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domingo, 8 de outubro de 2017

La leyenda del beso - Intermezzo; R. Soutullo-J. Vert




A legenda do beijo

Ai, amor de homem
Que estás a fazer-me chorar mais uma vez
Sombra lunar, que me gela a pele ao passar
Que se atrapalha nos meus dedos
Me queima na sua brisa
Me enche de medo

Ai, amor de homem
Que estás a chegar e já te vais embora, mais uma vez
Jogo de azar, que me obriga a perder ou a ganhar
Que se mete no meu sonho
Gigante pequeno
De beijos estranhos

Amor, amor de homem
Punhal que corta meu punhal, amor mortal
Te amo
Não pergunte por que nem por que não
Não estou a falar.
Te amo
Porque quer amar-te o coração
Não encontro outra razão.
Canto de pardal
Que passeia pela minha mente
Desiste.
Se você está querendo tanto

Ai, amor de homem
Que estás a fazer-me rir mais uma vez
Nuvem de gás, que me empurra a subir mais e mais
Que me afasta do chão
Me crava no céu
Com uma palavra

Amor, amor de homem
Açúcar branco, preto sal, amor vital
Te amo
Não pergunte por que nem por que não
Não estou a falar.
Te amo
Porque quer amar-te o coração
Não encontro outra razão.
Canto de pardal
Que passeia pela minha mente
Desiste.
Se estás a amá-lo tanto. Juventude

A legenda do beijo é uma zarzuela em dois atos, dividida em três quadros. Com guião de Henrique reoyo, José Silva aramburu e Antonio paso, e música dos mestres reveriano soutullo e Juan vert.
Amabilidade de Itsmania Platero
2017 10 08

domingo, 29 de janeiro de 2017

Disney presents THE LION KING



Vídeo

Uma coreografia exaltante, numa apoteose à beleza daquela África profunda e misteriosa, que nos enfeitiça o olhar.

[Vídeo sugerido por Ilda Roquete Alcobia]

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

UHF - Vernáculo

Amabilidade do Jorge Magalhães Ribeiro

Um discurso ácido, que não é apenas dirigido aos políticos e aos banqueiros. Haverá muita gente anónima a enfiar a carapuça!...

domingo, 9 de junho de 2013

25 e Assalto ao Castelo - Galandum Galundaina - ao vivo


Um tesouro etnográfico de inestimável valor, que, felizmente, foi salvo do esquecimento, a que a onda do progresso o condenara. Talvez tenhamos de recuar mais de vinte séculos, aos tempos da ocupação romana, para encontrar a provável origem desta manifestação da cultura popular. A longa permanência de uma legião romana na cidade de Leon teria inspirado os povos autóctones da época,  na coreografia das suas danças (a batalha), na escolha da indumentária (o saiote) e dos adereços (o pau). A gaita de foles, essa, é, provavelmente, uma herança celta.
A dança dos Pauliteiros das terras nordestinas do planalto mirandês é uma das peças mais genuínas do folclore português, quer pela sua beleza, quer pela sua originalidade, quer ainda pela sua antiguidade.

domingo, 12 de maio de 2013

Música: Omara Portuondo e Ibrahim Ferrer - Quizás, Quizás, Quizás

Amabilidade de João Fráguas, que enviou o vídeo
***
A música latino-americana, que, mais apropriadamente, deveria designar-se por música afro-latino- americana, resultou dessa profunda miscigenação dos colonos europeus  com os descendentes dos escravos africanos. A matriz da negritude entranha-se na língua do antigo colono, no caso da língua castelhana, polindo-a da sua aspereza original. Já no Brasil, operou-se a abertura das vogais, o que enriquece a tonalidade da linguagem falada, mais desprendida e livre.
A indolência arrastada do ritmo musical é uma herança inundada pela tristeza dos antigos escravos, que foram arrancados à sua terra, metidos à força nos negreiros para serem despejados como gado nas lotas, onde eram vendidos em leilão. A escravidão humilhante e degradante a que foram sujeitos deixou uma grande nódoa nos pergaminhos da moderna civilização ocidental, já desperta para a modernidade, através do Humanismo renascentista e do iluminismo e, mais tarde, aprofundada pelo estatuto da universalidade da igualdade dos homens, através da Revolução Francesa. Foi necessário esperar três séculos para que os grihões fossem serrados e a cidadania fosse assumida. Ficou a lendária melodia musical, que nos encanta, na voz quente de Omara Portuondo e de Ibrahim Ferrer (já falecido).
AC

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Superar os limites!...


