Por Padre Cléber
Um texto longo, mas necessário. Peço que ninguém o mutile, nem o altere:Algumas notas sobre a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016: “Casa comum nossa responsabilidade”.
Este texto está assegurado pela a Constituição Federal, Artigo 5º ” IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença; ” e também pelo Código de Direito Canônico, cânon 212 § 2: “Os fiéis têm o direito de manifestar aos Pastores da Igreja as próprias necessidades, principalmente espirituais, e os próprios anseios.” e § 3: “De acordo com a ciência, a competência e o prestígio de que gozam, tem o direito e, às vezes, até o dever de manifestar aos Pastores sagrados a própria opinião sobre o que afeta o bem da Igreja e, ressalvando a integridade da fé e dos costumes e a reverência para com os Pastores, e levando em conta a utilidade comum e a dignidade das pessoas, dêem a conhecer essa sua opinião também aos outros fiéis.”
Portanto, escrevo aos leitores, certo de que entre eles, alguns de nossos bispos também o lerão. Já aviso de antemão que qualquer comentário pejorativo aos Senhores Bispos será sumariamente apagado, não porque alguns não o mereçam, mas porque o meu perfil não é um lugar para bate-bocas de comadres de vila. Uma coisa é discordar, outra fazer estrepolias de moleques. Quem discorda do que escrevo ou vê de forma diferente tenha a hombridade de o fazê-lo dentro da educação e polidez de gente civilizada e de usar seu nome próprio. Se discorda, coloque seus argumentos e iniciemos um debate.
Centenas de católicos escrevem-me diariamente sobre sua inquietação e perplexidade com mais uma Campanha da Fraternidade (CF). Discutir saneamento básico, esgoto e políticas da água dentro das igrejas parece-lhes – e parece-me – totalmente fora da realidade. Dentre as dezenas de razões para o rechaço a mais ouvida é que a CF tem o intuito de desviar o espírito da Quaresma para ocupar cátedras e púlpitos para uma pregação meramente social e política, quase sempre alinhada ao bom-mocismo do politicamente correto transformando a Igreja Católica em mais um ONG “engajada”. Atitude esta condenada pelo Papa Francisco….
Dizem os perplexos e inquietos que, para os promotores da CF 2016, é mais importante discutir sobre esgoto e água que tratar sobre a proteção da vida nascente e o pecado hediondo do aborto, mais importante cuidar do córrego sujo que do manancial de sangue dos milhares de cristãos, católicos ou não, perseguidos não só na Síria pelos muçulmanos, mais importante que banir e entregar à justiça canônica e civil sacerdotes pedófilos, mais importante que cuidar dos inúmeros casos e denúncias sobre a péssima formação sacerdotal e a corrompida doutrina instilada nalguns seminários e servida à mão-cheia nos púlpitos, mais importante que suspender sacerdotes que não temem desfilar com bandeiras partidárias e bonezinhos de sindicatos, partidos políticos e do MST, mais importante que se levantar contra a eugenia que se instala contra os prováveis e futuros microcéfalos, mais importante que limpar e sanear a PJ de todo a doutrina marxista que está às claras.
Quando um padre se levanta contra estas questões candentes ele é tachado de “não está em comunhão com a Igreja” ou, “não está em comunhão com a Diocese” ou “não está em comunhão com o presbitério”. Conversa fiada de que detêm o poder, mas não detêm a razão. Senhores… o mal e o pecado continuam ser mal e pecado mesmo que todos digam que não.
O que ocorre com tal padre, na melhor das hipóteses é ostracizado pelos colegas, na pior é suspenso do uso de ordens. VEREMOS o que lá vem para mim. Só não sei porque tantas pessoas falam dos padres e bispos bons que se calam… terão medo de quais represálias os assim chamados “bons” bispos? A não promoção à uma diocese “melhor”, à não promoção a algum arcebispado, um título cardinalício? Consultando minha consciência e os ditames da Santa Igreja a quem sirvo vejo-me na obrigação de esclarecer aos fiéis algumas coisas:
– Há uma dezena de anos atrás constatou-se que quem comandava as cordinhas da CNBB eram seus assessores, todos sem exceção alinhados ao socialismo- comuno-psolista-petista.
– Nos dias atuais já não se pode culpar os assessores uma vez que, com a clareza do sol do meio dia, até um cego vê o alinhamento majoritário dos bispos a todo esquerdismo militante. Basta recordar o episódio no ano de 2014 da morte do líder do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, pranteado na página da CNBB pelo então Secretário Geral da CNBB, Dom Leonardo U. Steiner, como “Exemplo de cristão na política”. Para quem acompanhou o desenrolar do caso nas redes sociais viu as milhares de mensagens condenando tal pranto por defunto tão vil. Era muita vela pra pouco defunto. Plínio de Arruda Sampaio era defensor aguerrido do Aborto, do coletivismo, do estatismo comunista e de todas as mazelas intrínsecas ao comunismo já condenado pela Igreja. Para Dom Steiner era um modelo de cristão. Para os demais bispos… ficaram todos caladinhos e acovardados ou compactuaram com o cristianíssimo Dom Steiner, cuja noção de cristão deve ser algo sui generis. Dom Steiner, como todo bom democrata socialista mandou apagar das redes sociais todos as centenas de comentários que o denunciavam….A título de exemplo, a nota pranteadora de Dom Steiner ainda está lá no site da CNBB, limpinha de comentários (http://www.cnbb.org.br/index.php…).
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Campanha da Fraternidade, um desabafo sacerdotal.
