Já não sabes o nome de todas as pontes que tocaste, tudo em ti é rio, o mesmo. Pequeno mas rebelde, no tempo das águas que cantam. Cai, depois, todo ele é queda e som. Mergulha entre as pedras, rasga vales, revela raizes - que recolhes reverentemente - estranhas, alquímicas, magoadas. Repousa então, o teu rio nas tuas margens, o teu leito maculado por um caudal-vórtice insubmisso. Não irá desaguar.
Sobre ele, o íncubo, o criador de pontes. O que ergue paisagens sobre tudo o que é rio em ti. Tem a corda, tem a árvore, tem laços e magia. Alquimista. E cada ponte que voa sobre ti recorda-te apenas que não deves saber o seu nome. Estão lá para as tocares. Molhares. Desaguar.