Agora que se aproxima o inverno e a natureza se desnuda
nas árvores cujas folhas vão caindo com mais intensidade atapetando o chão nos
mais variados tons outonais, há como que uma espécie de pacto latente entre o
vento, a chuva e o frio que, em silêncio preparam a natureza para culminar na primavera em todo o seu apogeu.
Assim como as árvores, que no outono se desnudam para se renovarem
e darem novos frutos, também nós devemos despirmo-nos dos preconceitos que nos
inibem de uma renovação interior, no sentido de continuarmos a crescer e a
frutificar, mesmo que nos situemos já no crepúsculo da vida.