamente rebuscada, para ocultar a monstruosidade, vem revlar que as empresas portuguesas são aquelas que melhor estão a resistir à crise, porque se socorrem do instrumento do aumento da carga horária dos seus trabalhadores, sem contrapartidasao nível do pagamento de horas extraordinárias, violando-se assim descaradamente as leis laborais vigentes.
É evidente que não será com esta política que o país irá inverter o seu empobrecimento progrssivo. Pontualmente, poderá apresentar alguns resultados, como tem acontecido recentemente com o comportamento positivo das exportações, mas isso deve-se a causas meramente conjunturais, que o futuro encarregar-se-á de comprovar, e não, como ouvi hoje a afirmar, ao ministro das Finanças, no seu discurso no parlamento, a propósito da aprovação do Orçamento de Estado de 2011, à modernização e à capacidade de inovação das empresas. O que aconteceu é que as empresas já estão a aplicar a velha receita, que remonta aos primórdios da época da primeira industrialização (sec. XVIII), promovendo o aumento do ritmo de trabalho e da carga horária. Tenho notícias de que, por exemplo, no sector da restauração, alguns empregados chegam a trabalhar doze horas por dia. E é isso que a Comissão Europeia elogiou no seu relatório.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Na "asneira", Portugal está sempre presente...

Bruxelas reclama a devolução de milhões do Fundo da Globalização
Oito dos 12 primeiros projectos de apoio ao
desempregados, financiados pelo Fundo
Europeu de Ajustamento à Globalização
(FEG), deram "buraco". Um é português.
Proposto por Durão Barroso para apoiar
aqueles que perderam os seus empregos
devido à deslocalização das respectivas
empresas para fora da Europa, o FEG
entrou em funcionamento há três anos
e, segundo um balanço apresentado
pela Comissão Europeia na passada
quinta-feira, já mobilizou quase 374
milhões de euros para apoiar mais de 70
mil trabalhadores.
A primeira candidatura de Portugal ao
FEG foi entregue em 2008 com vista apoiar
cerca de 1100 desempregados do sector
automóvel. A mais recentemente aprovada
por Bruxelas, ainda na semana passada,
visa ajudar a reinserção profissional de 839
trabalhadores da Quimonda e poderá traduzir-
se num apoio da ordem dos 2,4 milhões de euros.
Jornal de Negócios
***
É o que se chama um fundo elitista, destinado apenas à aristocracia proletária (engenheiros incluídos). O governo não consegui enxergar, além dos do sector automóvel, outros trabalhadores, cuja perda do posto de trabalho pudesse ser atribuída aos efeitos perversos da globalização. O resultado desta miopia traduziu-se no desperdício de milhões de euros, já que o Instituto para Emprego e Formação Profissional, a entidade que, em Portugal, geria o programa, não conseguiu distribuir mais de metade das verbas em tempo útil.
Até parece que o país está a nadar em dinheiro e que os desempregados são uma raridade na paisagem social.

domingo, 29 de agosto de 2010

Segurança Social exige aos beneficiários provas de recursos através da Internet

Mais de dois milhões de portugueses,
beneficiários do abono de família,
Rendimento Social de Inserção (RSI)
e subsídio social de desemprego, devem
"obrigatoriamente" prestar provas de
rendimentos através do site da Segurança
Social.
Esta ordem consta da carta que os
beneficiários já começaram a receber, depois
de, em Junho passado, ter sido publicado em
Diário da República o decreto-lei que estabelece
as novas regras para o reconhecimento e
manutenção do direito a estas prestações
sociais.
Tiago Duarte, professor de Direito na
Universidade Nova de Lisboa, nota que as
cartas "não possuem qualquer força jurídica"
e que a omissão no diploma sobre as declarações
electrónicas obriga à aplicação das normas do
Código do Procedimento Administrativo: os
requerimentos dirigidos a órgãos administrativos
podem ser remetidos por correio com aviso
de recepção. "Se as cartas não forem consideradas
e a administração decidir suspender a prestação,
então estamos perante um procedimento ilegal",
afirmou.
PÚBLICO
***
É notória a monstruosidade do procedimento. Os desempregados, os beneficiários do Rendimento Social de Inserção, do abono de família e do subsídio social de desemprego foram transformados em inimigos a abater. Leis iníquas e procedimentos administrativos desajustados às condições sócio-culturais dos beneficiários-alvo, ilustram bem a sanha persecutória do governo de José Sócrates contra a população portuguesa mais fragilizada, e que já está a sofrer os efeitos devastadores da crise económica, que grassa no país. E o mais grave, é que o governo já nem sequer se preocupa em exibir o mínimo pudor no cumprimento da lei, que ele próprio concebeu, remetendo-se assim para a condição de transgressor impenitente e de agente contumaz da mais pura e indigna ilegalidade.

sábado, 3 de julho de 2010

José Sócrates: crescimento do desemprego vai continuar a abrandar



O primeiro-ministro, José Sócrates, manifestou-se
hoje confiante de que os próximos meses darão
sinais claros de uma tendência para o
abrandamento do crescimento do desemprego em
Portugal.
Dados hoje publicados pelo Eurostat indicam que
a taxa de desemprego continua a subir em Portugal,
tendo atingido 10,9 por cento em Maio, enquanto na
UE e na zona euro se manteve nos 9,6 e dez por cento,
respectivamente.
PÚBLICO
***
Este homem já começou a derrapar para a mais pura irracionalidade política. Desacredita-se cada vez mais, sempre que abre a boca para falar da crise. O Eurostat a dizer que o desemprego continua a aumentar e a criação de novos empregos a diminuir, e ele a tentar confundir-nos a razão, como se já não se tivesse percebido que a situação vai agravar-se progressivamente, uma vez que as previsões de crescimento económico são muito sombrias.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Portugal é líder no número de meses necessários para ter direito ao subsídio de desemprego

Quem ficar desempregado a partir de 1 de Julho
terá mais dificuldades em aceder ao subsídio de
desemprego, já que o tempo de descontos necessário
para ter direito à protecção voltará a ser de 15 meses.
PÚBLICO
***
Agora, só falta ganhar o Campeonato do Mundo de Futebol para o país aprofundar esta brilhante liderança.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Notas do meu rodapé:Os desempregados transformados de repente em inimigos do sistema e considerados os únicos culpados da crise!