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segunda-feira, 9 de março de 2015
Reforma Política encabeçada pela CNBB não têm o consenso de todos os bispos, afirma o Primaz do Brasil
Brasília, 09 de Março de 2015 (Zenit.org) Thácio Siqueira
Nomeado pelo Papa Bento XVI, em 2011, o arcebispo de São Salvador da Bahia, Primaz do Brasil, dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, concedeu uma entrevista a ZENIT sobre o tema: Campanha da Fraternidade e Reforma Política.
Nessa exclusiva, o Primaz do Brasil afirmou que as propostas da Reforma Política, encabeçada pela CNBB, não tiveram a participação de todos os bispos. "Preferiria uma proposta nossa e, quem concordasse com elas, participasse de nossa campanha", disse.
Acompanhe a íntegra da entrevista abaixo:
***
ZENIT: Ultimamente, referindo-se ao tema da Reforma Política e da Campanha da Fraternidade no Brasil, o senhor tem falado que não é papel da Igreja ocupar o lugar do Estado. Por que essa é a sua opinião?
Dom Murilo: A Constituição de nosso país reconhece ser dever do Estado cuidar da saúde, da educação, da escola etc. Nesse campo, atualmente a Igreja tem um papel supletivo - isto é, deve atuar onde não há a presença do Estado ou onde tal presença não é suficiente. No passado, quando a organização social era muito limitada, a Igreja sentia ser seu dever abrir hospitais, creches, escolas etc. Hoje só tem sentido manter essas obras ou fundá-las se, com seus valores, a Igreja quiser "fazer a diferença" - isto é, apresentar uma maneira própria de curar, educar, formar etc. Essa "maneira própria" são as motivações evangélicas isto é, o desejo de mostrar como vemos o doente, o jovem a ser educado, o idoso abandonado, a partir do que nos ensinou Jesus. Se for para ter, por exemplo, um escola "como as outras", sem os valores do Evangelho, não valeria a pena tanto esforço, mesmo que se tratasse de uma escola de boa qualidade. Afinal, como bem insiste o Papa Francisco, a Igreja não é uma ONG, mas uma extensão da presença de Cristo no mundo.
ZENIT: A CNBB é uma entidade séria e necessária para a nossa Igreja, mas existe a possibilidade de que os seus colaboradores errem?
Dom Murilo: Onde há seres humanos há a possibilidade de erros. Minha longa experiência na CNBB tem me mostrado que se pode falar da presença do Espírito Santo naquelas iniciativas que foram rezadas, refletidas e debatidas por todos os bispos. Assim, num documento aprovado, não prevalece a ideia de um ou de outro; nossos documentos oficiais são a síntese do que os bispos pensam. Pode-se dizer, então, que aquele texto é o que o Espírito Santo está querendo falar às nossas Dioceses. Não digo o mesmo de iniciativas de pequenos grupos ou de comissões, onde facilmente pode prevalecer a ideia de uma pessoa ou de um grupo. Nesse caso, o que for apresentado não é um texto "da" CNBB, mas sim daquela comissão.
ZENIT: O que significa uma conferência episcopal encabeçar essa campanha de reforma política?
Dom Murilo: O Brasil enfrenta problemas sérios e graves. A Igreja não pode ignorá-los. Com o Evangelho nas mãos, deve dar uma orientação, apresentar critérios, ajudar na reflexão. De minha parte, nesta campanha de reforma política eu preferiria que a própria Igreja apresentasse suas propostas, fruto da reflexão de todos os Bispos, como foi feito por ocasião da Constituinte, em que a CNBB apresentou um texto riquíssimo: "Por uma nova ordem constitucional". Nesse documento, estava claro o que a Igreja no Brasil tinha como proposta para a Constituição que estava sendo preparada para ser posteriormente aprovada. Nem todas as nossas propostas foram aceitas; hoje, não poucas pessoas reconhecem que com isso quem perdeu foi o país. Desta vez, na campanha pela reforma política, a CNBB participa de um processo que engloba dezenas de grupos da sociedade civil. As propostas feitas são, pois, expressão do que esses grupos desejam, fruto da busca de consenso. Assim, algumas das propostas não correspondem ao que nós bispos defendemos ou, ao menos, o que muitos bispos pensam; nem algumas propostas que julgamos importantes estão ali. Repito, preferiria uma proposta nossa e, quem concordasse com elas, participasse de nossa campanha - como aconteceu por ocasião da Constituinte. Por sinal, a grande maioria das assinaturas que estão sendo colhidas são fruto do trabalho feito em nossas Dioceses e em nossas Paróquias - ao menos é o que acontece aqui na Bahia. Não creio que seja diferente nos outros estados do Brasil.
ZENIT: O projeto em questão, por exemplo, propõe o financiamento das campanhas com o dinheiro do povo, esse mesmo dinheiro público que mal dá para nos garantir saúde, educação e segurança, além de entrar no mérito das discussões de "gênero" e do voto de "lista fechada", tudo de acordo com a vontade do partido atualmente no poder. Por que um assunto tão opinável, e em pontos, até mesmo contrário à filosofia cristã, está sendo proposto como algo bom e que deve ser abraçado pelos católicos do Brasil?
Dom Murilo: Em parte, penso já ter respondido a essa pergunta. Ao aceitar participar de uma iniciativa que engloba dezenas de entidades, deu no que deu. Insisto: tais propostas não tiveram a participação de todos os Bispos; são fruto, sim, de uma reflexão que envolveu principalmente algumas comissões episcopais.
Fonte: Zenit
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Uma Interpretação do Cartaz da Campanha da fraternidade de 2015.