Raparigas fantásticas, famosas na época. Um vídeo de 1944, foi recuperado, digitalizado e colorido. Nesta clássica coreografia do filme “Broadway Rhythm”, as assim chamadas The Ross Sisters, Aggie, Maggie e Elmira, cantam e movimentam-se de uma forma que não parece ser humanamente possível. Nos primeiros 45 segundos elas cantam. Mas o que vem a seguir é impressionante.
Texto e vídeo, da página de Jorge Manuel Magalhães Ribeiro.
***«»***
Umas bonecas de borracha não seriam tão maleáveis e flexíveis!... 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

EARTH SONG by MICHAEL JACKSON


EARTH SONG by MICHAEL JACKSON (CENSURADO NOS EUA)
O vídeo é do single de maior sucesso de Michael Jackson no Reino Unido, que não foi nem "Billie Jean", nem "Beat it", e sim a ecológica "Earth Song", de 1996. A letra fala de desmatamento, sobrepesca e poluição, e, por um pequeno detalhe, talvez você nunca terá a oportunidade de assistir na televisão.
O Detalhe: "Earth Song" nunca foi lançada como single nos Estados Unidos, historicamente o maior poluidor do planeta. Por isso a maioria de nós nunca teve acesso ao clipe.
Vejam, então, o que os americanos nunca mostraram de Michael Jackson.
Filmado em África, Amazónia, Croácia e New York.
Amabilidade do João Fráguas
***«»***
Earth Song, devido à sua original e criativa conceção e à fama do seu intérprete, tornou-se numa bandeira dos ambientalistas, que naquela canção viram uma forma incisiva de denunciar os crimes ambientais, que, lentamente, vão destruindo os instáveis equilíbrios do nosso planeta. A realização é notável, ao confrontar-nos com imagens chocantes, que acompanham o ritmo da música, mostrando, ao mesmo tempo, a violência da força dos elementos da natureza, na sua resposta vingativa às ações predadoras, de que é vítima. Mickael Jackson, igual a si próprio, e através da sua voz e de uma exuberante coreografia,  deu corpo e consistência ao grito de protesto e de revolta de todos nós.

sábado, 22 de setembro de 2012

Raphael - "La Llorona" Directo Mexico 1968



La Llorona é uma canção intemporal e exprime bem a simbiose entre a hispanidade e a cultura pré-colombiana da América Latina, sobressaindo, do seu ritmo arrastado e indolente, um sentimento de profunda tristeza. A canção é inspirada numa lenda mexicana, transformada em mito, no início do período colonial, e que apresenta várias versões, mesmo em outros países do continente sul americano. Uma delas, talvez a de maior autenticidade etnográfica, reporta à deusa Cihuacóatl, uma misteriosa mulher que se vestia com roupas da nobreza pré-colombiana, e que, durante a conquista do México, teria gritado: "Oh, meus filhos! Onde os levarei, para que não acabe por perdê-los?".
Nota:  Veja também a segunda interpretação da mesma canção.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Peter Sarstedt - Take Off Your Clothes (Original Version)

Amabilidade do João Fráguas
***
Se o filme tivesse sido realizado a cores, os tipos teriam travado às quatro rodas, no meio de uma nuvem de poeira, e dado boleia às raparigas. Agora, a preto e branco, era mais difícil convencer alguém...

