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sábado, 1 de novembro de 2014

Doce de Abóbora com canela e laranja para mais um Dia Um

Outono sempre foi cá em casa época de doces e compotas. Acontecia em tempo de vida do meu pai, ele ir ao leilão do cortejo de oferendas dos bombeiros voluntários e chegar a casa com uvas, lembro-me tão bem, hortaliças e uma abóbora. Adora aquele ritual, como adorava mercados, gosto que talvez me tenha passado. A abóbora tinha usos vários, uma abóbora é muita abóbora, e um deles era doce de abóbora, feito pelas mãos prendadas e sempre carinhosas da minha sorridente mãe. Foi com ela que aprendi a fazer este doce e a ela que recorro em caso de dúvida.
Trouxe o hábito de fazer doce comigo, como tantos outros, e Outono é tempo de doce de abóbora. É denso e quente, chama o Outono e torna os dias cinzentos mais quentes e reconfortantes. Quase gosto de outonos assim e nem sabem como isto é estranho. 

Doce de Abóbora com canela e laranja

Ingredientes
2 kg de abóbora cortada em pedaços pequenos
1 kg de açúcar amarelo
3 paus de canela
raspa de 3 laranjas

Confecção
Arranjar a abóbora: abrir, tirar as sementes, cortar em pedaços pequenos. Num tacho juntar a abóbora, o açúcar, os paus de canela e a raspa da laranja. Levar a lume médio, mexendo com frequência até atingir o ponto desejado, este terá levado  cerca de uma hora e meia.

Quando o Dia Um... Na Cozinha lançou o desafio deste mês fiquei a pensar se faria este doce ou um de marmelos. A tradição pesou mais e decidi-me por este. Comprei a abóbora numa mercearia perto. Morar na aldeia pode ser uma vantagem às vezes.


Desta vez usei açúcar amarelo em vez do habitual branco. O sabor ficou mais intenso e a cor mais escura. Gostei do resultado, especialmente do sabor.





E agora esperemos pelo próximo desafio. Tenho a certeza de que este doce não vai chegar até ao próximo dia um e, depois de dois posts de seguida com abóbora, prometo que o próximo será diferente.


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Sopa de abóbora assada com leite de coco para esta 'quinzena'

Fazer parte dos grupos que se vão criando no Facebook em termos culinários tem sido uma experiência muito gratificante. Há a partilha, o bom ambiente nos que faço parte, e o desafio da aventura. Um chef novo, uma receita, um prato nunca antes pensado. Nesta quinzena, o chef convidado para os Quinze dias com... foi a Lorraine Pascale. Gosto dos chefs ingleses, talvez o sentido de humor, o inglês, um maneira de ser sempre peculiar, mas nunca tinha prestado muita atenção a esta chef. Foi portanto mais um desafio e uma forma de se conhecer melhor outra 'cozinha'. Andei indecisa muito tempo com a receita. Cheguei à conclusão de sempre: falta-me um livro dela mas hoje como queria fazer sopa para o jantar optei por esta receita. Ainda bem que o fiz. É deliciosa, cheia de sabor e com um toque muito especial. Ainda está morna, são servidos?

Sopa de abóbora assada com leite de coco

Ingredientes
500g de abóbora
1 courgette pequena ou meia grande
1 cebolinha
2 dentes de alho grandes
1 cebola
1 cubo de galinha
Sal
Pimenta preta
Azeite
Coentros
Malagueta em flocos
Leite de coco

Confecção
Pré-aquecer o forno a 200º.
Cortar a abóbora e a courgette em pedaços pequenos, a cebolinha em rodelas e o alho. Colocar numa frigideira larga ou num tabuleiro. Regar com um fio de azeite . Polvilhar com sal e pimenta preta e levar ao forno. Assar cerca de 35 minutos. Entretanto, num tacho, deitar a cebola cortada em rodelas e deixar caramelizar com um fio de azeite. Quando a cebola ganhar cor, deitar a mistura dos legumes assados, juntar um pouco de água e o caldo de galinha, mexer e deixar levantar fervura. Cozinhar uns dez minutos e reduzir a puré com um liquidificador. Rectificar os temperos e juntar água a gosto, e deixar ferver apenas um pouco . Servir com coentros picados, a malagueta e o leite de coco.