É meio amargo escrever isto, mas vamos lá. Confesso que não gostei (novamente) do Cartaz da campanha da fraternidade de 2015. Como visto, ela nos mostra o Papa beijando os pés de uma pessoa, nos remetendo ao conhecida cerimônia de Lava pés. Encontro aqui algumas questões:
- Jesus não beijou os pés, não encontrei isto na Bíblia. Se alguém encontrar, não me perturbo em corrigir esta postagem;
- Jesus lavou os pés e enxugou, penso que ele purificou as pessoas de possíveis sujeiras. Deixou ainda a obrigação para que os discípulos fizessem o mesmo. Que ao encontrar uma alma em condições de sujeira, pudessem levar a palavra que limpa e liberta, logicamente não excluindo o lavar com a água natural e sobretudo com a água da vida;
- Jesus não se submeteu a ninguém, ele não se rebaixou. Até na hora da morte, Jesus se declarou Senhor e Rei. Ele definitivamente não se jogou aos pés de ninguém;
- "Eu vim para servir" esta passagem está no cartaz e não tem ou não deveria ter qualquer ligação com o lava pés. Jesus não disse esta frase ao lavar os pés dos discípulos;
- A junção da Imagem com o Texto trás uma mensagem esquisita, parece que alguém está se jogando aos pés de alguém, se rebaixando e dizendo: 'o que me mandares, eu o farei';
Esta é a passagem que Jesus diz sobre SERVIR: "Porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em redenção por muitos". (Mc 10,45)
Esta é a passagem que Jesus LAVA os pés dos Discípulos: "Em seguida, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido.
Chegou a Simão Pedro. Mas Pedro lhe disse: Senhor, queres lavar-me os pés!...
Respondeu-lhe Jesus: O que faço não compreendes agora, mas compreendê-lo-ás em breve.
Disse-lhe Pedro: Jamais me lavarás os pés!... Respondeu-lhe Jesus: Se eu não tos lavar, não terás parte comigo." (Jo 13, 5-8)
Todas as pessoas que Jesus acolheu, a nenhuma delas Jesus flertou uma subserviência, Jesus sempre chamava a pessoa a segui-lo e a não cometer os mesmos pecados. Jesus nunca deixava um sinal de que Ele sendo Mestre, iria servir aquela pessoa. Ele cura, liberta e salva. Ele ama, mas ele não rasga a sua doutrina para acolher uma nova forma pecaminosa de ser. É Jesus que diz, venha a mim, Tome sua cruz e me siga, Segue-me tu, Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina...
Temos visto alguns líderes da Igreja com intuito de mudar a doutrina católica frente aos desejos do homem. Querem que a Igreja acolha o aborto, realize casamento homossexual, apoie a liberação das drogas entre outras aberrações. Jesus não deixou esta abertura, todo o acolhimento é para que a pessoa encontre a Verdade e esta o libertará. É a verdade que liberta, que lava os pés. A verdade é Jesus, relembrada pelo Espírito Santo.
Quem deve estar aos pés de Jesus somos todos nós e não Ele aos nossos pés. Jesus nos ensinou na oração do Pai Nosso assim: 'seja feito a vossa vontade, assim na terra como no Céu', isto é pregar
o Senhorio de Deus sobre nós, e nunca a nossa vontade sobre Ele. Aqui abaixo deixo as passagens exemplares onde Pessoas pecadoras como nós que se jogaram aos pés de Jesus.
"pois uma mulher, cuja filha possuía um espírito imundo, logo que soube que ele estava ali, entrou e caiu a seus pés". (Mc 7,25)
"Vendo isso, Simão Pedro caiu aos pés de Jesus e exclamou: Retira-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador". (Lc 5,8)
"Nesse momento, Jesus apresentou-se diante delas e disse-lhes: Salve! Aproximaram-se elas e, prostradas diante dele, beijaram-lhe os pés". (Mt 28,9)
"Saíram eles, pois, a ver o que havia ocorrido. Chegaram a Jesus e acharam a seus pés, sentado, vestido e calmo, o homem de quem haviam sido expulsos os demônios; e tomados de medo," (Lc 8,35)
"O chefe da sinagoga, chamado Jairo, foi ao seu encontro. Lançou-se a seus pés e rogou-lhe que fosse à sua casa," (Lc 8,41)
"A mulher viu-se descoberta e foi tremendo e prostrou-se aos seus pés; e declarou diante de todo o povo o motivo por que o havia tocado, e como logo ficara curada". (Lc 8,47)
"Tinha ela uma irmã por nome Maria, que se assentou aos pés do Senhor para ouvi-lo falar". (Lc 10,39)
"Prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradecia. E era um samaritano". (Lc 17,16)
"Maria era quem ungira o Senhor com o óleo perfumado e lhe enxugara os pés com os seus cabelos. E Lázaro, que estava enfermo, era seu irmão". (Jo 11,2)
"e, estando a seus pés, por detrás dele, começou a chorar. Pouco depois suas lágrimas banhavam os pés do Senhor e ela os enxugava com os cabelos, beijava-os e os ungia com o perfume". (Lc 7,38)
"Não me deste o ósculo; mas esta, desde que entrou, não cessou de beijar-me os pés". (Lc 7,45)
Editado em 23/02/2015
Como eu disse no início do post: 'É meio amargo escrever isto', como não é fácil para mim, acredito que não é fácil para quem ler. Entendam o seguinte: A CNBB não é infalível, seus Assessores não são perfeitos e por isto seus trabalhos são passíveis de erros e criticáveis. Neste simples post, coloquei aquilo que acredito estar errado e em desacordo com a fé. Onde sei, não é pecado criticar algo assim. Falo isto às pessoas de bem que se assustaram, mas aos militantes porcos e sem alma, fiquem com suas lavagens. Para todos, peço que mostrem os erros do post, falem o que está errado de forma inteligente e eu editarei a postagem e se possível excluirei toda ela se assim provar todo o seu erro. Fiquem com Deus!
