Mostrar mensagens com a etiqueta Pedro Silva Pereira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pedro Silva Pereira. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Silva Pereira diz que PS pode votar contra Orçamento de Estado de 2013

O ex-ministro do Governo socialista de José Sócrates acusa o Executivo de ter marginalizado o PS nas quatro avaliações do memorando e na elaboração do orçamento deste ano.
Em entrevista do Diário Económico, o deputado socialista Pedro Silva Pereira considera que o Governo “tem feito pouco pelo consenso político” no país e admite mesmo a possibilidade de o PS “votar contra” o Orçamento do Estado (OE) do próximo ano.“O OE 2013 deve ser avaliado pelos seus méritos e deméritos e o PS deve decidir em conformidade com a proposta do Governo”, afirmou o ex-ministro da Presidência de José Sócrates. Questionado sobre se essa postura pode significar votar contra o documento, Pedro Silva Pereira anuiu: “Mesmo que isso signifique votar contra”.No entanto, admitiu que a “instabilidade política, sobretudo num momento de crise internacional nunca é uma coisa boa”. “O que desejo e prevejo é que esta legislatura decorra até ao fim”, concluiu.Pedro Silva Pereira acusa o Governo de estar a fazer “pouco pelo consenso político em Portugal” e avisa que o PS “não pode ser forçado a aderir a uma estratégia que não é a sua, com medidas que comportam uma injusta distribuição dos sacrifícios e estão a destruir a economia e o emprego”.O deputado acusa o Governo de ter marginalizado o PS nas quatro avaliações do memorando da troika e na elaboração do OE 2012. “Agora, de repente, para a quinta revisão e porque está em dificuldades, já quer um envolvimento maior do PS”, acusa.
19.07.2012 -Por: Público

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Debate da moção de censura: Silva Pereira recusa criação de crise política


 Pedro Silva Pereira acusou nesta segunda-feira, no Parlamento, o PCP de ter aberto as portas ao Governo de direita há um ano e defendeu que este não é o momento para criar uma crise política.
O ex-ministro da Presidência do Executivo de José Sócrates falava no Parlamento durante o debate da moção de censura apresentada pelo PCP ao Governo de coligação PSD/CDS.
Silva Pereira acusou os comunistas de serem co-responsáveis pela crise actual e pelo Executivo que está à frente dos destinos do país: “Há pouco mais de um ano, o PCP, este mesmo Partido Comunista, optou por aliar-se à direita para derrubar um governo do PS. Aceitou prestar esse serviço no dia e na hora que a direita escolheu. Colaborou na abertura de uma crise política, no momento mais conveniente para os interesses da direita e mais inconveniente para os interesses de Portugal”, acusou.
O deputado defendeu que o PCP tem todo o direito de apresentar uma moção de censura ao Governo, mas não pode agir “como se não tivesse nenhuma responsabilidade no assunto”. Silva Pereira frisou que o PS vai abster-se na votação da moção, mas voltou a lembrar que os socialistas vão continuar a combater todas as medidas que o Governo aplica e que não estão inscritas no memorando de entendimento subscrito com a troika.
A intervenção de Pedro Silva Pereira mereceu aplausos de pé da bancada do PS, numa unanimidade que tem sido rara no Parlamento. Na resposta, o deputado social-democrata, Adão e Silva, devolveu acusações e inquiriu: “Quando é que o PS faz o ‘mea culpa’ da situação que criou?". 
Adão e Silva ironizou o entusiasmo da bancada parlamentar socialista durante a intervenção do ex-ministro de Sócrates e questionou Silva Pereira se o seu discurso traduziria “uma encomenda de um café de Paris”. O aparte do social-democrata mereceu desagrado da bancada do PS.
25.06.2012 - 18:31 Por:Público, Rita Brandão Guerra

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

"Orientação do Governo contraria o que foi prometido",diz Silva Pereira

por:"DN online" Lusa,Hoje

Pedro Silva Pereira, ex-ministro socialista, considera que estão já de rastos as duas principais promessas do Governo de não aumentar impostos e de promover a competitividade através do desagravamento drástico da Taxa Social Única (TSU).

As posições de Pedro Silva Pereira, considerado o "braço direito" dos executivos liderados por José Sócrates, foram transmitidas à agência Lusa, depois de questionado sobre que balanço faz dos primeiros cem dias do Governo de coligação PSD/CDS, que se cumprem quarta-feira.

Para o ex-ministro da Presidência, "a marca mais importante destes cem dias é uma orientação do Governo que contraria tudo aquilo que foi prometido pelo PSD na última campanha eleitoral".

"A campanha eleitoral de Pedro Passos Coelho, que lidera o Governo, foi caracterizada por duas ideias fundamentais: Não mais austeridade sobre as pessoas, sendo a opção cortar nas gorduras do Estado; e promover a competitividade da economia através da redução da Taxa Social Única (TSU)", apontou o ex-ministro da Presidência.

No entanto, na perspectiva de Pedro Silva Pereira, essas "duas ideias forças da campanha eleitoral do PSD estão hoje de rastos ao fim de pouco mais três meses de Governo".

"O que o Governo está a fazer é aumentar a austeridade sobre as pessoas, com mais impostos, corte do 13.º mês, aumento dos transportes públicos e do IVA sobre a energia. Por outro lado, o Governo teve de reconhecer que tinha estudado mal a medida da redução da TSU e hoje reconhece que ela é não só incomportável do ponto de vista de implicações na carga fiscal, mas é sobretudo ineficaz do ponto de vista da promoção da competitividade e das nossas exportações", observou o actual deputado do PS.

Nos primeiros cem dias de acção do executivo de coligação PSD/CDS, Pedro Silva Pereira acredita que há "uma obsessão do Governo em ir para lá do memorando da troika - e esta obsessão corre o sério risco de ser totalmente desadequada face às actuais circunstâncias da economia internacional, porque cria condições para o agravamento da recessão na pior altura".

"Entendo ainda que há uma desorientação do Governo num domínio crítico, referente à política europeia e a resposta à crise. Verifica-se uma descoordenação entre o primeiro-ministro [Pedro Passos Coelho] e o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros [Paulo Portas], há contradições sobre o papel dos 'eurobonds' numa resposta europeia à crise das dívida soberanas e assistiu-se a uma 'gaffe' do primeiro-ministro em recente entrevista à RTP ao admitir de forma totalmente irreflectida uma colagem à Grécia e um segundo programa de ajuda externa", considerou.

Em suma, para Pedro Silva Pereira, estes episódios revelam que o Governo "tem dificuldade em encontrar o registo certo para se posicionar em relação à resposta da Europa à crise internacional, que também afecta Portugal".