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Em Defesa da Dignidade, do Trabalho e do Estado Social, Apoiamos a Greve Geral*

Três Cantos - Eu Vi Este Povo A Lutar
Fausto, José Mário Branco e Sérgio Godinho,
três ícones da música de intervenção
*
O último ano tem sido marcado por uma catadupa de decisões políticas atentatórias das condições de vida dos cidadãos e dos serviços e apoios sociais arduamente conquistados ao longo da história, criando uma situação que é tão mais gravosa quanto ocorre num quadro de progressivo desemprego e recessão económica.
É o caso dos cortes unilaterais nos salários dos trabalhadores do Estado, da apropriação fiscal de grande parte do subsídio de Natal dos trabalhadores e pensionistas, do corte dos subsídios de Natal e de férias dos trabalhadores do sector público e dos pensionistas que, tal como o aumento do horário laboral no sector privado, estão previstos para o próximo ano, da substancial diminuição do financiamento ao Serviço Nacional de Saúde e à educação pública, ou da restrição do acesso ao subsídio de desemprego e a outras prestações sociais.
No entanto, estas opções políticas não se limitam a agravar as condições de vida dos trabalhadores, pensionistas e suas famílias, fazendo até perigar a própria subsistência de muitos deles em condições minimamente dignas.
Essas decisões são tomadas em nome do reequilíbrio das contas públicas e da necessidade de servir a dívida. No entanto, devido à recessão que já provocam e irão aprofundar, não permitirão sequer atingir esses objectivos. Dessa forma, ao sofrimento imposto a milhões de pessoas e à injustiça na repartição dos custos, vem somar-se a consciência da inutilidade de tais sacrifícios.
Mais ainda, as medidas tomadas no âmbito das políticas de “ajustamento” constituem uma brutal subversão do contrato social que permitiu à Europa libertar-se, após a II Guerra Mundial, da endémica incerteza e insegurança de vida dos seus cidadãos e, com base nisso, assegurar vivências mais dignas, uma maior equidade e níveis de paz social e segurança colectiva sem paralelo na sua história.
Ao subverterem a credibilidade e a segurança jurídica da contratação laboral e sua negociação, ao esvaziarem e restringirem os elementos de Estado Social implementados no país (pondo com isso em causa o acesso dos cidadãos à saúde, à educação e a um grau razoável e expectável de segurança no emprego, na doença, no desemprego e na velhice), essas opções políticas, apresentadas como se de inevitabilidades se tratasse, reforçam as desigualdades e injustiças sociais, abandonam os cidadãos mais directamente atingidos pela crise, e criam as condições para que a dignidade humana, os direitos de cidadania e a segurança colectiva sejam ameaçados pela generalização da incerteza, do desespero e da ausência de alternativas.
Por essas razões, os cientistas sociais signatários reafirmam que os princípios e garantias do Estado Social e da negociação consequente dos termos de trabalho não são luxos apenas viáveis em conjunturas de crescimento económico, mas sim condições básicas da dignidade e da existência colectiva, que se torna ainda mais imprescindível salvaguardar em tempos de crise. São, para além disso, elementos essenciais de qualquer estratégia credível para ultrapassar a crise e relançar o crescimento económico.
Num quadro de fortes limitações orçamentais, esse imperativo societal requer a reversão das crescentes assimetrias na distribuição de riqueza entre capital e trabalho, designadamente através da utilização de uma substancial e mais equitativa tributação dos lucros e mais-valias como fonte do reforço de financiamento dos serviços e prestações sociais.
Sendo as opções governativas em curso (e em particular a proposta de OGE 2012) contrárias a estas necessidades e atentatórias da dignidade humana e da segurança colectiva, os cientistas sociais signatários apoiam a Greve Geral convocada pela CGTP-IN e a UGT para o próximo dia 24 de Novembro, apelando aos seus concidadãos para que a ela adiram.
Tratando-se embora de uma acção a nível nacional, os signatários saúdam também esta Greve Geral como um momento do combate europeu contra as políticas de austeridade e de regressão social, a favor de mudanças na política europeia que coloquem no centro os cidadãos, o crescimento económico, o desenvolvimento e a defesa da Europa Social e da democracia.
*Apelo à adesão à Greve Geral de 24 de Novembro, subscrito por 128 cientistas sociais portugueses ou a trabalhar em e sobre Portugal.
Retirado do blogue "Ladrões de Bicicletas"

terça-feira, 22 de novembro de 2011

The Codice - A Injecção da Banca

Amabilidade da Dalia Faceira e do Diamantino Silva
***
Até que enfim, apanho uma música pimba, com uma mensagem substantiva.