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Jorge Mario Bergoglio
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Campanha da Fraternidade 2015: Igreja e sociedade. Reforma Política.Isto nos ajudará?
Novamente venho aqui expressar dolorosamente que em plena Quarta-feira de cinzas, onde a alma humana fica atenta para ouvir a voz do Pastor, ocorre que surge alguns interlocutores que procuram de toda forma tapar a boca do Senhor e oferecem uma ecoada da voz de Lobos.
Cristãos que durante o feriadão não pularam carnaval, que fizeram seu retiro e que viveram tempo de oração fortíssimo, vão as igrejas receber as cinzas e ouvir o "Convertei e crede no evangelho". Cristãos que pularam bastante o carnaval, outros que se drogaram, prostituíram, de certa forma também vãos as igrejas neste dia para ouvir a mesma frase, mesmo que seja um desejo não explicitado, só da alma. Mas tristemente ouvem apenas as repetidas apelações da Campanha da fraternidade, que nada trás como exortação a CONVERSÃO.
As campanhas quase sempre trazem apelos políticos-sociais, que aparentemente são bonzinhos e até nos fazem chorar por causa de seus 'importantes temas'. Sem falar que este Tema nos tapam o ouvir, ver, sentir..., que nos impedem de viver o verdadeiro sentido das cinzas e da Quaresma, já que a campanha torna-se um verdadeiro cobertor sobre este tempo de conversão. Ela ainda com seus terríveis temas, nunca incomodam os verdadeiros lobos da sociedade.
Se você ler o texto base da Campanha deste ano de 2015, verá na terceira parte, mais especificamente em '2.7. Participação na Reforma Política', onde diz:
Se deixarmos enganar por isto, iremos entender que a tal campanha vai ajudar o sistema político brasileiro, vai revolucionar e a partir disto, o Brasil se tornará um novo país, um verdadeiro paraíso.
Só que não. Há uma maldade no texto que procura uma substituição de palavras, claramente escondendo o seu desejo principal. Uma linguagem de cunho esquerdista e de nenhuma fé católica. A Tal reforma Política que querem implantar através da enganação dos fiéis, pedindo que todos assinem, eles querem servir de base para o Partido dos Trabalhadores. É interessante que estas campanhas nunca incomodam ou criticam o PT nem os partidos congêneres. O esquerdismo se sente totalmente cômodo quando se lança uma destas campanhas. Engraçado que se fala tanto de política nas campanhas, mas nunca se refere a possíveis erros do Lula nem da Dilma, esquisito não. Será que este bando de corruptos não erram ou a campanha é viciada?
O mesmo projeto de "eleições limpas.... Reforma Política” apoiado pela Campanha da Fraternidade que quer acabar com a corrupção no Brasil é e foi projetada pelo PT, aqui no site do PT http://www.pt.org.br/reformapolitica/ é possível encontrar o Projeto. Mas como assim? O PT que está atolado na corrupção quer acabar com a roubalheira? Ou os Bispos abram os olhos ou ficará mais feio ainda, querendo dar ao povo uma dose de enganação mais potente do que já tem tomado.
Querem implantar o conhecido bolivarianismo no Brasil,saiba mais aqui:
Confira este outro link com maiores análises:
E isto com a assinatura de fiéis católicos, mas o pior com a animação de nossos padres e bispos, que sabiamente ou de forma ignorada apoiam esta desgraça no nosso país. O que ajudará a tornar aqui um Inferno comunista. Penso que estes pastores serão cobrados severamente por Deus.
Há uma clara negociação da fé. Porém uma fé sem nenhum valor, uma submissão aos desejos do poder humano. Este pessoal do PT com a ajuda da CNBB submete a igreja ao poder corrupto do Partido. Isto não é novidade para nós que sabemos que um conjunto de gente desprezível, procura assanhadamente submeter a constituição e a moral católica aos desejos da carne. Colocam-nos abaixo do aborto, homossexualismo, desonras. Onde provocam perseguições as famílias, aos policiais e a todos os valores conquistados por séculos através de homens de honra.
Definitivamente a Igreja e seus lideres não devem se submeter aos desejos da carne, aos desejos pecaminosos. O Servo de Deus deve beijar os pés do pecador, deve descer até as suas dores, até onde estiver caído, mas nunca se deixar levar pelos desejos imundos, nunca mudar a doutrina santa, nunca se corromper dizendo que está cumprindo uma ação de caridade. Caridade não é se submeter aos desejos do pecador, mas sim lavar seus pés, beijá-los e carregá-lo para uma conversão.
Aqui a imagem da Campanha poderia dizer-nos "Eu vim para servir" e poderia acrescentar, "Segue-me" ou “Vá e não peques mais". Infelizmente parou no sentido de Igreja subserviente, serva dos desejos imundos.
Cristãos que durante o feriadão não pularam carnaval, que fizeram seu retiro e que viveram tempo de oração fortíssimo, vão as igrejas receber as cinzas e ouvir o "Convertei e crede no evangelho". Cristãos que pularam bastante o carnaval, outros que se drogaram, prostituíram, de certa forma também vãos as igrejas neste dia para ouvir a mesma frase, mesmo que seja um desejo não explicitado, só da alma. Mas tristemente ouvem apenas as repetidas apelações da Campanha da fraternidade, que nada trás como exortação a CONVERSÃO.
