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sábado, 4 de agosto de 2012

Quase 42 mil idosos deixaram de comprar passe de transportes públicos em Lisboa

Desde que o Governo diminuiu o desconto aplicado aos passes sociais para idosos, em Fevereiro, quase 42 mil idosos da Grande Lisboa deixaram de comprar o passe destinado à terceira idade, segundo dados revelados à Lusa pela Carris.
De acordo com a empresa, no primeiro semestre do ano passado 242.717 pessoas compraram o passe Navegante Urbano 3ª idade (Carris, Metro e CP na zona urbana), um número que nos primeiros seis meses deste ano desceu para 200.876, correspondendo a uma redução de mais de 17%, ou seja menos 41.841 pessoas.
Além dos vários aumentos de preços que os tarifários sofreram no último ano, em Fevereiro o Governo decidiu diminuir o desconto que os idosos beneficiavam na compra do passe social, que passou dos 50 para os 25%.
Além dos idosos, também os restantes utentes estão a reduzir a utilização dos transportes públicos. A Carris perdeu 25 milhões de passageiros no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2011, segundo os dados revelados ao PÚBLICO.
No ano passado foram transportados 118,3 milhões de passageiros, um número que caiu este ano para 93,3 milhões (ou seja, menos 21,1%).
Por seu lado, o Metropolitano de Lisboa registou uma redução de 11,5 milhões de passageiros, tendo passado dos 92,2 registados nos primeiros seis meses de 2011 para os 80,7 registados este ano.
Na Transtejo, a queda foi menos acentuada: menos 1,5 milhões de pessoas viajaram de barco no Tejo entre Lisboa e a Margem Sul. A empresa teve nos primeiros seis meses do ano passado 14 milhões de passageiros, número que caiu para os 12,5 este ano.
Ouvido pela Lusa, o presidente do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP), Carlos Braga, lamenta os números mas afirma que as pessoas “não têm dinheiro para adquirir tudo”. “Com os aumentos da água, do gás, da luz, a reforma reduzida e os subsídios roubados, as pessoas têm de fazer opções e optam por ir comendo”, considera.
Frisando que o aumento do passe 3ª idade atinge sobretudo “pessoas já com mobilidade muito mais reduzida”, o presidente do MUSP lamenta que crie também “condições para que fiquem cada vez mais isolados”.
04.08.2012 -Por: Público, Lusa

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Passe Social + é "falsa medida de apoio",afirma Ana Paula Vitorino

Lisboa, 30 ago (Lusa)

A deputada socialista Ana Paula Vitorino considerou hoje “uma falsa medida de apoio” o novo título de transportes para quem receba até 545 euros anunciado hoje pelo Governo.

Ana Paula Vitorino adiantou ainda que o PS irá apresentar quarta-feira um requerimento na comissão de Economia e Obras Públicas a solicitar a presença no Parlamento do ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, para explicações sobre esta medida.


Numa declaração em nome do grupo parlamentar socialista, a ex-secretária de Estado dos Transportes considerou que a medida hoje anunciada pelo Governo – o Passe Social +, que entrará em vigor a partir de 01 de setembro no âmbito do Programa de Emergência Social – levanta “um problema de justiça, de equidade e de transparência”.

“É uma falsa medida de apoio às pessoas com maiores necessidades do ponto de vista financeiro, uma vez que apenas abrange em teoria pessoas que têm um rendimento bruto inferior a 545 euros”, começou por afirmar.

Mas é também “um falso apoio” já que “a maior parte das pessoas não são abrangidas, ainda que tenham rendimentos inferiores a 545 euros”, deixando “de fora milhões de pessoas que diariamente usam os transportes públicos quer em Lisboa, quer no Porto”

“Uma pessoa que tenha um passe combinado entre a Transtejo e a Carris fica de fora porque este passe não vai estar sujeito a qualquer espécie de desconto”, exemplificou.

Acresce que a medida afeta sobretudo quem vive na periferia das grandes metrópoles, zonas “onde os rendimentos ´per capita´ são mais baixos”.

“É uma falsa medida de apoio às pessoas mais carenciadas (…) é uma medida gravíssima para as pessoas, também para as de mais baixos rendimentos e não se entende quais os benefícios que isso tem para o erário público”, frisou.


PGF/Lusa

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Novo passe social em setembro para quem ganha menos que 545 euros

Porto, 29 ago (Lusa)

O novo título de transportes, o Passe Social +, para quem receba até 545 euros, vai entrar em vigor a partir de 1 de setembro no âmbito do Programa de Emergência Social, anunciou hoje o Ministério da Economia e do Emprego.

O Passe Social+ vai estar disponível “para todos os agregados familiares cujo rendimento médio mensal equivalente por sujeito passivo não ultrapasse o valor correspondente a 1,3 vezes o Indexante de Apoios Sociais (IAS)”, segundo comunicado enviado pelo Governo, estando o IAS atualmente no valor de 419,22 euros, de acordo com a Segurança Social, o que coloca o valor a considerar nos 545 euros.

A adesão ao título intermodal, disponível para Lisboa e Porto, será feita em bilheteiras específicas, através da declaração de rendimentos, “em moldes semelhantes aos que são já utilizados há quase três décadas para os Passes Reformados/Pensionistas”, acrescentou o ministério, adiantando que, numa segunda fase, bastará um comprovativo da página da Direção Geral dos Impostos.

O Governo realçou, também, que “todos os restantes títulos de transporte” se mantêm em vigor, nas mesmas condições que neste momento, sendo o Passe Social+ válido por 12 meses e renovável anualmente.

“O ‘Passe Social+’ enquadra-se no esforço do atual Governo e do Ministério da Economia e do Emprego na promoção da justiça e proteção social aos agregados familiares de menores rendimentos”, escreveu o Executivo no comunicado.

De acordo com os valores apresentados pelo Governo, em Lisboa, o título Carris/Metro Urbano, segundo os números do novo passe social, vai custar 24,20 euros, enquanto o normal é de 33,85 euros.

Um título intermodal deste novo modelo para o Porto, na área Z2, vai custar 21,30 euros, sendo que o normal vale 28,40 euros.

TDI/Lusa