Hoje, estou sentindo uma preguiça!
Milhares de coisas pra fazer, e essa vontade de só ficar no ócio, deitada na rede,
me balançando...
Vida marvada
Você não sabe como é bom viver
Numa casinha branca de sapé
Com uma mulher a nos fazer carinho
Uma galinha, dois ou três pintinho
Se o sol tá quente a gente arranja rede
Garra a viola presa na parede
Acende o pito cospe e passa o pé
E deixa a vida como Deus quiser
Eh! vida marvada
Não adianta fazer nada
Pra que se esforçar
Se não paga a pena trabalhar!
Não sei por que aqui não nasce nada
É só capim, só mato, espinharada
Não nasce arroz nem milho nem feijão
Não sei o que existe neste chão
De manhã cedo eu olho pra rocinha
Pra ver se às vez nasceu qualquer coisinha
Mas qual o quê, não nasceu nada, não
Plantando nasce, mas não planto, não!
Eh! vida malvada... [bis]
[Deliciosa toada mineira, que expressa tudo o que sinto hoje. Letra — uma das versões — de Lúcio Mendonça de Azevedo, música do grande Almirante]