As campanhas quase sempre trazem apelos políticos-sociais, que aparentemente são bonzinhos e até nos fazem chorar por causa de seus 'importantes temas'. Sem falar que este Tema nos tapam o ouvir, ver, sentir..., que nos impedem de viver o verdadeiro sentido das cinzas e da Quaresma, já que a campanha torna-se um verdadeiro cobertor sobre este tempo de conversão. Ela ainda com seus terríveis temas, nunca incomodam os verdadeiros lobos da sociedade.
Se você ler o texto base da Campanha deste ano de 2015, verá na terceira parte, mais especificamente em '2.7. Participação na Reforma Política', onde diz:
'A Igreja Católica integra a “Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas”. Participou ativamente dos debates que definiram os termos deste projeto, que inclui: A proibição de financiamento de candidatos por empresas (pessoas jurídicas) e implantação do financiamento democrático, público e de pessoas físicas, ambos limitados;'
Se deixarmos enganar por isto, iremos entender que a tal campanha vai ajudar o sistema político brasileiro, vai revolucionar e a partir disto, o Brasil se tornará um novo país, um verdadeiro paraíso.
Só que não. Há uma maldade no texto que procura uma substituição de palavras, claramente escondendo o seu desejo principal. Uma linguagem de cunho esquerdista e de nenhuma fé católica. A Tal reforma Política que querem implantar através da enganação dos fiéis, pedindo que todos assinem, eles querem servir de base para o Partido dos Trabalhadores. É interessante que estas campanhas nunca incomodam ou criticam o PT nem os partidos congêneres. O esquerdismo se sente totalmente cômodo quando se lança uma destas campanhas. Engraçado que se fala tanto de política nas campanhas, mas nunca se refere a possíveis erros do Lula nem da Dilma, esquisito não. Será que este bando de corruptos não erram ou a campanha é viciada?
O mesmo projeto de "eleições limpas.... Reforma Política” apoiado pela Campanha da Fraternidade que quer acabar com a corrupção no Brasil é e foi projetada pelo PT, aqui no site do PT http://www.pt.org.br/reformapolitica/ é possível encontrar o Projeto. Mas como assim? O PT que está atolado na corrupção quer acabar com a roubalheira? Ou os Bispos abram os olhos ou ficará mais feio ainda, querendo dar ao povo uma dose de enganação mais potente do que já tem tomado.
Querem implantar o conhecido bolivarianismo no Brasil,saiba mais aqui:
Confira este outro link com maiores análises:
Campanha da Fraternidade 2015 e Reforma Política.
Há uma clara negociação da fé. Porém uma fé sem nenhum valor, uma submissão aos desejos do poder humano. Este pessoal do PT com a ajuda da CNBB submete a igreja ao poder corrupto do Partido. Isto não é novidade para nós que sabemos que um conjunto de gente desprezível, procura assanhadamente submeter a constituição e a moral católica aos desejos da carne. Colocam-nos abaixo do aborto, homossexualismo, desonras. Onde provocam perseguições as famílias, aos policiais e a todos os valores conquistados por séculos através de homens de honra.
Definitivamente a Igreja e seus lideres não devem se submeter aos desejos da carne, aos desejos pecaminosos. O Servo de Deus deve beijar os pés do pecador, deve descer até as suas dores, até onde estiver caído, mas nunca se deixar levar pelos desejos imundos, nunca mudar a doutrina santa, nunca se corromper dizendo que está cumprindo uma ação de caridade. Caridade não é se submeter aos desejos do pecador, mas sim lavar seus pés, beijá-los e carregá-lo para uma conversão.
Aqui a imagem da Campanha poderia dizer-nos "Eu vim para servir" e poderia acrescentar, "Segue-me" ou “Vá e não peques mais". Infelizmente parou no sentido de Igreja subserviente, serva dos desejos imundos.
segunda-feira, 3 de março de 2014
Campanha da Fraternidade 2014. “Fraternidade e Tráfico Humano”. CNBB fraquíssima em Espiritualidade, tema nada a ver com Quaresma!
Campanha da Fraternidade 2014. Tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou”
As Informações e Cursos sobre a Campanha da Fraternidade (CF) 2014, que terá como tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tratam e abordam sobre o tráfico humano no contexto da globalização, com foco na mobilidade e trabalho; formas de enfrentamento ao tráfico humano; a abordagem da questão da escravidão e tráfico humano na bíblia e no ensino social da igreja, à luz da dignidade e dos direitos humanos; propostas para o enfrentamento do tráfico humano e canais de denúncia.
Alguns poderiam dizer: "Nossa, que tema caro e belo!, a CNBB sempre trás temas legais para serem refletidos durante a Quaresma. Que bom!". É verdade, quem poderia dizer que são temas ruins os que a CNBB incluem frankensteineamente durante a Quaresma? Só um maluco para ser contra né?! Então eu sou um maluco! Vamos pensar um pouquinho e aqui pra nóis, é prioridade mesmo falar de Tráfico Humano durante a Quaresma? Não se trata de puro desvio de pensamento, debate e infiltração ideológica? Não será uma Xeque-Mate na espiritualidade da Nação Brasileira?
Num Tempo que se deve propor oração, jejum e penitência (coisa mais fundamentada na bíblia e na história de Jesus, portanto valorizadas com base na espiritualidade) a CNBB que já anda meio pálida de desbotada, não está levando ninguém a rezar e conhecer a história exemplar de Cristo. Cadê o foco no Tempo litúrgico? Advento deve-se falar da espera Daquele que virá; Natal deve-se falar Daquele que nasce; Pentecostes deve-se falar do Espírito Santo; dia de São José, sobre São José e assim por diante. Agora quaresma fala-se de quê??? Eu penso que deveria falar dos quarenta dias que Jesus ficou no Deserto, mas segundo a CNBB não. Podemos falar de qualquer coisa: de água, macaco, prédios, mato, vento e agora de crimes, coisa do 'CSI investigação criminal'.