José Sócrates e Pedro Passos Coelho sublinharam hoje a intenção de “trabalhar em conjunto” para tentar debelar a crise económica e financeira, antecipando medidas do PEC. O primeiro-ministro e o líder do PSD prometeram cooperação e diálogo regular.
... O executivo vai ainda propor alterações ao subsídio de desemprego de modo a “garantir que ninguém tem vantagem em ficar no subsídio de desemprego apenas por ser uma situação mais vantajosa do que estar a trabalhar”.
PÚBLICO

A ministra do Trabalho, Helena André, propôs hoje aos parceiros sociais uma redução substancial do valor do subsídio de desemprego, sugerindo que, em nenhum caso, o subsídio mensal possa ser superior a 75% do valor líquido da remuneração de referência.
PÚBLICO

***
Estamos na presença do maior ataque ao mundo do trabalho, desta vez dirigido aos desempregados, que, além de já sentirem na pele as agruras do desemprego crónico, estão a ser humilhados e vilipendiados pelo governo socialista de José Sócrates e pelo grande patronato.
As medidas de redução do valor do subsídio de desemprego já estavam programadas na agenda do governo, que, por prudência, escolheu a estratégia de as anunciar faseadamente, a fim de evitar o avolumar da contestação social. Faltava encontrar uma encenação apropriada para que o golpe não levantasse sobressaltos. Pedro Passos Coelho prestou-se a esse jogo, renunciando a tudo aquilo que dissera aos militantes do PSD. Afinal é ele que «anda com o governo ao colo». Anteriormente, já o grande patronato, o mais desqualificado da Europa (voltaremos a este tema, proximamente), fez soar as trombetas, escandalizando-se pelo facto de, reiteradamente, terem respostas negativas, por parte dos desempregados, às suas generosas ofertas de emprego, ocultando, contudo, o seu oportunismo em procurar tirar dividendos da crise, oferecendo salários baixos e promovendo a desejada precariedade.
Por sua vez, a ministra do Trabalho, uma ignorante em temas de economia, veio dizer com o ar mais cândido do mundo, que as medidas anunciadas para reduzir as prestações do desemprego, não tinham o objectivo de gerar poupança e reduzir a despesa, mas o de aumentar a produção. Uma declaração descabida, quando se sabe que o problema da economia portuguesa não é a falta de produção, mas o da sua colocação nos mercados. De uma antiga sindicalista da UGT, a central sindical do patronato, não se podia esperar outra coisa, assim como do actual líder daquela organização que não sabe como é que vai dar a volta ao discurso, para aprovar a escandalosa medida do governo, uma medida extremamente selectiva, que não vem prejudicar os desempregados que usufruíam salários mais elevados, ou seja, aqueles cujo subsídio de desemprego é do valor de três salários mínimos. Para os desempregados que usufruíam salários acima dos 1.700 euros, os três salários mínimos representam uma percentagem inferior a 75 por cento daqueles salários, não sendo por isso afectados. E a maior parte dos actuais desempregados usufruíam salários inferiores a 1.700 euros mensais.
Se, em relação aos rendimentos de capital, o governo, recentemente, excluiu da cobrança de mais-valias as SGPS, as grandes instituições onde, sob a forma de participações, se alojam as grandes fortunas (biliões de euros) e os lucros do grande patronato e dos gestores de topo, em relação ao mundo do trabalho, o governo pretende penalizar os trabalhadores desempregados de menores rendimentos.
É esta a imagem de socialismo moderno, democrático e progressista, defendido por Sócrates e pelos seus acólitos, que, pelos vistos, Passos Coelho, o chefe de turno da oposição, não enjeita.

sábado, 24 de abril de 2010

Insolvências: Aumento de insolvências em 2010 mostra que a “crise não está encerrada”

O número insolvências de empresas cresceu 7,7
por cento no primeiro trimestre deste ano face
ao mesmo período do ano passado, “o que
demonstra que a crise não está encerrada”, alerta
Pires Manso, professor catedrático da Universidade
da Beira Interior (UBI).
PÚBLICO
***
No próximo ano, os resultados referentes às insolvências serão muito piores. O desemprego e a diminuição do poder de compra geram mais insolvências, principalmente ao nível das micro e das pequenas empresas, e, por sua vez, estas insolvências geram mais desemprego, num círculo vicioso incontornável e dramático, que vai ter muitas repercussões sociais, até porque nele estão incluídos proprietários do pequeno comércio e do ramo oficinal, que não têm direito a nenhum subsídio da Segurança Social.
Estes indicadores compilados pelo Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social apoiam-se em registos oficiais e não em estimativas ou em inquéritos por amostragem, o que lhes confere, além da credibilidade, o rigor estatístico de uma amarga realidade vivida pela sociedade portuguesa.