Adaptei a receita original  ao meu tempo e gosto. Optei pela courgette para conferir mais cremosidade, cortei os legumes em vez de deixar assar a abóbora na casca por ser mais rápido e omiti a lima, porque não tinha em casa. O gengibre ficou de fora, como sempre, porque não gosto de todo. Valeu a pena. A sopa fica muito boa não só por a abóbora ser assada mas por causa dos coentros, malagueta e o leite de coco. A repetir sem qualquer dúvida.

domingo, 11 de novembro de 2012

Abóbora em quatro actos e uns muffins outonais


Cá em casa a abóbora teve ao longo dos tempos três aproveitamentos, usos, aplicações, como lhe queiram chamar.
A primeira é a mais óbvia de todas: sopa. Sopa de abóbora é uma das minhas preferidas por uma razão que aqui vos confesso, a cor. Não gosto muito de sopas de base branca e o alaranjado da abóbora colore as minhas sopas na perfeição. Vou-a perfumando como me apetece ou consoante o que tenho de ervas aromáticas, hortelã ou coentros e conforto-me em dias de invernia com uma tigela de sopa que deixo arrefecer na minha frente. A segunda utilização é em doce. Nada de tão simples e tão delicioso: doce de abóbora com requeijão de Seia, do autêntico, do que me traz saudades daquele que no meu tempo de infância aparecia acamado em folha de couve. Nesse tempo de liberdade absoluta a ASAE não existia nem em projecto e vivíamos tranquilos na ignorância de tantos perigos que nos ensombram a existência e até o gesto mais cândido. O meu doce de abóbora tem um único senão: a quantidade de açúcar. Mesmo reduzida é sempre muito açúcar e se reduzirmos de mais corremos os risco de ter um caldo sensaborão de consistência mole e eu não gosto de coisas moles.  O terceiro destino da abóbora é nos doces de Natal da minha mãe. Em rigor, este devia ser o primeiro, porque desde que me lembro de ser gente, lembro-me de a ver fazer fritas de abóbora como lhes chama. As fritas de abóbora têm um ritual muito próprio. Primeiro a compra da abóbora, depois cortá-la em pedaços, cozer, escorrer. Nos tempos de vida do meu pai, era ele que partia as nozes para pôr nas fritas. E depois o cheirinho da canela, o cheiro a Natal e ao calor que a quadra espalhava nos corações mesmo em casas frias do pináculo do Inverno.
Hoje conheci um outro uso para a abóbora: muffins. A proposta desta semana do Dorie às sextas foram uns muffins de abóbora. Confesso que fiquei um bocado desconfiada, mas depois de tantos elogios abalancei-me. Ficaram aprovados. O primeiro foi literalmente comungado com a minha mãe, partido à mão e partilhado assim mesmo Toma, Mamã! Desconfio que também por isso me souberam tão bem.

Muffins de abóbora com nozes e laranja

Ingredientes
250 g de farinha de trigo
2 colheres de chá de fermento em pó
125 g de margarina à temperatura ambiente
150 g de açúcar branco
50 g de açúcar amarelo
2 ovos grandes
1 chávena média de puré de abóbora
½ iogurte natural magro
Raspa de uma laranja
1 chávena de nozes picadas
1/4 de colher de chá de sal
1  colher de chá de canela em pó
1 colher de chá de pimenta da Jamaica moída
Pau de canela

Preparação
Partir a abóbora em cubos e cozer com pouca água e um pau de canela. Escorrer, deixar arrefecer e reduzir a puré.
Pré-aquecer o forno a 200º. Misturar os ingredientes secos: farinha, fermento, sal e as especiarias Bater a manteiga à temperatura ambiente com os açúcares e a raspa de laranja até obter uma mistura cremosa. Juntar os ovos, um de cada vez, batendo bem. Misturar a abóbora e o iogurte. Adicionar os ingredientes secos e envolver sem bater. Juntar as nozes cortadas em pedaços. Deitar a mistura nas formas (usei de silicone), polvilhar com os pedaços de nozes e levar ao forno durante cerca de 20 minutos. 


Fiz algumas alterações à receita original: omiti o gengibre, a noz moscada, o extracto de baunilha e as passas,  acrescentei mais nozes, substituí o buttermilk por iogurte magro natural e perfumei-os com raspa de laranja. Verdadeiramente outonais.