Sinceramente, se deveríamos falar de alguma coisa na Quaresma, seria sobre Jesus, devoções, orações, confissões etc. Mas a CNBB cassa um tema esquisito que graças a Deus quase não vemos acontecer (é horroroso quando ocorre), mas que não conhecemos em escala grande assim para se ter que criar uma Campanha. É como se o governo criasse uma campanha para vacinar pessoas com Doença de Pelizaeus-Merzbacher. É boa a intenção de vacinação, mas não precisa parar a população por algo que não é ameaça ou corriqueiro.
Pelo que consta, as Campanhas da Fraternidade são criadas a partir de uma escolha provinda do povo. Sei não viu, se é que vem, penso que este povo tá assistindo muita novela da Globo. Recentemente, foi ao ar uma tal novela de cunho Espírita (quase todas são) e meio Umbandista que abordou este assunto copiado pela CNBB, a novela é 'Salve Jorge'. Acho que o povo da CNBB (com algumas exceções) é tudo noveleiro.
CNBB, CNBB até tu? Logo de quem esperaríamos um pouco mais de palavras de pastoreio. Falem um pouco mais de Jesus, o povo precisa. Tem inúmeras pessoas querendo conhecer Jesus e pelo visto não será pelas campanhas que os novos cristãos conhecerão o Senhor dos Senhores. Mais uma vez a CNBB toma a responsabilidade dos outros sem ao menos cumprir a sua.
Tenho minhas desconfianças perante a CNBB nas questões de campanha e outras mais. É meio azedo isto mas.... Em 2012 a CNBB lançou a Campanha da Fraternidade sobre Saúde no Brasil e encapou uma imagem de Médico nos cartazes. Em 2013, 'em resposta' o PT lançou o 'Mais médicos'. Que alinhamento CNBB-PT hein!
Agora a CNBB vai lançar campanha contra tráfico humano, tema importante mas que nada tem haver com Quaresma. Será que vai ser base para o PT trazer Cubanos para nos ensinar a proteger contra o tráfico de pessoas? Neste quesito, deveria se importar com o tráfico de médicos escravos que o PT está fazendo atualmente.
Então vai uma dica de como viver a Quaresma:
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Bento XVI envia mensagem aos brasileiros no início da Campanha da Fraternidade
Neste dia 13 de fevereiro, quarta-feira de Cinzas, será lançada a Campanha da Fraternidade (CF), com o tema “Fraternidade e Juventude” e o lema “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8). O Papa Bento XVI enviou uma mensagem para o início da Campanha. A seguir, a íntegra da mensagem:
Queridos irmãos e irmãs,
Diante de nós se abre o caminho da Quaresma, permeado de oração, penitência e caridade, que nos prepara para vivenciar e participar mais profundamente na paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. No Brasil, esta preparação tem encontrado um válido apoio e estímulo na Campanha da Fraternidade, que este ano chega à sua quinquagésima realização e se reveste já das tonalidades espirituais da XXVII Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em julho próximo: daí o seu tema “Fraternidade e Juventude”, proposto pela Conferência Episcopal Nacional com a esperança de ver multiplicada nos jovens de hoje a mesma resposta que dera a Deus o profeta Isaías: “Eis-me aqui, envia-me!” (6,8).
De bom grado associo-me a esta iniciativa quaresmal da Igreja no Brasil, enviando a todos e cada um a minha cordial saudação no Senhor, a quem confio os esforços de quantos se empenham por ajudar os jovens a tornar-se – como lhes pedi em São Paulo – “protagonistas de uma sociedade mais justa e mais fraterna inspirada no Evangelho” (Discurso aos jovens brasileiros, 10/05/2007). É que os “sinais dos tempos”, na sociedade e na Igreja, surgem também através dos jovens; menosprezar estes sinais ou não os saber discernir é perder ocasiões de renovação. Se eles forem o presente, serão também o futuro. Queremos os jovens protagonistas integrados na comunidade que os acolhe, demonstrando a confiança que a Igreja deposita em cada um deles. Isto requer guias – padres, consagrados ou leigos – que permaneçam novos por dentro, mesmo que o não sejam de idade, mas capazes de fazer caminho sem impor rumos, de empatia solidária, de dar testemunho de salvação, que a fé e o seguimento de Jesus Cristo cada dia alimentam.
Por isso, convido os jovens brasileiros a buscarem sempre mais no Evangelho de Jesus o sentido da vida, a certeza de que é através da amizade com Cristo que experimentamos o que é belo e nos redime: “Agora que isto tocou os teus lábios, tua culpa está sendo tirada, teu pecado, perdoado” (Is 6,7). Desse encontro transformador, que desejo a cada jovem brasileiro, surge a plena disponibilidade de quem se deixa invadir por um Deus que salva: “Eis-me aqui, envia-me!’ aos meus coetâneos” - ajudando-lhes a descobrir a força e a beleza da fé no meio dos “desertos (espirituais) do mundo contemporâneo, em que se deve levar apenas o que é essencial: (…) o Evangelho e a fé da Igreja, dos quais os documentos do Concílio Vaticano II são uma expressão luminosa, assim como o é o Catecismo da Igreja Católica” (Homilia na abertura do Ano da Fé, 11/10/2012).
