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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Novo governo grego poderá ser apresentado esta terça-feira


O líder da Nova Democracia e o líder do PASOK estiveram reunidos, esta tarde, e já se fala num acordo de responsabilidade nacional que poderá ser anunciado até à noite desta terça-feira
No final da reunião entre o líder da Nova Democracia e o líder do PASOK, o conservador Antonis Samaras anunciou um acordo com o socialista Evangelos Venizelos para formar um governo de salvação nacional, acordo esse que não foi referido pelo líder do PASOK.
No final do encontro, Evangelos Venizelos disse apenas que espera que até amanhã [terça-feira] à noite haja consenso em torno de um governo de «união nacional», com o maior número de partidos possível.
Apesar do otimismo, o líder do PASOK não revelou se aceita fazer parte de um governo de coligação com a Nova Democracia.
Entretanto, a chanceler alemã, Angela Merkel, insiste que o próximo governo grego deve «cumprir os compromissos» assumidos por Atenas no âmbito do resgate da troika.
A chanceler alemã sublinha que «as eleições não podem pôr em causa os compromissos que a Grécia assumiu».
TSF-Nuno Serra Fernandes-Publicado hoje às 19:33

Socialistas gregos insistem em incluir esquerda radical no Governo

Evangelos Venizelos, líder do PASOK continua a insistir na inclusão do Syriza, de Alexis Tsipras, na coligação do novo Governo grego. Depois de um encontro com o vencedor das eleições deste domingo, Antonis Samaras, da Nova Democracia, centro-direita, Venizelos manifestou-se "desapontado" por Tsipras ter manifestado hoje a intenção de não fazer parte de um putativo Executivo de coligação.
Samaras, cujo partido Nova Democracia obteve 29,6% dos votos, já disse ao Presidente que o objectivo será formar um Governo de coligação que se mantenha até, pelo menos, às eleições de 2014 para o Parlamento Europeu. Um “Governo de salvação nacional de longo prazo com uma perspectiva pró-europeia”. Mas Samaras disse ainda que iria tentar, como prometeu na campanha, “obter alterações nos termos de um acordo com a UE e o FMI”. Para já, políticos evocaram apenas alterações nos prazos do acordo, com uma margem alargada. Começa porém a surgir um consenso sobre a ideia de que se não há margem para alterar um pouco os termos, o problema grego está apenas adiado e não resolvido. A situação do país é difícil, com desemprego acima dos 22%, contracções do PIB na ordem dos 20%, uma recessão que dura há cinco anos, e com um Governo que representará menos de 50% dos eleitores (cuja maioria votou em vários partidos anti-austeridade à esquerda e à direita).Apesar de o Partido Socialista (PASOK, 12,2%) ter pedido a entrada da Coligação de Esquerda Radical, Syriza (26,8%), para participar no Governo, ninguém acreditava que esta fosse uma possibilidade real. O PASOK desceu de 44% nas eleições de 2009 para 12,5% nestas eleições e está a tentar, a todo o custo, conter danos e voltar a recuperar eleitores.(Ler Mais)