Que o Senhor conceda a todos a alegria de crer n’Ele, de crescer na sua amizade, de segui-Lo no caminho da vida e testemunhá-Lo em todas situações, para transmitir à geração seguinte a imensa riqueza e beleza da fé em Jesus Cristo. Com votos de uma Quaresma frutuosa na vida de cada brasileiro, especialmente das novas gerações, sob a proteção maternal de Nossa Senhora Aparecida, a todos concedo uma especial Bênção Apostólica.
Vaticano, 8 de fevereiro de 2013
Benedictus PP. XVI
Fonte: RCCBrasil
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Interprete o Cartaz da Campanha da Fraternidade 2012
Vejamos alguns pontos da imagem desta Campanha e o que ela nos diz:
É composto de um Médico, um Doente e uma Cruz.
A Cruz está ao lado do personagem que se passa de doente, isto denota que os fiéis são doentes e que a doença está em quem é fiel. Estes dois personagens não deveriam ser católicos, se sim, a Cruz não deveria está entre os dois?
Estando a Cruz distante do personagem Médico, denota-se também que ele não é um homem de fé, é um estilo pagão, apenas sua profissão o ampara. Pode-se ler também: tenha fé e seja doente; seja pagão, saudável e bem resolvido.
Porque quem está ao lado da cruz apresenta uma figura de abatido, velho, pequeno e dominado? No mesmo instante quem está distante dela afigura-se o contrário: alto, cheio de saúde, inteligente, novo e portentoso.
A imagem promove a seguinte afirmação: Quem precisa do pagão é o católico e não o contrário.
A mão direita do médico não ampara o doente, ela aprisiona suas duas mãos como se fosse uma presa. Já a mão esquerda parece empurrá-lo. Então não ha nada de cuidados, quem ampara não aprisiona ou empurra.
A Cruz está acima da cabeça do personagem que se passa por coitado, mas (importante) não está acima da cabeça do pagão, ambos estão alinhados. Alguém ai quer ser um deus, se compara a Deus... "Quem como Deus?"
* Este post faz apenas uma reflexão da imagem apresentada pela CF 2012, nada promove em relação as pessoas contratadas para constituírem esta peça publicitária, as quais resguarda um grandioso respeito.
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Mensagem do Papa para CF 2012: "a cura perfeita é o perdão dos pecados"
Bem irmãos, entendo que esta Campanha da Fraternidade trás mais apelo mercantil que espiritual, sob o manto da saúde, ela vela os pecados do Homem, que não é animado a se confessar. Só para lembrar, há no Brasil 1 médico para cada 622 habitantes¹, índice melhor que o exigido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de 1 médico para cada 1.000 habitantes. Por outro lado há 1 padre para cada 8.624,97 habitantes². Qual a nossa maior carência? Frisei algumas palavras de SS Bento XVI sobre a Campanha da Saúde 2012, Ele como Bom Pastor chama a atenção para a verdadeira saúde que devemos promover.
Ao Venerado Irmão
CARDEAL RAYMUNDO DAMASCENO ASSIS
Arcebispo de Aparecida (SP) e Presidente da CNBB
Fraternas saudações em Cristo Senhor!
De bom grado me associo à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil que lança uma nova Campanha da Fraternidade, sob o lema "que a saúde se difunda sobre a terra" (cf. Ecio 38,8), com o objetivo de suscitar, a partir de uma reflexão sobre a realidade da saúde no Brasil, um maior espírito fraterno e comunitário na atenção dos enfermos e levar a sociedade a garantir a mais pessoas o direito de ter acesso aos meios necessários para uma vida saudável.
Para os cristãos, de modo particular, o lema bíblico é uma lembrança de que a saúde vai muito além de um simples bem-estar corporal. No episódio da cura de um paralítico (cf. Mi_ 9, 2-8), Jesus, antes de fazer com que esse voltasse a andar, perdoa-lhe os pecados, ensinando que a cura perfeita é o perdão dos pecados, e a saúde por excelência é a da alma, pois que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua alma?» (Mi 16,26). Com efeito, as palavras saúde e salvação têm origem no mesmo termo latino ‘salus' e não por outra razão, nos Evangelhos, vemos a ação do Salvador da humanidade associada a diversas curas: “Jesus andava por toda a Galiléia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo o tipo de doença e enfermidades do povo” (Mt 4,23).
Com o seu exemplo diante dos olhos, segundo o verdadeiro espírito quaresmal, possa esta Campanha inspirar no coração dos fiéis e das pessoas de boa vontade urna solidariedade cada vez mais profunda para com os enfermos, tantas vezes sofrendo mais pela solidão e abandono do que pela doença, lembrando que o próprio Jesus quis Se identificar com eles: (pois Eu estava doente e cuidastes de Mim» (Mt 2536). Ajudando-lhes ao mesmo tempo a descobrir que se, por um lado, a doença é prova dolorosa, por outro, pode ser, na união com Cristo crucificado e ressuscitado, uma participação no mistério do sofrimento d'Ele para a salvação do mundo. Pois, «oferecendo o nosso sofrimento a Deus por meio de Cristo, nós podemos colaborar na vitória do bem sobre o mal, porque Deus toma fecunda a nossa oferta, o nosso ato de amor» (Bento XVI, Discurso aos enfermos de Turim, 2/V/2010).
Associando-me, pois, a esta iniciativa da CNBB e fazendo minhas as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias de cada um, saúdo fraternalmente quantos tomam parte, física ou espiritualmente, na Campanha «Fraternidade e Saúde Pública», invocando — pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida — para todos, mas de modo especial para os doentes, o conforto e a fortaleza de Deus no cumprimento do dever de estado, individual, familiar e social, fonte de saúde e progresso do Brasil, tornando-se fértil na santidade, próspero na economia, justo na participação das riquezas, alegre no serviço público, equânime no poder e fraterno no desenvolvimento, E, para confirmar-lhes nestes bons propósitos, envio uma propiciadora Bênção Apostólica.
Vaticano, 11 de fevereiro de 2012
Fonte: Rádio Vaticano
¹ - Portal Médico - http://www.portalmedico.org.br/include/biblioteca_virtual/abertura_escolas_medicina/007.htm
² - Istoé - http://www.istoe.com.br/reportagens/179600_PADRES+BRASILEIROS+INVADEM+O+VELHO+MUNDO
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2012. Falta saúde espiritual!
CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2012
Lema: Que a Saúde se Difunda sobre a Terra (cf. Eclo 38,8)
Tema: A fraternidade e Saúde Pública
Olá minha gente, antecipadamente desejo uma Santa Quaresma a todos!
Ainda que apareçam leitores desgostosos com esta postagem, não perderei a oportunidade de deixar minhas humildes palavras. Em 2011 a CF apresentou um forte apelo ao Meio Ambiente, matéria boa de se falar, porém com alguns descuidos: Colocaram a Terra acima do valor humano e por se veicular exatamente no período quaresmal, Jesus Cristo virou um detalhe e não recebeu foco ao seu Santo Retiro, Abandono e Sofrimento. Permitiram deixar Cristo de lado para elevar louvores ao Planeta Terra. Na verdade não conheço quem elabora isto, é lógico que vem da CNBB que possui um trabalho bom, mas que parece chutar o Balde em plena Quaresma.
Ano passado lembro que muitos blogs alertaram sobre o que disse acima, neste ano ainda não vi muita coisa sendo postada nos blogs. Houveram alterações na seleção do tema em 2012? Em partes acredito que sim, mas ainda não chegaram ao ponto devido. Esta Campanha lançou uma preocupação com o Homem, até que é legal, está chamando a atenção para que o Governo trabalhe em prol daqueles que sofrem e padecem. Isto é ruim? Digo que não. É oportuno? Também não.
Por que não é oportuno? Já no início da Quaresma a Igreja diz: "Convertei-vos e crede no Evangelho". E durante o restante destes quarenta dias o Cristão é chamado a olhar para o Evangelho, a Palavra, a Jesus e a mudança de suas atitudes. Este tempo é caro e deveria ser trabalhado para a Conversão dos Católicos. Não é tempo para política pública, mesmo sendo esta importante. Entendo que é totalmente possível transferir este tema "A fraternidade e Saúde Pública" para outra época do ano, que não seja nestes quarenta dias.
"hoje é-se muito sensível ao tema do cuidado e do amor que visa o bem físico e material dos outros, mas quase não se fala da responsabilidade espiritual" Quaresma 2012, Bento XVI
Ainda mais. Devemos sim preocupar com o corpo, a saúde física. Mas porque não se tem tema para a saúde Espiritual. A realidade do Homem que não reza é sofrer, aquele que não clama por Jesus Cristo é sempre um deprimido, pois Jesus é a nossa Saúde. Portanto se não ensinarmos ao homem o caminho da saúde, ele nunca será saudável, a saúde governamental acaba por aqui, ela é terrena e pobre, deve-se dar aos brasileiros uma saúde que não cessa, Jesus.
Este tema em plena Quaresma há de desviar os Católicos daquilo que a Igreja aponta. Ao invés de penitenciar, vai-se discutir o que o Governo anda fazendo e quando acabar a Quaresma, o Governo ficará inerte e ninguém terá feito seus dias de retiro espiritual. Ou seja, ficarão mais doentes do que já eram.
Devo está doente falando isto não? Queria postar outra coisa que me alegrasse, mas o tema não permitiu. Desejaria que a Campanha preocupasse com a Saúde Espiritual. Você, o que desejaria para uma Campanha? SS Bento XVI diz:
"O fato de «prestar atenção» ao irmão inclui, igualmente, a solicitude pelo seu bem espiritual. E aqui desejo recordar um aspecto da vida cristã que me parece esquecido: a correcção fraterna, tendo em vista a salvação eterna. De forma geral, hoje é-se muito sensível ao tema do cuidado e do amor que visa o bem físico e material dos outros, mas quase não se fala da responsabilidade espiritual pelos irmãos. Na Igreja dos primeiros tempos não era assim, como não o é nas comunidades verdadeiramente maduras na fé, nas quais se tem a peito não só a saúde corporal do irmão, mas também a da sua alma tendo em vista o seu destino derradeiro. Lemos na Sagrada Escritura: «Repreende o sábio e ele te amará. Dá conselhos ao sábio e ele tornar-se-á ainda mais sábio, ensina o justo e ele aumentará o seu saber» (Prov 9, 8-9). O próprio Cristo manda repreender o irmão que cometeu um pecado (cf. Mt 18, 15). O verbo usado para exprimir a correcção fraterna – elenchein – é o mesmo que indica a missão profética, própria dos cristãos, de denunciar uma geração que se faz condescendente com o mal (cf. Ef 5, 11). A tradição da Igreja enumera entre as obras espirituais de misericórdia a de «corrigir os que erram». É importante recuperar esta dimensão do amor cristão." Quaresma 2012
| CF 2012 |
| Confissão |
Penso que não precisa dizer qual das imagens acima deveria ser utilizada nas Campanhas durante a Quaresma.
Deveria-se chamar os fiéis a contemplação, jejum, confissão, adoração, vigílias e eucaristia. Depois de curados espiritualmente, propiciaria-se questionamento sobre saúde física.
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